2 de dezembro de 2010

ANTOLOGIA AMLEF

Queridos confrades.

Continuamos no aguardo de matérias para a nossa 2.ª Antologia. Conforme informamos na reunião de 27/10, as matérias podem ser enviadas até 31/o1/2011. Dessa forma, poderemos, se Deus quiser, contar com a participação. de todos.

Os textos (contos, crônicas, artigos, poemas, etc) podem totalizar, em média, quatro laudas. Devem ser enviados para: jolimpioaraujo@hotmail.com

Os acadêmicos que não participaram da 1.ª Antologia, enviem-nos, por obséquio, também breve resumo de sua biografia e bibliografia, bem como, do partrono.

Um forte abraço

Olímpio Araújo.

28 de novembro de 2010

DISCURSO DE JÚNIOR BONFIM NA SOLENIDADE DE POSSE DE NOVOS ACADÊMICOS DA AMLEF



AUTORIDADES QUE COMPÕEM A MESA,
SENHORAS E SENHORES:

BOA NOITE!

Gerardo Mello Mourão, o maior vate que o ardente e telúrico barro cearense produziu, quando veio a Fortaleza receber o prêmio Sereia de Ouro, na sagração da primavera de 1996, confessou que falar em nome dos demais contemplados era “uma honra, um perigoso privilégio”.

Instado a fazer a louvação de estilo aos recipiendários, eu, desafinado versejador da mata ciliar do Rio Poty e ocupante, nesta Arcádia, da cadeira que homenageia o fundador do País dos Mourões, sinto-me igualmente com aquela sensação de ventura e aventura, de fortuna e risco produzidos pela emoção militante.

Porém, hoje é a noite da completude da nossa Academia. Cinco novos amantes das letras se incorporam ao nosso grêmio para celebrarmos o preenchimento de todos os seus quarenta lugares. E a magnitude deste momento sobrepuja qualquer fragilidade verbal ou percalço emocional da minha parte.

Por isso, principio pedindo vênia para açoitar o protocolo e, ao invés de um tapete vermelho, pedir para estender aqui um invisível tapete azul. Azul, sim! Porque azul é o sangue desse nobre que se agrega às nossas fileiras. Talhado para as grandezas, desde a tenra idade teve a veia instilada pelo vírus da genialidade. Aos 17 anos já reluzia nos Estados Unidos da América recebendo o título de BEST ACADEMIC STUDENT. Com dezoito janeiros foi intérprete da Comitiva Papal de Sua Santidade João Paulo II no Brasil. Com vinte e dois anos foi aprovado em seleção de mestrado na UFC e, aos vinte e sete, por concurso, virava Procurador de Justiça. Foi meu professor no curso de Direito. Lembro-me de suas primorosas aulas na disciplina de processo civil. Em uma delas discorreu com tranqüilidade sobre o instituto do litisconsórcio. É com indizível alegria que o recebo para, neste organismo de jurisdição voluntária, nos consorciarmos sem lide. Em voz alta anuncio solenemente o nome do poeta FERNANDO ANTONIO TEIXEIRA TÁVORA, que ocupará a cadeira de número 02, abençoada por Hermes Vieira.

Há alguns meses o confrade Seridião Montenegro me presenteou com um romance. Disse: - Bonfim, a autora é minha candidata a uma cadeira na AMLEF. Assenti no escuro, pois sei do zelo desse meu claro companheiro. Acertou em cheio. O livro, batizado de ANJO CAÍDO, nos sacode com a história de Maria, jovem de alma marcada pelas feridas da exploração sexual. É uma das obras de uma romancista que escolheu o ofício de promover a justiça. Rosto angelical, alma generosa, coração em festa, límpida fronte. Mãe e mestra, pisa neste tablado com seu andar libertário. Na qualidade de custus legis, fiscal da cidadania feita ternura, vem aqui para nos cobrar obediência aos Estatutos que mais importam, aqueles que o caudaloso poeta Thiago inscreveu na madeira de lei da Amazônia e que em seu último artigo assevera:

Fica proibido o uso da palavra liberdade,/ a qual será suprimida dos dicionários/ e do pântano enganoso das bocas./ A partir deste instante/ a liberdade será algo vivo e transparente/ como um fogo ou um rio,/ e a sua morada será sempre/ o coração do homem.

Na cadeira de número 3, que tem por padroeiro Senador Pompeu, sentará a doutora GRECIANNY CARVALHO CORDEIRO.


Quem me abriu o coração ao sol da vida e me ensinou a mirar o mundo com outros olhos foi Antonio Batista Fragoso, o profético bispo de Crateús nas décadas de 60, 70 e 80. Errante adolescente, com ele descobri as raízes do mal, a engrenagem que gera a injustiça, o sonho de transformação, a festa do mundo, o pão da poesia! Desde então, passei a admirar os defensores das nobres causas. Na segunda metade da década de 1980, em um púlpito da arena política no centro de Fortaleza divisei certa manhã o terceiro daqueles que recepcionamos nesta noite memorável. Impossível olvidar a oratória inflamada, a postura destemida e a intimidade com a ousadia que sempre caracterizaram esse paraibano cearense. Polivalente, bacharelou-se em ciências jurídicas, fez-se mestre, doutor e cientista na área da odontologia. Poliédrico, incursiona pelas pedrinhas de brilhantes da crônica, pela ribalta azul da dramaturgia e pelas veredas mágicas da poesia. Poliglota, passeia com desenvoltura pelo inglês, francês, espanhol e alemão. Entre nós, MARCOS JOSÉ FERNANDES DE OLIVEIRA zelará pela cadeira 25, sob a proteção de Otacílio Azevedo.


O quarto que se perfila em nosso pavimento mosaico nasceu embalado pela brisa do Coreaú, na heráldica Granja. Depois de profícua trajetória na iniciativa privada, ocupando as mais diversas fainas de ordenação e coordenação, entregou-se ao empreendedorismo esotérico. Livre e de bons costumes, foi pedreiro, mestre de obra e arquiteto no imorredouro processo de construção do edifício social da humanidade. Sentará na cadeira que pertenceu ao nosso irmão José Muniz Brandão, substância do bem, mineral cachoeira de doação. Embora ejetado precocemente do nosso convívio, Muniz permanece em nossa memória com sua silhueta de gentleman. É por isso que o assento de número 19, cujo patrono é Joarivar Macedo, será ocupado por um homem que também subiu com formalidade cada degrau da escada de Jacó, que lapidou corações petrificados pela insensibilidade. Líder espiritual de milhares de pedreiros-livres espalhados por todo o território cearense, Sereníssimo Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará, ETEVALDO BARCELOS FONTENELE.


Ruy Barbosa lecionou que “a fronte do sacerdote se verga para o cálice consagrado. A do lavrador para a terra. A do que espalha o grão da verdade para o sulco soaberto nas consciências novas. E todos três receberam ordens sacras. Todos concorrem para a fecundação divina do Universo. A hóstia, o arado, a palavra correspondem aos três sacerdócios do Senhor. Mas a suprema santificação da linguagem humana, abaixo da prece, está no ensino da mocidade”. Abraçou o nosso quinto neófito esta excelsa tarefa. Médico de almas, articulista iluminado, conferencista consagrado nacionalmente, semeador de fonemas de indulgência, tem feito da palavra escrita e falada instrumento sagrado em favor da dilatação da fraternidade. Publicou onze livros cheios de sílabas poderosas. Fundou e preside o Instituto de Cultura Espírita do Ceará e a Associação Médico-Espírita Alencarina. Por conta de uma dessas confluências místicas que só a retina da alma enxerga sucederá, neste Sodalício, outro timoneiro da doutrina espírita: Mário Kaula. Segundo o confrade Paulo Eduardo, Kaula era o mais humanista dos Amlefianos. Por isso, para sucedê-lo só outro trabalhador igualmente altruísta, admirado e querido na messe kardecista: FRANCISCO DE ASSIS CARVALHO CAJAZEIRAS. Protegerá a cadeira 16, que tem Inês Kaula como patronesse.

Portanto, adentrai todos.

Vinde, Fernando e Grecianny, assinar o decreto irrevogável que, ao gosto do cantor amazonense, estabelecerá o reinado permanente da justiça e da claridade, fazendo da alegria uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Vinde, Marcos, proclamar a atualidade da arte de Demóstenes e nos ensinar a fórmula da eterna juventude.

Vinde, Etevaldo, ceder aos movimentos dos corações sensíveis e subir ao altar dos juramentos à cultura.

Vinde, Cajazeiras, brindar-nos com vossos conselhos evolutivos e reafirmar o valor terapêutico do perdão.

Aqui poderemos celebrar a liturgia do sonho, formar uma cadeia de união em torno da inquebrantável eletricidade da coerência e compartilhar o elixir da profunda fibra existencial.

Uma advertência final: este Palácio é de Luz! Quem aqui é iniciado só tem um compromisso: manter vivo o vaga-lume da alma e tornar mais clara a existência humana!

Obrigado!


(Discurso proferido por Júnior Bonfim no Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras, em 19.10.2010)

31 de julho de 2010

EXPRESSO DO PASSADO

Os sinos repicam. Partiu o trem. Serpenteando na linha segue o comboio. Vagões atrelados em sinuosas curvas. Apito lânguido na corrida nos trilhos. Rumo certo para estreitar distâncias. Aproximar cidades no intercâmbio de gente e de mercadorias. Fumaça que se perde na poeira do tempo...

Assim o trem na condução da própria vida em busca do progresso. O expresso vai partir. Vai chegar. Idas e vindas com paradas obrigatórias na estação da via férrea. Descrição bucólica da vida sendo transportada em blocos. Casinhas de janelas nas laterais abertas ou fechadas para o mundo que circula entre paisagens do sertão ou da cidade. Mãos acenando. Rostos na vitrina e olhinhos expectantes na espiral dos carros aglutinados da composição férrea. Serpentear cadenciado. Ritmo de música no deslizar do trem quase parando.

Passado! "O Expresso do Passado" em sugestivas crônicas de Seridião Correia Montenegro. Um escritor moderno que resolveu investir nas lembranças. Relembranças saudosistas de um observador atento aos reclamos do passado. Histórias de uma vida que se torna romance na singeleza dos fatos, na harmonia um texto compatível com a saudade. Forma de recordar pequenos momentos que se agigantam pela singeleza e bom humor. Deliciosa cadência do "café com pão, bolacha não" a cantar o trem numa sinfonia de despedida. Histórias repassadas com o enleio de quem sabe tirar proveito do que existe no campo das belezas tênues da natureza. Canto de paz em "O Expresso do Passado" retratando vida. Contágio de doces recordações na sustentação da poesia intimista de quem ama a simplicidade e consegue transformá-la em assunto de livro.

Livro bom para os que gostam da leitura sem rebuscados. Texto puro no ideário de trazer ocorrências para o deleite dos observadores enamorados com as belezas espontâneas. Quantas histórias encadeadas no rumo da alegria pitoresca de um saudosismo sadio e bem humorado.

O autor conseguiu recolher no "Expresso do Passado" as reminiscências da sua alma de escritor inato que mostra o porquê da sua feliz inclusão como membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.

Paulo Eduardo Mendes - jornalista, no Diário do Nordeste de hoje

26 de julho de 2010

LIVROS EM PDF


É muito importante!!


Acessem para não perdermos !!!


LIVROS EM PDF - ISSO NINGUEM DIVULGA


Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....

Esse lugar existe!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:



www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

Divulgue para o máximo de pessoas!

É MELHOR FAZER PROPAGANDA DOS BBBs E DAS NOVELAS, POIS, O POVO ASSISTE E FICA BURRO, E ASSIM É MAIS FÁCIL DE SER ENGANADO!

VAMOS COLABORAR!!!!!


(Enviado por Jaildon Correia Barbosa)

25 de julho de 2010

OPINIÃO


Cultura. Letras miscigenadas com simplicidade. Vocação espontânea para a sustentação do bom vernáculo. Singeleza na arte de preservar valores. Forma lídima de falar e escrever corretamente, sem ostentação. Assim o sodalício que congrega plêiade de acadêmicos numa ação municipalista sem matizes políticos. Nasceu a AMLEF. Nova Academia de Letras.

Muito mais que uma sigla com a primeira letra de cada palavra que compõe o nome da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza. É um todo de entusiasmo dos estudiosos não só da língua, mas admiradores da arte e cultura, nas suas variadas formas de encantar pela correção e postura do verbo nas orações de verdadeira cidadania. Elenco de intelectuais trabalhando a perpetuação da espécie humana cuja causa maior é a valorização de sentimentos que vão além da mente.

Escritores e produtores da cultura de raiz, de berço, que faz projetar nomes e vultos, na grandeza de batalhar pela harmonia das letras. Símbolos culturais da Pátria. Toque primoroso de boas idéias para luzir ao lado de frondosas árvores do porte da Academia Cearense de Letras.

O certo é que a veneranda ACL, por seus ilustres membros, deu firme apoio à Amlece. A nascente Academia Metropolitana de Letras Fortaleza, do Estado do Ceará, revela a satisfação de aproximar. Família literária que se expande a céu aberto. Soma inefável de valores culturais sob a presidência de José Anízio de Araújo. A Amlef teve sua sede original na Casa Juvenal Galeno, um dos marcos da cultura cearense que se projetou albergando poesia.

Visitamos a Amlef no dia em que seis novos acadêmicos ali aportavam - Gladson Wesley Mota Pereira, Taildon Correia Barbosa, Lucineudo Machado Irineu, Paulo Roberto Cândido Oliveira, Seridião Garcia Montenegro e Tarcísio Mendes de Araújo, todos recepcionados a caráter num ambiente de reencontros prazerosos. Dentre os imortais da Amlef, ressaltamos Mário Kaúla na diagramação do jornal “Ação Acadêmica” a relembrar nosso vínculo jornalístico de priscas eras.

Saudações fraternas ao imortal Francisco Castro de Sousa, outro dos amigos desse sodalício de tantas e prósperas esperanças.

PAULO EDUARDO MENDES
Jornalista
(Na edição de 20.09.2008)

*N.R.: 1. Fizemos alguns reparos/adaptações ao texto original. 2. O autor do texto acima, pouco tempo depois teve o seu nome aprovado e é, hoje, junto com sua consorte Gilmaíse (foto), uma das fulgurantes colunas da AMLEF.

KAÚLA E MUNIZ - CONFRADES SEMPRE PRESENTES!

Embora com poucos anos de existência, a AMLEF amargou duas dolorosas perdas nos últimos meses: os acadêmicos Mário Kaúla Bandeira e José Muniz Brandão, figuras que cativaram a totalidade dos integrantes do Sodalício.

Abaixo, um pequeno registro de ambos:

KAÚLA


MÁRIO KAÚLA BANDEIRA desencarnou, aos 73 anos, nas primeiras horas de um dia de janeiro deste ano. Era trabalhador espírita do Centro Espírita Grão de Mostarda, no Parque Araxá, onde já foi várias vezes presidente.

Palestrante, professor de oratória e escritor – em Novembro/2009, havia lançado seu livro “A Paz é o Caminho” – Kaúla era também desenhista gráfico e uma das luzes da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.

Como escritor-acadêmico, Mário Kaúla tinha seu lastro cultural na Doutrina Espírita e na Maçonaria. Exerceu o Grão Mestrado na Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará. Mário Kaúla sempre foi uma pessoa mui querida no meio espírita cearense, pela sua simplicidade e fineza no trato com os semelhantes. Solícito, proferia palestras quase que diariamente, desde a década de 1950, nos centros espíritas da capital e do interior do Estado.

Abaixo, trecho do artigo “Importa Nascer de Novo”, escrito por Kaúla, no caderno Espiritualidade, do Jornal O POVO:

“… A idéia da reencarnação não diminui a tarefa do Cristo, vez que foi ele mesmo que disse “importa nascer de novo”. Só vejo na lei dos renascimentos a bondade de Deus com sua pedagogia de investir nos filhos que Ele criou eternos e imortais e cuja destinação é a perfeição. Isso sim, é justiça!”

Ao Mário Kaúla, nossas fraternais vibrações de luz, de forma que se sinta amparado pelos amigos de Jesus, na sua readaptação ao plano do Espírito!!!

MUNIZ



José Muniz Brandão deixou em nosso fraternal convívio um ramo de estrelas, uma ferradura de amor.

Ele era uma substância do bem, uma mineral cachoeira de doação, um oceano de tranquila alegria.

Foi mais que um Secretário da Academia. Era um entusiasta do seu progresso, um vibrante estimulador de todos os projetos da Arcádia. Mais que isso: meticuloso e organizado, costumava fazer o registro fotográfico dos eventos.

Ao final do período, brindava a cada um dos confrades com o produto do seu trabalho.

Sua silhueta de gentleman permanece em nossa memória.

Grato, Irmão!

(Por Júnior Bonfim)