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Mostrando postagens de Outubro 14, 2019

Jovens de Cascavel usam cordel para falar sobre feminismo nas escolas

As alunas criaram o projeto para promover reflexões sobre a cultura machista, bem como ajudar a entender os diversos papéis da mulher na sociedade 
Estudantes do Ensino Médio em Cascavel, no interior do Ceará, tiveram a ideia de criar um projeto para fomentar o diálogo sobre a equidade de gênero e estimular atividades sobre feminismo na escola e na comunidade. A iniciativa, intitulada de “Dice – Será que a sociedade ainda não entendeu?”, resultou na produção de um cordel e na mudança de várias realidades dentro da Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz. As alunas sofriam com o machismo e, unidas, criaram o projeto para promover reflexões sobre a cultura machista, bem como ajudar a entender os diversos papeis da mulher na sociedade. A iniciativa, batizada de “Dice” – deusa grega da justiça – se pautou em diversas ações realizadas tanto na escola quanto fora dela. Uma delas foi a organização de rodas de acolhimento, que propunham conversas sobre as dificuldades de ser mu…

'Bacurau' não é sobre o presente, mas o futuro

O resultado do filme é uma projeção bastante lúcida de um cenário cada vez mais possível. Cena do filme 'Bacurau', de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. (Divulgação)
Assim como Aquarius, a recepção de Bacurau parece comprometida pela expectativa, compartilhada por apoiadores e críticos, de que o filme seja uma análise da conjuntura presente. No caso de Bacurau, a confusão começa já na questão sobre o registro em que devemos lê-lo. A suposta influência de Tarantino é enganosa: não se trata de uma película ao estilo do diretor americano, mas que explora um gênero cultivado por ele e Robert Rodriguez – algo que poderíamos descrever como filme B de fantasia de vingança coletiva. Bacurau não seria, assim, uma tentativa de copiar, mas de fazer a mesma coisa por outros meios, com referências predominantemente não-hollywoodianas:
Punishment Park (Peter Watkins), The wicker man (Robin Hardy) e Brasil ano 2000 (Walter Lima Jr.), para arriscar algumas. É quando o lemos como filme …

Nobel de Economia premia trio pelo combate à pobreza no mundo

O indiano Abhijit Banerjee, a francesa Esther Duflo e e o americano Michael Kremer foram premiados hoje (14) com o Prêmio Nobel de Economia pela sua “abordagem experimental para aliviar a pobreza global”. “Os premiados deste ano introduziram uma nova abordagem para obter respostas confiáveis sobre as melhores formas de combater a pobreza global”, frisou a Academia Real de Ciências da Suécia na apresentação dos escolhidos para o Nobel da Economia. Abhijit Banerjee, do Massachusetts Institute of Technology, Cambridge, nos Estados Unidos, nasceu em 1961, na Índia. O norte-americano Michael Kremer, da Universidade de Harvard, EUA, nasceu em 1964. A francesa Esther Duflo, nasceu em 1972. Duflo é a mais jovem vencedora a receber este Nobel, além de ser a segunda mulher a conseguir o feito. Abhijit Banerjee e Esther Duflo, juntando-se muitas vezes a Michael Kremer, realizaram estudos similares em outras áreas e em outros países. “Os seus métodos de investigação experimental dominam agora to…