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Além, muito além!

Por Paulo Eduardo Mendes - Jornalista

Um convite nosso ao estudo. Despertar conhecimentos pela reflexão. Atentar para a verdade da vida nessa teia de arengas entre os Três Poderes da República. “Além, muito além daquela serra que azula no horizonte nasceu Iracema”. Por que o pensamento romanceado de José de Alencar? Vã tentativa de harmonizar ideias. O romance narra sempre uma bela história. São arabescos que vão além da nossa imaginação. Ousamos redesenhar os aspectos da vida burlando a onda de pessimismo que assola a Nação como um todo protetor da sociedade.
Buscar no além o estudo para compreender o Cristo e o nosso desejo de viver em paz. Entender que sem o pensamento religioso não adianta querer transformar o mundo. Nada de doutrinar. Vamos além dessa ideia a fim de transcrever o grito da alma para alertar o leitor em torno da realidade política de tanto esquecimento da dor alheia.

Senado verso Judiciário não tem razão de ser. A independência dos poderes não justifica a postura de “dizer desaforo” tentando afastar crises. 
Hoje, estamos profundamente ligados à literatura e, mais uma vez, lembrando José de Alencar na sua alocução de afirmar: “O cidadão é o poeta do direito e da justiça, o poeta é o cidadão do belo e da arte”. Tentamos traduzir o preceito de harmonia na busca incessante pela paz que começa de casa! Não adianta ir além sem conhecer o caminho de volta. 

Vamos concluir nossa divagação além da súplica por orações repetindo em coro com Charles Chaplin a seguinte máxima: “Estou sempre alegre; essa é a maneira de resolver os problemas da vida”. É preciso acrescentar mais detalhes! Estamos além, muito além da vontade de ser poeta como no dizer de Fernando Pessoa: “Ser poeta não é minha ambição, é minha maneira de estar sozinho”.

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