Dom Aloísio Cardeal Lorscheider, doçura em pessoa, alegria constante, posições corajosas e determinadas, ao mesmo tempo, pregava e anunciava o Evangelho, com sabedoria. Carregou sempre no seu grande coração, as alegrias, as esperanças, as tristezas, as angústias e os sofrimentos de sua querida gente (cf. GS, 200). Além de travar, sem jamais se cansar, uma luta pela redemocratização, pela liberdade de expressão, pela dignidade da pessoa humana e pelo fim da tortura em nosso querido Brasil. Um filho de Francisco de Assis, que dele assim se expressou: “Sempre fiquei muito impressionado e atraído pelo amor quente e apaixonado que São Francisco dedica a Deus. Parece que no beijo do leproso ele entendeu, como Saulo no caminho de Damasco, a doação total de Deus a nós em seu Filho Jesus Cristo. Custou a Francisco não só descer do cavalo fogoso que no momento montava, mas muito mais descer do cavalo do orgulho e da vaidade com que ele queria conquistar o título de grande e nobre”. Com enorme sensibilidade e ternura, mas sem esquecer a profecia, soube levantar sua voz em nome de Deus para denunciar as injustiças gritantes, presentes na vida dos brasileiros, frente a uma sociedade que, tendo se acostumado com a miséria como algo natural, se tornava insensível aos sofrimentos humanos. Foi o Cardeal que mais se destacou em todos os Conclaves e Sínodos, dos quais participou, gerando sempre para o mundo inteiro e, especialmente para a imprensa, uma grande expectativa, com sua palavra corajosa e profética, a qual era acolhida por todos como uma boa notícia, como uma dádiva que descia do céu!
Por Pe. Geovane Saraiva

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