Os sinos repicam. Partiu o trem. Serpenteando na linha segue o comboio. Vagões atrelados em sinuosas curvas. Apito lânguido na corrida nos trilhos. Rumo certo para estreitar distâncias. Aproximar cidades no intercâmbio de gente e de mercadorias. Fumaça que se perde na poeira do tempo...
Assim o trem na condução da própria vida em busca do progresso. O expresso vai partir. Vai chegar. Idas e vindas com paradas obrigatórias na estação da via férrea. Descrição bucólica da vida sendo transportada em blocos. Casinhas de janelas nas laterais abertas ou fechadas para o mundo que circula entre paisagens do sertão ou da cidade. Mãos acenando. Rostos na vitrina e olhinhos expectantes na espiral dos carros aglutinados da composição férrea. Serpentear cadenciado. Ritmo de música no deslizar do trem quase parando.
Passado! "O Expresso do Passado" em sugestivas crônicas de Seridião Correia Montenegro. Um escritor moderno que resolveu investir nas lembranças. Relembranças saudosistas de um observador atento aos reclamos do passado. Histórias de uma vida que se torna romance na singeleza dos fatos, na harmonia um texto compatível com a saudade. Forma de recordar pequenos momentos que se agigantam pela singeleza e bom humor. Deliciosa cadência do "café com pão, bolacha não" a cantar o trem numa sinfonia de despedida. Histórias repassadas com o enleio de quem sabe tirar proveito do que existe no campo das belezas tênues da natureza. Canto de paz em "O Expresso do Passado" retratando vida. Contágio de doces recordações na sustentação da poesia intimista de quem ama a simplicidade e consegue transformá-la em assunto de livro.
Livro bom para os que gostam da leitura sem rebuscados. Texto puro no ideário de trazer ocorrências para o deleite dos observadores enamorados com as belezas espontâneas. Quantas histórias encadeadas no rumo da alegria pitoresca de um saudosismo sadio e bem humorado.
O autor conseguiu recolher no "Expresso do Passado" as reminiscências da sua alma de escritor inato que mostra o porquê da sua feliz inclusão como membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.
Paulo Eduardo Mendes - jornalista, no Diário do Nordeste de hoje
31 de julho de 2010
26 de julho de 2010
LIVROS EM PDF
É muito importante!!
Acessem para não perdermos !!!
LIVROS EM PDF - ISSO NINGUEM DIVULGA
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
É MELHOR FAZER PROPAGANDA DOS BBBs E DAS NOVELAS, POIS, O POVO ASSISTE E FICA BURRO, E ASSIM É MAIS FÁCIL DE SER ENGANADO!
VAMOS COLABORAR!!!!!
(Enviado por Jaildon Correia Barbosa)
25 de julho de 2010
OPINIÃO

Cultura. Letras miscigenadas com simplicidade. Vocação espontânea para a sustentação do bom vernáculo. Singeleza na arte de preservar valores. Forma lídima de falar e escrever corretamente, sem ostentação. Assim o sodalício que congrega plêiade de acadêmicos numa ação municipalista sem matizes políticos. Nasceu a AMLEF. Nova Academia de Letras.
Muito mais que uma sigla com a primeira letra de cada palavra que compõe o nome da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza. É um todo de entusiasmo dos estudiosos não só da língua, mas admiradores da arte e cultura, nas suas variadas formas de encantar pela correção e postura do verbo nas orações de verdadeira cidadania. Elenco de intelectuais trabalhando a perpetuação da espécie humana cuja causa maior é a valorização de sentimentos que vão além da mente.
Escritores e produtores da cultura de raiz, de berço, que faz projetar nomes e vultos, na grandeza de batalhar pela harmonia das letras. Símbolos culturais da Pátria. Toque primoroso de boas idéias para luzir ao lado de frondosas árvores do porte da Academia Cearense de Letras.
O certo é que a veneranda ACL, por seus ilustres membros, deu firme apoio à Amlece. A nascente Academia Metropolitana de Letras Fortaleza, do Estado do Ceará, revela a satisfação de aproximar. Família literária que se expande a céu aberto. Soma inefável de valores culturais sob a presidência de José Anízio de Araújo. A Amlef teve sua sede original na Casa Juvenal Galeno, um dos marcos da cultura cearense que se projetou albergando poesia.
Visitamos a Amlef no dia em que seis novos acadêmicos ali aportavam - Gladson Wesley Mota Pereira, Taildon Correia Barbosa, Lucineudo Machado Irineu, Paulo Roberto Cândido Oliveira, Seridião Garcia Montenegro e Tarcísio Mendes de Araújo, todos recepcionados a caráter num ambiente de reencontros prazerosos. Dentre os imortais da Amlef, ressaltamos Mário Kaúla na diagramação do jornal “Ação Acadêmica” a relembrar nosso vínculo jornalístico de priscas eras.
Saudações fraternas ao imortal Francisco Castro de Sousa, outro dos amigos desse sodalício de tantas e prósperas esperanças.
PAULO EDUARDO MENDES
Jornalista
(Na edição de 20.09.2008)
*N.R.: 1. Fizemos alguns reparos/adaptações ao texto original. 2. O autor do texto acima, pouco tempo depois teve o seu nome aprovado e é, hoje, junto com sua consorte Gilmaíse (foto), uma das fulgurantes colunas da AMLEF.
KAÚLA E MUNIZ - CONFRADES SEMPRE PRESENTES!
Embora com poucos anos de existência, a AMLEF amargou duas dolorosas perdas nos últimos meses: os acadêmicos Mário Kaúla Bandeira e José Muniz Brandão, figuras que cativaram a totalidade dos integrantes do Sodalício.
Abaixo, um pequeno registro de ambos:
Abaixo, um pequeno registro de ambos:
KAÚLA

MÁRIO KAÚLA BANDEIRA desencarnou, aos 73 anos, nas primeiras horas de um dia de janeiro deste ano. Era trabalhador espírita do Centro Espírita Grão de Mostarda, no Parque Araxá, onde já foi várias vezes presidente.
Palestrante, professor de oratória e escritor – em Novembro/2009, havia lançado seu livro “A Paz é o Caminho” – Kaúla era também desenhista gráfico e uma das luzes da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.
Como escritor-acadêmico, Mário Kaúla tinha seu lastro cultural na Doutrina Espírita e na Maçonaria. Exerceu o Grão Mestrado na Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará. Mário Kaúla sempre foi uma pessoa mui querida no meio espírita cearense, pela sua simplicidade e fineza no trato com os semelhantes. Solícito, proferia palestras quase que diariamente, desde a década de 1950, nos centros espíritas da capital e do interior do Estado.
Abaixo, trecho do artigo “Importa Nascer de Novo”, escrito por Kaúla, no caderno Espiritualidade, do Jornal O POVO:
“… A idéia da reencarnação não diminui a tarefa do Cristo, vez que foi ele mesmo que disse “importa nascer de novo”. Só vejo na lei dos renascimentos a bondade de Deus com sua pedagogia de investir nos filhos que Ele criou eternos e imortais e cuja destinação é a perfeição. Isso sim, é justiça!”
Ao Mário Kaúla, nossas fraternais vibrações de luz, de forma que se sinta amparado pelos amigos de Jesus, na sua readaptação ao plano do Espírito!!!
MUNIZ

José Muniz Brandão deixou em nosso fraternal convívio um ramo de estrelas, uma ferradura de amor.
Ele era uma substância do bem, uma mineral cachoeira de doação, um oceano de tranquila alegria.
Foi mais que um Secretário da Academia. Era um entusiasta do seu progresso, um vibrante estimulador de todos os projetos da Arcádia. Mais que isso: meticuloso e organizado, costumava fazer o registro fotográfico dos eventos.
Ao final do período, brindava a cada um dos confrades com o produto do seu trabalho.
Sua silhueta de gentleman permanece em nossa memória.
Grato, Irmão!
(Por Júnior Bonfim)
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