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Mostrando postagens de Janeiro 7, 2019

Romance 'Entre as Mãos' marca a estreia de Juliana Leite na literatura

Felipe Franco Munhoz  , Especial para o Estado
A vida e a rotina da protagonista Magdalena, pregressas ao acidente que ela sofrerá. Seu ofício cotidiano: costureira, confeccionando cortinas e tapetes; “usando as mãos para sobreviver”. Seu relacionamento com o narrador – anônimo, em primeira pessoa, e falso, elaborado como elemento metaficcional – da parte (são três) que abre o romance. O acidente: um atropelamento. As angústias do hospital, vozes. A vida e a rotina da protagonista, posterior ao atropelamento: mudanças, dores, adaptações. Tempos que, alternando o aleatório das memórias e um presente progressivo, se emaranham na construção da grande tapeçaria pós-faulkneriana que é o romance Entre as Mãos (Record), estreia de Juliana Leite. Assim, com tonalidades violentas, a trama (narrativa, de fios invisíveis e de linhas compostas por letras e palavras – inclinando-se, em geral, para o coloquialismo) é tecida através de parágrafos quase autônomos, flutuantes entre espaços de respiro. …

Apesar da crise, livrarias de menor porte tem oportunidade de crescimento

Na contramão da crise das grandes redes e do mercado encolhido na região, livrarias e sebos enxergam oportunidade ao focar nos “amantes da literatura”O epílogo do mercado das grandes redes de livrarias do Brasil em 2018 foi melancólico. A Livraria Cultura fechou unidades no Rio de Janeiro e Recife e todas as lojas da Fnac no Brasil também baixaram suas portas. Já a Saraiva fechou 19 livrarias em outubro. Na sequência, ambas entraram com pedido de recuperação judicial. Um estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), a partir de estatísticas do Ministério do Trabalho, aponta que o número de livrarias e papelarias no Brasil reduziu 29% em 10 anos. Na contramão deste diagnóstico negativo, no entanto, livreiros de menor porte da região veem oportunidade de crescimento e relatam já sentir melhorias nas vendas. Jociele Victoriano, gerente da unidade da Livraria Nobel localizada no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste, avalia que foi um ano bom para a unid…

Morre o artesão pernambucano Severino Vitalino

A cultura nordestina perdeu, na madrugada desta segunda-feira (7), o artesão Severino Vitalino, aos 78 anos. Um dos quatro filhos do Mestre Vitalino (1909-63), o artista estava internado em um hospital de Caruaru desde outubro do ano passado, momento onde foi acometido de um infarto. Segundo informações do G1 Caruaru, Vitalino foi submetido a cirurgia cardíaca e estava entubado e sedado na Unidade de Terapia Intensica (UTI) Coronariana. No mês de novembro, o artesão apresentou um quadro infeccioso e permaneceu internado no hospital que leva o nome do pai. O local e o horário do velório e sepultamento ainda não foram divulgados pela família. Legado Vitalino seguiu os passos do pai, com quem trabalhou confeccionando peças de barro durante boa parte da vida. "Não me imagino fazendo outra coisa. Trabalhei ao lado do meu pai até os 23 anos e sinto que tenho o dever de preservar a história e tudo o que ele deixou", afirmou em entrevista ao G1 Caruaru. Em 2017, o artesão foi habili…

Em 25 anos, o Museu de Arte Religiosa Contemporânea não se esquivou dos riscos que supõe a arte religiosa

Exibições do MOCRA destacaram a arte sem se desvencilhar dos significados religiosos, e essa é uma lição aprendida pelos museus de hoje.
Michael Tracy, "Tríptico: Décima Primeira, Décima Segunda e Décima Terceira Estação da Cruz para a América Latina - La Pasin", acrílico sobre lona encerado sobre madeira com vidro, cerâmica e mídia mista, com corona de estanho, 1981-1988. (Coleção MOCRA)
Por Menachem Wecker*
Ainda me lembro de estar na frente do enorme tríptico de Michael Tracy em uma visita de fevereiro de 2015 ao Museu de Arte Religiosa Contemporânea da Universidade de St. Louis.
De longe, a superfície corroída da poderosa obra poderia ser confundida com uma escultura de Anselm Kiefer, e a obra de Tracy corajosamente sustentada na enorme galeria, uma antiga capela com tetos altos de quase 10 metros. Tanto a sala quanto o tríptico lembram os espectadores de quão pequenos são, o que é uma coisa formidável na experiência da arte religiosa.
"Parece que a obra foi feita pa…

Exposição “Rio São Francisco: Ocupação e transposição” chega a Fortaleza

Exposição Rio São Francisco: Ocupação e transposição chega ao Espaço Cultural Correios em 10 de janeiro Obra As Três Marias de Francisco Ivo Um mergulho pictórico na região de um dos maiores patrimônios naturais brasileiros: é isso que a exposição Rio São Francisco: Ocupação e transposição ofertará ao público do Espaço Cultural Correios, a partir das 16h do dia 10 de janeiro (quinta-feira), quando será lançada. A mostra, que seguirá aberta para visitação gratuita até 1º de março, é assinada pelo artista plástico e geólogo cearense Francisco Ivo. Com 33 obras em óleo sobre tela produzidas de 2016 a 2018, a exposição retrata o percurso histórico-social do rio em imagens que traduzem a exuberância da natureza e os processos de ocupação e exploração do São Francisco pelo homem, culminando no controverso projeto de transposição de suas águas. Os quadros ajudam o visitante a compreender as transformações no Velho Chico ao longo dos 2.700 km de sua extensão, desde a nascente, em Minas Gerais…