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Não às drogas

Por Gonzaga Mota - Professor aposentado da UFC

A produção e a venda de drogas, bem como a lavagem do dinheiro do tráfico, constituem, sem dúvida, um dos principais elementos de complicação dos entendimentos políticos, econômicos e sociais do século XXI no mundo. Vale ressaltar que a atividade criminosa vem sendo estimulada, em muitos pontos, pelo processo de globalização, baseado num relacionamento perverso do tipo centro-periferia, pelos problemas éticos e morais de determinadas autoridades públicas, bem como pela certeza de impunidade, principalmente no que diz respeito aos crimes do “colarinho branco”. Sem dúvida, é lamentável, o narcotráfico tornou-se em importante atividade econômica para alguns países. Passando dos aspectos macros, para aqueles relacionados intrinsecamente com as famílias e as pessoas, percebemos com mais nitidez o mal causado pelas drogas. A desarticulação familiar, filhos matando pais e vice-versa e irmão destruindo literalmente a vida de irmãos, leva-nos a prever dias de angústias, de desesperança e de mais violência. Estamos perplexos e com medo. Sem deixar de reconhecermos a importância da repressão, acreditamos na eficácia da prevenção, mediante investimentos na área social, criação de empregos, melhoria na distribuição de renda, redução da pobreza, enfim, no desenvolvimento integrado e sustentável. A droga deixou apenas de ser um negócio escuso para se tornar, contra a vontade da grande maioria das nações, num problema cultural. Devemos aproveitar a globalização para combater o narcotráfico e não, como já foi mencionado, para facilitar. Precisamos ter consciência de que o sentido da vida é ser útil e feliz. Não apenas por palavras, mas também mediante atitudes simbólicas, pode-se externar bom comportamento. Pensar e agir com lucidez constituem o caminho para a solução dos problemas. Nunca é tarde e impossível para ser feliz. Procurar a morte é covardia. Não às drogas.

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