31 de janeiro de 2014

Paz e Justiça - Totó

Gonzaga Mota*

Após a realização do Fórum Econômico Mundial de Davos, para que algumas sugestões e observações não caiam no vazio, é importante entendermos que os dois grandes problemas do nosso tempo são as questões envolvendo a paz e a justiça social. São problemas interdependentes abrangendo, principalmente, aspectos dos direitos humanos. 

Destacam-se como fundamentais os direitos à vida e à liberdade, como também o de se ter o mínimo indispensável para alcançar a cidadania. Ações de política econômica precisam ser concebidas visando buscar uma melhor justiça distributiva, consequentemente uma organização socialmente justa. 

Santo Tomás de Aquino em sua "Summa Theologica" levou a dimensão moral mostra a necessidade de se fazer o que era correto acima do que seria simplesmente ganhar dinheiro. Vivemos dias de expectativas, para não dizer de intranquilidade e angústia, no contexto mundial. Em todas as nações, da mais rica as mais pobres, existem problemas relacionados também com a falta de racionalidade. No século XXI é cada vez maior a quantidade de pessoas estudando filosofia, particularmente metafísica, visando encontrar os princípios da realidade e do conhecimento, ou seja, a verdade. 

A necessidade de buscarmos e executarmos atitudes sedimentadas no diálogo e no entendimento evitaria o surgimento de fundamentalistas, bem como a prática de atos incompatíveis com a ética. Não podemos mais conviver com guerras, terrorismo, disputas inócuas, enfim, com qualquer tipo de violência política, social, econômica, etc. A intolerância leva ao comportamento irracional.


*É membro da  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, poeta, escritor, professor da UFC e ex-governador do Ceará



28 de janeiro de 2014

O bispo que vendeu o palácio

Padre Geovane Saraiva*

Ser pobre e despojado é procurar imitar o Salvador da humanidade, o Senhor Jesus Cristo, que nada teve, a não ser uma única túnica; ele que foi objeto de escárnio da parte dos que o assassinaram. As raposas têm tocas, as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde inclinar sua cabeça (Mt 8, 22). Francisco de Assis e o Irmão Universal Charles de Foucauld amaram em profundidade a Senhora Pobreza, que Cristo a inaugurou, ao nascer numa estribaria e, ao morrer semelhante a um malfeitor, sedento, desfigurado e despido.

O Papa João XXIII, "Il Papa buono", como era conhecido pelo povo Italiano, teve na sua grande bondade, a bela e maravilhosa inspiração de iniciar uma nova era na Igreja, era de uma Igreja mais povo de Deus, mais servidora, despojada e pobre, que se adaptasse às necessidades do nosso tempo e fortalecesse tudo aquilo que pudesse contribuir para chamar todos ao seio da Igreja. Tudo isso se deu na Igreja com a convocação e realização do Concílio Vaticano II (1962 -1965). 

Palácio do bispo - sede da Prefeitura
 Municipal de Fortaleza
No Ceará tivemos a sorte de contar com Dom José de Medeiros Delgado (Pombal-PB, 28 de julho de 1905—Recife, 9 de março de 1988) , um paraibano de personalidade e formação sólida, de uma cultura invejável, que compreendeu e assimilou o Concílio Vaticano II em toda sua plenitude, sonhando com uma Igreja rejuvenescida, renovada, o aggiornamento sonhado por João XXIII. O mais exigente e a grande arte para Dom Delgado foi viver essa transição, fazer acontecer e levar o clero e o povo a uma compreensão do mundo, com suas exigências e que todos tinham a missão de construir a sua própria história. Neste sentido, seu gesto de pastor foi segundo o coração do Pai (cf. Jr 3, 15), grandioso e extraordinário.

Prestes a encerrar o Concílio Vaticano II, maior acontecimento eclesial do Século XX, um grupo de quarenta padres conciliares redigiram e assinaram um documento, dentre os quais uma boa parte de bispos da América Latina, no dia 16 de novembro de 1965, firmando no final da Celebração Eucarística na Catacumba de Santa Domitila um Pacto: "Pacto das Catacumbas".

Dom Helder Câmara, Dom José Mota Albuquerque, Dom José Maria Pires, Dom Antônio Batista Fragoso, Dom Fernando Gomes e Dom José de Medeiros Delgado e outros mais contavam entre signatários desse pacto salutar, que foi consequente, influenciando e fazendo florescer tantas coisas belas e maravilhosas na nossa Igreja do Brasil, da América Latina e do mundo inteiro.

Comprometeram-se os nossos queridos pastores em levar uma vida de pobreza, de rejeitar todos os símbolos ou privilégios do poder, de colocar os pobres no centro da sua ação evangelizadora e ministério pastoral. Outra coisa presente no pacto das catacumbas foi princípio da colegialidade e corresponsabilidade na Igreja povo de Deus, e ainda, a abertura para o mundo que se transformava e a acolhida solidária fraterna [...].

Dom Helder procurou viver rigorosamente a mística do pacto das catacumbas, despojando-se de tudo que pudesse transparecer uma Igreja com estrutura pesada e burguesa, abraçando a simplicidade e a pobreza, indo ao encontro da profecia, sendo a voz dos pobres e dos que não podiam falar, nos duros anos do arbítrio – a voz dos "sem voz e sem vez". O compromisso do pastor dos empobrecidos foi um insulto para muitos, mesmo dentro da própria hierarquia da Igreja, mas não para aquele que tinha na mente e no coração a colegialidade e a corresponsabilidade, o então Arcebispo de Fortaleza, Dom José de Medeiros Delgado.

Esse grande bispo foi corajoso e não teve medo de colocar seu cargo de Arcebispo de Fortaleza, bem como sua dignidade, sabedoria e boa vontade a serviço dos sofredores de seu tempo, sendo fiel ao pacto firmado, concretamente solidarizando-se com Dom Helder e outros irmãos perseguidos. Dom Delgado foi um pastor extremamente aberto e coerente com as decisões conciliares e assim se pronunciou: “A imprensa brasileira vem desencadeando uma intensa campanha contra a pessoa de Dom Helder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife” [...] (cf. O Peregrino da Paz, Pg. 73).

Dom Delgado foi o terceiro Arcebispo de Fortaleza, ficou à frente de nossa Igreja por 10 anos, de 1963 a 1973. Não foi fácil para ele assumir o período da transição, mas como um homem aberta às novidades de seu tempo e, ao mesmo tempo, com sua profunda sensibilidade humanitário, sonhava e desejava obstinadamente ver acontecer e funcionar as resoluções de uma Igreja que se abria para o mundo e se voltava para criatura humana, imagem e semelhança de Deus (Gn, 1,26), uma Igreja comunhão e participação.

Dentro da visão de uma Igreja do Vaticano II, querendo ver suas normas aplicadas, a partir do pacto das catacumbas, despojada, pobre e servidora, longe dos símbolos e dos privilégios do poder, Dom Delgado foi corajoso e profético, ao desfazer-se do patrimônio mais histórico e expressivo da cidade de Fortaleza – o "Palácio do Bispo", residência oficial do senhor arcebispo. Há quem diga que a venda desse patrimônio, até então pertença da Igreja do Ceará, custou-lhe sua renúncia, antes de completar 68 anos de idade.

Dom Delgado ao despedir-se da Arquidiocese de Fortaleza em 1973, com o coração compungido, expressou-se assim: "Agora, Senhor, podes deixar teu servo partir em paz, segundo a tua palavra; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo, Israel" (Lc 2, 29-32), citando o velho Simeão, sumamente alegre e feliz. Diante do acima exposto e das críticas que sempre escutei a seu respeito, quero afirmar, sem nenhuma dúvida, que esse homem de Deus, corajosamente fez que o que tinha que ser feito e foi um grande pastor, um bispo incompreendido.



*Sacerdote da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, articulista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso - geovanesaraiva@gmail.com

25 de janeiro de 2014

Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF

1ª reunião do ano, aos 25 de janeiro de 2014, foto em frente ao Palácio da Luz, antiga sede do governo do Estado do Ceará - sede da nossa Academia, sob a presidência de José Bonfim de Almeida Júnior (Júnior Bonfim).



                                              
                                         

Chorões - Gonzaga Mota

Gonzaga Mota*

Pedindo permissão ao Nirez, digno confrade do Instituto do Ceará, conhecedor do assunto, tomei a liberdade de fazer sucintamente algumas observações sobre as raízes da Música Popular Brasileira. Além de gostar, sou um curioso. Todos nós, principalmente, parte significativa dos nossos jovens precisa conhecer a origem da MPB, para elevar a autoestima e o sentimento de brasilidade. 

Dentre os vários gênios da nossa cultura musical, destacaria uma chorona e dois chorões, autores de belos ritmos como choro, polka, samba, valsa e marcha. Chiquinha Gonzaga(17/10/1847 - 28/02/1935) primeira maestrina do Brasil, sofreu preconceitos mas conseguiu superá-los em razão de sua forte personalidade e de sua dedicação à música. Participou da campanha abolicionista e da proclamação da República do Brasil. 

Dentre as dezenas de composições, destacam-se os choros Atraente e Corta-Jaca, bem como a belíssima e poética valsa Lua Branca. Ernesto Nazareth (20/03/1863 - 01/02/1934), principal nome do Tango Brasileiro, subgênero do choro, conforme Mário de Andrade: "compositor brasileiro dotado de uma extraordinária originalidade, porque transita com fôlego entre a música popular e erudita, fazendo-lhe, a ponte, a união, o enlace". Ressalto: Apanhei-te Cavaquinho, Atlântico e Odeon. 

Mestre Pixinguinha(23/04/1897 - 17/02/1973), imortal como Chiquinha e Nazareth, fabuloso, perfeito influenciou os maiores nomes da MPB. Dentre muitas, três obras merecem destaque: Carinhoso, Rosa e Lamento. Buscando ajuda em Vinícius, digo: Saravá Chiquinha, Nazareth e Pixinguinha.


*É membro da  Academia Metropolitana de Fortaleza, poeta, escritor, professor da UFC e ex-governador do Ceará

24 de janeiro de 2014

O encontro de Paulo com o Filho de Deus

Padre Geovane Saraiva*
Para a humanidade, o encontro de Paulo com o Filho de Deus no caminho de Damasco, além de maravilhoso, foi consequente. Mudou por completo a sua vida, a ponto de suportar tudo por causa do reino, agradando e sendo sempre fiel ao seu Mestre e Senhor, vivendo o que anunciava, dizendo com humildade e coração aberto: "Pela graça de Deus, sou o que sou” (1Cr 15, 10).
O providencial encontro de Paulo com Nosso Senhor Jesus Cristo lhe possibilitou descobrir a imprescindível luz que o fez enxergar a dimensão transcendente da vida. A luminosidade recebida por aquele que se tornou mestre e doutor das nações é a grande verdade que sempre quer se manifestar a humanidade: “O Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo”.
Paulo, missionário por excelência, não conviveu pessoalmente com o Mestre e Senhor. No início, de perseguidor ferrenho da Igreja e dos cristãos, abraçou a fé na viagem de Damasco e se transformou totalmente, testemunhando a partir de então, que Jesus Cristo é o enviado do Pai. A sua missão, doravante, é ser instrumento para levar o nome de Deus a todos os povos da terra (cf. At 9, 15). A evangelização e a pregação não se separam da vida do mestre e doutor das nações, o maior missionário de todos os tempos; tornando-se advogado dos pagãos e apóstolo dos gentios.
Como é importante pensar no maravilhoso encontro, que o fez suportar tudo por Cristo, querendo mesmo completar na sua carne o que faltava na paixão de Cristo (cf. Cl 1, 24). A vida a partir de sua conversão passou a ter um sentido profundo e um valor inestimável. Paulo passa a experimentar uma descoberta maravilhosa, onde o velho e o antigo são transformados. “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21, 6).
Paulo nos lembra do anúncio do Evangelho, os carismas e a missão das comunidades que abraçam a fé. Anunciar a boa nova do Senhor Jesus Cristo, foi para ele um exigência. Por isso mesmo está disposto a tudo, até a sua própria vida por causa do Evangelho. "Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate terminou sua corrida e guardou a fé" (2Tm 4, 6).
O Apóstolo Paulo recebeu do próprio do Filho de Deus a fascinante missão de fazer acontecer a Igreja no seu início, juntamente com o Apóstolo Pedro, fecundado-a e regando-a com o próprio sangue. Ele bebeu do mesmo cálice e tornou-se assim grande amigo de Deus e na sua profunda identificação com Cristo, dizia: “Eu vivo, mas não sou eu que vivo, é o Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Foi preso e depois decapitado, a golpe de espada, tornando a Igreja missionária e cheia de graças.

*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, articulista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso - geovanesaraiva@gmail.com

Autor dos livros: 

11 de janeiro de 2014

A imparcialidade de Dom Helder e do Papa Francisco


Padre Geovane Saraiva*
Talhado para coisas mais elevadas, Dom Helder Câmara jamais se acostumou com a miséria, a dor e o sofrimento humano; não os via como normal e natural esse estado de coisas, porque machuca o rosto amoroso de Deus e contraria sua santa vontade. Por isso mesmo decidiu, com grande obstinação, ternura e a coragem de pastor, levantar sua voz e lutar contra essa realidade da mais alta relevância, até então vista com a maior naturalidade, num ardente desejo de minimizá-la e mesmo derrotá-la.

Quanta simplicidade, humildade e abertura, ao elevar seus louvores, preces e clamores ao Deus Criador e Pai! Sempre à luz da palavra divina, na mais absoluta confiança, sem se afastar da pedagogia de que lhe era peculiar, na mais profunda atitude de imparcialidade, voltava-se para um Deus justo, acolhedor e terno, no dizer do Livro Sagrado: “Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; jamais despreza a súplica do órfão, nem da viúva, quando desabafa suas mágoas” (Eclo 35, 15-17).

Ao assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife em abril de 1964, na sua mensagem, na tomada de posse, estas foram, entre outras, as palavras do pastor dos empobrecidos: "Quem estiver sofrendo, no corpo ou na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar especial no coração do bispo". O anúncio do Evangelho foi para ele, ao mesmo tempo, candente e misericordioso, apaixonada sensata. Na hipótese de usar de parcialidade, sempre era no sentido de favorecer os menos favorecidos, os “sem voz e sem vez”.

Não posso jamais esquecer-me do que está na minha mente e no coração, no sentido de enriquecer este nosso texto: a sensibilidade e o não indiferentismo do Papa Francisco, na paixão de muitos irmãos e irmãs, na sua afirmação, no início do seu pontificado, dia 16/03/2013: "como eu desejo uma Igreja pobre para os pobres" e explicou num encontro com os jornalistas, que escolheu o nome de São Francisco de Assis porque este era "um homem da pobreza e um homem da paz" – Um homem que soube dialogar com todas as realidades do seu tempo. Portanto, um irmão planetário no sentido mais radical e mais profundo da palavra.

Bem como as palavras encantadoras do querido Papa Francisco, do dia 16 de setembro de 2013, no encontro com clero de Roma, sua diocese, porque o Papa é o bispo de Roma, ao dizer com todas as letras: “Nós, bispos, devemos está próximos dos sacerdotes, devemos ser caridosos com o próximo e os mais próximos são os sacerdotes. Os mais próximos do bispo são os sacerdotes (aplausos)! Vale também o contrário (risos e aplausos)! O mais próximo dos padres deve ser o bispo. A caridade para com o próximo, o mais próximo é o meu bispo. O bispo deve dizer: os mais próximos são os meus padres (...)”.

Ao celebrar 25 anos de ministério sacerdotal (14/08/2013), motivo de agradecimento ao bom Deus pelo nosso humilde trabalho e realizações em favor do Reino de Deus, na nossa Arquidiocese de Fortaleza, coloquei também como algo relevante, a exemplo de Dom Helder e agora de Francisco, o Sumo Pontífice, nossa humilde lavra literária, nos livros já publicados e, como colunista do Jornal O Povo de Fortaleza, além de ser articulista das revistas digitais: www.domtotal.com, www.revistamissoes.org.br, www.catolicanet.com.br, entre outras.

Não posso deixar de registrar uma especial mensagem, que muito me honrou, entre muitas, do querido Arcebispo Metropolitano de Brasília, Dom Sergio da Rocha, na sua incomensurável generosidade, ao dizer-me: “Caro Padre Geovane Saraiva, estive rezando especialmente por você, por ocasião do seu Jubileu Sacerdotal. Porém, naquele dia não consegui me comunicar por telefone com você. Somente nestes dias, consegui novamente o seu e-mail com Dona Geralda, pois mudanças no provedor me fizeram perder a lista de contatos. Desejo que você, pela graça de Deus, seja sempre fiel e, por isso, feliz, em sua vida e ministério sacerdotal. Deus o abençoe sempre. Abraço! +Sergio da Rocha”.

Diversos amigos e colegas, tendo por base a comunhão afetiva e efetiva, perguntaram-me pela presença do nosso Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio e, se ele tinha enviado uma mensagem alusiva ao meu jubileu, para que fosse lida no final da celebração, dentre os quais, Padre José Maria Cavalcante Costa, Padre Evaristo Marcos, Padre José Fernandes de Oliveira, Padre Francisco de Assis Apolônio. Compreendi essa preocupação como um gesto grandioso e inenarrável, desejando eles enaltecer ainda mais a celebração eucarística dos meus 25 anos de vida e ministério sacerdotal, na palavra do pastor desta Igreja de Fortaleza. Aprendamos irmãos e irmãs, do cidadão planetário e artesão da paz, Dom Helder Câmara, com sua voz profética quanto imparcial, consciente de que a prece do humilde atravessa as nuvens e chega aos céus; também do Papa Francisco, na sua assertiva: “Nós bispos devemos está próximos dos sacerdotes”.

Concluo nosso pequeno artigo com as palavras citadas pelo Romano Pontífice, sobre a mulher servidora e imparcial por excelência, Maria Mãe de Deus e Senhora Nossa, no dia 16 de maio de 2013: “Mãe da beleza, que floresce da fidelidade ao trabalho cotidiano, despertai-nos da inércia e da indolência, da mesquinhez e do derrotismo. Reveste os Pastores daquela compaixão que unifica e integra: descobriremos a alegria de uma Igreja serva, humilde e fraterna”. Assim seja!



*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, articulista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso - geovanesaraiva@gmail.com

Autor dos livros:
“O peregrino da Paz” e “Nascido Para as Coisas Maiores” (centenário de Dom Helder Câmara);
“A Ternura de um Pastor” - 2ª Edição (homenagem ao Cardeal Lorscheider);
“A Esperança Tem Nome” (espiritualidade e compromisso);
"Dom Helder: sonhos e utopias" (o pastor dos empobrecidos);
"25 Anos sobre Águas Sagradas (coletânea de artigos e fotos).