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Flip: subúrbio carioca vira cenário de contos de terror

Paraty instala totens com informações turísticas para participantes da Flip - Festa Literária Internacional de Paraty
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Quando se fala em histórias de terror, os leitores logo pensam em um castelo na Transilvânia ou em uma mansão vitoriana na Inglaterra. Mas é na periferia carioca que o autor Hedjan Costa, morador de Anchieta, no subúrbio do Rio de Janeiro, resolve ambientar seus contos assustadores.
A coletânea Gótico Suburbano será lançada neste sábado (13) na Feira Literária de Paraty (Flip). São dez contos que usam temas e cenários tipicamente suburbanos, como os vagões de trem, os grupos de bate-bola e a brincadeira de soltar pipa.
“A ideia de escrever contos de terror no subúrbio veio da minha própria experiência como morador. Eu cresci na zona sul, então, quando me casei e me mudei, eu acabava percebendo várias coisas que talvez passassem despercebidas a quem nasceu e cresceu aqui. As relações humanas, a questão do público e do privado, o uso dos espaços públicos. E, como leitor apaixonado de histórias de terror e suspense, algumas situações e cenários sempre me pareciam perfeitos para gerar uma história assustadora”, conta o autor.
Em seu primeiro livro solo de contos, o autor diz que as mazelas do subúrbio aparecem nas histórias.
Segundo ele, a ideia é mostrar uma imagem do subúrbio que extrapola os clichês. “O subúrbio, no imaginário de muitos moradores do estado do Rio, é um lugar de violência, abandono, de samba e onde o trem passa. Eu quis mostrar que o subúrbio vai além disso, com determinados costumes e práticas que são típicos de cada bairro”.

Terror na Flip

O livro será lançado na Casa Fantástica, às 18h. O espaço é voltado para os gêneros de fantasia, ficção científica, mistério e terror. Além de lançamentos de livros, a casa receberá mesas-redondas nesta sexta-feira (12) envolvendo o gênero do terror, como “Criaturas Fantásticas: criando monstros, bestas-feras e outros bichos” e “O medo como inspiração: horror e mistério na literatura nacional”.
Agência Brasil

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