Pular para o conteúdo principal

Poesia

Por Gonzaga Mota - Professor aposentado da UFC

A criação poética é a expressão maior da literatura. Nela, estão explícitos ou implícitos o amor, a dor, a tristeza, a alegria, a saudade, enfim sentimentos vários que podem caracterizar o estado de espírito do poeta ou de quem ler e interpreta. A inspiração e a liberdade de pensamento são dois pilares fundamentais para a concepção de um texto poético. Assim disseram: Fernando Pessoa (“Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar”) e Carlos Drummond de Andrade (“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”). Pedimos permissão ao leitor para apresentar-lhe três poesias que concebemos em épocas diferentes. 1- Sentimentos (4 estrofes, cada uma com 3 versos): Inveja só traz desilusão, Odiar maltrata a vida, Pior somente a ingratidão/ Perdoar sempre será boa ação, Ajudar dá prazer e alegria, São atitudes vindas do coração/ Ser arrogante conduz à dor, Já humilde encontra a paz, O saber viver é doar-se com amor/ Ao lado dos justos Deus estará, Pois quem possui compaixão, Das trevas ou da escuridão longe ficará. 2- Educação infantil (3 estrofes, cada uma com 4 versos): Toda criança deverá ser amada, Ao crescer será pessoa generosa, Os pais poderão ensinar a boa caminhada, Aconselhando para uma vida gloriosa/ Não importa a classe social, Felicidade encontra-se na educação, Criança não deve viver fora da escola, Pior pedindo a humilhante esmola/ Todos nós somos responsáveis, Por uma educação eficaz, A alegria de uma criança educada, Será a garantia de vidas em paz. 3- Sextilha da superação (1 estrofe com 6 versos): As dores na mente e no corpo, Quase sempre juntas estão, A luta pela difícil superação, Traz sofrimento e maltrata o coração, A união da fé e da razão, Poderá ser a verdadeira solução. Eis, pois, um pouco de reflexão poética.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Corpo do Jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil* O corpo do jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na próxima terça-feira (9), no Memorial do Carmo, segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), respeitando o desejo do imortal. Cony morreu ontem (6), aos 91 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos após dez dias de internação. Segundo a ABL, como a morte ocorreu em um fim de semana, procedimentos jurídicos e administrativos terão que ser resolvidos nesta segunda-feira (8). Após a cremação, suas cinzas devem ser lançadas em um local que remete a sua infância. Também a pedido do jornalista, seu corpo não foi velado na sede da academia. A amiga e também jornalista Rosa Canha disse que Cony desejava uma cerimônia íntima. "Ele não queria velório, não queria missas nem nenhum tipo de homenagens. Ele pediu muito que fosse uma cerimônia apenas para a família".  Saiba MaisTemer lamenta morte do jornalista Carlos Heitor Cony Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926.…

Participe da Coletânea "100 Poetas e 100 Sonetos"

O Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade está selecionando 100 poetas para compor a Coletânea “100 Poetas e 100 Sonetos”. Os sonetos são de tema livre e devem ser metrificados em qualquer tamanho ou estilo, rimados ou não. 

Não haverá taxa de inscrição e nem obrigatoriedade de aquisição do livro pelos participantes, que em contrapartida cedem seus direitos autorais. 

A data e local do lançamento da coletânea serão definidos posteriormente. 

Para participar, envie o seu soneto para o email ihd@institutohoraciodidimo.org ou pelo formulário até 10/07/2019 com uma breve biografia.

Por https://institutohoraciodidimo.org/2019/06/11/coletanea-100-poetas-e-100-sonetos/

Projeto do escritor e professor cearense Gonzaga Mota doa livros para escolas públicas da Capital e do interior

Por Diego Barbosa,  Com a ação, Gonzaga Mota já circulou por 20 instituições, ora aumentando acervos, ora criando novas mini-bibliotecas Com facilidade, a porta em que está cravada a placa "Livros de escritores cearenses" escancara-se em nova visão. Do outro lado do anteparo, o olhar mira num aconchegante espaço, onde repousam, organizadas e coloridas, obras de toda ordem. São títulos tradicionais e contemporâneos, exemplares de poesias, contos, crônicas, romances. Em comum a todos eles, o DNA nosso: possuem assinatura de cearenses. E querem ganhar mais mundos, outras trilhas. Mantido pelo escritor e professor Gonzaga Mota, o gabinete da descrição acima é recanto de possibilidades. Desde o começo deste ano, o profissional mantém um projeto de doação de livros para escolas públicas de Fortaleza e do interior, almejando estender o raio de alcance da leitura, especialmente entre crianças e jovens. A vontade de fazer com que os volumes saltem da…