27 de março de 2014

Francisco e Luciano: coração falando ao coração!

Padre Geovane Saraiva*
Sabemos que Israel é o povo da promessa, o qual se transformou no novo povo de Deus, na inefável ocasião em que a jovem Maria Nazaré deu sua resposta ao Anjo Gabriel, no impossível que se tornou possível: “faça-se em mim segunda a tua palavra” (Lc 1, 38). Foi Deus inaugurando novos tempos, quando abriu o coração da pessoa humana para se estabelecer e nele fazer sua eterna morada.

A festa da Anunciação do Senhor (25 de março) faz-me recordar a figura ímpar de Dom Luciano Mendes de Almeida, um Jesuíta que só soube fazer o bem. Por ele Deus foi louvado, amado e glorificado, uma vez que o amor nele cresceu e se fez dom, vivendo não para si, mas para os empobrecidos. Se vivo fosse, com absoluta certeza, dois filhos de Inácio de Loyola se encontrariam numa só voz: Cor ad cor loquitur  - o coração de Dom Luciano falando ao coração do Papa Francisco, ao dizer: “O Senhor caminha conosco para amaciar o nosso coração (...)”.

Dom Luciano Mendes de Almeida, grande homem de Deus, no qual o humanismo transbordou e por muitos anos como bispo auxiliar de São Paulo, Secretário Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por dois mandatos consecutivos, Arcebispo de Mariana–MG deixou este mundo no dia 27 de agosto de 2006, coincidentemente, na festa de Santa Mônica, a mãe forte, na sua resistência, lágrimas e orações, conseguindo a conversão do filho Agostinho, um dos maiores Santos da Igreja Católica e da própria humanidade, e no sétimo aniversário de morte de Dom Helder Pessoa Câmara, o homem dos grandes sonhos e utopias; cidadão planetário, talhado para as coisas mais elevadas.

Ele, uma preciosidade, com o seu modo santo de viver, tinha o céu ao seu redor. Mas mesmo assim ele queria ver o céu. Um dia ele decidiu: “Há um tempo queria muito ver o céu, saber como é lá. Um dia subi no céu. Não pensei que fosse tão bonito assim, fiquei contente com tanta música, pessoas dançando na presença de Deus. Mas, de repente, percebi que eu estava escondido atrás de uma árvore. Descobri que o céu é ver os outros felizes”, tendo a eucaristia como o pão do céu, ao dizer com veemência: “A Eucaristia é mensagem de comunhão fraterna, não só enquanto nos ajuda a vencer o egoísmo e partilhar o pão e também quando elimina o rancor e o dinamismo de vingança, mas enquanto consegue superar mágoas e ressentimentos e aproximar os distantes (…)” (Congresso Eucarístico de Florianópolis).

Dom Luciano, subindo ao céu, optou em primeiro lugar pela vida, em especial a vida dos empobrecidos e indefesos, na sua seguinte assertiva: “Não foi Deus que criou a fome e miséria, foi a maldade humana”. Que seu testemunho nos encoraje e nos estimule na nossa escola dos seguidores de Jesus de Nazaré, no sentido de edificar o céu já aqui na terra, no Emanuel, o Deus conosco, ao afirmar quando entrou no mundo, “Eis-me aqui, ó pai, para fazer a tua vontade”. Assim seja!


*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, articulista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso -geovanesaraiva@gmail.com

Jesuítas: aumentam as vocações

 

O papa jesuíta está produzindo um efeito positivo sobre as vocações da Companhia de Jesus? É impossível saber com certeza, mas, no último ano, houve um crescimento, ainda que leve, dos noviços: de 699 em 2012 para 706 em 2013. Crescimento não observado desde 2009.

O seu número cresce na Europa (+24), na Ásia meridional (+8) e na Ásia do Pacífico (+1). Um dado positivo que marca uma leve inversão em relação a uma tendência geral de diminuição dos jesuítas. 

Em 2013, de fato, eles eram 16.986 (12.107 sacerdotes, 1.331 irmãos leigos, 2.842 escolásticos e 706 noviços), uma queda de 268 membros em relação ao ano anterior. É o que informam as estatísticas publicadas no dia 25 de março pela Companhia de Jesus e atualizadas até o dia 1º de janeiro de 2014. 

A ordem cresce na África, onde dos 1.510 religiosos de 2012 passou-se para 1.515 em 2013, e na Índia, onde se passou dos 4.006 jesuítas em 2012 para os 4.012 de 2013. 

Ao contrário, ela está em contração na América Latina (-41), Europa (-160), Estados Unidos (-73) e na Ásia do Pacífico (-5). 

Portanto, continua a tendência à diminuição, que já prossegue há 30 anos. Em 1984, os jesuítas eram 25.724; em 1994, 23.179/ e em 2004, 20.170. 

A geografia da Companhia de Jesus é cada vez menos europeia e mais universal. Nesse sentido, estão adquirindo uma importância cada vez maior os jesuítas provenientes dos países do Sul do mundo. 

Atualmente, os jesuítas europeus são 5.045 (29% do total) e os norte-americanos, 2.395 (14 %); enquanto os latino-americanos são 2.394 (14%); os africanos, 1.515 (9%); e os asiáticos, 5.636 (34%).
Popoli, 25-03-2014.

Um conto do destino

Título original: Winter´s Tale
Situado numa mítica cidade de Nova York há mais de cem anos, Um Conto do Destino (Winter´s Tale) é uma história de milagres, destinos cruzados e a velha batalha entre o bem e o mal.
País: Estados Unidos
Ano: 2014
Gênero: Drama
Classificação: 12
Direção: Akiva Goldsman
Elenco: Colin Farrell, Matt Bomer, Lucy Griffiths, Michael Patrick Crane, Brian Hutchison, Kevin Corrigan, Alan Doyle, Russell Crowe, Jessica Brown Findlay, Jon Patrick Walker
Duração: 120 min.


Em cartaz

"Do Japão para a Rádio Vaticano": confira novidade editorial



Cidade do Vaticano (RV) – “Do Japão para a Rádio Vaticano”: este é o título de um livro que as Edições Loyola acabam de lançar de autoria do Pe. Olmes Milani, missionário scalabriniano.


Trata-se de uma coletânea que reúne todas as crônicas que Pe. Olmes escreveu durante sua missão no país do Sol Nascente especialmente para a Rádio Vaticano e que foram veiculadas no Programa Brasileiro de 2009 a 2012.


O título - “Do Japão para a Rádio Vaticano” - é assinatura com a qual Pe. Olmes encerrava suas crônicas, que foram mais de 120 no total.

A apresentação do livro foi escrita pelo Responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano, Pe. Cesar Augusto dos Santos SJ. 

Eis um trecho: “Além de nossas fronteiras, no longínquo Japão, Pe. Olmes Milani anunciou Jesus Cristo com criatividade e audácia. Numa terra em que o Cristianismo é professado por uma minoria ínfima, Pe. Olmes se dedicou principalmente aos migrantes latino-americanos, entre os quais inúmeros brasileiros. 
Dessa experiência nasceram suas crônicas para o Programa Brasileiro da Rádio Vaticano. Nosso missionário lançou mão justamente da criatividade e da audácia para fazer uma leitura original do cotidiano japonês. Colheu as particularidades da cultura nipônica a partir do ponto de vista cristão, sem jamais subestimar a riqueza e valiosidade das tradições; pelo contrário, enalteceu-as”.
Para mais detalhes, acesso o site das Edições Loyola, no endereço www.loyola.com.br

(BF)

Rádio Vaticano

Papa Francisco recebe Obama: 'Sou um grande admirador', disse o chefe de Estado no início do encontro

Trata-se da 1ª reunião privada entre eles desde que Francisco foi eleito.

Do G1, em São Paulo
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ser um grande admirador do Papa (Foto: Gabriel Bouys/AP)O presidente dos EUA, Barack Obama, disse ser um grande admirador do Papa (Foto: Gabriel Bouys/AP)
Papa Francisco recebeu nesta quinta-feira (27), no Palácio Apostólico do Vaticano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no primeiro encontro privado entre os dois líderes desde que Francisco foi eleito pontífice, há um ano.
"Sou um grande admirador", disse Obama ao Papa no início do encontro.

Após cerimônia da Guarda Suíça, o presidente dos EUA e sua delegação foram levados a um salão com afrescos onde o chefe de Estado americano e o Papa apertaram as mãos.
O Papa nos desafia. Implora
que recordemos das pessoas, das famílias, dos pobres. Nos convida
a parar e a refletir sobre a dignidade do homem"
Barack Obama,
presidente dos EUA
O primeiro Papa da América recebeu Obama de pé, na entrada de sua biblioteca privada e com certa formalidade. O presidente americano sorriu e pareceu emocionado ao encontrar Francisco.
"Welcome, mister president" (Seja bem-vindo, senhor presidente), disse o pontífice em inglês, idioma que ele não costuma falar.
Em seguida, dois tradutores (um religioso e uma mulher com uma pequena manta) entraram para participar do encontro, que aconteceu no escritório papal, com os dois líderes sentados um de frente para o outro.
Em sua primeira visita ao Vaticano, Obama foi recebido no pátio de São Damásio, onde era esperado pelo prefeito da casa pontifícia, o bispo Georg Gänswein, também secretário de Bento XVI (Papa emérito que renunciou ao cargo em fevereiro de 2013).
Durante o encontro com Francisco, Obama destacou a crescente diferença entre ricos e pobres, tema que já era esperado na reunião – além de assuntos polêmicos como aborto e direitos dos homossexuais.
O presidente dos Estados Unidos elogiou o Papa por sua ênfase em ajudar os pobres, e disse que o encontro poderia dar um impulso a algumas das iniciativas americanas, como aumentar a classe média e ajudar a população de baixa renda.
Pela primeira vez desde que foi eleito pontífice, Papa Francisco recebe o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Vaticano (Foto: REUTERS/Gabriel Bouys)Pela 1ª vez desde que foi eleito, Papa Francisco
recebe o presidente dos EUA, Barack Obama,
no Vaticano (Foto: Gabriel Bouys/Reuters)
'Papa nos desafia'
Em entrevista ao jornal italiano "Il Corriere della Sera", Obama disse que a globalização e o aumento do comércio levou centenas de milhões de pessoas a sair da pobreza nas últimas décadas. O presidente dos EUA também falou que estava "muito agradecido" pela disposição do Papa em recebê-lo no Vaticano.
"O Papa nos desafia. Implora que recordemos das pessoas, das famílias, dos pobres. Nos convida a parar e a refletir sobre a dignidade do homem", destacou Obama.
"Venho a Roma para ouvi-lo", completou o presidente americano, antes de ressaltar que "o pensamento" do pontífice é "precioso para compreender como podemos vencer o desafio de combater a pobreza extrema e a desigualdade na distribuição de renda".
Obama declarou ainda que quer ouvir o que o Papa propõe "para limitar as desigualdades na distribuição de renda".
"Ao nos colocar contra a parede em relação à justiça social, ele nos mostra o risco que existe de se acostumar com as desigualdades extremas a ponto de considerá-las normais", acrescentou Obama durante a entrevista ao "Il Corriere della Sera", feita quando ele ainda estava em Bruxelas.
O chefe de Estado americano também comentou sobre sua visita à Itália, onde deverá se encontrar nesta quinta-feira com o presidente Giorgio Napolitano – de quem gosta muito – e com o primeiro-ministro Matteo Renzi, há apenas um mês no cargo.
Obama disse que deseja uma aceleração nas negociações para um acordo de livre-comércio entre os EUA e a União Europeia, durante o semestre da presidência italiana do bloco.
Para a chegada de Obama, que ficará apenas 40 horas em Roma, a Cidade Eterna foi "blindada". Durante a tarde desta quinta-feira, o presidente americano deve visitar o emblemático Coliseu, que estará fechado ao público na ocasião

Somos o que somos

Título original: We Are What We Are

Em sua pequena cidade, os Parker são conhecidos por sua descrição e reclusão. Por trás das portas fechadas, o pai, Frank, conduz sua família com bastante severidade. Com a morte inesperada e brutal da mãe, as filhas mais velhas, Iris e Rose tem de tomar conta do irmão mais novo, Rory. Primeiro filme lançado com a grife Editora Darkside, especializada em terror e fantasia.
País: Estados Unidos
Ano: 2013
Gênero: Suspense
Classificação: 18
Direção: Jim Mickle
Elenco: Kassie Wesley DePaiva, Laurent Rejto, Julia Garner, Ambyr Childers, Jack Gore, Bill Sage, Kelly McGillis, Wyatt Russell, Michael Parks
Duração: 100 min.
)




Estreias futuras

Provador de roupa 3D

 domtotal.com

Reino Unido, Londres: Imagine provar centenas de vestidos sem ter que tirar os sapatos? A façanha é possível com um provador virtual mostrado em Londres. A tecnologia permite ver em uma tela como as roupas ficariam no corpo.

Francisco: Quaresma tempo de graças e coerência com seu batismo



Radio do Vaticano

Itália: Feira de literatura infantil homenageia talentos brasileiros


É a segunda vez que o Brasil é homenageado na feira de livros infantis mais importante do mundo.


Uma feira de literatura infantil, na Itália, está prestando homenagem aos maiores talentos brasileiros. A correspondente Ilze Scamparini esteve lá.
O livro infantil, ou juvenil, é uma produção que cresce em muitos países, e o Brasil vem conquistando novos públicos.
É a segunda vez que o Brasil é homenageado na feira de livros infantis mais importante do mundo. Os nossos escritores e ilustradores, e a nossa cultura tão diversificada, são destaque em Bologna, entre 1,2 mil expositores de 74 países. Faz mais de 40 anos que o Brasil frequenta esta feira, mas agora o interesse pelo país é muito maior.
Ana Maria Machado, que escreve para crianças e adultos, é um exemplo disso.
"Então, eu estou aqui hoje, acabo de fechar um contrato com a China para um livro infantil e estou indo, na semana que vem, para Roma lançar a tradução de um livro para adultos em italiano”, revela a escritora Ana Maria Machado.
No livro infantil, palavra e desenhos são naturalmente unidos. A exposição de 60 ilustradores brasileiros traz estórias que contam as nossas raízes, nossas qualidades e defeitos.
Roger Mello venceu o maior prêmio mundial da literatura infantil, o Hans Cristhian Andersen, na categoria ilustração.
"Essa inquietude, essa busca, é já, eu acho, a linguagem. O Ziraldo fala que sempre buscou originalidade, então essa busca é já, talvez, essa linguagem”, declara o ilustrador premiado Roger Mello.
Ziraldo ganhou um espaço só para os seus desenhos. "Imagina, eu sou o autor brasileiro homenageado pelos brasileiros, então estou muito feliz de estar aqui e muito feliz que o país tome conhecimento da importância que nós temos no mundo"”, afirma Ziraldo, escritor.

Francisco: Papa entre os 50 intelectuais mais influentes do mundo

Agência Ecclesia


O Papa Francisco faz parte da lista dos 50 intelectuais mais influentes do mundo da revista mensal britânica de política e cultura ‘Prospect'.
O Papa é o único líder religioso a fazer parte da última edição da lista anual, que procura reunir e reconhecer "as pessoas que influenciaram as maiores questões do ano na política, economia, ciência e filosofia", revela a Rádio Vaticano.
"O Papa verdadeiramente guiou, em modo individual, a regeneração do Vaticano, escreveu Johathan Berbyshire, diretor da ‘Prospect'.
"Acolheu o estado de ânimo das pessoas" e por isso "está na lista não enquanto religioso, mas enquanto pensador, como alguém que está à procura de pensar sobre os efeitos sociais do livre mercado que se tornou hegemônico no Ocidente nos últimos 20 anos", acrescentou.
Na lista da revista estão 17 economistas, 13 filósofos, 3 cientistas, e especialistas em tecnologia, além de empreendedores, escritores e ativistas.
Fonte: www.agencia.ecclesia.pt

Frases de Francisco: "Não deixe que ninguém tire a sua esperança”


“Não deixe que ninguém tire a sua esperança” – Papa Francisco“O homem precisa de conhecimento, precisa de verdade, porque sem ela não se mantém de pé, não caminha” - Papa Francisco“Reivindicações de mais justiça não contradizem o evangelho” - Papa Francisco“O verdadeiro poder é o serviço. O Papa deve servir a todos, especialmente aos mais pobres, aos mais fracos, aos mais pequeninos” – Papa Francisco“Não devemos ter medo da solidariedade, de saber colocar o que somos e temos à disposição de Deus” – Papa Francisco“Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos” - Papa Francisco“A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem serem vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem com o mal e sim vencê-lo” - Papa“Não consigo imaginar um cristão que não saiba sorrir. Procuremos dar um testemunho alegre de nossa fé” - Papa Francisco“A nossa alegria mais profunda vem de Cristo: estar com Ele, caminhar com Ele, ser seus discípulos” - Papa Francisco“O amor cristão é um amor que não olha ao custo. Está é a lição do Bom Samaritano; esta é a lição de Jesus” - Papa Francisco“Jovens, não tenhais medo de vos casar: unidos num matrimônio fiel e fecundo, sereis felizes” - Papa Francisco“Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo“Sempre se pode colocar mais água no feijão” - Papa Franciso
12/13

“Entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma opção sempre possível: o diálogo

O homem precisa de conhecimento, precisa de verdade, porque sem ela não se mantém de pé, não caminha” - Papa Francisco
“Reivindicações de mais justiça não contradizem o evangelho” - Papa Francisco
“O verdadeiro poder é o serviço. O Papa deve servir a todos, especialmente aos mais pobres, aos mais fracos, aos mais pequeninos” – Papa Francisco
“Não devemos ter medo da solidariedade, de saber colocar o que somos e temos à disposição de Deus” – Papa Francisco
“Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos” - Papa Francisco
“A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem serem vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem com o mal e sim vencê-lo” - Papa
“Não consigo imaginar um cristão que não saiba sorrir. Procuremos dar um testemunho alegre de nossa fé” - Papa Francisco
“A nossa alegria mais profunda vem de Cristo: estar com Ele, caminhar com Ele, ser seus discípulos” - Papa Francisco
“O amor cristão é um amor que não olha ao custo. Está é a lição do Bom Samaritano; esta é a lição de Jesus” - Papa Francisco
“Jovens, não tenhais medo de vos casar: unidos num matrimônio fiel e fecundo, sereis felizes” - Papa Francisco
“Sempre se pode colocar mais água no feijão” - Papa Francisco

A beleza da maternidade



A verdadeira mãe é aquela que quer se entregar de corpo e alma aos seus pequenos
Nas últimas semanas, tive a alegria de contemplar, em diversas ocasiões, uma daquelas cenas que, pela sua beleza e simplicidade, conseguem tornar o dia especial: bebês nos braços de suas mães. Neste caso, eram duas mães de primeira viagem. A cena era de uma ternura inigualável. Antiga como o tempo, mas sempre nova.

A chegada do primeiro filho ao lar é uma aventura que não pode ser descrita. Há temores, cansaço, incertezas... Mas o amor costuma ganhar a batalha. O instinto materno, até então oculto, aparece com força e dissipa toda sombra de dúvida. Não faltarão provações nem dificuldades no caminho, mas o amor é quem guia e o medo já não tem a última palavra.

A maternidade é um mistério. Os laços que se tecem com essa criatura fraca e totalmente dependente são tão fortes, que fogem do mero critério biológico.

Nos braços da mãe, o filho se sente protegido. É o tempo do primeiro amor. De sussurrar ao ouvido e cantarolar as primeiras canções de ninar. Já mais crescidos, não costumamos lembrar disso, mas tenho certeza de que esses primeiros meses de intensa relação com a mãe são decisivos na hora de ir formando a própria personalidade.

A maternidade biológica é uma maravilha. Um presente. Mas também existem outros tipos de maternidade, não ligadas necessariamente à carne. Quando há amor, quando há gratuidade na entrega, os laços podem ser iguais ou até mais fortes que na maternidade biológica. O que determina a diferença é a qualidade da entrega.

É mãe aquela mulher que deseja sê-lo. Aquela que se entrega de corpo e alma aos seus pequenos. A que não se foca em si mesma, mas tem o olhar dirigido aos seus filhos.

Um exemplo belíssimo e muito fértil dessa maternidade não biológica é a da “Mãe Angélique”: por este nome é conhecida uma freira agostiniana do Congo por numerosas mulheres e crianças que, graças a ela, puderam reconstruir suas vidas.

Angélique Namaika se dedica, há mais de 10 anos, a acompanhar mulheres e crianças vítimas da violência do LRA. Marcadas desde muito jovens pela violência física e sexual, rejeitadas também muitas vezes pelas suas famílias, a Mãe Angélique vai ao seu encontro, as acolhe, as escuta e, com amor, cura suas feridas.

É uma maternidade de cura que caracteriza esta religiosa africana de olhar profundo e voz serena. Ela garante, no entanto, que não é uma heroína, que muitas vezes se sente sozinha e tem medo.

“Minha força vem do Senhor – reconhece. É Ele quem me convida a amar estas mulheres com amor de mãe”.
Fonte: Aleteia

25 de março de 2014

Por que fazemos abstinência de carne?

domtotal.com

A carne é apenas um aspecto simbólico de tantos males dos quais temos que nos abster.

Por Polyana Gonzaga

A abstinência de carne e o jejum são orientados pela Igreja para recordar o amor de Cristo, que morre na Cruz por nós. É um sacrifício em memória da Paixão de Cristo, que entregou a sua carne para nos reconciliar. É um pequeno sacrifício em comparação ao que Cristo fez por nós. O Missionário Redentorista, padre Luiz Carlos de Oliveira afirmou que muitos fiéis faziam abstinência de carne pensando que, evitando a carne, seria mais fácil vencer os vícios. “A abstinência de carne é um costume generalizado entre muitas religiões. Esta prática é entendida de diversos modos. Alguns pensam que o ser humano e carne e espírito como opostos. É o princípio dualista. Procura-se eliminar o que é carnal para desenvolver a parte espiritual. É o princípio do bem e do mal. Pode-se também lembrar essa identificação da carne humana como geradora do mal, do pecado. Coibindo o uso da carne, dominamos os instintos carnais e assim se eleva o espiritual. Passou-se então a desprezar tudo o que é humano como animalesco em função da beleza do espiritual”, afirmou. 

Padre Luiz Carlos explica que Jesus não pensou assim e ensinou a unidade do espiritual e do material. “O ser humano é matéria, mas é também espiritual, não em oposição, mas na mútua complementariedade. Falamos de ressurreição da carne. A carne, nosso modo de existir, faz parte do projeto amoroso de Deus para a felicidade das pessoas”. “Não podemos negar as tendências ao mal. As tentações existem. Não basta só abster-se de carne. Ela que é um aspecto simbólico de tantos males dos quais temos que nos abster”, completou. 

O Missionário Redentorista lembra que a Igreja do Brasil propõe que todas as sextas-feiras do ano, sejam dias de penitência, e que pode também não se comer carne como penitência. 

Qual a diferença da abstinência de carne e do jejum? 

Padre Luiz Carlos nos explica que o jejum é mais amplo que a abstinência de carne. É praticado por opção da pessoa nos outros dias que não são de obrigação. Atualmente, nas normas da Igreja, o jejum é obrigatório somente na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa. 

O jejum é um remédio muito bom para nos equilibrar no relacionamento com as coisas criadas. “O jejum tem um sentido espiritual e não somente uma prática de tratamento do corpo, o que pode ser beneficiado. O jejum religioso é prática antiga entre os judeus e os cristãos assumiram esta prática. Jesus criticou muito o jejum feito para aparecer, sem uma vida coerente de justiça e caridade. Não adianta tirar a comida se não tiramos a gordura que pesa nosso coração”, afirmou. 

De acordo com o Missionário Redentorista o jejum é um remédio muito bom para nos equilibrar no relacionamento com as coisas criadas. É preciso saber dominar-se diante das coisas boas, para que não se tornem perniciosas. “Comer é bom, mas com o equilíbrio. Quanto há um mundo os que passam fome, há os que exageram na comida. Pior ainda é o desperdício que ofende o ser humano necessitado”. 

Padre Luiz Carlos lembra que não podemos ser escravos dos bens criados, pois seremos dominadores dos necessitados e colocaremos Deus de lado, perdendo assim a harmonia que deve haver em nosso ser humano e espiritual. "A prática do Jejum imita os 40 dias de Jesus no deserto. Ali se preparou para sua missão. Quem sabe, nas decisões de nossa vida, não fosse bom prepará-la com o jejum e a oração.  A liturgia deste tempo fala muito de jejum, mas não vejo que ele aconteça. Quem sabe devamos repensar seu sentido e seu uso", completou.
A12, 21-03-2014.
*Dom Roberto Francisco Ferreria Paz é bispo diocesano de Campos (RJ).

Francisco: o Senhor caminha conosco para amaciar o nosso coração




Cidade do Vaticano (RV) - O Senhor caminha conosco para amaciar o nosso coração. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa, nesta manhã de terça-feira, na Casa Santa Marta. Na Solenidade de hoje da Anunciação, o Papa destacou que somente com um coração humilde como o de Maria, podemos nos aproximar de Deus. A salvação, observou em seguida, não se compra e não se vende: se doa. 


Para onde leva o orgulho do coração? Papa Francisco desenvolveu a sua homilia, concentrando-se em Adão e Eva que, cedendo à sedução de Satanás, acreditaram ser como Deus. Aquele “orgulho suficiente” faz com eles sejam expulsos do Paraíso. Mas o Senhor não os deixa caminhar sozinhos, faz a eles uma promessa de redenção e caminha com eles. “O Senhor - disse ainda o Papa - acompanhou a humanidade neste longo caminho. Fez dela um povo. Estava com eles”. E aquele “caminho que teve início com uma desobediência, termina com uma obediência”, com o sim de Maria no Anúncio do anjo. “O nó que Eva fez com a sua desobediência - disse recordando Santo Irineu de Lyon - foi dissolvido por Maria com a sua obediência”. É um caminho, acrescentou, “no qual as maravilhas de Deus se multiplicam”:

“O Senhor caminha com seu povo. E por que caminhava com o seu povo, com tanta ternura? Para amaciar o nosso coração. Explicitamente Ele diz: ‘Eu vou fazer do seu coração de pedra um coração de carne’. Amaciar o nosso coração para receber a promessa que ele havia feito no Paraíso. Através de um homem entrou o pecado, e através de outro homem chega a salvação. E este caminho tão longo ajudou todos nós a termos um coração mais humano, mais próximo de Deus, não tão orgulhoso, não tão suficiente”.

E hoje, continuou, a liturgia nos fala “desta etapa no caminho de restauração”, “nos fala de obediência, de docilidade à Palavra de Deus”: 

“A salvação não se compra, não se vende: se doa. É grátis. Nós não podemos nos salvar sozinhos: a salvação é um dom, totalmente gratuito. Não se compra com o sangue nem de touros nem de cabras: não se pode comprar. Para entrar em nós esta salvação somente pede um coração humilde, um coração dócil, um coração obediente. Como o de Maria. E, o modelo deste caminho de salvação é o mesmo Deus, Seu filho, que não se apegou a um direito inalienável, ser igual a Deus, Paulo o diz”.

O Papa colocou ênfase no “caminho de humildade, de humilhação”. Isso, disse ele, “significa simplesmente dizer: Eu sou homem, eu sou mulher e Tu és Deus, e ir adiante, à presença de Deus”, “na obediência, na docilidade de coração”. E por isso, exortou o Papa na Solenidade da Anunciação, “vamos fazer festa: a festa deste caminho, de uma mãe para outra mãe, de um pai para outro pai”: 

“Hoje podemos abraçar o Pai que, graças ao sangue de Seu Filho, se tornou como um de nós, nos salva. Este pai está esperando por nós todos os dias ... Vamos olhar para o ícone de Eva e Adão, olhar para o ícone de Maria e Jesus, olhar para o caminho da História com Deus que caminhava com o seu povo. E vamos dizer: ‘Obrigado. Obrigado, Senhor, porque hoje Tu dizes a nós que nos doaste a salvação’. Hoje é um dia para dar graças ao Senhor”. (SP)
Rádio Vaticano 

Tutela da Criação, compromisso das famílias


Cidade do Vaticano (RV) – “Família, proteja a Criação” é a iniciativa organizada pelo Pontifício Conselho para a Família e a Associação Greenaccord, em vista do Sínodo dos Bispos de outubro sobre a Família. Dez relatores proporão estratégias para ajudar na adoção de estilos de vida compatíveis com a tutela da Natureza. 

Como construir e difundir modos de vida que aumentem o nosso bem-estar sem depauperar os recursos que devemos garantir a nossos filhos? Como fazer as famílias adotarem estes estilos e a sociedade atuar a real “conversão ecológica?”. O objetivo da Jornada, no dia 29 de março, será responder a estas questões.

O Arcebispo Vincenzo Paglia, Presidente do Pontifício Conselho para a Família, acredita que é “urgente identificar percursos novos e corajosos e estabelecer os critérios para uma nova relação com a natureza, que priorizem o desenvolvimento de toda pessoa e de toda a humanidade”. 

Por sua vez, o Presidente da ONG Greenaccord, Alfonso Cauteruccio, espera que o estudo, a reflexão e a contribuição da Jornada determinem uma inversão de rota significativa, em direção de um modelo de desenvolvimento e consumo que não abuse dos recursos e faça das famílias um sujeito econômico ativo e capaz: “São fundamentais as decisões cotidianas de economia doméstica, com a consciência de cada nosso gesto pode ser respeitoso e menos impactante na Criação”. 

Economistas, professores, teólogos, movimentos ecologistas e famílias testemunhas participarão do encontro. A conclusão será do Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos. 

O programa completo da Jornada está nos sites www.famiglia.va e www.greenaccord.org. 
(CM)

Rádio Vaticano