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Masp espera 30 mil nos últimos dias de 'Tarsila'

A mostra, que reúne as principais obras da pintora modernista, foi visitada até domingo (21) por mais de 350 mil pessoas.
Pessoas visitam o último dia grátis da exposição de Tarsila no Masp, na noite dessa terça-feira (23), dia em que foram registradas mais de 7 mil visitas.
Pessoas visitam o último dia grátis da exposição de Tarsila no Masp, na noite dessa terça-feira (23), dia em que foram registradas mais de 7 mil visitas. (Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Na última semana da exposição Tarsila Popular, o Masp espera receber 30 mil visitantes. Aberta no dia 5 de abril e reunindo as principais obras da pintora modernista, a mostra foi visitada até domingo (21) por mais de 350 mil pessoas, segundo o museu, e registrou seu recorde histórico de público na terça-feira (16): 8.454 pessoas, que esperaram cerca de cinco horas na fila.
Às terças, a entrada é gratuita e ontem, a última da exposição, o Masp estendeu a visitação até meia-noite - com isso, um novo recorde pode ser registrado. No sábado (27) o museu também fechará neste horário. Hoje, quinta e domingo, a exposição poderá ser visitada das 10h às 19h. Na sexta, até as 21h. Com curadoria de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, Tarsila Popular apresenta cerca de 120 trabalhos da artista que teve importância central no movimento modernista brasileiro. É a maior já realizada sobre sua obra no Brasil.
Entre as atrações, estão as icônicas Abaporu (1928), uma das mais populares da artista e que integra o acervo do Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (Malba), Antropofagia (1929) e O batizado de Macunaíma (1956). A exposição marca o retorno da obra da artista a São Paulo, depois de percorrer, entre 2017 e 2018, museus em Nova York e Chicago.
A expografia de Tarsila Popular deixa o público seguir seu caminho livremente, mas alguns agrupamentos de obras da pintora foram feitos em pequenas salas dentro do grande espaço expositivo. A mostra começa com A negra (1923) e com uma série de retratos e autorretratos, como Autorretrato com vestido laranja (1921). Ela continua com um setor de nus, outro de viagens, até chegar a um sobre manifestações religiosas. Tarsila do Amaral pintou referências católicas de um jeito bem brasileiro, como em Religião brasileira I (1927). Depois, surgem pinturas que mais se relacionam, diretamente, com a ideia de popular, como Segunda Classe (1933) e Trabalhadores (1938).
O setor final é o mais populoso, com, justamente, suas obras mais conhecidas. Lá, Abaporu Antropofagia dialogam com Batizado de Macunaíma.
TARSILA POPULAR
Onde: Masp (Avenida Paulista, 1.578).
Até quando: 28 de julho
Horários: 10h às 19h, 6ª, 10h às 21h, sáb., 10h à 0h.
Valor: R$ 40
Informações: (11) 3149-5959. 4ª, 5ª e domingo

Agência Estado/Dom Total

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