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Mostrando postagens de Dezembro 20, 2019

Lâmpada acesa

Padre Geovane Saraiva*
No Natal, tudo deveria se revestir de encanto, a partir da luminosidade fulgurante do Filho de Deus, que, no propósito divino, quer orientar os caminhos da vida humana. É a existência dos filhos de Deus numa visibilidade panorâmica, evidentemente voltada para o alto, mas dentro do que é possível, num espetáculo, aos olhos da fé, de fascinar e atrair os habitantes da terra, na acolhida da verdadeira lâmpada, a qual jamais se extinguirá.
Deparamo-nos com a verdadeira luz, e é o que existe de mais inaudito: a natureza humana vencida pelo dom da graça, de tal modo envolvida em mistério que, das trevas ou noites, a vemos se transformar em dia. São os sinais das ações de Jesus, como nos assevera Santo Agostinho: “Vamos cantar aleluia aqui na terra, enquanto ainda vivemos ansiosos, para que possamos cantar um dia no céu em total segurança”.
É a vinda do desejado das nações, buscado com grande ansiedade, sendo Ele a haste, ou rebento de Jessé, a se erguer como verdadeir…

PODCAST: Lâmpada acesa

Por Pe. Geovane Saraiva

Vem a Paz

Destaque das atividades do Papa e da Santa Sé nesta quinta-feira. Um emocionante encontro no final da manhã com alguns refugiados de Lesbos. Em precedência, Francisco celebrou a Missa em Santa Marta e recebeu 6 novos embaixadores. Sergio Centofanti, Silvonei José - Cidade do Vaticano O Natal se aproxima. Mas é sempre difícil, ainda hoje, para todos nós, reconhecer o Deus que se faz homem. Francisco quis encontrar alguns refugiados que chegaram de Lesbos, Grécia, com os corredores humanitários. Ele recebeu de presente um colete salva-vidas que pertencia a um imigrante desconhecido que se afogou no Mar Mediterrâneo. O colete, colocado sobre uma cruz de resina, está agora pendurado no acesso ao Palácio Apostólico do Pátio Belvedere. A morte deste migrante, disse o Papa, foi causada pela injustiça: "É uma injustiça que obriga muitos migrantes a deixar suas terras". É a injustiça que os força a atravessar desertos e a sofrer abusos e torturas nos campos de detenção. É a injustiça…

Nova edição de 'Arquipélago Gulag' reapresenta marco da literatura de testemunho

Guilherme Magalhães SÃO PAULO Nenhuma peça de Anton Tchekhov teria chegado ao fim se alguém contasse aos intelectuais tchekhovianos do começo do século 20 que, em menos de 40 anos, o governo russo usaria corriqueiramente técnicas de tortura em inquéritos no país. O questionamento é do escritor russo Aleksandr Soljenítsyn, que imagina que “todos os heróis teriam ido para o manicômio. Mas não só os heróis de Tchekhov —que pessoa russa normal, no início do século, teria acreditado, teria suportado tamanha calúnia contra o futuro radiante?”. Essa dúvida aparece em “Arquipélago Gulag”, marco da literatura de testemunho dos campos de trabalhos forçados da antiga União Soviética, onde o autor, que recebeu o Nobel de Literatura em 1970, cumpriu pena de 1945 a 1953. Além dele, estima-se que outros 18 milhões passaram pelos ao menos 476 complexos espalhados pelo país. Soljenítsyn em Colônia, na Alemanha Ocidental, em fev.1974, logo após ser expulso da União Soviética. AFP/