29 de setembro de 2014

Dom Aloísio Lorscheider, 90 anos (08/10/1924-2014), sepultado neste Convento Franciscano de São Boaventura


Que está localizado em Daltro Filho, município de Imigrante - RS
Fotos enviadas (27/09/2014) pela senhora 
Glades Valeria Schunck Bender, da cidade 
de Teutônia, Rio Grande Do Sul, Brazil
 
 

Pe Geovane Saraiva (23/09/2014), visita o Instituto Dom Helder Câmara ( IDHeC)

 Com os paroquianos Miguel Ângelo, Flaviano Ramos e Andreia Benício


Igreja das Fronteiras, foi a partir de março de 1968, a
residência do pastor dos empobrecidos e artífice da paz, Dom Helder, até a sua morte (27/09/1999).
Confesso que fiquei edificado, juntamente com os amigos da Paróquia da Santo Afonso,
ao pisar e rezar neste chão santo, sagrado e histórico, de uma importância incomensurável.
Deus seja louvado!
 

Quarto de Dom Helder Câmara (1968-1999), nos fundos da Igreja das Fronteiras - Recife PE

Visita do Pe. Geovane Saraiva, aos 27/09/2014,

com os paroquianos Miguel Ângelo, 

Flaviano Ramos e Andreia Benício

Montanhistas gravam erupção de vulcão que matou dezenas no Japão

Atualizado em 29/09/2014 06h36

Inesperada erupção foi gravada por câmera de celular na beira do vulcão.

Da BBC
O momento da inesperada erupção foi registrada pela câmera de celular de um dos montanhistas que estavam no local. (Foto: BBC)O momento da inesperada erupção foi registrada pela câmera de celular de um dos montanhistas que estavam no local. (Foto: BBC)
Equipes de resgate no Japão reiniciaram a busca por sobreviventes após a erupção do vulcão do Monte Ontake, que deixou mais de 30 mortos.
O momento da inesperada erupção foi registrada pela câmera de celular de um dos montanhistas que estavam no local. Veja o vídeo.
Centenas de pessoas caminhavam pela montanha quando o vulcão entrou em erupção. A maioria conseguiu sair com segurança, mas muitos foram atingidos pela chuva de rochas e cinzas e nuvens de gás tóxico lançadas pelo vulcão.
O número de pessoas que ainda estão na região é incerto. Fumaça continuava saindo do vulcão nesta segunda-feira.
Mais de 1.100 homens trabalham na operação de busca.
 Vulcão entrou inesperadamente em erupção no Japão, e deixou ao menos 31 mortos  (Foto: BBC)Vulcão entrou inesperadamente em erupção no Japão, e deixou ao menos 31 mortos (Foto: BBC)

Revista elogia papa por defesa do meio ambiente

29/09/2014  |  domtotal.com


Em editorial, cientistas afirmam que a luta contra a degradação ambiental ganhou um 'poderoso aliado'.
Por Joaquim Elcacho

As relações entre a hierarquia católica e a comunidade científica passaram momentos de dificuldades e enfrentamentos ao longo da história. Agora, a figura do papa Francisco parece ter reconciliado posturas, pelo menos no que diz respeito a alguns dos problemas fundamentais que afetam o meio ambiente. O indicador mais evidente desta nova etapa foi a publicação, no último dia 19 de setembro, na revista Science – editada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência – de um artigo editorial e um artigo assinado por cientistas nos quais, respectivamente, elogia-se abertamente o papel do pontífice na defesa da natureza e se destaca a importância dos líderes religiosos – neste caso, da Igreja católica – na conscientização cidadã sobre problemas como a pobreza, o consumo e a degradação ambiental.

"A guerra contra a degradação do meio ambiente tem um novo e poderoso aliado: o papa Francisco", afirma textualmente o editorial de Science assinado por Marcia McNutt, geofísica e editora nesta prestigiosa revista. O editorial, intitulado “O papa aborda a sustentabilidade”, recorda a realização no último mês de maio de uma reunião de estudo e debate, organizado conjuntamente pela Academia Pontifícia das Ciências e a Academia Pontifícia das Ciências Sociais na Sustentabilidade, na qual foram aprovadas “algumas de suas declarações ambientais mais fortes até a data, chamando a todos para assumir a responsabilidade pessoal e reconduzir nossa relação com a natureza para garantir a habitabilidade e sustentabilidade deste planeta”.

Marcia McNutt explica que os problemas que motivam a tomada de posição por parte do Vaticano “não são diferentes dos que se referem à comunidade científica: o esgotamento de recursos não renováveis, a perda de serviços dos ecossistemas, e os riscos de mudança climática”. O editorial destaca que além de assumir a importância destes problemas do ponto de vista científico, o Vaticano contribui à adoção de medidas, recordando que “é nossa responsabilidade moral deixar um planeta habitável às gerações futuras”.

Uma liderança moral que se deve aproveitar

Em um artigo de opinião, no mesmo número de Science, os professores Partha Dasgupta (Universidade de Cambridge, Reino Unido) e Veerabhadran Ramanathan (Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos) destacam que a liderança moral de hierarquias eclesiásticas, como a católica, pode ter um papel fundamental na solução de graves problemas da sociedade moderna, como a pobreza, o consumo e o meio ambiente.

“O auge da economia de mercado e a busca de um crescimento nos benefícios e Produto Interno Bruto (PIB) fomentaram um comportamento que está em contradição com a busca do bem comum”, afirmam estes autores.

“Encontrar maneiras de desenvolver uma relação sustentável com a natureza requer não apenas a participação de cientistas e líderes políticos, mas também a liderança moral que as instituições religiosas estão em condições de oferecer”, apontam Partha Dasgupta e Veerabhadran Ramanathan.
La Vanguardia, 25-09-2014.

Silêncio diante do aborto clandestino

29/09/2014  |  domtotal.com

Só os partidos nanicos se posicionam a favor da descriminalização da interrupção da gravidez.

Por Francho Barón* 

A poucos dias da disputa eleitoral na qual se decidirá o rumo que o Brasil vai tomar nos próximos quatro anos, a espinhosa questão do aborto permanece quase totalmente fora do debate político. O problema não é menor, pois, anualmente, incontáveis vidas são perdidas e dolorosas sequelas físicas e psicológicas são deixadas nas centenas de milhares de mulheres brasileiras que decidem abortar. Segundo os dados preliminares de um estudo realizado pelos pesquisadores Mario Monteiro e Leila Adesse, um mínimo de 685.334 e um máximo de 856.668 mulheres se submeteram, em 2013, a procedimentos ilegais de aborto. A pesquisa não revela, no entanto, quantas intervenções resultaram na morte da paciente, já que a clandestinidade e o obscurantismo definem este submundo do qual é quase impossível extrair números com um mínimo de precisão. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, estima que a cada dois dias uma mulher brasileira morra vítima do aborto ilegal.

Os recentes casos de Elizângela Barbosa, de 32 anos, e de Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27, são sintomas de que, além de um gravíssimo problema de saúde pública, o aborto representa, ainda, no Brasil, um tabu social que transita na clandestinidade. Diante de uma população majoritariamente católica e evangélica (as duas religiões englobam 76% da população) e da ausência de um debate público nas últimas décadas, os partidos políticos brasileiros optam por olhar para o outro lado e não remexer em um assunto que poderia se voltar, perigosamente, contra seus interesses eleitorais.

Jandira, que estava grávida de quase quatro meses, saiu de sua casa, no bairro de Campo Grande, na zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 26 de agosto, acompanhada de seu ex-marido, para se submeter a um aborto clandestino. No dia seguinte, seu corpo, carbonizado, foi encontrado no interior de um carro, não muito longe de sua casa, em Guaratiba. As investigações preliminares concluíram que Jandira havia passado por um procedimento de aborto ilegal que resultou em sua morte. Os responsáveis pela intervenção cirúrgica arremataram a mórbida tarefa cortando as mãos e os pés da vítima, arrancando a arcada dentária e ateando fogo, para dificultar a identificação do corpo. No entanto, não conseguiram.

“Não posso dizer que sinto raiva, mas sim indignação pela maldade que fizeram com ela. Agora, a única coisa que queremos é dar um enterro digno à minha irmã, algo extremamente complicado pela burocracia que implica sepultar um corpo neste estado”, lamentou Joyce Liane dos Santos, que apesar da tragédia que vivida por sua família garante ser contra a descriminalização do aborto no Brasil. “Não apoio a legalização do aborto. Eu não apoiei minha irmã para que abortasse. Essas situações seriam evitadas com uma maior fiscalização por parte das autoridades e mais educação sobre métodos anticoncepcionais e planejamento familiar, sem liberar o aborto”, defendeu Joyce, que é devota de uma igreja evangélica. Segundo ela, Jandira “tinha se desviado do caminho da Igreja” e mantinha relações sexuais esporádicas com pessoas sobre as quais a família sabia pouco ou nada. A jovem estava separada, era auxiliar administrativa e ganhava cerca de 1.700 reais por mês, o suficiente para criar suas duas filhas de 8 anos e 11 anos.

Abortos clandestinos

A 60 quilômetros de Campo Grande, na cidade de Niterói, no dia 21 de setembro, o corpo de Elizângela Barbosa, mãe de três filhos, foi encontrado em uma vala. A mulher tinha se submetido, um dia antes, a um aborto clandestino pelo qual pagou 3.500 reais. A autópsia do cadáver encontrou um tubo de plástico na interior do útero, além de perfurações neste órgão e no intestino. O marido de Elizângela foi quem a acompanhou até ponto de encontro combinado com os responsáveis por realizar o procedimento, e pode receber uma denúncia penal por haver colaborado com a logística da operação. Os casos de Jandira e de Elizângela desencadearam, nos últimos dias, numerosas detenções de suspeitos e rios de tinta na imprensa carioca. No entanto, nenhum político se pronunciou, até agora, sobre a barbárie à qual as duas mulheres foram submetidas. E muito menos sobre os motivos que levam milhares de mulheres a optarem por esses dramáticos procedimentos ilegais.

O aborto clandestino, longe do que se possa pensar, é um problema da “mulher comum brasileira”, segundo a Pesquisa Nacional de Aborto (PNA) coordenada pela antropóloga e professora da Universidade de Brasília, Debora Diniz. De acordo com o estudo, publicado em 2010, e cujas conclusões, adotadas pela OMS, se mantêm inalteradas, uma a cada cinco mulheres brasileiras com menos de 40 anos se submeteu a um aborto. Ou seja, 20% das brasileiras em idade de gestação admitem terem abortado em algum momento do auge de sua vida fértil. “O aborto é algo comum na vida reprodutiva das brasileiras. No entanto, a legislação penal as ameaça com penas de prisão que raramente são cumpridas. Se essa lei fosse aplicada, haveria muitas mulheres na cadeia. Elas encontram subterfúgios para se esquivarem desta lei, mas isso não diminui a seriedade da situação, que gira entorno de uma grande hipocrisia”, disse Diniz.

A legislação brasileira contempla três hipóteses que justificam a prática de aborto por meios legais: uma gravidez que ponha em risco a vida da mãe, que seja consequência de um estupro ou na qual o feto apresente anomalias incompatíveis com a vida, como a anencefalia. Outro estudo, encabeçado por Diniz e publicado há pouco mais de um mês, mostra que muitas das vítimas de estupro que vão aos hospitais públicos para solicitar um aborto legal encontram inúmeros obstáculos por parte da equipe médica para que “sejam reconhecidas como verdadeiras vítimas”.

Rosângela Talib, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, organização que se declara afastada da doutrina predominante na Igreja Católica Apostólica Romana, opina que “estas mortes são perfeitamente evitáveis”. “A criminalização do aborto faz com que as mulheres mais pobres caiam com facilidade nestas situações trágicas. Com as ricas, isso não acontece tanto, já que podem viajar para o exterior ou abortar aqui em clínicas com melhores condições sanitárias. Achamos que é preciso legalizar o aborto, porque é uma questão de saúde pública”, defende.

Segundo a pesquisadora Leila Adesse, “quanto maiores forem as restrições, as censuras e o silêncio em relação ao aborto, maiores serão as possibilidades de que tragédias como as dos últimos dias ocorram. De quantas mortes a mais precisamos para tomar decisões?”, questionou. Essa é uma pergunta transcendental, que, sem dúvidas, muitos dos presentes se farão no enterro de Jandira Magdalena Santos Cruz, que terá seus restos carbonizados e desmembrados sepultados para sempre em um cemitério da deprimida zona norte do Rio.

O que os candidatos prometem?

Dilma Rousseff (PT)

Na qualidade de presidenta da República (não como candidata à reeleição), defendeu recentemente a legalidade do aborto “por motivos médicos e legais” e sua realização em centros públicos de saúde, sem entrar em maiores detalhes. Em 2013, a presidenta sancionou a lei 12.845, na qual se estabelece a “urgente e obrigatoriedade” da interrupção da gravidez nos hospitais públicos, desde que se enquadre em um dos três pressupostos legais. A nova lei é pensada para facilitar o acesso ao aborto legal às mulheres vítimas de estupro.

Aécio Neves (PSDB)

Declara-se contra a legalização do aborto e a favor da manutenção da legislação vigente, que só contempla três hipóteses nas quais as mulheres podem interromper a gravidez em hospital público: se sua vida correr perigo, se for vítima de estupro ou se o feto apresentar anencefalia. Como alternativa, Aécio aposta na prevenção e propõe investir em campanhas informativas e educativas para reduzir a gravidez indesejada.

Marina Silva (PSB)

Declara-se veementemente contra o aborto “porque a sociedade brasileira sabe que esse é um problema complexo, que tem implicações morais, filosóficas e outras ligadas à espiritualidade”. No entanto, não se opõe a um debate público sobre o tema desde que seja realizado de forma respeitosa aos coletivos anti-aborto, em um aceno claro para a comunidade evangélica à qual pertence.

Eduardo Jorge (PV)

Defende a legalização do aborto parar eliminar os riscos dos procedimentos clandestinos. Para ele, descriminalizar o procedimento é “é acabar com uma lei medieval em pleno século 21”. Como deputado, apresentou o projeto de revogar a atual lei do aborto na Câmara dos Deputados duas vezes e foi derrotado.

Luciana Genro (PSOL)

Considera o debate enviesado no Brasil, “porque a discussão que é feita é se você é favor do aborto. Eu acho que ninguém a favor do aborto”. Cita como possível caminho para o país a postura do Uruguai, que, ao descriminalizar o ato, zerou as mortes de mulheres e diminuiu o número de abortos.
*Francho Barón é correspondente no Rio do El País, onde esta reportagem foi publicada originalmente.

Sínodo da família: como será o debate?

  domtotal.com

Você conhece os objetivos do Sínodo?
Por Elisabeth de Baudiuüin

Focalizar é reduzir. Os debates que precederam o sínodo da família se cristalizaram na questão do acesso dos divorciados novamente casados à comunhão sacramental, mas não mostraram os objetivos deste sínodo.

É verdade que a questão não é secundária, porque detrás dela se esconde a da indissolubilidade do matrimônio sacramental. Mas este tema ocupa apenas um lugar muito pequeno (só três dos 159 artigos) no 'Instrumentum laboris' que servirá de base para os trabalhos dos padres sinodais.

A Igreja, hospital de guerra

Os bispos tenderão menos a debater sobre o casamento que sobre a família, como indica claramente o tema do sínodo (que às vezes é esquecido): “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”.

No entanto, no âmbito da família, que passa por uma crise mundial, os sofrimentos não se reduzem (obviamente) ao dos divorciados novamente casados que não podem comungar sacramentalmente (ainda que este sofrimento, quando é real, precisa ser compreendido).

Citaremos alguns dos sofrimentos mencionados no Instrumentum laboris: a solidão da viuvez, do celibato não consentido ou da velhice; a provação da esterilidade, da doença, do desemprego e da precariedade; o drama do divórcio, das drogas, da violência e da guerra; ou simplesmente o sofrimento dos pais e avós que tentam transmitir aos seus filhos e netos os valores aos quais estão vinculados.

Como recorda o papa muitas vezes, onde domina a lei do mais forte, são em primeiro lugar os mais fracos que pagam por isso: crianças, idosos, mulheres. O primeiro dever da Igreja, mãe de misericórdia, durante este sínodo é olhar com realismo o sofrimento de crianças e adultos: que palavra de consolo pode lhes oferecer? O que fazer concretamente para ajudar e curar?

Francisco destaca que a Igreja é católica, ou seja, universal, e que sua função de “hospital de guerra” vai muito além das suas fronteiras visíveis.

Igreja, mãe e educadora

Por ser também apostólica, ou seja, missionária, a Igreja deve responder a outro desafio: o de anunciar o Evangelho da família, com a certeza de que, muito além das exigências às vezes altas, esta “Boa Nova” constitui um caminho de profunda felicidade para os que tentam colocá-la em prática.

Neste âmbito no qual a Igreja nada quase sempre contra a corrente, os desafios são cruciais. Eis alguns deles:

- Como ajudar os jovens, mergulhados na cultura do provisório, a comprometer-se pela vida?

- Como ajudar os casais, nas sociedades em que o divórcio foi banalizado, a superar as dificuldades para permanecer juntos?

- Como ajudar as famílias a encontrar o equilíbrio necessário para o desenvolvimento de cada um, em um momento no qual, quando a pessoa é considerada inútil (doentes, idosos), acaba sendo marginalizada?

- Como ajudar os pais a transmitir a fé aos seus filhos, em um mundo secularizado?

- Como, às vésperas da beatificação de Paulo VI (o papa da Humanae vitae), que encerrará o sínodo em 19 de outubro, será possível dar aos esposos o senso de abertura à vida? Como fazer-lhes descobrir e amar o ensinamento da Igreja neste âmbito?
Estas questões – e muitas outras – abordadas pelo Instrumentum laboris requerem uma palavra clara e respostas concretas por parte da Igreja, que tem vocação para responder, como mãe e educadora: exigente e carinhosa, carinhosa e exigente.

O Sínodo na prática

Como os trabalhos vão se desenvolver concretamente?

Recentemente, o cardeal Baldisseri, secretário do sínodo, declarou que os trabalhos se organizarão segundo uma metodologia nova, mais dinâmica e participativa, com intervenções e testemunhos.

O cardeal explicou: “As sessões acontecerão segundo uma ordem muito precisa, que se refere aos temas do Instrumentum laboris, de maneira mais ordenada”. “Os padres que quiserem intervir deverão se restringir ao tema tratado e não falar de tudo – continuou. Os temas serão depois debatidos por pequenos grupos.”

"A primeira semana será dedicada às grandes relações introdutórias. Depois, as sessões seguirão a linha das diversas partes do Instrumentum laboris – acrescentou. Pedimos aos padres que enviem seus textos antecipadamente. Os textos não serão lidos, mas resumidos, em quatro minutos e sempre respeitando o tema tratado".

Com relação à elaboração de textos e sua publicação, o cardeal destacou: "os textos dos padres não serão publicados. Cada dia haverá um briefing. Será um encontro único, que se realizará nos principais idiomas. Não se trata apenas de uma simples tradução mas de ampliar a perspectiva".

"Cada dia também, a sala de imprensa publicará um texto de síntese para os jornalistas – concretizou. Não haverá publicação dos textos sinodais, como no passado".

"Mas, finalmente, haverá um texto sinodal, não de proposições, mas que resumirá todo o trabalho feito. Será votado e aprovado pela assembleia e entregue ao Santo Padre, quem decidirá – ou não – publicá-lo", explicou o cardeal.

"Depois, haverá uma mensagem ao povo de Deus, antes da assembleia de 2015, seguida de um documento final", concluiu. O papa utilizará este documento para elaborar sua exortação pós-sinodal.
SIR/Aleteia, 28-09-14.

Papa volta a pedir luta contra cultura do descarte

29/09/2014  |  domtotal.com

Nesse domingo, Francisco presidiu o encontro com os idosos e avós.

Por Walter Sánchez Silva

Cidade do Vaticano - Em uma ensolarada manhã no Vaticano e em uma praça de São Pedro abarrotada por cerca de 40 mil idosos e acompanhantes, o papa Francisco presidiu o encontro com os idosos e avós e alentou os mesmos a custodiarem e transmitir a fé, e a lutar contra a cultura do descarte do mundo atual.

No evento no qual participou o Supremo Pontífice Emérito, Bento XVI, e no qual deram seu testemunho diversos idosos, incluindo um que conseguiu fugir da perseguição do Estado Islâmico no Iraque, o papa Francisco ressaltou que "a velhice, de forma particular, é um tempo de graça, no qual o Senhor nos renova seu chamado: chama-nos a custodiar e transmitir a fé, chama-nos a orar, especialmente a interceder; chama-nos a estar perto dos necessitados".

Em um ambiente de festa no qual também participou o tenor italiano Andrea Bocelli, o Santo Padre ressaltou deste modo que "os idosos, os avós têm uma capacidade para compreender as situações mais difíceis: uma grande capacidade! E quando rezam por estas situações, sua oração é mais forte e poderosa!"

Em suas palavras para o evento que levou como título "A bênção da longa vida" e logo depois de escutar as palavras de agradecimento do Dom Vincenzo Paglia, Presidente do Pontifício Conselho para a Família, o Papa afirmou que "aos avós, que receberam a bênção de ver os filhos de seus filhos, foi-lhes confiada uma grande tarefa: transmitir a experiência de vida, a história de uma família, de uma comunidade, de um povo; compartilhar com simplicidade uma sabedoria, e a própria fé: o legado mais precioso! Felizes essas famílias que têm os avós por perto!"

"O avô é pai duas vezes e a avó é mãe duas vezes. E naqueles países onde a perseguição religiosa foi cruel, penso por exemplo na Albânia, onde estive no domingo passado; naqueles países eram os avós que levavam as crianças para serem batizadas às escondidas, e foram os que lhes deram a fé Como atuaram bem! Foram valentes na perseguição e salvaram a fé nesses países!"

O Papa disse logo que "nem sempre o ancião, o avô, a avó, tem uma família que pode acolhê-lo. E então são bem-vindos os lares para idosos... com tal de que sejam verdadeiros lares, e não prisões! E que sejam para os idosos - sejam para os idosos - e não para os interesses de outras pessoas! Não deve haver institutos onde os anciãos vivam esquecidos, como escondidos, descuidados".

O Santo Padre manifestou também se sentia “perto dos numerosos anciões que vivem nestes institutos, e penso com gratidão nos que os visitam e cuidam. As casas de repouso deveriam ser os "pulmões" de humanidade em um país, em um bairro, em uma paróquia; deveriam ser "santuários" de humanidade, onde os que são idosos e fracos são cuidados e custodiados como um irmão ou uma irmã mais velhos. Faz tão bem ir visitar um idoso! Olhem para as nossas crianças: às vezes os vemos desinteressados e tristes; eles vão visitar um ancião, e voltam alegres!"

Entretanto, alertou o Pontífice, "também existe a realidade do abandono dos idosos: quantas vezes se descarta os idosos com atitudes de abandono que são uma verdadeira eutanásia oculta! É o efeito do descarte que tanto dano faz a nosso mundo. Descarta-se as crianças, os jovens e idosos com o pretexto de manter um sistema econômico "equilibrado", em cujo centro não está a pessoa humana, mas o dinheiro. Todos estamos chamados a enfrentar esta cultura do descarte!"

"Nós, os cristãos, junto com todos os homens de boa vontade, estamos chamados a construir com paciência uma sociedade diversa, mais acolhedora, mais humana, mais inclusiva, que não precisa descartar os fracos de corpo e mente, ainda mais, uma sociedade que mede seu próprio "passo" precisamente sobre estas pessoas".

Para concluir, o Santo Padre assegurou que "como cristãos e como cidadãos, estamos chamados a imaginar, com fantasia e sabedoria, os caminhos para confrontar este desafio. Um povo que não cuida dos avós e não os trata bem não tem futuro: perde a memória, e se desarraiga de suas próprias raízes. Mas cuidado: vocês têm a responsabilidade de manter vivas estas raízes em vocês mesmos! Com a oração, a leitura do Evangelho, as obras de misericórdia. Assim permanecemos como árvores vivas, que até na velhice não deixam de dar frutos".

O supremo pontífice emérito, Bento XVI, que participou esta manhã do Encontro com os idosos e avós com o papa Francisco na Praça de São Pedro no Vaticano recebeu uma afetuosa saudação do papa Francisco.

Em seu discurso, o papa Francisco agradeceu "em especial a presença do papa emérito Bento XVI. Tantas vezes disse que eu gosto muito que viva aqui no Vaticano, porque é como ter ao avô sábio em casa. Obrigado!"

Bento XVI, agora com 87 anos de idade, chegou a seu lugar no átrio da Praça de São Pedro aproximadamente às 9h10min, acompanhado do seu secretário, o arcebispo Georg Ganswein e do Presidente do Pontifício Conselho para a Família e organizador do evento, Dom Vincenzo Paglia.

O papa Francisco cumprirá 78 anos no dia 17 de dezembro deste ano.
SIR/ACI

O pão nosso de cada dia

Marco Lacerda
Croissant<i></i>
Broa inglesa<i></i>
Baguette<i></i>
Rosca brasileira<i></i>
Ciabatta<i></i>
Croissant com maçã caramelizada, presunto e provolone<i></i>
Panzanella<i></i>
Pão Challah<i></i>
Pão de banana<i></i>
Pão com sementes de girassol<i></i>
Pão ao curry<i></i>
Focaccia com tomates e batatas laminadas<i></i>
Croissant<i></i>
Focaccia<i></i>