27 de janeiro de 2015

O encontro de Paulo com o Filho de Deus

Padre Geovane Saraiva*

Para a humanidade, o encontro de Paulo com o Filho de Deus no caminho de Damasco, além de maravilhoso, foi consequente. Mudou por completo a sua vida, a ponto de suportar tudo por causa do reino, agradando e sendo sempre fiel ao seu Mestre e Senhor, vivendo o que anunciava, dizendo com humildade e coração aberto: "Pela graça de Deus, sou o que sou” (1Cr 15, 10).
O providencial encontro de Paulo com Nosso Senhor Jesus Cristo lhe possibilitou descobrir a imprescindível luz que o fez enxergar a dimensão transcendente da vida. A luminosidade recebida por aquele que se tornou mestre e doutor das nações é a grande verdade que sempre quer se manifestar a humanidade: “O Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo”.
Paulo, missionário por excelência, não conviveu pessoalmente com o Mestre e Senhor. No início, de perseguidor ferrenho da Igreja e dos cristãos, abraçou a fé na viagem de Damasco e se transformou totalmente, testemunhando a partir de então, que Jesus Cristo é o enviado do Pai. A sua missão, doravante, é ser instrumento para levar o nome de Deus a todos os povos da terra (cf. At 9, 15). A evangelização e a pregação não se separam da vida do mestre e doutor das nações, o maior missionário de todos os tempos; tornando-se advogado dos pagãos e apóstolo dos gentios.
Como é importante pensar no maravilhoso encontro, que o fez suportar tudo por Cristo, querendo mesmo completar na sua carne o que faltava na paixão de Cristo (cf. Cl 1, 24). A vida a partir de sua conversão passou a ter um sentido profundo e um valor inestimável. Paulo passa a experimentar uma descoberta maravilhosa, onde o velho e o antigo são transformados. “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21, 6).
Paulo nos lembra do anúncio do Evangelho, os carismas e a missão das comunidades que abraçam a fé. Anunciar a boa nova do Senhor Jesus Cristo, foi para ele um exigência. Por isso mesmo está disposto a tudo, até a sua própria vida por causa do Evangelho. "Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate terminou sua corrida e guardou a fé" (2Tm 4, 6).

O Apóstolo Paulo recebeu do próprio do Filho de Deus a fascinante missão de fazer acontecer a Igreja no seu início, juntamente com o Apóstolo Pedro, fecundado-a e regando-a com o próprio sangue. Ele bebeu do mesmo cálice e tornou-se assim grande amigo de Deus e na sua profunda identificação com Cristo, dizia: “Eu vivo, mas não sou eu que vivo, é o Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Foi preso e depois decapitado, a golpe de espada, tornando a Igreja missionária e cheia de graças.

*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE -geovanesaraiva@gmail.com

Grécia: Igreja Católica espera de Alexis Tsipras mais do que «promessas e palavras bonitas»

Agência Ecclesia
  


Lusa
Lusa

Presidente da Conferência Episcopal Grega analisou para a Agência ECCLESIA vitória do Syriza

Atenas, Grécia, 26 jan 2015 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Grega reagiu hoje com cautela à eleição para primeiro-ministro de Alexis Tsipras, sublinhando que “falta conhecer o programa” que o líder político de esquerda terá para o país.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Fragiskos Papamanolis frisa que o sucessor de Antonis Samaras “não apresentou um programa claro”, apenas “muitas promessas e palavras bonitas”, que “um povo desiludido com a política depressa seguiu”.
As últimas eleições legislativas tiveram uma percentagem de abstenção de 40 por cento, ou seja, em 11 milhões de gregos votaram pouco mais do que seis milhões.
Deste número, o partido de esquerda (e anti programa de auteridade) Syriza, liderado por Alexis Tsipras, obteve 36, 3 por cento dos votos, cerca de 8,5 por cento acima do partido conservador Nova Democracia, encabeçado por Samaras.
Para D. Fragiskos Papamanolis, isto significa que a vitória de Tsipras acaba por ser “pouco representativa”, uma vez que colheu a preferência de “apenas 22, 23 por cento da população”.
No entanto, a Igreja Católica espera que o novo primeiro-ministro “cumpra aquilo que prometeu”, em termos de procurar uma saída viável para a dívida de 300 biliões de euros que pesa sobre a Grécia, sem que isso signifique mais auteridade.
“O povo estava farto porque Antonis Samaras fazia tudo ao contrário do que prometia, num dia dizia que não haveriam mais impostos, no outro punha mais”, aponta líder do episcopado grego, que espera que esta viragem política marque também uma época de maior esperança e justiça para a nação grega.
A Grécia precisa de abrir novos caminhos, no entanto isso nunca poderá implicar um “corte radical” que faça com que o país fique “isolado dos bancos e do comércio internacional”.
Caso contrário, “como é que Alexis Tsipras encontrará as verbas necessárias para pagar todas as dívidas do Estado?”, questiona D. Fragiskos Papamanolis.
O buraco financeiro nas contas públicas da Grécia, mais a consequente política de austeridade deixaram marcas nas populações locais e também na própria Igreja Católica do país.
Segundo o presidente da Conferência Episcopal Grega, “a Igreja Católica chegou à miséria”.
“As dioceses, os bispos, os funcionários das cúrias diocesanas, das paróquias, não têm como pagar mais impostos e não têm ajuda de ninguém, há casos em que pagam 80 por cento daquilo que recebem, é incomportável”, frisa o responsável católico.
D. Fragiskos Papamanolis espera que o novo primeiro-ministro traga maior justiça ao nível das contribuições que são pagas ao Estado, uma vez que a Igreja Ortodoxa (maioritária no país), “apesar de também pagar impostos, é depois ressarcida pelo Estado”.
A este respeito, refira-se que Alexis Tsipras não cumpriu o juramento diante do arcebispo ortodoxo de Atenas, como é tradicional o primeiro-ministro grego fazer quando é eleito.
JCP

Papa: a oração para fazer a vontade de Deus

 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - É preciso rezar a Deus e pedir todos os dias a graça de entender a sua vontade, a graça de fazer a sua vontade e a graça de realizar sua vontade completamente. Este é o ensinamento que o Papa buscou na liturgia do dia para insipirar a sua homilia na manhã desta terça-feira (27/01), na Casa Santa Marta.
Certa vez havia uma lei feita de prescrições e proibições, de sangue de bois e cabras, “antigos sacrifícios” que não tinham a “força” de “perdoar os pecados”, nem de fazer “justiça”. Então, o Cristo vem ao mundo e com sua subida à Cruz – o ato “que de uma vez por todas nos justificou” – Jesus demonstrou qual é o sacrifício que mais agrada a Deus: não o holocausto de um animal, mas a oferta da própria vontade para fazer a vontade do Pai.
Núcleo da fé
As leituras e o Salmo do dia conduzem a reflexão de Francisco a respeito de um dos fulcros da fé: a “obediência à vontade de Deus”. Esta, afirma o Papa, “é a estrada da santidade, do cristão” para que o “plano de Deus seja realizado”, que “a salvação de Deus seja realizada”:
“O contrário teve início no Paraíso, com a desobediência de Adão. E aquela desobediência trouxe mal a toda a humanidade. Os pecados também são atos de desobediência a Deus, de não fazer a vontade de Deus. O Senhor, ao invés, nos ensina que esta é a estrada e que não há outra. E começa com Jesus, sim, nos Céus, na vontade de obedecer o Pai. Mas na terra começa com Maria: ela, o que disse ao Anjo? ‘Que seja feito aquilo que dizes’, isso quer dizer, que seja feita a vontade de Deus. E com este ‘sim’ ao Senhor, o Senhor deu início ao seu percurso entre nós”.
“Não é fácil.” O Papa usa várias vezes essa expressão quando fala de realizar a vontade de Deus. Não foi fácil para Jesus que foi tentado no deserto e também no Horto das Oliveiras, e com dor no coração aceitou o suplício que o aguardava. Não foi fácil para alguns discípulos, que o deixaram porque não entenderam o que significava “fazer a vontade do Pai”. Não o é para nós, a partir do momento que – notou o Papa – “todos os dias nos são apresentadas em uma bandeja tantas opções”. E então, se perguntou, como “faço para fazer a vontade de Deus?”. Pedindo “a graça” de desejar realizá-la:
Fazer a vondade de Deus
“Eu rezo para que o Senhor me dê a vontade de fazer a sua vontade ou busco acordos porque tenho medo da vontade de Deus? Outra coisa: rezar para conhecer a vontade de Deus em relação a mim e à minha vida, sobre a decisão que devo tomar agora. Sobre a maneira de administrar as coisas… A oração para querer fazer a vontade de Deus, e a oração para conhecer a Sua vontade. E quando conheço a vontade de Deus, com a oração pela terceira vez: realizá-la. Para realizar a vontade, que não é a minha, mas é Sua. E não é fácil”.
Portanto, resumiu o Papa, “rezar para sentir a vontade de seguir a vontade de Deus, rezar para conhecer a vontade de Deus e rezar – uma vez reconhecida – para prosseguir com a vontade de Deus”:
“Que o Senhor nos dê a graça, a todos nós, para que um dia possa dizer de nós aquilo que disse daquele grupo, daquela multidão que o seguia, daqueles que estavam sentados a seu redor, como ouvimos no Evangelho: ‘Eis minha mãe e os meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus é para mim irmão, irmã e mãe”. Fazer a vontade de Deus nos faz ser parte da família de Jesus, nos faz mãe, pai, irmã e irmão”. (BF/RB/SP)
(from Vatican Radio)

Religião ou ideologia?

  domtotal.com

Numa expressão apressada, espalha-se a ideia de que religião identifica-se com fanatismo irracional.

Protesto de muçulmanos contra o jornal Charlie Hebdo: 'pluralidade de expressão é um valor inquestionável'.
Por Dom Aldo Pagotto*

A série de atentados terroristas, seguidos de massacres inomináveis, suscita em nós um misto de consternação e indignação ética. Há alguns anos, após os atentados às Torres Gêmeas e ao Pentágono, sucedem-se provocações, ameaças e fatos consumados de ódio e vingança às nações do Ocidente. Em suma, ao que parece, a tendência do terrorismo é confundir mundo capitalista e “status quo cristão”. Jornalistas e analistas políticos internacionais não conseguem esboçar uma resposta lógica, tentando explicitar “por que” que em pleno século XXI recrudesce o fanatismo fundamentalista, de caráter religioso. Por que destruir tudo o que seja considerado inimigo do Estado Islâmico (EI)?

Numa expressão apressada, e por isso perigosa, espalha-se a ideia confusa de que religião identifica-se com fanatismo irracional e alienado. Ao recente massacre do “Charlie Hebdo” seguiu-se a destruição de estabelecimentos cristãos e novo massacre no Níger, somando-se duas mil execuções sumárias. Em vários países, cuja população é de maioria muçulmana, seguem-se atentados, violações, destruições, mortes cruéis. Tudo isso é praticado contra os cristãos e contra os que discordarem do regime implantado pelo novo Estado Islâmico. A tolerância humana tem limites ante o absurdo. Até que ponto a humanidade conseguirá tolerar tanta irracionalidade? Como entender o século XXI vendo crescer mais e mais o fundamentalismo que se dá ao luxo de passar por cima de quaisquer convenções sobre Direitos Humanos? Estamos diante de um radicalismo intolerável. Na esfera mundial, hoje, é inconcebível tolerar a negação dos direitos humanos fundamentais e irreformáveis. Trata-se do direito de expressão de um lado e de outro o direito à liberdade religiosa ou filosófica.

Todo cidadão possui o direito de expressar suas crenças e valores, contanto que não se imponha pela força violando o direito dos outros. Crenças e valores humanitários são reputados como sagrados na esfera pessoal, comunitária e social. Tenho o direito de expressar minha opinião, crença ou valor, sem ser agredido, debochado, massacrado por alguém que discorde. A pluralidade de expressão de valores é um bem inquestionável e inviolável. Jamais existirá sociedade democrática sem o direito de expressar opiniões plurais legítimas, constitucionalmente. A intolerância é anticonstitucional. O bom senso segue-se ao respeito recíproco. A liberdade de expressão identifica-se como legítimo direito de exprimir crenças e valores que não se confundem com imposição, proselitismo religioso e, menos ainda, com guerra santa, conspurcando o nome de Deus.
CNBB, 26-01-2015.
*Dom Aldo Pagotto é arcebispo da Paraíba (PB).

A volta das ideias - Mario Vargas Llosa

Há muito não se via tanta efervescência na vida pública, debatendo sobre os ataques jihadistas.

Os ataques terroristas reativaram as raízes democráticas da sociedade francesa.
Por Mario Vargas Llosa*

Os assassinatos cometidos pelos jihadistas na França contra a revista satírica Charlie Hebdo e um supermercado kosher tiveram surpreendentes consequências políticas. Eles reativaram as raízes democráticas da sociedade francesa e mobilizaram imensos setores para que manifestassem seu protesto contra aquela barbárie e sua defesa da tolerância, da liberdade, da igualdade, do direito à crítica e da legalidade, valores que se viram ameaçados com aqueles crimes.

Além disso, devolveram a confiança da opinião pública no Governo (que parecia desfalecer) do presidente François Hollande e do seu primeiro-ministro, Manuel Valls, pela forma enérgica como lidaram com a crise provocada pelo desafio terrorista, e renovaram os consensos da classe política francesa em favor dos “princípios republicanos”, ou seja, a coexistência na diversidade de crenças, costumes e culturas diferentes. Em vez de se deixar intimidar pela chantagem sangrenta dos extremistas islâmicos, a França, que já os combateu na África e continua a combatê-los no Oriente Médio, reafirma sua decisão de continuar a enfrentá-los. Como prova disso, despachou para essa região o seu principal porta-aviões, o Charles de Gaulle, a fim de apoiar os bombardeios aliados contra o califado islâmico instaurado em territórios da Síria e Iraque.

Vale recordar que a França propôs uma intervenção militar na Síria em prol dos rebeldes laicos e democratas que se sublevaram contra a ditadura de Bashar al Assad, e que sua proposta foi frustrada por culpa dos Estados Unidos e outros aliados, intimidados por Vladimir Putin, fornecedor de armas para o Governo sírio. Agora que aquelas forças rebeldes foram varridas pelos fanáticos islâmicos que querem derrubar o regime de Assad para instalar uma ditadura ainda mais despótica (no califado islâmico, além das decapitações, das chibatadas e da escravização da mulher, acaba de estrear a política de lançar os homossexuais ao vazio), muitos Governos ocidentais lamentarão não ter adotado a firmeza da França em defesa da civilização, que é, claramente, o que o extremismo islâmico se propõe exterminar.

Porém, a mais importante decorrência dos assassinatos cometidos pelos jihadistas em Paris talvez seja a volta das ideias à política francesa. Elas foram as grandes protagonistas da sua vida pública ao longo de boa parte da história, mas nos últimos tempos, em parte pelo desinteresse – para não dizer desprezo – que a política inspirava na sua intelligentsia, e em parte pelo viés puramente pragmático, de mera gestão do existente, sem voo, nem horizonte, nem ideais, que aquela havia adquirido, o debate de ideias, no qual a França sempre se destacou, parecia ter sido extinto na terra de Voltaire, Diderot, Sartre, Malraux e Camus. Nestas últimas semanas ele retornou, de maneira plural e caudalosa.

O fanatismo irracional e assassino não é monopólio do islã, floresce também em outras religiões

Há muito não se viam tantos escritores, professores, eruditos e pesquisadores voltando-se de forma tão intensa para a vida pública, opinando através de artigos, manifestos e entrevistas em rádio, televisão e jornais sobre o crescimento do antissemitismo, da islamofobia e dos guetos de imigrantes desprovidos de educação, trabalho e oportunidades, que se multiplicam nas cidades europeias e servem de caldo de cultivo do extremismo antiocidental, e de onde estão saindo milhares de jovens para integrar os batalhões fanáticos da Al Qaeda, do califado islâmico e de outras seitas terroristas.

A polêmica é tão intensa que me fez recordar os anos sessenta, quando assuntos como a guerra da Argélia, as denúncias sobre o Gulag, a fascinação que a revolução cubana e o maoísmo exerciam sobre muitos jovens e o compromisso e militância dos intelectuais animavam um debate efervescente, que enriquecia a política e a cultura francesas. Entre as ideias em torno das quais há maior disparidade de opiniões figura a imigração: será ela um perigo potencial, como crê Marine Le Pen e como parece subscrever o revoltoso Michel Houellebecq em seu último romance, Submissão, devendo portanto ser restringida e vigiada com rigor?

Outros intelectuais, como André Glucksmann, recordam que o maior número de vítimas do terrorismo islâmico são os próprios muçulmanos, que já morreram e continuam morrendo às dezenas de milhares, vítimas de alguns fanáticos para os quais todo aquele que descrê da sua verdade única merece ser exterminado.

O fanatismo irracional e assassino não é monopólio do islã; floresce também em outras religiões, das quais não esteve excluída a cristã, embora – quem poderia negar? – aquele seja muito mais resistente à modernização do que esta foi, pois não experimentou ainda esse longo processo de secularização que permitiu à Igreja Católica se adaptar à democracia, ou seja, deixar de se identificar com o Estado. Tudo isso parece indicar que passará muito tempo até que os países árabes – um exemplo promissor, lamentavelmente único até agora, é o da Tunísia – adotem a cultura da liberdade.

Eu gostaria de comentar as opiniões sobre este tema de dois intelectuais que aprecio muito: J.M. Le Clézio e Guy Sorman. Ambos coincidem em afirmar que os assassinos dos jornalistas do Charlie Hebdo, assim como o dos quatro judeus do supermercado kosher, são meros delinquentes comuns, pobres diabos nascidos ou criados nos guetos franceses, em condições execráveis, e educados no crime nos reformatórios e prisões. Esta seria sua verdadeira condição, para a qual o fundamentalismo islâmico serve apenas de disfarce superficial. O ambiente social em que nasceram e cresceram seria o maior responsável pelo furor niilista que os transformou em depredadores humanos, mais do que uma convicção religiosa.

Para alguns, o meio social dos terroristas seria o responsável por seu furor nihilista

Creio que essa análise não leva em conta suficientemente aqueles que canalizam, armam e aproveitam para seus próprios fins esses “lobos solitários” produzidos pela discriminação, a incultura e o ergástulo. Por acaso todas as ideologias e religiões não se serviram sempre de delinquentes comuns e sujeitos descerebrados e perversos para cometer suas maldades? Os assassinos do Charlie Hebdo e do supermercado saíram daqueles guetos, mas foram treinados no Oriente Médio ou na África e participaram de organizações que, graças a Estados petroleiros e xeques multimilionários que as financiam, estão equipadas com armas muito modernas e têm redes de informação e contatos por todo o mundo, ao mesmo tempo em que imãs e teólogos os abasteciam com as verdades elementares para justificar seus crimes e se sentirem heróis e mártires merecedores de glória e de prazeres incontáveis no além. Certamente as condições de abandono e marginalização dos guetos europeus contribuem para criar potencialmente o assassino fanático. Mas quem coloca a bomba ou o kalashnikov nas suas mãos, o incita e o indica o alvo a liquidar tem tanta responsabilidade como ele no sangue derramado.

Que a luta contra o terrorismo às vezes exija certas reduções da liberdade é, lamentavelmente, inevitável, com a condição de que tais limitações não transgridam certos limites além dos quais a própria liberdade sucumbe e um país livre deixa de sê-lo, chegando a se confundir com os Estados totalitários e obscurantistas que alimentam o terrorismo. Isto parece ter sido muito bem entendido pelo povo francês, que, na pesquisa sobre intenções de voto publicada no mesmo dia em que escrevo este artigo, indica um aumento na popularidade de todos os partidos democráticos – de direita e de esquerda –, enquanto a Frente Nacional não parece ter ganhado um só voto com sua demagogia de pedir o restabelecimento da pena capital, a saída da Europa e uma agressiva política anti-imigratória.
*Mario Vargas Llosa é escritor peruano, Prêmio Nobel de Literatura. Seus artigos são publicados originalmente no El País.

Nevasca histórica afeta quase 30 milhões de pessoas nos EUA

Aos menos sete estados do país decretaram estados de emergência.

Cidade mais populosa, Nova York está 'paralisada' desde esta segunda.

Da EFE

  •  
Pessoa caminha no meio da nevasca na Avenida A em East Village na região de Nova York durante a madrugada desta terça-feira (27) (Foto: Patrick Sison/AP Photo)Pessoa caminha no meio da nevasca na Avenida A em East Village na região de Nova York durante a madrugada desta terça-feira (27) (Foto: Patrick Sison/AP Photo)
A cidade de Nova York está paralisada desde a noite de segunda-feira (26) por uma tempestade de neve que se estende pelo nordeste do país e que forçou as pessoas a permanecerem dentro de casa até o fim do temporal.
Desde as 23h locais de segunda (2h de Brasília desta terça-feira), o trânsito normal nas ruas da cidade foi interditado por determinação do prefeito, Bill de Blasio. Está permitida apenas a circulação de veículos de emergência.
O metrô da cidade, que normalmente funciona 24 horas por dia e transporta diariamente cerca de 6 milhões de passageiros, também foi fechado a partir do mesmo horário, assim como outros meios do transporte público, o que impede que os nova-iorquinos se desloquem pela cidade, a não ser que seja a pé.
As aulas também estão suspensas, até segunda ordem, na cidade de Nova York e em outras localidades da região mais atingida pelo temporal. As medidas são tão drásticas que afetam até as bicicletas para entrega de comida, muito populares em Manhattan.
"Esta será, provavelmente, uma das maiores tempestades de neve na cidade de Nova York", advertiu o prefeito De Blasio.
Nevasca atinge Nova York; prefeito pede para pessoas não saírem de casa (Foto: AP)Nevasca atinge Nova York; prefeito pede para pessoas não saírem de casa (Foto: AP)
No total, a tempestade de neve afeta localidades que somam juntas cerca de 29 milhões de habitantes, incluída a cidade de Nova York, a mais populosa do país. Em sete estados da região, de Nova Jersey até o Maine, na fronteira com o Canadá, foram declarados estados de emergência, totais ou regionais, que incluem, além de Nova York, outras cidades importantes, como Boston.
Na capital do estado de Massachusetts, segundo a determinação das autoridades, também está proibida a circulação de veículos nas ruas, assim como em todo o estado de Connecticut e em vários condados do estado de Nova York.
Previsões
A força da tempestade de neve começou a ser sentida no fim da noite de segunda-feira e acredita-se que a mesma poderá se prolongar até às 10h locais desta terça-feira (14h de Brasília), segundo as previsões meteorológicas.
Haverá ventos de até 40 km/h, com rajadas superiores aos 100 km/h, o que dará uma sensação de frio muito superior à temperatura real, que era de cerca de -3 graus centígrados em Nova York no fim da noite de segunda. A previsão é que o acúmulo de neve nas ruas da cidade chegue a cerca de 50 centímetros.
Atividades interrompidas
Desde ontem, os voos de toda a região começaram a ser cancelados, incluindo os do aeroporto mais importante da área, o JFK, de Nova York, e o de Newark, no estado vizinho de Nova Jersey.
De acordo com a imprensa local, estima-se que entre os dois dias, segunda e terça, serão cancelados cerca de 6,7 mil voos que deveriam chegar ou sair dos terminais aéreos do nordeste dos Estados Unidos.
A tempestade também provocou o adiamento de dois jogos da liga profissional de basquete do país, a NBA, que foram reprogramados. O New York Knicks enfrentaria o Sacramento Kings no Madison Square Garden, enquanto o Brooklyn Nets receberia o Portland Trail Blazers no Barclays Center.
A paralisação de muitas atividades da cidade afetou até a sede das Nações Unidas, que suspendeu reuniões e atos que estavam programados desde a tarde de segunda, incluindo um para lembrar o Holocausto judeu, que iria ocorrer nesta terça.
No entanto, não está previsto que as operações de Wall Street sejam interrompidas e o pregão da Bolsa de Valores de Nova York deverá funcionar normalmente

Após 70 anos, últimos sobreviventes não esquecem horrores de Auschwitz

Libertação do maior campo de extermínio nazista completa sete décadas.

Em alguns anos não restarão sobreviventes; veja seus relatos.

Do G1, em São Paulo*

O sobrevivente de Auschwitaz Laszlo Bernath, de 87 anos, posa para a agência Reuters em Budapeste (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)O sobrevivente de Auschwitz Laszlo Bernath, de 87 anos, posa para a agência Reuters em Budapeste (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)
Cerca de 300 sobreviventes de Auschwitz regressam nesta terça-feira (27) ao lugar onde viveram um dos piores horrores da história humana para advertir contra a repetição de um crime semelhante, 70 anos depois da libertação do campo nazista pelo exército soviético, em 27 de janeiro de 1945.
“É o último aniversário de número redondo celebrado na presença de um importante grupo de sobreviventes", explica Piotr Cywinski, diretor do museu do campo de Auschwitz, instalado em 1940 pela Alemanha nazista no sul da Polônia.
Auschwitz-Birkenau foi o lugar da morte de cerca 1,1 milhão de pessoas, entre elas 1 milhão de judeus de vários países europeus. Transformado em museu e memorial, recebeu no ano passado 1,5 milhão de visitantes.
Trata-se do maior e mais mortífero campo de extermínio e de concentração nazista e o único preservado tal como foi abandonado pelos alemães que fugiram do Exército Vermelho. Outros campos de concentração nazistas na Polônia, como Sobibor, Treblinka ou Belzec, foram destruídos completamente pelos alemães para eliminar as provas.
A família de Laszlo, que foi toda exterminada no maior campo de concentração nazista (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)Laszlo segura a foto de sua família, que foi toda exterminada no maior campo de concentração nazista (Foto: Laszlo Balogh/Reuters)
Lembranças
Passaram-se 70 anos, mas os derradeiros sobreviventes de Auschwitz lembram como se fosse hoje dos gritos horríveis dos eletrocutados, da angústia permanente de morrer e dos rostos das mulheres e crianças a caminho das câmaras de gás.
“Ninguém pode imaginar o grito de uma pessoa eletrocutada” quando, desesperada, se joga contra o alambrado para por fim à sua vida, conta a polonesa Zofia Posmysz, de 91 anos, com o rosto marcado pela emoção e pela dor, apesar dos muitos anos que se passaram desde sua chegada a Auschwitz, em 1942.
As recordações atormentam essa bela e pequena mulher que suportou três anos em Auschwitz e em Ravensbrück: “Vi cadáveres pendurados nas cercas de arames. À noite, as mulheres jovens saíam dos barracões e iam se jogar contra as cercas elétricas. Era horrível, era realmente horrível!”, relembra a ex-interna nº 7566.
Auschwitz sobrevivente (Foto: AFP)
Jozef Paczynski, de 95 anos, preso nº 121, poderia reproduzir, como os olhos fechados, o corte de cabelo de Rudolf Höss, o carrasco de Auschwitz, de quem foi seu cabeleireiro habitual. Depois de tantos anos, ele continua a se assustar. Por que o comandante do campo elegeu ele, um “miserável prisioneiro”, incorporado à unidade dos cabeleireiros, após sua chegada em junho de 1940 com cerca de 700 homens do primeiro comboio dos presos políticos poloneses?
“Havia oito ou dez cabeleireiros profissionais de Varsóvia e Höss ordenou que um aprendiz como eu cortasse o cabelo dele”, relatou à AFP. “Minhas mãos tremiam. Mas uma ordem é uma ordem. Tive que fazer meu trabalho”, diz. “O corte era muito fácil, ao estilo alemão. Tinha que raspar a nuca com a lâmina e passar a máquina dos lados. Tinha bons instrumentos, meus colegas afiaram bem a navalha”, relata.
Jozef Paczynski, preso nº 121 de Auschwitz (Foto: Bartosz Siedlik/AFP)Jozef Paczynski, preso nº 121 de Auschwitz
(Foto: Bartosz Siedlik/AFP)
Não passou pela sua cabeça matar Höss com essa lâmina? “Muitas vezes me perguntam. Eu era consciente das consequências, não estava louco, se eu lhe cortasse o pescoço, metade dos prisioneiros do campo seriam imediatamente executados”, contou.
Quando foram deportados, Zofia e Jozef tinham ambos 19 anos. Sobreviveram porque eram jovens, aprenderam rapidamente a viver no campo e foram encarregados de um “bom trabalho”.
“Aprendi a sobreviver nesse lugar. A não ser o primeiro da fila, a não estar nos cantos quando tinha que andar em grupo. A estar no meio para ficar longe do cão do guarda, que podia pegar a gente. Fazia de tudo para não me expor aos castigos”, conta Zofia Posmysz.
Kazimierz Albin, de 92 anos, sobreviveu porque conseguiu escapar em 27 de fevereiro de 1942 com outros seis internos. “Era uma noite estrelada. Fazia uns 8 ou 10 graus negativos”, relata o prisioneiro n° 118.
"Tínhamos que atravessar o rio nus, em meio a placas de gelo', conta. Quando foi libertado, Kazimierz Albin se uniu à Resistência. As fugas eram pouco habituais. Com 1.300.000 deportados para Auschwitz, apenas 802 - entre eles, 45 mulheres - fugiram, segundo dados do museu do campo.
Auschwitz sobrevivente (Foto: AFP)
 “É possível esquecer todos esses assassinatos? É possível perdoar? Jamais poderei esquecer as mulheres, as crianças levadas para a câmara de gás”, lamenta Jozef Paczynski. Mas, acrescentou, “vamos travar uma guerra sem fim? Os mortos não vão ressuscitar. Hoje estou contente de que haja reconciliação, de que haja paz, de que tenham caído as fronteiras. Estou contente e digo isso abertamente aos alemães”, conclui.
Libertação
Os campos de concentração e de extermínio nazistas foram libertados à medida que os exércitos aliados avançavam rumo a Berlim. A libertação começou em 24 de julho de 1944 com a do campo de Majdanek (periferia de Lublin, Polônia) pelo Exército Vermelho e concluiu em 8 de maio com a capitulação sem condições da Alemanha.
É preciso diferenciar a libertação dos campos propriamente ditos das evacuações, um processo complexo e que foi escalonado ao longo do último ano da guerra. A libertação, pelo Exército Vermelho, de Auschwitz-Birkenau foi precedida pela dissolução paulatina do complexo a partir do verão de 1944 e pela retirada de mais de 60 mil prisioneiros.
Entrada principal de Auschwitz nos dias atuais, ainda com a famosa placa com os dizeres 'O trabalho liberta' (Foto: Pawel Ulatowski/Reuters)Entrada principal de Auschwitz nos dias atuais, ainda com a famosa placa com os dizeres 'O trabalho liberta' (Foto: Pawel Ulatowski/Reuters)
A evacuação de Auschwitz começou a ser preparada no final de 1944, pouco depois de as forças soviéticas liberarem o primeiro campo de concentração grande da Polônia: o de Majdanek, perto de Província de Lublin, onde se estima que 200 mil pessoas podem ter sido assassinadas.
Em janeiro de 1945 as autoridades nazistas deram a ordem de transferir a maioria dos prisioneiros de Auschwitz, e em 17 de janeiro partiram as primeiras colunas formadas unicamente por pessoas saudáveis capazes de resistir aos penosos deslocamentos, em alguns casos a pé, que hoje são conhecidos como 'marchas da morte'. Sob o frio, com neve e sem alimentos nem abrigo essas colunas chegaram a percorrer até 250 quilômetros.
Em Auschwitz ficaram apenas sete mil prisioneiros famintos e extremamente exaustos, que dias depois da partida de seus companheiros deram as boas-vindas às tropas soviéticas.
Quando esses soldados entraram no campo encontraram muitos dos pertences das vítimas, centenas de milhares de roupas, cerca de 800 mil vestidos e mais de seis toneladas de cabelo humano.
O sobrevivente Sam Beller mostra o seu número de prisioneiro tatuado no braço enquanto visita Auschwitz nesta segunda-feira (26) (Foto: JANEK SKARZYNSKI / AFP)O sobrevivente Sam Beller mostra o seu número de prisioneiro tatuado no braço enquanto visita Auschwitz nesta segunda-feira (26) (Foto: JANEK SKARZYNSKI / AFP)
Líderes
Os presidentes francês François Hollande, o alemão Joachim Gauck, o ucraniano Petro Poroshenko, o chefe da administração presidencial russa Serguei Ivanov e o secretário americano do Tesouro Jack Lew assistirão à cerimônia principal da terça-feira à tarde em frente ao memorial de Birkenau, lugar de extermínio de um milhão de judeus europeus.
Também se espera o rei belga Felipe, acompanhado de sua esposa Matilde, e os soberanos da Holanda, Guilherme Alexandre e Máxima, assim como vários outros presidentes e primeiros-ministros. Uma centena de ex-prisioneiros chegaram de Israel junto a um ministro. O cardeal arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, representará a Santa Sede. Moscou justificou a ausência do presidente Vladimir Putin por não ter sido oficialmente convidado.
*Com informações de AFP, Reuters e EFE
.

Vai viajar? Confira os dez melhores programas de verão em Pernambuco

G1 escutou pernambucanos e turistas e listou os dez passeios imperdíveis.

Praias, cachoeiras, mergulhos e esportes náuticos fazem parte da lista.

Marina BarbosaDo G1 PE

No Litoral Sul de Pernambuco, Porto de Galinhas é uma das praias mais procuradas pelos turistas (Foto: Rodrigo Cavalcanti / Prefeitura de Ipojuca)No Litoral Sul de Pernambuco, Porto de Galinhas é uma das praias mais procuradas pelos turistas. Visita a piscinas naturais é um dos passeios imperdíveis no verão (Foto: Rodrigo Cavalcanti / Prefeitura de Ipojuca)
Viajar é um dos maiores desejos dos brasileiros. Para muitos, a vontade de conhecer novos lugares não passa, mas uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) comprovou que este é um dos principais sonhos dos brasileiros neste início de ano. E nada melhor que aproveitar as férias de verão para colocar esse plano em prática. Nesta época de sol e calor, as praias são os destinos mais procurados pelos viajantes. E, quando se pensa em praia, o Nordeste logo vem à cabeça. Com praias de águas quentes e opções de diversão para todos os gostos, o litoral de Pernambuco é um dos mais procurados pelos turistas.
Pensando nisso, o G1 escutou pernambucanos e percorreu a costa do estado para elencar os dez melhores programas de verão locais. A lista conta com praias calmas, outras famosas pelas barraquinhas de comida e aquelas em que a maior atração está longe da areia. São passeios de jangada, catamarã e mergulhos, além de pranchas de surf, stand up e windsurfe. Quem quer fazer algo diferente durante a viagem, ainda pode se refrescar em cachoeiras. Os pernambucanos aprovaram a relação e garantem: com essas dicas, nenhum turista vai deixar de conhecer o que o estado tem de melhor.
>> Veja os 10 programas imperdíveis do verão pernambucano e programe sua viagem:
1. Pôr do sol no Pontal de Maracaípe
Apesar da beleza e tranquilidade da praia, o Pontal do Maracaípe guarda sua maior atração para o final do dia (Foto: Danilo Luiz / Prefeitura de Ipojuca)Mesmo com a beleza da praia, o Pontal do Maracaípe guarda a maior atração para o fim do dia. O sol se esconde entre coqueiros e manguezal e enche o céu de amarelo (Foto: Danilo Luiz/Prefeitura de Ipojuca)
Ver o sol se pôr é tão imperdível quanto aproveitar o dia de calor em Maracaípe. Ao lado da famosa praia de Porto de Galinhas, "Maraca" oferece águas quentes e ondas fortes e é o ponto de encontro dos surfistas pernambucanos. Mas sua maior atração está mesmo no final do dia – e da praia. É no Pontal de Maracaípe que todos se reúnem para ver o dia ir embora.
No local, o encontro do rio com o mar proporciona um cenário único. De um lado, piscinas naturais de águas transparentes cheias de cavalos marinhos. Do outro, o manguezal emoldura a foz do Rio Maracaípe e serve de abrigo a caranguejos e siris. No final do dia, o sol parece se esconder bem no leito do rio, descortinando os raios laranjas entre a vegetação do mangue. Para acompanhar tudo de perto, recomenda-se apanhar uma jangada e ir para o meio do rio.
Mas a natureza também deixou um palco privilegiado para o espetáculo. Entre o mangue e o mar, forma-se uma ilha de areia gigante que, por vezes, cobre-se com uma fina camada de água quente. Dali, pode-se tanto acompanhar o pôr do sol quanto aproveitar o dia de calor. Com águas calmas e bares simples, o Pontal recebe os turistas que preferem a tranquilidade e o clima natural à agitação das ondas de Maracaípe. Chega-se lá através da praia de Maracaípe, seja andando, de buggy ou de carro.
2. Mergulhar no mar de Fernando de Noronha
Fernando de Noronha foi o ponto de partida do mapeamento subaquático no Brasil. (Foto: Divulgação/Catlin Saeview Survey)O fundo do mar de Fernando de Noronha abriga peixes e corais de todas as cores. Para os iniciantes conferirem o espetáculo, escolas oferecem batismo de mergulho (Foto: Divulgação/Catlin Saeview Survey)
O arquipélago de Fernando de Noronha está na lista de viagem de todos os apaixonados pelo mar. A 545 quilômetros da costa pernambucana, o complexo de ilhas abriga algumas das praias mais bonitas do Brasil. Para onde se olha, há uma vista de tirar o fôlego. E o espetáculo continua nas profundezas das águas azuis que rodeiam a ilha e abrigam uma das faunas marinhas mais ricas do Brasil. Por isso, o mergulho é tão obrigatório quanto as trilhas repletas de visuais inesquecíveis.
E não são apenas os mergulhadores profissionais que podem se aventurar pelas águas de Noronha. Sabendo do grande potencial turístico do arquipélago, as empresas de mergulho oferecem opções para mergulhadores iniciantes, os chamados batismos. Vendidos por aproximadamente R$ 350, os pacotes contam com equipamentos e instrutores para quem nunca nadou ao lado dos peixes ter o privilégio de experimentar essa sensação em Noronha.
O passeio encanta a todos. Nas límpidas águas do arquipélago, convivem harmoniosamente cardumes de peixes coloridos, arraias, golfinhos, tartarugas e até tubarões. Centenas de corais ainda enfeitam o fundo do mar. Tudo é visto bem de perto nas águas das lindas praias da Baía dos Porcos, Sancho, Atalaia, Sueste e Porto de Santo Antônio. O programa é vendido em praticamente todas as pousadas do arquipélago, por onde se chega de avião ou navio.
3. Ver o encontro do rio e do mar em Carneiros
A Praia dos Carneiros é a mais procurada pelos turistas atualmente (Foto: Divulgação / Ministério do Turismo)Com natureza estonteante, passeios de jangada e construções históricas, a  Praia dos Carneiros é a mais procurada pelos turistas que vão a Pernambuco nos dias atuais (Foto: Divulgação/Ministério do Turismo)
Em Carneiros, não é preciso escolher entre rio e mar. Pode-se ter os dois ao mesmo tempo. No município de Tamandaré, a praia é cercada pelos rios Formoso e Ariquindá. Os braços de água doce se misturam com o mar, deixando suas águas com uma cor verde singular. Um muro de recifes de corais emoldura o encontro e garante a tranquilidade do mar, que mais parece uma piscina.
A combinação de tudo isso cria um cenário deslumbrante e coloca a praia na lista das mais bonitas do Brasil. Por isso, quem quer conhecer o melhor do litoral pernambucano não pode deixar de passar por Carneiros. Um passeio de catamarã leva os turistas para o ponto de encontro das águas, de onde se tem uma linda vista do pôr do sol. De barco, também é possível explorar o manguezal do Rio Ariquindá e dar uma parada no banho de argila da Praia de Guadalupe -- reza a tradição que a argila local rejuvenesce a pele.
Passear pela praia por si só já é um programa recompensador. Com uma faixa de areia branca ladeada por um extenso coqueiral, Carneiros ainda conta com bancos de areia nos dias de maré baixa por onde pode-se caminhar "no meio do mar". Uma capela centenária construída na areia, a Igrejinha de São Benedito, completa o cenário deste paraíso. Para chegar lá a partir do Recife, basta seguir de carro pela BR-101 em direção ao cabo de Santo Agostinho e depois pegar a PE-60.
4. Curtir o sol em Boa Viagem
Mesmo com banho proibido, praia de Boa Viagem atrai milhares de pernambucanos e turistas. Cadeiras de praia estão à disposição em toda a orla (Foto: Marina Barbosa / G1)Mesmo com banho proibido, praia de Boa Viagem atrai milhares de pernambucanos e turistas nos dias de sol. Cadeiras e guarda-sóis estão à disposição ao longo de toda a orla (Foto: Marina Barbosa/G1)
Já não é mais permitido tomar banho de mar em Boa Viagem devido aos ataques de tubarão. Mas nem por isso a praia deixou de ser a mais famosa e a mais visitada da capital pernambucana. Milhares de pessoas ainda curtem os dias de sol nas dezenas de quiosques e barracas da orla. Os recifenses ainda aproveitam o calçadão para se exercitar. Por isso, passear pela praia e conhecer suas belezas – e comidas – também é uma obrigação para quem visita o Recife.
Mesmo sem o banho, os turistas podem ir preparados para curtir a praia. Cadeiras estão à disposição de todos na maior parte dos sete quilômetros da orla, assim como os quiosques de água de coco, que refrescam os visitantes na ausência do banho de mar. O edifício Acaiaca e a barraca do Pezão são os pontos mais procurados pelos recifenses, mas ambulantes circulam por toda a praia para garantir a alegria dos visitantes.
Quitutes são uma atração à parte de Boa Viagem. Entre as barracas que tomam conta da areia, passam vendedores com opções para todos, desde água de coco e peixe, até cachorro-quente e açaí  (Foto: Marina Barbosa / G1)Quitutes são uma atração à parte de Boa Viagem. Entre as cadeiras de praia, passam vendedores com opções para todos, desde água de coco e peixe, até cachorro-quente e açaí (Foto: Marina Barbosa/G1)
Em uma hora sentado na areia, você será abordado por vendedores de caldinho, camarão, ostra, peixe e água de coco. Protetor solar, cangas, bijuterias e óculos de sol também são vendidos para os turistas menos preparados para o sol. Quem prefere um pouco mais de glamour pode sentar em um dos vários restaurantes e bares da orla para almoçar depois de um passeio pelo calçadão. Os frutos do mar são os pratos mais comuns, mas há opções para todos os gostos e bolsos.
5. Ir de jangada às piscinas naturais de Porto de Galinhas
As jangadas que levam às piscinas naturais já fazem parte do cenário da praia central de Porto de Galinhas (Foto: Rodrigo Cavalcanti / Prefeitura de Ipojuca)As jangadas que levam às piscinas naturais já fazem parte do cenário da praia central de Porto de Galinhas e também podem ser alugadas com facilidade nas pousas (Foto: Rodrigo Cavalcanti/Prefeitura de Ipojuca)
Conhecer a praia mais badalada de Pernambuco é quase obrigação dos turistas que vêm ao estado nas férias de verão. Mas, para conhecer o melhor de Porto Galinhas, não basta ficar na areia. A beleza da praia é grande, mas continua na direção do mar. As piscinas naturais formadas nos recifes de corais durante a maré baixa são o maior exemplo disso e merecem ser exploradas.
De águas azuis, as piscinas servem de abrigo para peixes e cavalos marinhos coloridos. O número já não é tão grande quanto antigamente, mas os animais continuam lá encantando os visitantes. Para conferir, basta pegar uma das inúmeras jangadas que ficam na praia central de Porto de Galinhas. O passeio dura cerca de dez minutos e, chegando às piscinas, é permitido passear pelos recifes para chegar bem perto dos peixes. Nos pontos mais fundos, ainda é possível dar um mergulho.
Na volta, não se pode deixar de conhecer a vila do centro de Porto, que conta com lojas de artesanato, restaurantes e bares. Há desde tapioca, até comida mexicana e fast food. Em quase todos os cantos do vilarejo, você também vai encontrar as galinhas esculpidas em raízes de coqueiros que fazem uma alusão ao nome da praia. E não são quaisquer galinhas. Todas contam com um figurino único. Além das nordestinas e praieiras, há esculturas fantasiadas de personalidades como Charlie Chaplin, Michael Jackson e Amy Winehouse. O ateliê do criador delas, o artesão Carcará, está aberto a visitas logo ali perto, no quilômetro 7 da PE-009, que dá acesso à praia a partir do Recife.
6. Ir de catamarã à Coroa do Avião
coroa  (Foto: Divulgação / Secretaria de Turismo de Pernambuco)A 300 quilômetros de Itamaracá, a Coroa do Avião é uma pequena ilha que fica acima de um banco de areia e dispõe de lindas praias de águas verdes (Foto: Divulgação/Secretaria de Turismo de Pernambuco)
A Ilha de Itamaracá é um dos destinos de verão mais famosos do Litoral Norte de Pernambuco. Além de praias de águas quentes, a ilha mantém o Instituto Peixe-Boi e construções centenárias como o Forte Orange, da época da invasão holandesa, e uma vila fundada pelos portugueses em 1540. Mas o passeio mais procurado pelos turistas é mesmo sob as águas e acaba na Coroa do Avião, uma pequena ilha de areias brancas e mar calmo.
A Coroa do Avião fica a apenas 300 metros de Itamaracá. É uma ilha pequena que fica acima de um banco de areia, mas dispõe de lindas praias, ocupadas apenas por turistas e bares rústicos. No centro, a vegetação nativa mantém-se intacta. O conjunto de coqueiros e mata completa o ar de ambiente pouco explorado, propício a trilhas e banhos de mar.
Como se não bastasse o visual e a tranquilidade da ilha, o caminho ainda é uma atração à parte. Para chegar à Coroa do Avião, é preciso embarcar em um barco na Praia do Forte Orange. É possível ir direto para a ilha, por cerca de R$ 10. Mas o passeio mais recomendado faz outras paradas no caminho. Além de lindas paisagens, os turistas podem conhecer construções holandesas, o projeto peixe-boi e os manguezais do Canal de Santa Cruz ao fazer esta opção. O trajeto dura duas horas e custa em torno de R$ 40.
7. Acampar na Praia do Paiva
No Cabo de Santo Agostinho, a Praia do Paiva é uma das que ainda não foram tomadas pelo comércio e guarda um pouco de privacidade (Foto: Randy Augusto / Prefeitura do Cabo )No Cabo de Santo Agostinho, a Praia do Paiva é uma das poucas que ainda não foram tomadas pelo comércio e guarda um pouco de calma e privacidade (Foto: Randy Augusto/Prefeitura do Cabo )
Em Pernambuco, também é possível ter a sensação de que se está em uma praia particular. Mesmo com um visual de tirar o fôlego, a Praia do Paiva ainda não foi tomada pela agitação de comerciantes e turistas que toma conta dos destinos mais famosos no litoral. É quase um refúgio a apenas 45 quilômetros do Recife. Ideal para quem quer aproveitar o dia de sol e o mar aberto de águas quentes e azuis com tranquilidade e privacidade.
Basta levar o guarda-sol ou a canga e montar sua barraca na faixa de areia, escondida da estrada por um extenso coqueiral. Lanches e bebidas também não podem ficar de fora da bolsa, já que não há quase nada à venda na praia. O programa faz sucesso entre casais e grupos de amigos, que também costumam levar o violão para fazer uma espécie de luau ao pôr do sol. Os mais dispostos também aproveitam a tranquilidade para jogar bola ou frescobol. 
Até alguns anos atrás, apenas comunidades de pescadores ficavam no entorno do Paiva e o acesso à praia era feito por uma estreita estrada de terra. Há alguns anos, no entanto, o local ganhou um empreendimento imobiliário. Por isso, o caminho agora passa por condomínios de luxo e uma estrada pedagiada. Saindo do Recife, é preciso seguir em direção a Barra de Jangada até a Rota do Atlântico, que cobra um pedágio no valor de R$ 4,70 nos dias úteis e R$ 7 nos finais de semana.
8. Chegar a Calhetas pelo Morro das Pedras
As águas verdes de Calhetas ficam escondidam entre paredões de pedra e pés de coqueiro (Foto: Randy Augusto / Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho)As águas verdes de Calhetas ficam escondidam entre paredões de pedra, pés de coqueiro e uma reserva de mata atlântica do Litoral Sul de Pernambuco (Foto: Randy Augusto/Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho)
Cercada por grandes paredões de pedra, a praia de Calhetas é um refúgio natural do Litoral Sul de Pernambuco. Entre as rochas e as águas verdes, coqueiros e trechos de mata atlântica completam o clima rústico da pequena Calhetas. E, para chegar a esse paraíso, nada melhor que uma trilha por seus atrativos naturais.
O caminho começa em outra bela praia do município do Cabo de Santo Agostinho: Gaibu. Depois das areias brancas do local, a trilha sobe pelo Morro das Pedras.  A escalada não é longa e ainda proporciona belas vistas das duas praias. No caminho, também existe a opção de fazer um pequeno desvio para conhecer o Forte São Francisco Xavier de Gaibu, construído em meados do século 17. De lá, é só descer em direção ao destino final. Chegando em Calhetas, basta aproveitar a sombra dos coqueiros para descansar da caminhada e se preparar para o banho de mar.
Além de proporcionar um visual inesquecível e contar com bares especializados em peixes e frutos do mar, a praia ainda oferece boas condições para o surf. Quem não se arrisca tanto, pode continuar fazendo trilhas na vegetação nativa e saltar de tirolesa nas formações rochosas que contornam Calhetas. Mas, no fim do dia, o melhor a se fazer é mesmo relaxar na areia e ver o sol se por ao lado do coqueiro solitário que fica na ponta da enseada. Para chegar a Gaibu, vizinha de Calhetas, é preciso seguir pela PE-28 em direção a Enseada dos Corais.
9. Tomar um banho de cachoeira
Cachoeira do Convento - Primavera (Foto: Luna Markman/G1)A Cachoeira do Convento é uma das três quedas d'água do Parque do Urubu, na cidade de Primavera. O banho e a prática de esportes radiciais são permitidos na reserva (Foto: Luna Markman/G1)
E nem só de praia vive o verão pernambucano. Tomar um banho de cachoeira também é uma ótima opção para se refrescar nos dias de sol. E não faltam quedas d’água no estado. Uma delas fica bem próxima a uma das praias mais procuradas do Litoral Sul, Tamandaré. No caminho da praia, em um trecho de mata atlântica da PE-76, é possível ouvir a queda d’água. É só fazer um desvio para chegar à deserta Cachoeira das Bulhas e se refrescar em suas águas frias.
Quem tem mais tempo para explorar o estado, deve sair do litoral e conhecer outras reservas naturais. Na Zona da Mata Sul, o Parque Ecoturístico da Cachoeira do Urubu da cidade dePrimavera é o destino mais recomendado. No meio da Mata Atlântica, o parque conta com três quedas d’água. A cachoeira do Urubu é a maior delas, com 77 metros de altura. O banho não é recomendado ali, mas é liberado nas piscinas naturais dos arredores e nas outras duas cachoeiras do parque: a do Convento e a da Pedra Branca. Rapel e canoagem também podem ser feitos à vontade. O acesso é feito pela BR-101 e a PE-63.
Mas o parque ecológico mais famoso de Pernambuco é mesmo o de Bonito, localizado no Agreste, a 132 quilômetros da capital. Ali, está o maior complexo de cachoeiras do estado. São sete quedas d’águas acessíveis por trilhas rodeadas de mata atlântica. Em uma delas, a Pedra Redonda, é possível até tomar banho dentro de uma gruta. O parque ainda oferece uma série de esportes de aventura.  Além de fazer rapel nas cachoeiras e descer de tirolesa nas piscinas naturais, é possível fazer escaladas e arvorismo. Para aproveitar tudo com calma, os visitantes podem acampar no parque. Saindo do Recife, o caminho também começa na BR-101, mas segue pelas PEs 85 e 103.
10. Arriscar-se em um esporte náutico
Para os aventureiros, o kitefurfe é uma das opções das praias da Ilha de Itamaracá. Windsurfe, stand up e canoagem também podem ser praticados no Litoral Norte (Foto: Bruno Fontes / TV Globo)Para os aventureiros, o kitesurf é uma das opções das praias da Ilha de Itamaracá. Windsurf, stand up e canoagem também podem ser praticados no Litoral Norte (Foto: Bruno Fontes/TV Globo)
As praias de Pernambuco não são procuradas apenas pelas águas quentes. Muitas delas também são famosas pelas ondas fortes e tornaram-se ponto de encontro para quem gosta de praticar esportes radicais. Por aqui, há opções para todos os tipos de aventureiros, passando pelo surf, kitesurf, windsurf, caiaque e o mais novo queridinho das praias: o stand up paddle. Por isso, por quê não marcar as lembranças das férias com uma nova experiência?
Um dos principais destinos dos aventureiros é a Praia de Maracaípe, no Litoral Sul. Com ondas fortes e ventos moderados, a praia oferece condições ideais para o surf e frequentemente recebe campeonatos nacionais. Quem não tem experiência nas ondas também pode se arriscar, é só contratar uma aula nas escolas da região. Bem próximo, no Pontal de Maracaípe, é o stand up que reúne a galera. O esporte também é facilmente encontrado nas praias de Maria Farinha, Casa Caiada e Candeias.
As velas do windsurf também são comuns no litoral pernambucano, de Maria Farinha a Serrambi. Já os praticantes do kitesurf preferem ir ao norte do Estado. A Ilha de Itamaracá é um dos locais mais procurados por quem gosta de "voar" sobre as águas já que a predominante maré baixa facilita o aprendizado. Há aulas desde R$ 120.
Fernando de Noronha  (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)Com praias e vistas de tirar o fôlego, o arquipelágo de Fernando de Noronha deve ser conhecido por todos os amantes de praia, tanto passeando na areia quanto mergulhando no mar (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)
Na Zona Sul do Recife, o calçadão de Boa Viagem abriga quiosques de água de coco e é usado para a prática de atividades esportivas. Uma caminhada é umaboa pedida para os turistas (Foto: Marina Barbosa / G1)Na Zona Sul do Recife, calçadão de Boa Viagem abriga quiosques de água de coco e é usado para a prática de atividades esportivas. Uma caminhada é uma boa pedida para os turistas (Foto: Marina Barbosa/G1)
Com bancos de areia rodeados por piscinas naturais, o Pontal de Maracaípe é um dos locais que devem integrar o roteiro de viagem de quem visita Pernambuco (Foto: Ivan Nascimento / Prefeitura de Ipojuca)Com bancos de areia rodeados por piscinas naturais, o Pontal de Maracaípe é um dos locais que devem integrar o roteiro de viagem de quem visita Pernambuco (Foto: Ivan Nascimento/Prefeitura de Ipojuca
  •  
A praia de Gaibu não está na lista dez programas imperdíveis, mas é a porta de acesso para Calhetas (Foto: Divulgação / Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho)Gaibu não está na lista dez programas imperdíveis, mas é a porta de acesso para Calhetas e deve ser explorada antes da escalada para a praia vizinha (Foto: Divulgação/Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho)