13 de setembro de 2019

Estorvo da vida

Por Gonzaga Mota

O ódio, a inveja, o ciúme, a ambição, dentre outras, são atitudes negativas que impossibilitam uma vida saudável. Por outro lado, a humildade, a gratuidade, a esperança, a fé, o perdão, a amizade nos conduzem ao amor. É por meio da oração e da meditação que podemos encontrar estados mentais positivos. O que somos é a consequência do que pensamos e o que alcançamos é decorrente da nossa fé em Deus. Portanto são fundamentais as manifestações espirituais com vistas à busca da felicidade. Figuras como São Francisco de Assis, Gandhi, Dalai Lama, Martin Luter King evidenciam a força da solidariedade, consequentemente do amor ao próximo. 
Não podemos concordar com um mundo onde os desencontros superem os encontros. Busquemos a paz, interior e exterior, mediante uma maior força espiritual e um melhor equilíbrio social. Os atuais desajustes e conflitos existentes são provenientes da supremacia dos valores materiais. Encontramos justiça na medida em que se destaquem mais as manifestações espirituais e menos a fortaleza dos bens temporais, como também a prepotência e a arrogância dos pseudopoderosos de plantão. 
A violência em todas suas formas- como o desemprego, a fome, o analfabetismo, a discriminação, a indiferença - leva a sociedade a um clima de perplexidade e apatia, motivando mais violência, mais injustiça e mais supervalorização dos bens materiais, o que conduz à constituição de famílias, desajustadas nas quais a admiração e o respeito foram substituídos muita vezes pela falta de amizade, de carinho e de compreensão. 
“É nos momentos de infortúnio que se pode confiar nos pais. Nossos pais nos amam porque somos seus filhos, e este é um fato inalterável”, assim disse Bertrand Russel. Seja otimista, pois a bondade de Deus está dentro de você. A exegese das Sagradas Escrituras permite que unamos a fé e a vida. Tudo que provoca desamor deve ser considerado como estorvo da vida.

Gonzaga Mota
Professor aposentado da UFC

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