Combate à mortalidade materna e neo-natal

As parteiras devem incentivar as parturientes a terem o parto na maternidade
Cinquenta parteiras tradicionais, representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e médicas participaram esta semana numa formação no município angolano de Viana, em Luanda. Promovida pelo Ministério da Família e Promoção da Mulher, a iniciativa foi um meio para «capacitar as parteiras na prestação dos cuidados aos recém-nascidos e às mulheres».


Na abertura do seminário, Helena Vaz de Almeida, Administradora Municipal Adjunta para a Área Política Social e das Comunidades, salientou que «apesar dos esforços realizados para melhorar a saúde materno-infantil, Angola ainda possui altas taxas de mortalidade materna e neo-natal».


«Perto de metade destas mortes ocorre nas casas e esta situação faz com que seja importante envolver líderes e prestadores de cuidados de saúde, em especial as parteiras tradicionais, em ações de promoção da saúde e prevenção de doenças», evidenciou e responsável.


Helena de Almeida destacou que as parteiras «devem apoiar o encaminhamento das mulheres grávidas para as consultas pré-natais, incentivarem as parturientes a terem o parto na maternidade e a frequentarem as consultas pós-parto e do recém-nascido».


«Nós, a administração, entendemos que o trabalho dos atores de saúde a nível da comunidade é de grande valia e acreditamos que este trabalho possa potencialmente salvar muitas vidas de mulheres e crianças no nosso município», disse a responável, citada pela agência Angola Press.


Sob o lema «Nascer com registo», o seminário foi uma ocasião para abordar assuntos relacionados com «a importância da parteira tradicional na comunidade e no sistema de saúde», «cuidados primários de saúde, higiena, cuidados com a malária na gravidez, assistência ao parto, importância do registo de nascimento» e suas formas de obtenção.

Fátima Missionária

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