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As relações tendem a deteriorar-se

Para contrariar o processo quase natural de degradação das relações humanas com o tempo, há que estar atento e trabalhar, no sentido de as fortalecer e as renovar a cada dia. Uma espécie de manutenção ativa e permanente.
O otimismo nas relações humanas pode ser muito prejudicial. Só quem, nas uniões, se prepara para o pior é capaz de as fortalecer e animar.
A simples passagem do tempo faz suceder oportunidades para que o mal apareça e comece a criar fendas. Assim, ou se está atento ou é quase certo que vai acabar, mal.
Nunca é imediato. O desgaste é lento, muito lento. O diagnóstico tem de ser o mais prematuro possível.
Na verdade, quando se conhece alguém, a relação começa no alto e só aí se mantém se ambos lutarem por isso. Raras vezes melhora, quase sempre piora.
Alguns acham que o problema não é seu e que este processo de enfraquecimento é apenas sinal de que é a outra pessoa que não está certa. De que não é a certa. E saem para procurar outra pessoa que seja felicidade instantânea e eterna. O único preço a pagar é ter de a procurar, depois será o céu. Assim mesmo, simples.
Se alguém está em desconforto, deve mudar algo em si mesmo. Não deve perder tempo e força a tentar mudar o mundo ou o outro.
O bem exige dedicação firme e constante, precisa que nos apaixonemos a cada dia, todos os dias…
Os hábitos devoram tudo, pelo que não devem nunca ter oportunidade de se instalar!
Muitas vezes tens de ter a coragem de perder, de te perder, para que te possas encontrar a ti mesmo, mais prudente e forte do que antes.
Tem fé, porque sem ela nunca terás o que é necessário.

Fonte:https://agencia.ecclesia.pt
Autor:José Luís Nunes Martins

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