31 de março de 2016

ASSIS: EM SETEMBRO, NOVO ENCONTRO DOS LÍDERES RELIGIOSOS MUNDIAIS

O evento será realizado de 18 a 20 de setembro, conforme anúncio da Custódia do Sacro Convento
assis
WIKIMEDIA COMMONS
“Os frades franciscanos de Assis, em conjunto com a Comunidade de Santo Egídio e a diocese [de Assis], escancaram as portas para um novo encontro entre os líderes das religiões do mundo”, afirma o anúncio assinado pelo padre Mauro Gambetti, Custódio do Sacro Convento, na cidade-símbolo do franciscanismo. O evento acontecerá exatos 30 anos depois do primeiro e histórico encontro, organizado em 1986 por São João Paulo II para reunir os líderes mundiais das religiões e rezar em uníssono pela paz no mundo.
O novo evento será realizado de 18 a 20 de setembro, como forma de responder à violência que vem ferindo a humanidade. Serão “dois dias de painéis de discussão e uma jornada de oração. Com os líderes religiosos, são convidados os políticos, os representantes da ciência e da cultura, os agentes de paz e todas as pessoas de boa vontade”.
O pe. Gambetti explica que as questões-chave do encontro serão: “Quais são os princípios reconhecidos por todas as religiões para uma coexistência pacífica? Qual é o contributo que a política, a ciência e a cultura em geral podem propor para a definição de um conjunto de diretrizes voltadas à convivência humana?”.
O Custódio do Sacro Convento de Assis prossegue: “Nas principais praças do mundo, de oriente a ocidente, declararemos o pensamento que emergirá dos encontros e diálogos de Assis. E cultivamos um sonho: que a Itália seja exemplo de integração das culturas, assumindo as diretrizes de Assis em suas leis e decretos. Talvez se possa estender o modelo para os países europeus e, em seguida, para todos os países membros da ONU”.
Zenit

MISERICÓRDIA E PERDÃO

A prática de fazer o bem ao semelhante, a partir de quem mais precisa.
Por Dom José Alberto Moura*
O desmembramento da palavra misericórdia, considerando a realidade “miserável” de muitos e a superação pelo “córdia”, de quem tem coração e se volta com amor ao próximo, faz-nos encontrar a fonte da comiseração, que é Deus. Se Ele não fosse misericordioso para conosco, nós desapareceríamos e seríamos aniquilados. Mas, se Ele nos criou, foi porque nos ama e quer nosso bem, mesmo quando não o amamos e o traímos pelo egoísmo, pecado, desobediência e desamor.
A maior prova do amor de Deus, após nos criar, é a de ter enviado seu Filho para nos salvar. Tínhamos afundado na lama de nossa maldade, indiferença e desobediência. Muitos ainda nela estão. O mundo está cheio de armas, guerras, roubos, assassinados, desrespeito à dignidade da vida e da pessoa humana, degradação do meio ambiente... O acúmulo de riquezas e benesses, que seriam de todos, se faz nas mãos de minorias inescrupulosas, que julgam ser possuidoras do que têm e adquiriram lícita ou ilicitamente. Só o fato do acúmulo sem justiça social já é ilícito! Deus criou o mundo, a inteligência e a ciência para o benefício de todos e não de minorias. O mau uso de postos de lideranças, principalmente na política, injustiça grandes parcelas, por falta de aplicação dos recursos e dos impostos no que o povo precisa. É manifestação de misericórdia o empenho para se fazer uso dos cargos para o serviço ao bem comum.
Os primeiros cristãos manifestavam a vida misericordiosa, começando-a a partir de casa, com o testemunho de vida fraterna (Cf. Atos 5,12-16). Uns ajudavam os outros. Ninguém passava necessidade entre eles.
A misericórdia não é simplesmente dizer palavras de comiseração e perdão. É, efetivamente, a prática de fazer o bem ao semelhante, a partir de quem mais precisa. Às vezes as pessoas precisam mais do carinho, do cuidado, da atenção, da compreensão, da amizade e do aconchego do que da ajuda material. Esta também é necessária, mas acompanhada do amor e manifestação de fraternidade. Muitas vezes pessoas de determinados encargos até fazem sua obrigação de atender as outras, mas com a expressão facial carrancuda e manifestação de desagrado e mau atendimento. O texto bíblico lembra: “Quem olha com doçura obterá misericórdia” (Provérbios 12,13). Quem é misericordioso é o próprio beneficiário quando faz do ato de misericórdia um ato de amor ao próximo!
Misericórdia e perdão se unem na expressão do amor. Mas são vinculados também à atitude de quem quer recebê-los, colocando-se aberto à mudança de vida, para ser mais fiel a quem concedeu essas virtudes baseadas em sua bondade. Exemplo disso é o que Jesus disse à pecadora que saiu ilesa dos que a queriam apedrejar: “Eu também não te condeno. Vai e não peques mais”. A melhor atitude nossa diante de Deus, que quer ser misericordioso e nos perdoar, é a de revermos nossa vida para não continuarmos a ser ingratos com Deus, permanecendo no erro e no pecado. É a manifestação de confiança: “Perdão, Senhor! Não quero mais pecar”!
O Sacramento do perdão é a melhor graça que Jesus nos deixou, para termos a certeza de que Ele nos perdoa através de quem Ele encarregou para tanto: “A quem perdoardes, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos” (João 20,23).
CNBB, 30-03-2016.
*Dom José Alberto Moura: Arcebispo de Montes Claros (MG).

ONU PEDE A PAÍSES QUE RECEBAM REFUGIADOS

Ban pediu aos países que se comprometam com opções novas e adicionais para refugiados.
Por Stephanie Nebehay
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira que todos os países aceitem quase meio milhão de refugiados sírios que precisam ser reassentados ao longo dos próximos três anos.
Dando início a uma conferência organizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em Genebra, Ban disse: "Isto exige um aumento exponencial na solidariedade global".
A ONU pretende reassentar cerca de 480 mil refugiados sírios, cerca de um décimo daqueles atualmente em países vizinhos, até o final de 2018, mas admitiu que precisa superar o temor generalizado e as desavenças políticas.
Ban pediu aos países que se comprometam com opções novas e adicionais para receber refugiados, como reassentamentos ou acolhimentos por razões humanitárias, assim como oportunidades de trabalho e estudo.
Filippo Grandi, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, disse que os refugiados estão se deparando com obstáculos crescentes para se colocarem em segurança.
"Precisamos encontrar uma maneira de administrar esta crise de uma maneira mais humana, equitativa e organizada. Isso só é possível se a comunidade internacional estiver unida e em acordo sobre como seguir adiante", disse Grandi.
O conflito sírio de cinco anos já matou mais de 250 mil pessoas desde 2011 e transformou quase 5 milhões de pessoas em refugiados no exterior, principalmente nos vizinhos Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque.
"Se a Europa acolhesse o mesmo percentual de refugiados que o Líbano em comparação com sua população, teria que receber 100 milhões de refugiados", afirmou Grandi.
A União Europeia selou um acordo este mês com a Turquia, que atualmente abriga 2,7 milhões de refugiados sírios, que objetiva deter os fluxos da imigração ilegal para a Europa em troca de recompensas financeiras e políticas para Ancara.
Reuters

O PAPA RECEBEU EM AUDIÊNCIA PRIVADA UMA CRIANÇA GRAVEMENTE DOENTE

Inácio Fucci, oito anos, de Trani, sofre de uma imunodeficiência primária associada e foi submetido recentemente a um transplante de medula óssea
papa francisco, méxico 2016, chiapas
Na manhã de hoje o Papa Francisco recebeu em audiência privada o pequeno Inácio Fucci com a sua família. A criança de 8 anos é originária de Trani e sofre de imunodeficiência primária associada à doença crônica do intestino, uma doença muito rara, da qual são registrados apenas 40 casos no mundo e único na Itália.
O pequeno de Trani foi o primeiro italiano a se submeter a um transplante de medula óssea doada por sua mãe. Desde outubro de 2014, Inácio com o seu pai Vincenzo e sua mãe Maria Stella são hóspedes na Casa Bernadette, a estrutura gerenciada pelo Projeto Bambini da UNITALSI (União Nacional Italiana Transporte Doentes em Lourdes e Santuários Internacionais) que hospeda gratuitamente as famílias com crianças hospitalizadas ou recebendo tratamento no Hospital infantil Menino Jesus.
Algumas semanas atrás, o pequeno Inácio tinha escrito uma carta ao Papa Francisco na qual pedia para orar por ele. O Pontífice respondeu, convidando a criança a ir esta manhã na Casa Santa Marta para um encontro privado, também porque o pequeno Inácio não pode frequentar lugares muito cheios por causa do transplante. Quem o acompanhou a família Fucci foi Emanuele Trancalini, presidente da UNITALSI de Roma e responsável nacional do Projeto Bambini UNITALSI.
“Foi – disse Emanuele Trancalini – um momento muito emocionante. A família depois de um momento de constrangimento inicial foi colocada à vontade pelo Papa Francisco e contou-lhe a longa odisséia que, infelizmente, teve que viver para permitir que Inácio recebesse os cuidados necessários. Há um ano são nossos hóspedes na casa Bernadette, e isso tem permitido criar entre eles e nos voluntários unitalsiani uma conexão muito profunda, como a de uma verdadeira família, de modo que hoje quiseram que estivesse aqui presente ao seu lado neste momento tão importante”.
“Também o Papa Francisco – acrescenta Trancalini – expressou a sua admiração pelo trabalho que a UNITALSI realiza todos os dias ao lado dos que sofrem, e isso só pode dar-nos um imenso prazer e empurrar-nos ainda mais a fortalecer o nosso compromisso. O Papa quis sublinhar que a solidariedade e a dedicação que vê nos voluntários unitalsiani nunca foi vista em qualquer outra parte do mundo. À família e à criança, Francisco deu sua bênção, e expressou toda a sua proximidade e a sua oração, incentivando-os a continuar na sua luta, e garantindo que Deus está sempre ao seu lado, mesmo nos momentos em que parece mais difícil vê-Lo”. Zenit

FESTA DA MISERICÓRDIA NO PRÓXIMO DOMINGO


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O Domingo da Divina Misericórdia, este ano, será celebrado no dia 02 de abril. A Festa da Misericórdia é celebrada no domingo seguinte a Solenidade de Páscoa em todas as Igrejas do mundo.

Este domingo é dedicado, especialmente, para a salvação de almas, por isso concede-se nesta ocasião indulgência plenária aos pecadores, sob as condições pré-estabelecidas: Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e orações segundo a intenção estabelecida pelo Sumo Pontífice.
A celebração desta solenidade também tem a intenção de reaproximar os fieis de Deus e reforçar a crença na Misericórdia do Senhor, que, em Sua infinita benevolência, é capaz de realizar obras grandiosas, livrando de momentos de dificuldades, sofrimentos, privações e provações todos aqueles que creem na Clemência Dele, como afirma o decreto da Penitenciaria Apostólica sobre as indulgências para esse domingo.
"Com providencial sensibilidade pastoral, o Sumo Pontífice João Paulo II, a fim de infundir profundamente na alma dos fiéis estes preceitos e ensinamentos da fé cristã, movido pela suave consideração do Pai das Misericórdias, quis que o segundo Domingo de Páscoa fosse dedicado a recordar com especial devoção estes dons da graça, atribuindo a esse domingo a denominação de "Domingo da Divina Misericórdia" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto “Misericors et miserator”, 5 de Maio de 2000).
Apesar de esta Festa ter sido oficialmente instituída pelo Papa João Paulo II no dia 30 de abril do ano 2000, ela já era realizada há muitos anos, nesta mesma data, na Polônia, promovida, na época, pela Irmã Faustina Kowalska.
Segundo Irmã Faustina o festejo era realizado a pedido de Jesus, que aparecia para ela e a instruía para que trabalhasse na propagação da Divina Misericórdia.
Todas as aparições de Jesus à Ir. Faustina foram registrados em seu diário. Segundo os escritos, Jesus pediu a Irmã que fosse realizada a Festa da Misericórdia em toda a Igreja; pedido apontado, pelo menos, em 15 momentos nas anotações, como cita um trecho retirado do diário da religiosa.
"Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças... Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia." (Diário no.699).
Em outro relato, Jesus teria feito outro comentário sobre a Festa: “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pobres pecadores. (...) Neste dia estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre aquelas almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que for à confissão e receber a Sagrada Comunhão obterá remissão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais se derramam as graças. Que nenhuma alma receie vir a Mim, ainda que os seus pecados sejam tão vivos como escarlate.” (D 699)
Durante este dia, a Igreja convida a todos a realizarem a Festa da Misericórdia como forma de reconhecer e dar graças pela Misericórdia Divina.
Além da Festa, a Igreja pede que sejam realizados o Terço da Misericórdia; a Novena da Divina Misericórdia; a Hora da Misericórdia, sempre às 15h - em memória da hora da morte da religiosa - e a Imagem da Misericórdia Divina; indicações também feitas pela religiosa.
A Imagem da Misericórdia é um quadro de Jesus, pintado à mão por um pintor renomado naquele tempo, a partir das descrições feitas pela Irmã. A obra ainda trazia a seguinte inscrição: “Jesus, eu confio em vós!” (Jezu, ufam Tobie!).
Por não ter credibilidade, a Imagem e os escritos produzidos pela Irmã Faustina foram proibidos por mais de duas décadas.
Após analisar os escritos originais, a Santa Sé voltou atrás e autorizou, em 1978, a devoção da Devoção da Divina Misericórdia.
Em 1994, Irmã Faustina foi beatificada e em 2000, canonizada com o título: Santa Maria Faustina do Santíssimo Sacramento.
SIR

ENCERRADO JUBILEU DE SANTA TERESA DE JESUS

Mosteiros Carmelitas de Valência encerram o Jubileu de Santa Teresa de Jesus.jpg
Valência, 30 mar (sirnoticias@hotmail.com) - Apesar do Jubileu pelos 500 anos de nascimento de Santa Teresa de Jesus tenha se encerrado no dia 15 de outubro do ano passado, suas homenagens se estenderam até 2016 na Arquidiocese de Valência, Espanha. Os Mosteiros Carmelitas da jurisdição espanhola fecharam os festejos da mística, e santa reformadora do Carmelo nesta segunda-feira, 28 de março, data de nascimento da religiosa andarilha.
Este tempo jubilar, que iniciou em outubro de 2014, foi prorrogado até este ano pelo Arcebispo de Valência, Cardeal Antonio Cañizares, e se viveu de maneira muito especial nos mosteiros carmelitanos, que ainda foram durante este tempo templos jubilares com a possibilidade de ganhar a Indulgência Plenária.
"Têm sido um transbordamento tão grande e intenso de celebrações e eventos, que somente com armo e agradecimento intermináveis poderíamos compartilhar o vivido através do presente tão imenso que foi este Centenário", assinalaram fontes do Mosteiro de São José e Santa Teresa, citadas por PARAULA, meio de comunicação diocesano.
As celebrações também foram importantes para o Mosteiro do Coração Eucarístico de Jesus de Godelleta que manifestou que durante o V Centenário a fundadora "armou confusão em nossos corações, despertou e moveu a toda Igreja, entrando a dialogar com muitos aspectos do desenvolvimento humano e espiritual, e assim nos moveu a todos seus filhos e filhas a fazer confusão e convidar aos demais a confundir-se conosco, com o espírito carmelitano-teresiano".
Entretanto, as carmelitas descalças do Mosteiro de São José de Pucol, assinalaram que as comemorações dos 500 anos foram "uma presença animadora de nossas comunidades", e para o Padre José Antonio Todolí, pároco de Santa Teresa de Ávila, única paróquia dedicada à Santa em Valência, o jubileu "serviu para redescobrir a vida e obra de uma mulher que se soube fazer valer sem fazer dano a ninguém".
A abertura oficial do Jubileu Teresiano ocorreu em Ávila no dia 15 de outubro de 2014 na solenidade da Santa e Mística. Dita abertura esteve marcada por uma celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo de Valladolid e Presidente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Cardeal Ricardo Blázquez, com a presença de vários Bispos espanhóis e da Família do Carmelo, encabeçados pelo Padre Saaverio Canistrá, Geral da Ordem.
"Nos reunimos para recordar as obras da misericórdia de Deus, para cantar suas maravilhas, para fazer o elogio de uma mulher excepcional que nos precedeu na Fé em Deus, no amor a Jesus Cristo e nos trabalhos pelo Evangelho. A memória de Santa Teresa de Jesus, nascida perto desta praça há 500 anos, nos tem convocado esta manhã. Sua recordação está viva entre nós; é motivo de alegria, de estímulo e de esperança", expressou o Cardeal naquela oportunidade.
Os festejos do Ano Jubilar Teresiano se estenderam ao mundo, onde a Família Carmelita tem presença. Uma comemoração que contou, entre outras coisas, com a peregrinação mundial da relíquia do bastão com o qual a santa percorreu seu país natal para fundar os mosteiros carmelitanos, e que levou por título "Caminho de Luz".
SIR