30 de janeiro de 2016

A SABEDORIA DO SABOR

Júnior Bonfim* 
Júnior Bonfim
A estimada jornalista Leda Maria, nossa Confreira na Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF - protagonizou ontem à noite, no Ideal Clube, um glamouroso evento ao lançar o seu livro "Memória Gastronômica de Famílias Cearenses". Compartilho o teor da apresentação da obra, de nossa autoria:

A SABEDORIA DO SABOR!
Leda Maria, desenhista das partituras sociais da envolvente sinfonia, colunista das molduras da concórdia e da alegria, estrelada pastora dos azulados búzios da poesia, agora nos surpreende com uma nova iguaria: um livro todo dedicado à gastronomia! Em verdade: “Família, Gastronomia e Sociedade”, os três córregos da efetiva afetividade.
Um livro talentosamente talhado é como um prato bem elaborado: há que ser suave e pacientemente degustado!
Este álbum memorial tem sol e sal, esmero e tempero, prazer e saber, amor e sabor. Aliás, saber e sabor vêm originalmente do mesmo habitat: basta mirar a fonte cristalina da palavra latina ‘sapere’ que encontraremos ‘saborear’. Por isso Horácio, poeta das odes do amanhecer, legou-nos o lema “sapere aude”, que significa “ouse saber” ou “atreva-se a saber”.
Com a serena solenidade de quem sai de uma vigília, Leda teve esse ímpeto de ousadia, juntando energia e mobília para compor um delicado mosaico com doze famílias e nos brindar com o itinerário generoso de suas gastronômicas trilhas.
Eis aqui um refinado manto que nos remete à civilização do encanto. Leda recompõe a alameda sentimental que nos transporta à nossa bela época tropical. Ao dobrarmos cada folha é como se fizéssemos uma escolha. Por um verbete vemos abrir os portões de um palacete; em outro momento, a varanda de um apartamento; noutro plano, um pascal sítio serrano.
Cresci auscultando falarem por toda parte que a culinária é uma arte. Por tudo que vi e ouvi, com essa assertiva sempre assenti. É fascinante descobrir e experimentar o que o casamento de ingredientes pode proporcionar.
Mas, além da arte e da candura, a culinária possui o aperitivo da cultura. Ao redor de uma mesa fraterna, a existência torna-se mais terna. A petição da radiante ventura é deferida e se descobre a fortuna de celebrar a vida. Há espaço para a tenebrosa travessia e para o arroubo de megalomania. Analisa-se o todo do mundo e o raso pires torna-se profundo.
Sem maiores exercícios de empenho, pelos poros da culinária brotam estrofes de arte e engenho, os suores revitalizantes da luta, os incensos da mítica labuta, o frio ardente da ternura, as calorias transcendentais da cultura, as frutíferas árvores da memória, os contagiantes orvalhos da História!
(No universo do religioso simbolismo, a mesa atingiu o ápice do misticismo. O Jovem de Nazaré, que na relva da humildade foi Rei – segurando o vinho e o pão com solene afeição - disse: comei e bebei! Desde então, para quem se proclama cristão, o móvel em que se serve a refeição é também um espaço de sagrada comunhão!)
Este livro é um portal de diamante, que se abre para receber os comensais de um banquete fascinante. Há nele o olor da especial predileção, o inconfundível aroma da envolvente sedução. A gastronomia, ordenamento jurídico do estômago e de sua fantasia, está acompanhada de outra peculiar alegoria: o roteiro de especialista montado por cada protagonista.
Como referencial de uma boa mesa, Abelardo elegeu a cozinha tailandesa, enquanto Cassandra, do ponto de vista da beleza, é apaixonada por aparelhos de louça inglesa. Em se tratando de fruta, Dona Beatriz escolheu a manga; enquanto Mana celebra a páscoa no ameno clima de Guaramiranga. Esta cultua o santo Francisco com fé, herança dos tempos de Canindé; aquela revela um segredinho: o toque da doçura em uma taça de vinho. A paulista Cybele espancou o preconceito e elegeu o baião de dois como um prato conceito. Dama das artes, Ignez Fiúza repontua o momento supréme do famoso La Boheme, espaço créme de la créme.
Porque trata da sabedoria do sabor, este é um caderno de raro esplendor. É para ser apreciado em um lugar aprazível, pois trata de um tema sensível. Ou melhor, daquilo que deve estar em primeiro plano: a essência do humano!
*Advogado, escritor e ex-presiente da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF

MISERICÓRDIA E MISSÃO; DEVEMOS SER OUTROS "CRISTÓVÃO"

2016-01-30 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – Teve início, na manhã deste sábado (30/01), na Praça São Pedro, no Vaticano, a nova série de audiências jubilares, que o Santo Padre concederá aos peregrinos e fiéis, um sábado por mês, durante o Ano Santo da Misericórdia.

Em sua catequese de hoje, Francisco disse que “entramos cada vez mais no vivo da celebração do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia:

“Com a sua graça, o Senhor guia os nossos passos enquanto atravessamos a Porta Santa e nos vem ao encontro para permanecer sempre conosco, apesar das nossas faltas e contradições. Não nos cansemos, jamais, de sentir necessidade do seu perdão, porque, quando nos sentimos fracos, a sua presença nos torna fortes e nos permite viver a nossa fé com maior alegria”.

Assim, o Santo Padre indicou aos fiéis, presentes na Praça São Pedro, a íntima ligação existente entre a misericórdia e a missão. De fato, como cristãos temos a responsabilidade de ser missionários do Evangelho:

“Quando recebemos uma bela notícia ou quando vivemos uma bela experiência, sentimos a exigência natural de transmiti-la também aos outros. Sentimos que não podemos guardar a alegria que recebemos, só para nós e, assim, a comunicamos aos demais, por ser tão grande!”.

A mesma coisa deveria ser, - explicou o Papa – quando encontramos o Senhor. O sinal concreto de tê-lo encontrado é a alegria de comunicá-lo aos irmãos. Ao lermos o Evangelho, vemos que é esta a experiência dos primeiros discípulos, depois do primeiro encontro com Jesus:

“Encontrar Jesus equivale a encontrar-se com o seu amor; um amor que nos transforma e nos torna capazes de transmitir aos outros a força que nos dá. Assim sendo, poderíamos dizer que, no Batismo, recebemos outro nome, além daquele que nossos pais nos dão. O novo nome é ‘Cristóvão’, que significa ‘portador de Cristo'. Todo cristão deve ser portador de Cristo.Todos somos 'Cristóvão'!”.

Enfim, Francisco recordou que “a misericórdia que recebemos do Pai, não nos é dada como consolação pessoal, mas nos torna instrumentos, para que os outros possam receber o mesmo dom”. Há uma maravilhosa interligação entre misericórdia e missão. A misericórdia nos torna missionários da própria misericórdia. Ser missionários nos permite crescer sempre na misericórdia de Deus.

Por fim, o Papa exortou os peregrinos, presentes nesta primeira audiência jubilar. a levar a sério a nossa vida cristã e a esforçar-nos para viver como fiéis, porque somente o Evangelho pode tocar o coração das pessoas e abri-lo à graça do amor.

Depois da sua catequese, nesta primeira audiência jubilar, o Santo Padre passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes, em suas respectivas línguas. Eis a saudação que dirigiu aos fiéis de língua portuguesa:

“De coração, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa. Sejam bem-vindos! Neste Ano Santo da Misericórdia, somos chamados a reconhecer que necessitamos do perdão que Deus nos oferece gratuitamente, pois quando somos humildes, o Senhor nos torna mais fortes e alegres na nossa fé cristã. Desça, generosa, pela intercessão da Virgem Maria, a Bênção de Deus sobre cada um de vocês e suas famílias”.

No final da audiência, na Praça São Pedro, falando espontaneamente em italiano, Francisco disse: “Alguém, entre vocês, certamente, se perguntou ‘como é a casa do Papa, onde ele mora’. E respondeu: “O Papa mora ali atrás, na Casa Santa Marta. É uma casa grande, onde moram também uns quarenta sacerdotes e alguns Bispos, que trabalham na Cúria Romana; mas há ainda alguns hóspedes de passagem, como Cardeais, Bispos e leigos, que vêm para encontros dos diversos organismos vaticanos.

Além destas pessoas, - disse ainda Francisco, - há um grupo de homens e mulheres, que se dedicam aos trabalhos domésticos. Eles formam uma família, aliás, fazem parte da nossa família. Neste sentido, o Papa acrescentou: “Queria dizer que estou um pouco triste, porque, ontem, faleceu uma senhora que nos ajudava muito, há anos! Seu marido também trabalha conosco”.

“Depois de uma longa enfermidade, - concluiu o Santo Padre, - o Senhor a chamou para a Casa do Pai. Ela se chama Elvira. Por isso, hoje, convido-lhes a fazer duas obras de misericórdia: rezar pelos defuntos e consolar os aflitos. Agora, vamos rezar então uma Ave Maria pela paz e a alegria eterna de dona Elvira, para que o Senhor console seu esposo e seus filhos. (MT)

(from Vatican Radio)

Francisco: “A CORRUPÇÃO É O PECADO MAIS FÁCIL PARA QUEM TEM PODER ECLESIÁSTICO, POLÍTICO E ECONÔMICO”

Na missa dessa manhã, Francisco reitera: “Pecadores sim, corruptos não!”, explicando que “a pior coisa pior da corrupção é que o corrupto não sente necessidade de pedir perdão”
 Papa missa em Santa Marta
29 JANEIRO 2016 SALVATORE CERNUZIO PAPA FRANCISCO
 Papa missa em Santa Marta

“Pecadores sim, corruptos não”. Já é um slogan conhecido do pontificado do Papa Francisco o ataque contra esta chaga terrível da corrupção que “fede”, como dizia em Nápoles, e da qual é necessário “curar-se”, como afirmava no seu conhecido ensaio curto.

Também hoje, em Santa Marta, o Pontífice denunciou esta ‘erva daninha’ que domina a alma humana, rezando para que a debilidade que nos leva a pecar não se transforme nunca em corrupção. Porque naquele caso, é difícil voltar atrás, explica o Santo Padre, no sentido de que “um corrupto não sente necessidade de pedir perdão”, não sente a exigência. Ao contrário de outros pecadores. Basta-lhe o poder sobre o qual se baseia a própria corrupção.

E isso é grave, diz Francisco, recordando a história bíblica do rei Davi, que se apaixona por Betsabea, mulher do seu oficial Urias, a ponto de planejar a forma de encobrir o adultério. Escreve, então, uma carta na qual ordena: ‘Coloquem Urias na frente de batalha mais dura, depois retirem-se e deixem-no só, para que seja atingido e morra’.

Em suma, uma “sentença de morte”. Um homem “fiel” como Urias, “fiel à lei, fiel ao seu povo, leal ao seu rei”, disse o Papa, “carrega a sentença de morte.” Enquanto Davi, “santo, mas também pecador”, carrega a doença da luxúria.

“Isso – observou o Papa – é um momento na vida de Davi que nos mostra algo que todos nós podemos passar: é a passagem do pecado à corrupção. Aqui Davi começa, dá o primeiro passo para a corrupção. Tem o poder, tem a força…”. Ele está “seguro” do que faz, “porque o reino era forte”. E porque tem o diabo do lado sussurrando: “você consegue”.

Que é o que sugere para os poderosos: “seja poder eclesiástico, religioso, econômico, político”, disse o Papa. “Por isso – acrescenta – a corrupção é um pecado mais fácil para todos nós que temos algum poder… Porque o diabo faz-nos sentir seguros: ‘Eu consigo’”.

Este tipo de corrupção entrou, portanto, no coração do “grande e nobre” Davi, aquele “jovem corajoso” que tinha enfrentado o filisteu Golias com uma mísera funda. “Há um momento – destaca Bergoglio – onde o hábito do pecado ou um momento no qual a nossa situação é tão segura e somos bem vistos e temos tanto poder” que o pecado deixa de “ser pecado” e se torna “corrupção”. E “uma das coisas mais feias que tem a corrupção é que o corrupto não sente necessidade de pedir perdão”, diz o Papa, “não sente…”.

No entanto, “Deus perdoa sempre.” Isto é evidente, precisamente, na história de Davi: Deus continua a amá-lo “muito” apesar dele ter chegado a ordenar o assassinato de um homem leal apenas para levar a sua mulher para a cama. E no fim, Deus o salva da corrupção.

Porque “Deus perdoa sempre”, diz o Papa. Então, hoje, exorta: “façamos uma oração pela Igreja, começando por nós, pelo Papa, pelos bispos, pelos sacerdotes, pelos consagrados, pelos fieis leigos: ‘Mas, Senhor, salva-nos, salva-nos da corrupção’”. Recordando que “pecadores sim, Senhor – somos todos – mas, corruptos nunca!’”. Zenit

CONTEMPLAÇÃO E TESTEMUNHO, VIAS DE MISERICÓRDIA

Na conclusão do Ano da Vida Consagrada, vigília de oração na Basílica de São Pedro
consagrados
29 JANEIRO 2016 -  REDAÇÃO IGREJA E RELIGIÃO
 consagrados
Começou na noite passada, 28 de janeiro, com uma vigília de oração na Basílica Papal de São Pedro, o evento conclusivo do Ano dedicado à Vida Consagrada: “Vida Consagrada em comunhão. O fundamento comum na diversidade das formas”.

“As bem-aventuranças são caminho para uma vida plena e feliz, aqui e agora” – disse em sua homilia, Dom José Rodríguez Carballo, OFM, Arcebispo Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica CIVCSVA”. Para um consagrado a alegria não é uma possibilidade, mas uma responsabilidade. Se pensarmos que Deus pode preencher nosso coração e nos fazer felizes; se acreditarmos que nossos irmãos e irmãs que Deus colocou ao nosso lado são presentes (…) então não podemos privar o mundo do dom da alegria em Cristo”.

O dia de hoje teve início num caminho de muita alegria, começando pelas palavras do Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da CIVCSVA: “Como pessoas consagradas, temos de mostrar que Deus é capaz de preencher nossos corações e nos fazer felizes”, explicou, exortando todos os homens e mulheres religiosos à unidade e à fraternidade, a viver na Igreja a espiritualidade da comunhão.

Seguir, ouvir, encontrar o outro: este é o estilo de Jesus que os consagrados homens e mulheres são chamados a aprender, disse Pe. Theobald, SJ. Consagrados a serviço da história em que vivem e trabalham; testemunhas de fraternidade que, se autenticamente vivida, torna-se um modo de vida “alternativo”; homens e mulheres que olham para o futuro com a visão profética de quem observa a obra do Espírito Santo, que continuamente cria e enriquece a Igreja de novos carismas.

O chamado para viver o estilo de vida contemplativa de Jesus vem dos relatos de Maria Grazia Angelini, OSB e Calle Miguel Marquez, OCD. A contemplação não é abstrair-se do mundo, mas inserir-se com vitalidade nele: “Deus vive e trabalha no mundo – explica Angelini – e isso nos coloca na situação original de contemplar. Não é uma atividade, não é um estado de vida, mas um estilo que brilha na ação: a forma unificante do crer. O Espírito trabalha. Guia-nos para o essencial. Seguir o Mestre”.

A contemplação é “uma fonte de graça matinal feita de misericórdia… que nos espera sempre”, explica Miguel Marquez Calle, que a declina através das experiências e testemunhos de santidade ao longo da história, de São João da Cruz até hoje: “A mãe é contemplativa: está em mil coisas, mas seu coração está completamente no filho / filha onde quer que esteja … não tira de seu seio a criatura, a leva com ela, como Deus leva cada um de nós n’Ele e Ele nos ama, diz São João da Cruz, com o mesmo amor que tem por Ele. Este amor de Deus é o princípio e o fim de qualquer contemplação”. Zenit

CARRO USADO PELO PAPA É LEILOADO POR US$82 MIL

Para teria o desejo de colocar de lado algumas pompas associadas de longa data a seu escritório.
Pontífice escolheu carro como um símbolo de sua preocupação ambiental.
Por Victoria Cavaliere
Los Angeles - Um minúsculo Fiat 500L preto usado pelo papa Francisco na Filadélfia durante sua histórica primeira visita aos Estados Unidos foi vendido por 82 mil dólares em um leilão na sexta-feira (29), disseram os organizadores.
O leilão atraiu mais de 19 ofertantes e durou apenas 11 minutos. Os participantes competiram tanto remotamente como presentes para levar para casa o carro no Filadélfia Auto Show, disseram integrantes da igreja e do leilão.
A proposta vencedora de 82 mil dólares foi apresentada por Michael e Kate Chapman, da loja de automóveis Chapman, e o dinheiro irá beneficiar a Arquidiocese de Filadélfia, disseram integrantes da igreja.
O pontífice de 79 anos escolheu o Fiat como um símbolo de sua preocupação com o meio ambiente e desejo de colocar de lado algumas das pompas associadas por muito tempo a seu escritório.
Um Fiat 500L nova começa com um preço de lista de cerca de 19 mil dólares, de acordo com o site da empresa.
Reuters

DRA. GRECIANNY CORDEIRO NO COMANDO DA ACADEMIA METROPOLITANA DE LETRAS DE FORTALEZA - AMLEF

28/01/2016
Solenidade de Posse da Nova Diretoria Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF: Presidente - Grecianny Cordeiro, Vice-presidente - Seridião Montenegro, 1º Secretário - José Olímpio Araújo, 2ª Secretária - Angélica Sampaio, 1º Tesoureiro - Jaildon Correia, 2º Tesoureiro - Francisco Castro, Diretor de Relações Públicas - Marcus Fernandes, Diretor Cultural - Gonzaga Mota, Diretor de Publicações - Geovane Saraiva.








 

29 de janeiro de 2016

TAREFA FASCINANTE

Padre Geovane Saraiva*
Dia é o espaço de tempo que vai, em determinados lugares da Terra, entre o instante do nascer do Sol e o seu ocaso, com claridade de luz e sol. É a esperança de cada dia que começa a despontar, circunstância durante a qual o Sol ilumina o horizonte,  para o nosso contexto dentro do planeta, com duração de vinte e quatro horas, regulada pela rotação da Terra sobre si mesma.

O dia é sinônimo de claridade, de sol. Para nós cristãos, aos olhos da fé, “sol” é uma palavra que vai muito além da definição acima, transcende, e torna-se indizível no mistério insondável de Deus, no que assevera o Livro Sagrado:  “Nunca mais o Sol a iluminará de dia, nem a Lua de noite, pois eu, o Senhor, serei para sempre a sua luz, e a minha glória brilhará sobre você” (cf. Is 60, 19).

Como é maravilhoso recordar o apóstolo Paulo, missionário por excelência; não conviveu pessoalmente com o seu Mestre e Senhor. No início, de perseguidor ferrenho da Igreja e dos cristãos, abraçou a fé na viagem para Damasco, que se deu no ápice da luz do Sol, transformando-o por completo: “Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio-dia, de repente, uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’. Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’” (cf. At 22, 6-8).

Jesus é o Sol da justiça, da verdade e da solidariedade a nos desafiar, nas palavras do Papa Francisco (24.01.2016), em sua costumeira alocução precedida do Ângelus, ao dizer que comunidades católicas devem se juntar aos empobrecidos marginalizados, deixando claro:  “Trata-se de oferecer a força do Evangelho de Deus, que converte os corações, cura as feridas, transforma as relações humanas e sociais segundo a lógica do amor; ser cristão com o ser ‘missionário’ implica em ‘anunciar o Evangelho com a palavra e, antes ainda, com a vida’”.

Dom Helder Câmara, força mística e poética da figura humana atemporal, nos assegura que o Sol da Justiça é dom e graça de Deus: “Há pessoas que, independente de idade, pelo que são, pelo que dizem e pelo que fazem, são sempre meio-dia”. Nesse sentido, recordando o Apóstolo dos Gentios, seja no anúncio do Evangelho e carismas, seja na missão e viagens, o Artesão da Paz, com enorme disposição e sabedoria interior, se esforçou para imitá-lo.

Guardemos as palavras do Mestre e Doutor das Nações, que intrepidamente soube anunciar a Boa-Nova do Senhor Jesus, consciente de que era para ele uma exigência, por isso mesmo sua disposição para tudo, até a própria vida por causa do Evangelho: “Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei minha corrida e guardei a fé” (2 Tm 4, 6). Amém!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência  Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

POSSE: ACADEMIA METROPOLITANA DE LETRAS DE FORTALEZA (AMLEF)






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HOMILIA DO PAPA: “O CORAÇÃO DO CRISTÃO É MAGNÂNIMO”

Francisco recorda que a luz de Deus deve ser colocada num candeeiro e não debaixo da cama
Photo.Va
28 JANEIRO 2016 REDACAO PAPA FRANCISCO
 Photo.Va
 O coração do cristão é magnânimo porque abre os braços para acolher todos com generosidade, afirmou o Papa Francisco em sua homilia na Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta, nesta quinta-feira, dia em que a Igreja celebra a festa de São Tomás de Aquino. Concelebraram com Francisco alguns sacerdotes que festejaram 50 anos de ordenação.

“O mistério de Deus é luz”, disse o Santo Padre comentando o Evangelho do dia, em que Jesus diz que a luz não vem “para ser colocada debaixo de um caixote ou debaixo da cama, mas para ser colocada num candeeiro, para iluminar”.

O Pontífice explicou que esta é uma das características do cristão, que recebe a luz no batismo e deve doá-la. “Um cristão que carrega esta luz deve mostrá-la, porque ele é uma testemunha”. Quando um cristão prefere não mostrar a luz de Deus, mas prefere as próprias trevas – explicou Francisco- “estas entram em seu coração porque tem medo da luz”. E os ídolos, que são trevas, são mais apreciados, então falta algo: “lhe falta algo e não é um verdadeiro cristão”. O Santo Padre destacou a importância do testemunho. Para ele “um cristão é uma testemunha. De Jesus Cristo, Luz de Deus. E deve colocar esta luz no candeeiro da sua vida”.

Outra característica do cristão comentada pelo Papa foi a magnanimidade, “porque é filho de um pai magnânimo, de alma grande”. Ele afirmou que “o coração cristão é magnânimo. Está sempre aberto. Não é um coração que se fecha no próprio egoísmo ou pelo menos se mede até aqui, até lá. Quando você entra nesta luz de Jesus, entra em amizade com Jesus e se deixa guiar pelo Espírito Santo, o coração se torna aberto, magnânimo…”

“O cristão, naquele ponto, não ganha – continuou Francisco- perde, mas perde para ganhar outra coisa, e com essa derrota de interesses, ganha Jesus, ganha se tornando testemunha de Jesus”.

Entre os presentes na Missa, estava um grupo de sacerdotes que completaram 50 anos de ordenação, e concelebraram com o Papa. A eles Francisco dirigiu as seguintes palavras: “Para mim é uma alegria celebrar hoje com vocês que completam 50 anos de sacerdócio: 50 anos no caminho da luz e do testemunho, 50 anos buscando ser melhores, buscando levar a vela ao candelabro. Às vezes ela cai, mas vamos novamente, sempre com o desejo de oferecer luz generosamente, ou seja, com o coração magnânimo. Somente Deus e vocês sabem quanta gente vocês receberam com magnanimidade, com a bondade de pais, de irmãos. A muitas pessoas que tinham o coração um pouco escuro vocês ofereceram a luz, a luz de Jesus. Obrigado. Obrigado pelo que vocês fizeram na Igreja, pela Igreja e por Jesus”.

Para concluir a homilia, Francisco pediu: “Que o Senhor lhes dê a alegria, esta grande alegria de ter semeado bem, de ter iluminado bem e aberto os braços para receber todos com magnanimidade”.

DIVULGADOS TEMAS E DETALHES DOS ATOS CENTRAIS DA JMJ 2016

CRACÓVIA, 28 Jan. 16 / 05:00 pm (ACI).- Foram divulgados os temas e alguns detalhes dos atos centrais da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Cracóvia 2016, evento que reunirá milhões de jovens de todo o mundo entre os dias 25 e 31 de julho na Polônia.

Com o tema “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5,7), a JMJ abordará em seus atos centrais assuntos que lembram o Ano da Misericórdia, vivido por toda a Igreja até o dia 20 de novembro. Mas, serão relacionados também ao país que acolhe o evento, com referências a São João Paulo II e Santa Faustina Kowalska, além do próprio Papa Francisco que se encontrará com os jovens.

A chegada dos peregrinos acontecerá no dia 25 de julho e, a partir do dia 26 acontecem os atos centrais. Nesta data, haverá a cerimônia de abertura no Parque B?onia de Cracóvia, com Missa presidida pelo Cardeal Stanis?aw Dziwisz, na qual estarão presentes os símbolos da JMJ – a Cruz e o Ícone da Salus Populi Romani.

A abertura da Jornada 2016 recordará as origens do evento, tendo por tema “João Paulo II – o fundador da JMJ”. Para este dia, é proposta a frase do santo polonês: “É necessário transmitir ao mundo este fogo da misericórdia. (…) Confio-vos esta tarefa a vós, caríssimos irmãos e irmãs, à Igreja que se encontra em Cracóvia e na Polónia, e a todos os devotos da Misericórdia Divina, que aqui vierem da Polônia e do mundo inteiro. Sede testemunhas da misericórdia!”.

Outro ato central acontecerá no dia 28 de julho, que será feita a cerimônia de boas-vindas ao Papa Francisco, em B?onia, sob o tema “A alegria da juventude da Polônia e do mundo dando as boas-vindas ao Papa na JMJ”. Nesta ocasião, o Pontífice vai direcionar suas primeiras palavras aos peregrinos.

A frase selecionada para este dia foi retirada da mensagem do Pontífice para a JMJ, na qual diz: “Vinde a Ele e não tenhais medo! Vinde dizer-Lhe do mais fundo dos vossos corações: ‘Jesus, confio em Vós!’ Deixai-vos tocar pela sua misericórdia sem limites”.

No dia seguinte, 29 de julho, também em B?onia, haverá o Caminho da Cruz, uma celebração que deve apresentar aos jovens o significado da cruz no contexto da misericórdia. A ideia da misericórdia será apresentada em sua dimensão prática, através de ações, obras e atos misericordiosos.

Para este ato, que tem como tema “O Caminho da Cruz – O Caminho da Misericórdia”, foi proposta o versículo 7 do capítulo 5 do evangelho de São Mateus, que norteia toda a JMJ: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”.

A vigília com o Santo Padre acontecerá no dia 30 de julho, no Campus Misericordiae. Neste momento, os líderes da juventude representarão os patronos da JMJ Cracóvia 2016, São João Paulo II e Santa Faustina, e o próprio Papa. Seguindo eles, os jovens serão guiados até Jesus, a Fonte da Misericórdia.

“Nossos guias no caminho até Jesus – Fontes de Misericórdia: Santa Faustina Kowalska e São João Paulo II”, este será o tema deste ato central, que tem como frase uma citação do número 300 do Diária da santa polonesa: “A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia”.

O momento mais importante desta vigília será a Adoração ao Santíssimo Sacramento. A vigília terminará com um concerto de adoração, que será uma continuação da oração.

No último dia da JMJ 2016, 31 de julho, o Papa Francisco presidirá a Missa de Envio, no Campus Misericordiae.

Com o tema, “A dignidade universal resultante do Santo Batismo como uma Porta de Misericórdia – um envio de jovens testemunhas de Misericórdia”, neste dia, a ênfase será colocada sobre o significado do Batismo e está sendo planejada para esta celebração a renovação das promessas batismais.

A frase da Missa de Envio será também uma citação do número 164 do diário de Santa Faustina, que diz: “Sempre que quiseres proporcionar-Me alegria, fala ao mundo da Minha grande e insondável misericórdia”.