
Nas construções antigas, a pedra angular era tida como a pedra fundamental, a primeira a ser assentada na esquina de um edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. Ela servia para definir a colocação das outras pedras e alinhar toda a construção. O edifício, ao qual nos referimos por analogia, é Jesus Cristo, compreendido aos olhos da fé e também da razão como a pedra angular, aquela que os pedreiros rejeitaram (cf. Sl 117, 22), ao qual por inúmeras vezes o Livro Sagrado se refere.
O templo é sagrado, visto como local apropriado para o ser humano se relacionar com Deus, no seu projeto de amor e naquilo que a Igreja ensina. No Antigo Testamento temos o templo construído por Salomão como lugar por excelência de encontro com Deus. Naquele lugar santo guardava-se a Arca da Aliança, sinal claro da presença do Senhor no meio do seu povo. O maravilhoso nesse contexto indizível é perceber que o templo, que é guiado e sustentado pelo Espírito de Deus, prefigura a Igreja, a Sião ou a Jerusalém Celeste.
Como é maravilhoso pensar na Igreja, na sua índole servidora, tendo Cristo como pedra angular, e em seus seguidores como comunidade a caminho da salvação que vive da fé e da esperança, constituída de voluntários - pessoas generosas e disponíveis! Desses seguidores são exigidas renúncia e doação, e eles são voltados exclusivamente para Jesus de Nazaré, caminho, verdade e vida.
*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com