Livraria Escritores do Ceará
Do Acadêmico Gonzaga Mota. Prestigiando o autor cearense.
Situada na Rua Nunes Valente 3291, Dionísio Torres. Fortaleza, Ceará.
Site: lecshop.com.br
31 de janeiro de 2017
Sob o Céu de Cabul
Grecianny Carvalho Cordeiro*
Afeganistão. País marcado por inúmeras guerras e pela chegada do Talibã ao poder, impondo sua interpretação radical do Corão a um povo sofrido, a maioria, sem saber ler ou escrever, razão pela qual seus seguidores acreditavam na veracidade de tais crenças, em virtude da falta de conhecimento. Isso nos mostra o quanto a ausência de educação pode destruir um povo e um país.
Fawad. Um menino de 11 anos de idade nos mostra a realidade de seu país e de seu povo sob o olhar de uma criança, cujas tantas perdas e privações serviram para fortalece-lo, ao tempo em que não permitiram que embrutecesse pela dor.
A mãe da Fawad consegue o emprego de governanta em uma casa em que vivem três ocidentais, de nacionalidades diferentes, e então o garoto redescobre um novo mundo, onde cabe a lealdade, o carinho, o amor, o respeito, a delicadeza...
Sob o Céu de Cabul, da autora Andrea Bunsfield, é um livro emocionante, sensível e surpreendente.
“Primavera é a estação do recomeço (...) o outono é a estação que sussurra novas promessas”.
E que possamos sempre recomeçar, apesar das adversidades que porventura surjam.
E que possamos sempre nos alimentar de novas promessas de paz, amor, carinho e tudo o que faça bem ao coração e à alma.
*Promotora de Justiça
TEMPOS ESTRANHOS
Grecianny Carvalho Cordeiro*
Vivemos tempos estranhos. Muito estranhos.
E parece que a História pouco foi capaz de nos ensinar.
Recebemos um grande legado de nossos ancestrais. Experiências vividas que muito poderiam nos servir de exemplo. Algumas delas, para que pudéssemos jamais replicar. Outras, para que devêssemos repetir.
Os povos antigos: os hunos, macedônios, persas, vikings, fizeram da necessidade a audácia para a conquista de novas terras, espalhando o medo por onde passavam, destruindo cidades, subjugando os vencidos.
As descobertas marítimas mostraram um novo mundo, rico e imenso a explorar, à custa da escravidão, dos negros e dos povos indígenas, em uma história escrita à base de muita dor, sofrimento e perdas.
Veio a peste na Europa, matando milhares de pessoas, ricos, pobres, nobres ou não. A Inquisição torturou e exterminou tantos outros, tudo a pretexto de impor a crença em uma religião que se pretendia única.
Depois, eclodiu a Primeira Guerra Mundial, com quatro anos sangrentos em batalhas travadas corpo a corpo. Na Segunda Guerra Mundial, as contendas ganharam nova forma, armamentos modernos, tanques, submarinos, bombas, culminando com a destruição fatídica de Hiroshima e Nagasaki.
A Terceira Guerra Mundial não aconteceu, apesar de prenunciada pela Guerra Fria. Pelo menos, ainda não. E nem precisa.
Guerras civis no Oriente Médio. Terrorismo se manifestando em atentados em diversos países. Tantas pessoas inocentes mortas, dentre crianças, homens e mulheres, simplesmente porque alguém resovleu se arvorar no direito de matar indiscriminadamente em nome de uma causa, de uma fé, de um Deus, de interesses econômicos e financeiros.
E nossa cruenta História “civilizatória” continua capaz de produzir líderes ávidos de poder, cegos pela ganância e pela vaidade, não se importando com os efeitos deletérios de suas ações.
Triste constatar que no meio de tanto progresso haja tanto espaço para a fome, a miséria, a expansão da criminalidade, guerras civis, estupros coletivos, decapitações em presídios, corrupção, construção de muros para dividir fronteiras, fomento de intrigas e discórdias para se alçar ao poder…
Pelo jeito, nada aprendemos. A hipocrisia impera. A maldade ganha espaço midiático. A brutalidade se dissemina a olhos vistos.
A verdade é que nunca tiramos os pés da barbárie, apesar dos discursos inflamados, da sutileza dos gestos.
Temos o mundo ao toque de um dedo e ninguém ao lado.
Tempos estranhos.
*Promotora de Justiça
Boaventura dos Santos lança A Difícil Democracia
Em seu novo livro, publicado no Brasil no fim do ano passado, o cientista social português Boaventura dos Santos fala de “reinventar as esquerdas”. Com uma visão globalizada, lança luz sobre possíveis paralelos entre a ascensão dos movimentos Occupy e os desafios da Venezuela pós-Chaves. Vai da Revolução Cubana às experiências com os refugiados no Sul da Europa. Sinaliza para uma democracia desgastada, mas que segue caminhando em direção a um ponto ainda incerto.
Boaventura foi um dos autores homenageados na III Bienal do Livro e da Leitura, que aconteceu em Brasília no último mês de outubro. Na ocasião, também recebeu o título de cidadão honorário brasiliense e lançou mundialmente A Difícil Democracia, editado aqui pela Boitempo Editorial e com orelha de Frei Betto. Na entrevista a seguir, realizada por e-mail, Boaventura avança sua reflexão para fatos recentes, como a eleição de Donald Trump e as crises políticas no Brasil e Argentina.
O POVO - O desencanto com as esquerdas é global e generalizado?
Boaventura dos Santos - Ao nível mais geral, o problema da esquerda é o de falta de alternativa ao capitalismo neoliberal que, depois da queda do Muro de Berlim, se impôs globalmente através da desregulação dos mercados financeiros, da liberalização do comércio e das privatizações. Enquanto houver desigualdade, discriminação, exclusão social haverá sempre espaço para políticas de esquerda. Sempre que surja a possibilidade de uma alternativa, mesmo que muito modesta, a alternativa pode emergir. Para dar um exemplo que conheço bem, o meu país. Temos em Portugal, há mais de um ano, um governo estável, moderado, de esquerda assente na unidade das esquerdas, um governo do Partido Socialista com o apoio parlamentar do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda. Foi possível formular uma alternativa muito moderada, mas mesmo assim significativa e credível, às políticas de austeridade que o governo hiper-conservador tinha imposto ao País entre 2011 e 2015.
OP - A esquerda desapontada dos EUA é a mesma do Brasil e da Argentina? Estamos frustrados pelos mesmos motivos?
Boaventura - As razões de frustração variam de região para região. A América Latina tem a especificidade de ter começado o milênio com vários governos de esquerda. Estes governos não alteraram em nada o modelo de desenvolvimento e apenas acreditaram que o preço alto dos recursos naturais continuaria por muito e permitiria aos ricos continuarem a ser ricos e até mais ricos, enquanto os pobres deixariam de ser tão pobres. Por isso não fizeram reformas estruturais e governaram à moda antiga, não só com coalizões com a direita, mas usando o mesmo tipo de clientelismo político. Mas o modelo era insustentável e virou-se contra a esquerda. No entanto, a dureza da reação, sobretudo na Venezuela, Brasil e Argentina, deve-se em boa parte à interferência clandestina da CIA e do imperialismo norte-americano, uma interferência que os democratas brasileiros têm dificuldade em reconhecer. Daqui a umas décadas a documentação estará disponível, mas será tarde.Nos EUA é difícil falar de esquerda. O Partido Democrata é um partido de direita. A esquerda existe mas tem dificuldade em encontrar uma formulação política. Bernie Sanders representou essa esquerda órfã, mas o Partido Democrático usou todos os meios, incluindo os ilegais, para impedir que ele ganhasse as eleições primárias. Sanders, para surpresa do mundo, veio levantar a bandeira do socialismo no coração do capitalismo. E a verdade é que os jovens e os não tão jovens aderiram.
OP - Entre 2011 e 2014 foram registrados em todo o mundo movimentos que alimentavam a expectativa de renovação democrática. Os movimentos e partidos que compartilham dessa ideologia poderiam ter previsto essa derrocada da esquerda, essa mudança drástica no cenário político?
Boaventura - Esses movimentos são uma grande mistura, e eu não diria que todos tinham por objetivo renovar a democracia. O golpe na Ucrânia, orquestrado pelos EUA e pela União Europeia, não visava qualquer renovação. Visava provocar a Rússia e conseguiu. Na Espanha, é certo que não se conseguiu inverter a política de direita apesar do movimento dos indignados e depois de três eleições para resolver o impasse político. Mas o partido Podemos é hoje a terceira força política. Se não cometer mais erros do que os que tem vindo a cometer pode vir a ser um dos fatores de renovação das esquerdas na Europa. Os ciclos políticos de verdadeira transformação social são muito longos. Continuamos a sofrer as consequências da queda do Muro de Berlim.
SERVIÇO
A Difícil Democracia, de Boaventura dos Santos
224 páginas
Boitempo
Quanto: R$ 52
O Povo
'Resident Evil 6' estreia no Brasil em primeiro lugar
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| Enquanto o capítulo final de Resident Evil estreou em primeiro lugar na bilheteria brasileira, nenhum outro lançamento ficou no top 5. (AFP) |
Resident Evil 6: O capítulo final estreou em primeiro lugar na bilheteria brasileira. De quinta-feira (26) a domingo (29) o último capítulo da adaptação dos games de terror para as telonas arrecadou ao todo R$ 7 milhões. Nenhum outro lançamento ficou no top 5. Dirigido por Mel Gibson e presente em seis categorias na premiação da Academia, Até o Último Homem estreou em décimo lugar, com arrecadação de quase R$ 1,2 milhão.
Após passar por uma grande polêmica de maus tratos a animais, Quatro Vidas de um Cachorro foi lançado apenas na sexta colocação (R$ 2,6 milhões). Já a animação francesa A Bailarina conseguiu estrear em sétimo (R$ 2,4 milhões). Fechando as estreias, o novo filme de Will Smith, Beleza Oculta, ficou em oitavo (R$ 2,2 milhões).
Moana - Um mar de Aventuras conseguiu ficar com o segundo lugar em sua quarta semana de exibição. A animação da Disney, com duas indicações ao Oscar, arrecadou quase R$ 5 milhões. Na terceira colocação ficou Minha Mãe é Uma Peça 2. Em sua sexta semana de exibição, a comédia de Paulo Gustavo conseguiu mais R$ 4,8 milhões.
Agência Estado
Começam hoje as inscrições para o ProUni
Inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 3 de fevereiro
Agência Brasil
A partir desta terça-feira, 31, os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado podem se inscrever no Programa Universidade para Todos (Prouni). As inscrições podem ser feitas pela internet, no site do programa. O período de inscrições se encerrará às 23h59, no horário de Brasília, de 3 de fevereiro.
No total, serão oferecidas 214.110 bolsas de estudos, número que apresenta um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram ofertadas 203.602 bolsas. O ProUni concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior de todo o país. A seleção dos candidatos, com base nas notas do Enem, alinha inclusão à qualidade e mérito dos estudantes com melhor desempenho acadêmico.
Do total de bolsas ofertadas, 103.719 são integrais e 110.391 parciais — o governo federal cobre 50% da mensalidade. Para acesso ao processo seletivo, na página eletrônica do programa, o candidato deve informar o número de inscrição e a senha usados no Enem. É possível escolher até duas opções de curso, por ordem de preferência.
O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 6 de fevereiro e o da segunda chamada, no dia 20.
Podem concorrer os estudantes que não tenham diploma de curso superior e tenham alcançado o mínimo de 450 pontos no Enem; tenham cursado o ensino médio em escola pública ou, na condição de bolsista integral, na rede particular e comprovem renda familiar de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a parcial. Também podem participar pessoas com deficiência e professores da rede pública que integrem o quadro permanente da instituição de ensino.
Associação Karatê Dinamic Club oportuniza crianças e adolescentes em Fortaleza
O educador físico e professor Ronier Gonçalves usa sua habilidade e solidariedade para treinar crianças carentes da periferia de Fortaleza. Ele faz parte da Academia de Artes Marciais Karatê Oficial Club Dinamic
| O professor Ronier em momento de interação com os alunos da Associação |
O karatê (mão vazia, em japonês) é uma arte marcial de origem oriental. Tomou forma em Okinawa, cidade japonesa, no século XVII. Chegou ao Brasil na primeira metade do século XX, com os imigrantes japoneses. Os primeiros instrutores conhecidos começaram a ensinar karatê na década 50. Desenvolveu-se primeiro na Bahia e em São Paulo, onde existiam vários imigrantes de Okinawa.
A modalidade tornou-se um esporte praticado em todo o Brasil. No Ceará há quem se dedique a arte marcial e ainda desenvolva um bonito trabalho social. O educador físico e professor Ronier Gonçalves usa a sua habilidade e solidariedade para treinar crianças carentes da periferia de Fortaleza. Ele faz parte da Academia de Artes Marciais Karatê Oficial Club Dinamic. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos que treina crianças e adolescentes para os desafios do esporte e da vida. Está localizada no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza.
“Qualquer criança e adolescente que queira treinar, mesmo aquelas que não possuem condição financeira, nós buscamos ajuda, nós orientamos. Vamos em busca de bolsas de estudo, de uniformes, de calçados. Aqui, nós lutamos por tudo", afirma Ronier.
As crianças desenvolvem habilidades e é uma oportunidade de preencher o tempo ocioso. A associação também se preocupa com o rendimento escolar, motivando os estudos e a frequência às aulas.
Competições
Uma forma encontrada pela associação para sensibilizar as pessoas a conhecer o trabalho desenvolvido na academia foi indo as ruas para mostrar o potencial e a vontade de vencer dos pequenos karatecas.
“É sempre muito difícil conseguir patrocínio para competições. Já recebemos ajuda de empresas parceiras, mas não é permanente. Por isso vamos as ruas, para fazer com que as pessoas nos conheçam e ajudem a realizar o sonho desses meninos", explica o professor.
Em março , haverá uma seletiva nacional na cidade de Caruaru em Pernambuco. Cerca de 15 crianças e adolescentes que treinam na academia de Ronier se preparam para participar dessa competição, que é a classificatória do Campeonato Brasileiro.
Todos os sábados pela manhã, nos semáforos de Fortaleza, as crianças e adolescentes, que desejam participar das seletivas, buscam ajuda e incentivo da população da cidade.Vestidas com os kimonos, elas querem conversar e expor suas expectativas e dificuldades. “Não estamos pedindo esmolas, o que queremos é que as pessoas conheçam nossa proposta, queremos proporcionar oportunidades para essas crianças", reitera Ronier.
Serviço
Academia de Artes Marciais Karatê Oficial Club Dinamic
Rua José Augusto de oliveira, 428, Planalto Ayrton Senna – Fortaleza
Contato: 85 987357181
Com informações do site karatê do Brasil
Vaticano acolhe conferência sobre tráfico de órgãos
Iniciativa da Academia Pontifícia das Ciências
Cidade do Vaticano, 31 jan 2017 (Ecclesia) - A Academia Pontifícia das Ciências Sociais (Santa Sé) vai promover entre 7 e 8 de fevereiro uma conferência internacional sobre tráfico de órgãos, inserida no esforço pedido pelo Papa Francisco contra o tráfico de pessoas.
“O tráfico de órgãos viola os princípios de justiça, equidade e respeito da dignidade humana, pois engloba não só a venda de órgãos, mas também se tornou uma forma de escravidão”, denuncia o organismo do vaticano.
A iniciativa vai ter como tema ‘Tráfico de Órgãos e Turismo dos Transplantes’, visando divulgar esta problemática, com testemunhos diretos provenientes de países com serviços de transplantes em todo o mundo.
No final dos trabalhos, os participantes vão redigir uma “declaração de intenções” para ser divulgada a nível mundial e desenvolver uma aliança com as autoridades que trabalham no campo da saúde.
O objetivo da Santa Sé é que o tráfico de órgãos seja declarado como “uma forma de escravidão humana”.
OC
30 de janeiro de 2017
Desglobalização
Gonzaga Mota*
O processo de globalização sempre existiu ao longo do tempo. Historicamente não é novidade. É claro que no passado ela ocorria de forma espontânea e natural, com pouca ou nenhuma regulamentação. Prevalecia a lei dos mais fortes ou daqueles tecnologicamente mais avançados. Dando um salto na História, sem prejudicar a linha de raciocínio, o processo ficou mais organizado após a Segunda Guerra Mundial, com a criação de Instituições Internacionais como a ONU, o Banco Mundial, o FMI e, posteriormente, com o fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim. Em novembro de 1989 em um encontro ocorrido na capital dos EE.UU, convocado pelo “Institute for International Economics”, criaram o que se chamou de “Consenso de Washington”, abrangendo dez regras básicas para promover o ajustamento macronômico. Além de mencionar disciplina fiscal, investimentos, e outras medidas, deu-se prioridade à abertura comercial e ao câmbio de mercado, objetivando fortalecer a globalização. De início, os Países do grupo da chamada direita defendiam as diretrizes; já aqueles de esquerda eram contra. Por exemplo, EE.UU e Grã-Bretanha, de um lado, e China e Rússia, de outro. Ocorreram alterações significativas, envolvendo épocas boas e momentos de crises econômico-financeiras, de desemprego, de desentendimento, de violência, etc. Hoje, a esquerda é a favor e a direita é contra a globalização. Basta examinar o BREXIT, o preconceituoso “Trumpnanismo” e o posicionamento não confiável chinês. Realmente, a politica é dinâmica. Esperamos que prevaleçam a ética, a justiça e a paz, nesse cenário de incertezas.
*Professor aposentado da UFC
'Jornal Nacional' ignora morte de Russo
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| Russo morreu na manhã de sábado por complicações decorrentes de uma infecção pulmonar. (Reprodução/TV) |
O Jornal Nacional não noticiou neste sábado (28) a morte de Russo, que trabalhou por 46 anos nos principais programas de auditório da Globo. Nas redes sociais, o público notou a ausência de uma reportagem sobre ele e criticou o telejornal e a emissora.
O noticiário falou da morte do ator britânico John Hurt, aos 77 anos, e dedicou um minuto de sua grade ao estrangeiro, mas não citou o famoso contrarregra.
Russo faleceu na manhã do último sábado, por complicações decorrentes de uma infecção pulmonar, aos 85 anos de idade. Ele deixou a emissora em 2014.
Xuxa e Luciano Huck lamentam a morte de Russo
Xuxa e Luciano Huck foram alguns dos artistas que lamentaram a morte de Russo nas redes sociais. Os dois apresentadores trabalharam com o assistente de palco, em períodos diferentes, na Globo.
"Russo, continue correndo de um lado pro outro e alegrando a todos, só que agora em um lugar especial. Você fez parte da minha historia, com Deus [sic]", escreveu Xuxa.
"Dedico o Caldeirão de hoje a ele. Foram muitos anos correndo pelo nosso estúdio. Muitas risadas. Russo é parte da história dos programas de auditório. Parte da história da TV no Brasil. Deixa muitas histórias e muitas lembranças. Vá em paz meu amigo querido", publicou Huck.
Outros artistas também homenagearam Russo. O enterro foi realizado neste domingo (29) no Cemitério de Xerém, no Rio de Janeiro.
"O verdadeiro Super-Homem é aquele que protege todos a sua volta com a força do seu amor. São esses os heróis que ficam de exemplos nobres pra história. Os que caminharam sempre com um sorriso no rosto, com a gentileza nos gestos, com palavras de afeto, sem armaduras, muito menos máscaras. Não precisam delas. São homens cobertos não por capas mas apenas pelo essencial no ser humano que é a alma do bem. Voe sem capa Russo. O céu te abraça hoje cheio de orgulho de um verdadeiro herói. Que sorte a do céu! Ele agora o tem", escreveu Danielle Winits.
Marina Elali, Sônia Abrão e Simony também homenagearam Russo em seus perfis nas redes sociais.
Agência Estado
Rosto do papa Francisco desaparece das moedas de euro
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| Nas oito moedas, que vão de um centavo a dois euros, aparecerá o escudo papal. (AFP) |
O rosto do papa Francisco desaparecerá a partir de março das moedas de euro do Estado do Vaticano e será substituído pelo escudo pontifício rodeado pelas doze estrelas da União Europeia.
"Trata-se de uma surpresa para os colecionares e numismáticos", segundo informou o jornal católico italiano Avvenire.
Nas oito moedas, que vão de um centavo a dois euros, aparecerá o escudo papal.
Não se descarta que a decisão de retirar seu rosto tenha sido tomada pelo próprio papa argentino, que costuma criticar duramente "a adoração pelo deus dinheiro".
As moedas do Vaticano, que circulam em toda a zona do euro, costumam ser apreciadas pelos colecionadoras e as mais raras alcançam preços elevados notáveis.
Em função dos acordos assinados com a União Monetária Europeia, o Vaticano tem uma cota monetária específica e as moedas são cunhadas pelo Estado italiano.
A primeira série de euros com o rosto de um papa saiu à venda em 1 de março de 2002, com a imagem de João Paulo II.
AFP
Francesa vence o concurso Miss Universo
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| A jovem de 1,72 metro havia prometido, em caso de vitória, utilizar a notoriedade para promover a higiene dental. (Reuters) |
A francesa Iris Mittenaere, uma estudante de Odontologia de 24 anos que gosta de cozinhar, foi coroada Miss Universo nesta segunda-feira em Manila.
Nascida em Lille, norte da França, onde mora até hoje, Mittenaere foi Miss França em 2016 e Miss Norte-Pas-de-Calais no ano anterior.
A jovem de 1,72 metro havia prometido, em caso de vitória, utilizar a notoriedade para promover a higiene dental, segundo o site do concurso.
Ela confessou adorar "esportes radicais, viagens e preparar pratos da culinária francesa".
Na última rodada de perguntas, a francesa afirmou que é partidária da globalização e das fronteiras abertas.
"Ter fronteiras abertas nos permite viajar mais pelo mundo e ver o que acontece em outros lugares", disse.
A nova Miss Universo superou na etapa final do concurso as representantes do Haiti, Raquel Pelissier, e da Colômbia, Andrea Tovar.
A representante do Brasil, Raissa Santana, que chegou a ser apontada como uma das favoritas, ficou entre as 13 finalistas do concurso.
Um dos destaques do concurso foi Deshauna Barber, reservista do exército americano.
O apresentador da cerimônia foi o mesmo do ano passado, o americano Steve Harvey. Em 2016, ele provocou uma grande confusão ao anunciar a vencedora equivocada (atribuiu o título à representante da Colômbia, mas a campeã era a Miss Filipinas).
Harvey corrigiu o erro minutos depois, pedindo desculpas a todos, mas a confusão provocou muitas piadas na edição deste ano.
Esta foi a segunda vitória de uma francesa no Miss Universo. A primeira aconteceu em 1953, com Christiane Martel.
AFP
Bispos dos EUA criticam ordem que proíbe entrada de refugiados no país
Alguns bispos americanos consideraram as medidas de Donald Trump como uma “página negra” na história dos EUA
Da redação, com Agência Ecclesia
A Comissão das Migrações dos bispos católicos dos EUA criticou a ordem executiva do presidente Donald Trump que proíbe a entrada de refugiados no país e limita o ingresso de cidadãos de sete nações.
Dom Joe S. Vásquez, bispo de Austin e presidente da Comissão das Migrações da conferência episcopal norte-americana, disse “discordar veementemente” desta solução, lamentando a proibição de entrada de refugiados sírios e questionando a prioridade dada a minorias religiosas.
“Acreditamos na assistência a todos os que estão vulneráveis e fogem da perseguição, independentemente da sua religião. Isso inclui cristãos, bem como yazidis e muçulmanos shia da Síria”, assinala.
Já o cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago, manifestou-se em comunicado contra a decisão do presidente Trump, considerando-a como uma “página negra” na história dos EUA.
O patriarca iraquiano Dom Louis Sako, da Igreja Caldeia, assinalou por sua vez que qualquer política de acolhimento que discrimine aqueles que são perseguidos, com base na religião, “prejudica os cristãos do Oriente”, pois “fornece argumentos a toda propaganda e preconceitos que atacam as comunidades cristãs autóctones do Médio Oriente como ‘corpos estranhos’, grupos mantidos e defendidos pelas potências ocidentais”.
Donald Trump explicou nesse domingo, 29, que a ordem executiva tomada na sexta-feira – que proíbe a entrada de refugiados e limita a de cidadãos do Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen nos EUA – não quer ser uma medida diretamente contra os muçulmanos.
“Isto não tem a ver com religião. Tem a ver com terrorismo e com manter o nosso país seguro. Há mais de 40 países no mundo que são maioritariamente muçulmanos e que não são afetados por esta medida”, assinalou.
Pelo mundo
No resto do mundo, o decreto de Trump provocou protestos, boicotes, mal-estar diplomático e críticas de líderes mundiais.
Advogados independentes deram assistência gratuita a imigrantes muçulmanos em aeroportos norte-americanos nos últimos dias.
Empresas como Google, Starbucks e a Uber criticaram a medida e anunciaram a abertura de vagas de empregos para refugiados, além de fundos de assistência financeira.
As grandes potências europeias também se uniram contra a política imigratória de Trump. França, Itália e Alemanha, nações que recebem milhares de imigrantes e vivem uma crise de refugiados, e até o Reino Unido, cuja premier Theresa May se reuniu com Trump semana passada, demonstraram desacordo com o decreto norte-americano. “A necessária luta contra o terrorismo não justifica essa medida”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel. “Está nos valores da Itália manter uma identidade pluralisma, uma sociedade aberta e nenhuma discriminação”, argumentou, por sua vez, o premier italiano, Paolo Gentiloni.
As Bolsas de Valores da Europa abriram a semana com queda devido aos efeitos da medida imigratória e com os temores de que o presidente norte-americano adote mais políticas protecionistas.
Em Milão, a Bolsa registrou queda de -1,5%.
Mais de um milhão de britânicos também já assinaram uma petição para proibir que Trump realize uma visita oficial a Londres, em retaliação às suas políticas.
Jovens e governantes debatem problemas globais
O Fórum da Juventude 2017 arranca esta segunda-feira, 30 de janeiro, em Nova Iorque (Estados Unidos da América). Organizado pelos membros do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), o encontro vai motivar debates entre jovens, governantes e sociedade civil, ao longo de dois dias.
Este ano, o Fórum da Juventude aborda o conceito de «prosperidade compartilhada», que está no centro da Agenda 2030 para o desenvolvimento. O encontro incidirá, de forma particular, sobre o papel dos jovens para a erradicação da pobreza e para a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Em discussão vai estar «o problema do desemprego entre os jovens, a importância da igualdade de género e das ações de combate às alterações climáticas». Além disso, os participantes também vão a ter oportunidade para partilhar com os representantes dos Estados-membros das Nações Unidas as suas ideias sobre inovação e soluções para problemas globais.
«Os jovens estão entre os mais esquecidos do mundo, especialmente os pobres e os desempregados. Simultaneamente, eles são os que mais podem se beneficiar das inovações tecnológicas, porque costumam ser os primeiros a abraçar novas ideias», destacam os responsáveis do ECOSOC, citados pela Rádio ONU.
Fátima Missionária
Arquiteto português é tema de exposição no Museu da Casa Brasileira
Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil
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| Foto: Wikipédia |
O Museu da Casa Brasileira recebe a exposição sobre um dos arquitetos portugueses mais relevantes da atualidade: João Luís Carrilho da Graça. A mostra é uma oportunidade única de conhecer a obra do arquiteto, com projetos construídos e não-construídos na capital portuguesa, desde alguns mais conhecidos, como a Escola Superior de Comunicação Social (1987-1993), quanto outros menos publicados, como o plano estratégico do programa Valis (Valorização de Lisboa) e seus projetos que concorreram para os pavilhões de Portugal na Expo’98.
Carrilho da Graça tem a peculiaridade de priorizar o território e sua topografia como suporte de suas obras e é este olhar o principal foco da exposição Carrilho da Graça: Lisboa. A abertura acontece na quarta-feira (1º), às 19h30, com presença e palestra do arquiteto sobre seus projetos e seu modo de trabalho. Não é necessário agendamento prévio e a entrada é gratuita.
As obras selecionadas mostram como o arquiteto pensa seus projetos a partir de sua “teoria do território”, que relaciona a influência da topografia com os percursos humanos e suas construções.
A exposição já passou por Lisboa, em Portugal e por Bogotá, na Colômbia, entre 2015 e 2016. A curadoria é da arquiteta e colaboradora do escritório Carrilho da Graça, Susana Rato, e da professora e pesquisadora na Universidade de Évora, Marta Sequeira.
Carrilho da Graça
O português trabalha em escritório próprio desde que se formou, em 1977, na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa. Ao conjunto da sua obra foram atribuídos diversos prêmios, como o prêmio Aica (Associação Internacional dos Críticos de Arte) em 1992, a Ordem de Mérito da República Portuguesa em 1999, o prêmio da Bienal Internacional da Luz – luzboa em 2004 e o título de Chevalier des arts et des lettres pela república francesa em 2010.
Museu da Casa Brasileira
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração e promove debate sobre temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas iniciativas, destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país, realizado desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.
Serviço:
Carrilho da Graça: Lisboa
Abertura: dia 1º de fevereiro, quarta-feira às 19h30 (entrada gratuita)
Visitação: De terça a domingo, das 10h às 18h, até dia 19 de março
Local: Museu da Casa Brasileira - Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano
Ingressos: R$ 8 e R$ 4 (meia-entrada) Gratuito aos finais de semana e feriados
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