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XII Bienal do Livro foi vista por 450 mil pessoas

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará foi encerrada ontem (23) deixando um gostinho de quero mais para os apreciadores de literatura. Em dez dias de evento, cerca de 450 mil pessoas, incluindo muitas famílias e crianças, passaram pelo Centro de Eventos do Ceará para conferir a vasta programação literária que contou com a presença de importantes autores, veteranos e estreantes - locais, nacionais e internacionais - e, ainda, puderam visitar estandes das editoras e livrarias.
O evento gerou, segundo a organização, 3.100 empregos diretos e indiretos, com 350 editoras presentes, distribuídas em 110 estandes, trazendo à Bienal cerca de 60 mil títulos, nada menos que 120 toneladas de livros. A movimentação financeira estimada é de R$ 5 milhões. Em dez dias, 450 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos, numa média de 45 mil por dia.
De acordo com a coordenadora geral da mostra literária, Mileide Flores, que participa da Bienal desde 2000, o evento no Ceará está amadurecido. "É uma Bienal que não deixa a desejar a nenhum evento literário que eu conheça", afirmou.
Além disso, Flores acredita que esta XII edição vai ficar na história como o antes e o depois. "Da mesma forma que na Bienal de 2.000 quando a gente introduziu a Bienal internacional, pois, até então, era uma feira", lembrou. Ela destacou, este ano, o sorriso dos visitantes ao entrar e o tempo de permanência dos escritores que decidiram passar a semana na Capital cearense e frequentaram todos os dias as programações .
Pluralidade
Este ano, foi a Bienal da diversidade e da alteridade, na avaliação da coordenadora geral. "Também fizemos parcerias com outras secretarias o que fez diferença nessa Bienal. Como a participação das secretarias de Educação, tanto do Estado como do Município, e da Secretaria de Ciência e Tecnologia que trouxeram um outro olhar sobre a leitura", destacou Flores. Assim, como a imagem da índia brincando com o robô, que ganhou grande repercussão mundial.
Participante da Bienal do Ceará desde 2000, o escritor cordelista Antônio Carlos da Silva, mais conhecido como Rouxinol do Rinaré, por conta do pássaro que remete a sua infância em Quixadá, ressaltou o ganho do espaço e da visibilidade para a arte popular do cordel.
"O espaço do cordel começou tímido. Fomos acolhidos pela direção na época na área de uma livraria e daí o espaço foi se 'agigantando'", contou. Atualmente, existem poetas de vários lugares do Brasil.
"Tenho um sentimento de gratidão e felicidade em ver o cordel sendo divulgado para mais pessoas e com mais qualidade", disse. Este ano, o evento superou suas expectativas por causa da crise nacional e por cair em feriados prolongados. Em um dos dias, ele conseguiu superar a venda de um dia na Bienal do Livro em São Paulo. "Estou surpreendido, não deixei de vender".
Presenças marcantes
Entre os nomes que compareceram para troca de conhecimento nesta edição da Bienal, Angela Escudeiro, Valter Hugo Mãe, Ignacio Loyola Brandão, Daniel Galera, Daniel Munduruku, Ademir Assunção, Angela Gutierrez, Jefferson Assunção, Márcia Tiburi, José Castilho Marques Neto, Nei Lopes, Mary Del Priore, Sérgio Rodrigues, Oswald Barroso, Gilmar Chaves, Ana Miranda, entre outros renomados.
Festa da cultura
Balanço positivo
Durante 10 dias, a XII Bienal Internacional do Livro foi aberta ao público de 9h às 22h. Promoveu 125 horas de atividades, entre debates, lançamentos de livros, contações de história, conversas com autores, apresentações teatrais, circenses e musicais, oficinas, jogos, declamações, cantorias, cortejos e muitas outras manifestações. Tudo isso distribuído por mais de 20 salas, em três andares. Ressalte-se a presença diária dos mestres da cultura do Ceará todos os dias. Fotos: Nah Jereissati

Diário do Nordeste

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