Livro narra a história do transplante cardíaco no CE

Os autores do livro e autoridades, na noite de ontem, no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará ( Foto: Reinaldo Jorge )
A noite de ontem (9), na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, foi marcada por uma série de comemorações voltadas às realizações de transplantes cardíacos a nível estadual, nacional e mundial. A solenidade marcou ainda o lançamento do livro "Transplante do Coração - Um Caminho Para a Vida".
Ao passo que o evento celebrou o cinquentenário do primeiro transplante cardíaco em terras brasileiras - realizado em São Paulo, em maio de 1968 -, também foram lembrados os 50 anos do primeiro procedimento cirúrgico no mundo, na África do Sul. No Ceará, o momento foi de enaltecer os 20 anos do primeiro transplante cardíaco pediátrico feito no Estado, no Hospital Antônio Prudente.
Os autores do livro em questão fazem parte do atual corpo médico do Ceará e atuam no Hospital Doutor Carlos Alberto Studart, popularmente conhecido como Hospital do Coração de Messejana. Juan Mejia, Waldester Cavalcante, Klébia Castello Branco e João David de Souza foram os responsáveis por unir o trabalho artístico do fotógrafo João Palmeiro à rotina das operações no Hospital de Messejana, cujas atividades foram captadas em uma obra planejada e executada no prazo de dois anos.
De acordo com Juan Mejia, coordenador do Programa de Tutoria em Doação de Órgãos e Transplante Cardíaco do Hospital de Messejana, o equipamento já realizou 405 procedimentos, sendo 55 deles em crianças e adolescentes com menos de 18 anos. "Esse livro tem um caráter especial porque ele trata artisticamente o drama dos pacientes que esperam a operação. E, no caso das crianças, principalmente o drama que vivem os familiares, acompanhando esse paciente que realmente precisa do aparecimento de um doador compatível", avaliou o cirurgião ao ressaltar a importância do registro histórico dos últimos 20 anos propiciado a partir do livro.
O chefe da Cardiologia Pediátrica do Hospital de Messejana, Waldester Cavalcante, ponderou que, ainda que o Hospital de Messejana seja uma das referências brasileiras na área, não existe a realização do procedimento sem o doador e a família. "A doação é a ponte entre a pessoa com morte encefálica com coração normal e outra viva com coração em falência. Assim, ela passa a ser o primeiro desafio para a realização do transplante, havendo, de modo geral, um desnível do número de órgãos à disposição relativamente ao total de pessoas inscritas na lista de espera", explica o cirurgião.
Diário do Nordeste

Comentários

Mais Visitadas

O Irmão Carlos de Foucauld

Memorial do Holocausto lembra 80 anos da Noite dos Cristais em SP

15 de novembro de 1889

Escreve Pe. Jocy - Dom Delgado

Há 50 anos, primeira mulher negra era eleita ao Congresso nos EUA