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Rio exibe obras que buscam a terceira dimensão na pintura

Paulo Virgílio - Repórter da Agência Brasil
Agência Brasil
Na mostra Memória e Transformação, obras buscam ultrapassar os limites entre a pintura e a esculturaAssessoria de Imprensa/Exposição
Obras que buscam ultrapassar os limites entre a pintura e a escultura podem ser vistas na exposição Memória e Transformação, do artista visual Mário Camargo, inaugurada na noite de ontem (8), para convidados, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro.
Dez trabalhos em grandes dimensões, entre pinturas, objetos e instalações, integram a mostra, realizada menos de um mês depois de Camargo ter sido um dos 19 artistas brasileiros que participaram da Bienal de Arte Contemporânea de Florença, na Itália, encerrada em dia 15 de outubro.
Na exposição, com curadoria de Ruy Sampaio, as pinturas parecem saltar da tela, na busca da transformação em um objeto, escultura, instalação ou simplesmente saindo do retângulo.
“Meu trabalho transita entre a arte gestual e abstração lúdica. Eu pego obras antigas e rasgo as telas e repinto. Isto aí é uma transformação. Nesse reaproveitamento, procuro sair do retângulo da tela e transformar meu trabalho em quase uma escultura, buscando a terceira dimensão”, explicou Mário Camargo, em entrevista ao programa Arte Clube, da Rádio MEC AM,da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O trabalho de Camargo remete à Arte Povera italiana, que significa “arte pobre”, mas não no sentido da pobreza, e sim do reaproveitamento de matérias antes descartadas. “Uma obra pode ser usada como base para outra. Esta desconstrução proporciona um novo olhar para o trabalho e uma nova forma de liberdade, evidencia a intenção de promover algo instigante, intrigante e poético”, disse o artista, que citou o argentino-italiano Lucio Fontana (1899-1968) como uma de suas referências.
Arte não vista
Na Bienal de Florença, Mário Camargo apresentou o trabalho intitulado Arte não vista, uma instalação de 17 registros fotográficos feitos nos jardins da Villa Borghese, em Roma. O artista, que mora e trabalha no Rio de Janeiro, já recebeu prêmios internacionais, em Paris (1999) e no Chile (2001), e realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.
Um dos principais espaços expositivos do Rio, o Centro Cultural Correios inaugurou mais três mostras na noite desta quinta-feira. Uma delas é a terceira edição do Festival de Esculturas do Rio, com trabalhos de diferentes estilos, técnicas e materiais de 40 artistas nacionais e estrangeiros. As outras duas são as individuais A obra como espelho, que celebra 20 anos de carreira da artista visual Marilou Winograd e Natureza: geometria secreta, do pintor Paulo Symões.
As quatro exposições ficam em cartaz até 7 de janeiro de 2018 e podem ser visitadas, com entrada franca, de terça-feira a domingo, das 12h às 19h. O Centro Cultural Correios fica na Rua Visconde de Itaboraí, s/n, no centro do Rio.

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