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BNDES lança programa de apoio a projetos culturais

Paraty (RJ) - O casal de cordelistas Marialva Bezerra, a Querindina, e Fernando Rocha, o Macambira, vieram da cidade de Esperança, na Paraíba, para a 12ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Instituições sem fins lucrativos poderão se inscrever, a partir de terça-feira (2), no Matchfunding BNDES+ Patrimônio Cultural – iniciativa-piloto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para financiar projetos culturais que deixem legado a patrimônios culturais materiais e imateriais brasileiros. As inscrições vão até 15 de agosto e podem ser feitas no endereço eletrônico www.benfeitoria.com/bndesmais.
O banco vai destinar até R$ 2 milhões do seu Fundo Cultural para projetos de patrimônio, aplicando R$ 2 para cada R$ 1 captado por projeto junto ao público em geral, até o limite de R$ 200 mil.
De acordo com o BNDES, cada projeto apoiado poderá ter valor entre R$ 30 mil e R$ 300 mil. Segundo o BNDES, conforme a arrecadação obtida, o total disponível para apoio às iniciativas culturais poderá ultrapassar R$ 3 milhões.
O programa resulta de parceria do BNDES com a SITAWI Finanças do Bem e a plataforma de financiamento coletivo Benfeitoria.

Critérios de escolha

Impacto, inovação, tradição, perenidade, perfil da proponente e custo-benefício são alguns critérios que o BNDES levará em consideração na avaliação dos projetos candidatos. Estes devem se enquadrar em uma das quatro categorias de seleção (promoção e inclusão, inovação e tecnologia, educação e inspiração e preservação e memória).
A escolha dos projetos vencedores pelos comitês curadores ocorrerá em quatro fases, entre junho e setembro deste ano. Serão selecionados até 40 projetos de patrimônio cultural de interesse da sociedade em 2019. Após fase de treinamento, os projetos serão inseridos na plataforma para arrecadação junto ao público, por um período de 30 a 60 dias.
Uma nova chamada do programa está prevista para 2020, com apoio financeiro de igual valor, R$ 2 milhões. Os recursos que não forem usados na chamada de 2019 poderão ser incorporados à seleção do próximo ano.
Agência Brasil

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