29 de novembro de 2014

Vaticano: Igreja começa a celebrar Ano da Vida Consagrada

Agência Ecclesia
 





Iniciativa do Papa Francisco procura dar visibilidade e reconhecimento a estilo de vida que acompanha Cristianismo desde os primeiros séculos

Lisboa, 29 nov 2014 (Ecclesia) – A Igreja Católica começa hoje a assinalar o Ano da Vida Consagrada, convocado pelo Papa Francisco, com uma vigília de oração em Roma, sob a presidência do responsável pelo setor na Cúria Romana, cardeal João Braz de Aviz.
A iniciativa decorre nos 50 anos da publicação do decreto do Concílio Vaticano II sobre a Vida Consagrada, ‘Perfectae caritatis’, e foi explicada aos religiosos de todo o mundo pelo próprio Papa, através de uma carta apostólica publicada esta sexta-feira.
O cardeal brasileiro D. João Braz de Aviz refere à Rádio Vaticano que Francisco convida os consagrados da Igreja Católica a reforçarem a sua identidade de “discípulos de Jesus”, voltando à intuição dos “fundadores e fundadoras” das ordens e congregações, “com os olhos abertos ao diálogo com o mundo”.
O presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) encara a celebração do Ano da Vida Consagrada como uma hipótese dos consagrados e consagradas mostrarem à sociedade a força que continua a marcar a sua missão, mesmo no meio de muitos desafios e dificuldades.
De acordo com a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, da Santa Sé, a média de abandonos dentro das ordens religiosas e seculares é atualmente de 3 mil por ano.
A falta de vocações, realça o padre Artur Teixeira, tem feito com que muitos olhem para a Vida Consagrada como uma “espécie” em “extinção” e deve sem dúvida “questionar profundamente” os religiosos e religiosas acerca da sua “fidelidade ao Evangelho”.
O padre David Sampaio, docente de História da Igreja na Universidade Católica Portuguesa, recorda, no dossier publicado na mais recente edição do Semanário ECCLESIA, que a Vida Consagrada é “uma forma de vida cristã que se reporta aos primeiros séculos do cristianismo”.
Já o padre Manuel Morujão, jesuíta, refere na mesma publicação que “desde os começos da Igreja, houve homens e mulheres que, pela prática dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência, procuraram seguir mais de perto a Cristo no seu estilo original de vida”.
A irmã Maria de Fátima Magalhães, da Companhia de Santa Teresa de Jesus, escreve por sua vez que a Vida Consagrada “será sempre um dom, uma ‘boa notícia’ para a Igreja e para o mundo.
O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, viu a sua vocação crescer dentro da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, onde fez os primeiros votos e foi mais tarde ordenado sacerdote a 12 de junho de 1977.
Para o prelado natural de Trás-os-Montes, “ser consagrado é a realização de uma vocação batismal” e também “uma opção pessoal, em resposta a um apelo que se sente como cristão”.
O Ano da Vida Consagrada tem estado em destaque, esta semana, no Programa ECCLESIA na Antena 1 da rádio pública e é o tema central da edição deste domingo (06h00).
“A Vida Consagrada não é muito falada. Nós falamos com crianças e elas não sabem o que é, quando na realidade a consagração é uma presença fundamental para a Igreja”, sublinha à Agência ECCLESIA o padre Miguel Ribeiro, missionário espiritano de 37 anos, religioso desde 2006.
O Papa Francisco propôs que a Igreja Católica vivesse um tempo, até 2 de fevereiro de 2016, em que a ação dos consagrados, religiosos e leigos consagrados, estivesse no centro, dando testemunho, “com diferentes carismas e espiritualidades”, de um trabalho realizado em prol de “uma sociedade mais justa e fraterna”.
Leiga consagrada, pelo Instituto Secular das Cooperadoras da Família, Elizabete Puga reconhece que o serviço realizado por pessoas que “mantêm a sua profissão e estão inseridas na sociedade, vivendo os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência” causa estranheza.
Rosário Virgílio, presidente da CNISP (Conferência Nacional dos Institutos Seculares de Portugal), deseja que este ano “contribua para um maior conhecimento desta vocação”, a secularidade consagrada, e que se “deixe de identificar vida consagrada com a vida religiosa”.
SN/LS/HM/JCP/CB/OC

Turquia: Papa encontrou-se com «irmão» Bartolomeu I

Agência Ecclesia
 
(Lusa)
(Lusa)

Francisco pediu ao patriarca ortodoxo que o abençoasse a si e à «Igreja de Roma»

Istambul, Turquia, 29 nov 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco encontrou-se hoje com o patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, para uma oração ecuménica em Istambul que encerrou o segundo dia da viagem pontifícia à Turquia.
“[André e Pedro] Eram irmãos de sangue, mas o encontro com Cristo transformou-os em irmãos na fé e na caridade. E nesta noite jubilosa, nesta oração de vigília, quero sobretudo dizer: irmãos na esperança”, disse, durante a cerimónia na igreja de São Jorge, sede do Patriarcado Ecuménico.
O Papa foi acolhido ao som dos sinos do templo e uniu-se a Bartolomeu na oração pela unidade das duas Igrejas, recitando o Pai-nosso e abençoando a assembleia.
“Que grande graça – e que grande responsabilidade – poder caminhar juntos nesta esperança, sustentados pela intercessão dos Santos irmãos Apóstolos André e Pedro! E saber que esta esperança comum não desilude”, referiu o pontífice argentino.
O Papa, bispo de Roma, é o sucessor de Pedro; Santo André é o patrono do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla, sediado no antigo bairro grego de Istambul, o Fanar.
“Venerado e querido Irmão Bartolomeu, ao mesmo tempo que lhe exprimo o meu sincero «obrigado» pelo seu acolhimento fraterno, sinto que a nossa alegria é maior porque a fonte está mais além, não está em nós”, afirmou Francisco.
O Papa agradeceu a Deus pela oportunidade de rezar com Bartolomeu na véspera da festa de Santo André, pedindo “ a paz e a alegria que o mundo não pode dar, mas que o Senhor Jesus prometeu aos seus discípulos e lha deu como Ressuscitado, no poder do Espírito Santo”.
Depois de Bento XVI, em 2006, Francisco acedeu ao convite de celebrar na Turquia esta festa, na qual habitualmente o Papa se faz representar por uma delegação.
Ortodoxos e católicos encontram-se divididos desde o Cisma do Oriente, em 1054, data em que trocaram excomunhões o Papa Leão IX e o patriarca de Constantinopla Miguel Cerulario; as excomunhões foram levantadas em 1965, mas ortodoxos e católicos não recuperaram ainda a unidade plena.
Bartolomeu, que foi ao Vaticano para a cerimónia de início de pontificado de Francisco, um gesto inédito desde o Cisma, assinalou que o Papa “preside na caridade” e elogiou a vontade do atual bispo de Roma de manter um diálogo “fraterno e estável” com a Igreja Ortodoxa, “visando a restauração da plena comunhão”.
Nesse sentido, o patriarca disse que esta visita é “um acontecimento histórico recheado de sinais para o futuro”.
Simbolicamente, o Papa pediu a Bartolomeu que o abençoasse a si e à “Igreja de Roma”.
Bartolomeu I é o 269.º sucessor de Santo André e ‘primus inter pares’ dos patriarcas ortodoxos, tendo ajudado a consolidar, ao longo dos últimos anos, o diálogo com a Igreja Católica.
Esta é a quarta deslocação de um Papa à Turquia, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1979) e Bento XVI (2006).
Francisco e Bartolomeu estiveram junto em maio deste ano, durante a viagem do Papa à Terra Santa, assinando em Jerusalém uma declaração conjunta na qual assumem compromissos comuns em causas sociais e no diálogo entre religiões.
Apesar dos avanços verificados nas últimas décadas, persistem desentendimentos sobre o estatuto das Igrejas Católicas do Oriente, chamadas “uniatas” pelos ortodoxos; internamente, Bartolomeu enfrenta discussões relativas ao papel do primado de honra da sede de Constantinopla.
Francisco vai regressar ao Fanar este domingo, após ter celebrado uma Missa em privado, para aa Divina Liturgia na igreja patriarcal de São Jorge (09h30, menos duas em Lisboa), assinalando o dia de Santo André; dado que não existe comunhão eucarística entre as duas Igrejas, o pontífice argentino não concelebrará durante a Liturgia, permanecendo numa posição de honra.
No final, o Papa e Bartolomeu vão dirigir-se aos participantes, abençoando-os, antes da assinatura de uma nova declaração comum.
Às 16h45 locais, Francisco vai despedir-se da Turquia após três dias de viagem, no Aeroporto Atatürk de Istambul, estando a chegada ao Aeroporto de Roma-Ciampino prevista para as 18h40 italianas (menos uma em Lisboa).
OC

O papa e os animais: ´O paraíso está aberto a todas as criaturas´

 domtotal.com

Por Gian Guido Vecchi

A Igreja a caminho na história "rumo ao Reino dos Céus", o Paraíso que, "mais do que um lugar", é "um estado da alma em que as nossas expectativas mais profundas serão cumpridas de modo superabundante". Francisco, na sua catequese na Praça de São Pedro, fala da "Jerusalém celeste" e sorri: "É bonito pensar no Céu. Todos nós nos encontraremos lá em cima, todos".

E, depois, amplia o olhar, com uma frase que amplia a esperança da salvação e da bem-aventurança escatológica aos animais, assim como a toda a criação: "A Sagrada Escritura nos ensina que o cumprimento desse desígnio maravilhoso não pode não dizer respeito também a tudo o que nos cerca e que saiu do pensamento e do coração de Deus", explica.
Depois, cita o capítulo 8 da Carta aos Romanos: "O apóstolo Paulo afirma isso de modo explícito, quando diz que 'a criação também será liberta da escravidão da corrupção, para participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus'".
Também outros textos, da Segunda Carta de Pedro até o Apocalipse, mostram "a imagem do 'céu novo' e da 'Terra nova'", lembra Francisco, "no sentido de que todo o universo será renovado e será liberto de uma vez por todas de todos os vestígios do mal e da própria morte".
Como "cumprimento de uma transformação que, na realidade, já está em ato a partir da morte e ressurreição de Cristo", a perspectiva futura é a de uma "nova criação": "Portanto, não de uma aniquilação do cosmos e de tudo o que nos cerca, mas um levar todas as coisas à sua plenitude de ser, de verdade, de beleza".
Francisco está preparando uma encíclica "ecológica" sobre a proteção da Criação. Certamente, o tema é recorrente e, às vezes, controverso na Igreja. Diz-se que Paulo VI tinha consolado um menino aos prantos por causa da morte do seu cão, dizendo-lhe: "Um dia, vamos rever os nossos animais na eternidade de Cristo".
Além disso, a palavra "animal" vem de anima, como princípio vital, e João Paulo II disse em uma audiência em 1990: "Alguns textos sagrados admitem que os animais também têm um hálito ou sopro vital e que o receberam de Deus".
Uma perspectiva que Bento XVI – de quem, aliás, é conhecido o amor pelos gatos – pareceu bloquear durante uma homilia há seis anos: "Nas outras criaturas, que não são chamadas à eternidade, a morte significa apenas o fim da existência sobre a Terra...".
O tema, explica um grande teólogo como o arcebispo Bruno Forte, tem a ver com a palavra grega anakephalaiosis, ou seja, "a 'recapitulação' de todas as coisas em Cristo e, portanto, na glória de Deus, tudo em todos".
Não por acaso, Francisco citou São Paulo: "Segundo a teologia paulina, como se lê na Carta aos Colossenses, tudo foi criado por meio de Cristo e em vista d'Ele, e, portanto, tudo participará da glória final de Deus";
Certamente, "na forma e na medida dada a cada criatura", acrescenta Forte: "Uma coisa é a criatura consciente e livre, outra é a inanimada. Mas a ideia é de que o universo inteiro não será aniquilado".
Corriere della Sera, 27-11-2014

Bolaños, fenômeno da televisão

domtotal.com

Distante da televisão, Bolaños explorou a sua veia literária com um livro de poemas e uma autobiografia

O humorista mexicano Roberto Gómez Bolaños, também conhecido como Chespirito, não sonhava em ficar famoso. Tudo aconteceu, como ele mesmo dizia, "sem querer querendo".
No fim da década de 1960 era roteirista de um canal de televisão quando um ator faltou e ele acabou na frente das câmeras. E foi uma viagem sem volta.
Bolaños provavelmente nunca imaginou que uma vez colocados os pés no mundo do espetáculo seu destino seria divertir várias gerações de latino-americanos com personagens como "Chaves" e "Chapolin Colorado".
Chespirito morreu nesta sexta-feira aos 85 anos no balneário mexicano de Cancún, deixando milhões de admiradores órfãos da Cidade do México a São Paulo e Luanda.
Em um fenômeno completamente incomum na televisão, as comédias desbotadas e granuladas protagonizadas por Bolaños na década de 1970 sobreviveram por mais de 40 anos e continuam sendo retransmitidas na América Latina.
As histórias de "Chaves", um menino órfão que mora em uma típica vila mexicana, e "Chapolin", um anti-herói medroso disfarçado de inseto, são um fenômeno transcultural. No Brasil, foi até há pouco um dos programas de maior audiência e chegou a ser exibido em lugares como Rússia e Angola.
"Talvez o meu mérito foi conseguir, sem tentar, abordar um ambiente que existe no mundo inteiro", refletiu Bolaños sobre o sucesso de Chaves em uma entrevista à Reuters.
"Trabalhei muito neste personagem, que tem qualidade", explicou ele, "mas a resposta exata eu não sei".
A resposta, dizem alguns especialistas em televisão, está na identificação do público com seus personagens marcados pela pobreza, as diferenças sociais e outros problemas abordados nos seus programas.
O analista de televisão Alvaro Cuevas disse no seu blog que Chespirito foi "o maior criador de conteúdos de toda a história da televisão mexicana" e que na sua obra se encontra o ser mexicano assim como ele é, por isso que muitos dos seus compatriotas não gostavam dele.

Nos personagens de Chespirito é possível encontrar "os códigos, os aspectos da nossa estrutura social, aí estão os nossos vícios e nossas manias", destacou Cueva em maio.

'Pequeno Shakespeare'

Bolaños queria ser engenheiro, praticou boxe e era um fanático torcedor do clube de futebol América. Antes de chegar à televisão como roteirista, ele trabalhou redigindo anúncios publicitários.
Foi naquela época que um diretor o apelidou de "Chespirito", a tradução fonética de pequeno Shakespeare, pela sua abundante produção de roteiros e sua altura de apenas 1,60 metro.
Contam que o comediante escreveu cerca de 60 mil páginas de roteiros, lotou o Madison Square Garden, em Nova York, o Estádio Nacional, em Santiago, e o Luna Park, em Buenos Aires.
A sua influência depois de 40 anos de carreira é tão grande que crianças de todos os lugares da América Latina repetem frases do Chapolin como "Não contavam com minha astúcia!" ou "Sigam-me os bons!", um grito de guerra adotado, inclusive, por alguns políticos.
Bolaños tinha um senso de humor brilhante. Já aos 80 anos, perguntaram a ele sobre a sua relação de décadas com a atriz Florinda Meza.
"Já estamos há 30 anos casados", respondeu. "Temos um casamento sólido que só a morte acabará com ele... ou a Shakira!".
Chespirito se casou em 2004 com Florinda, que interpretou a "Dona Florinda" no seriado "Chaves". Contudo, alguns criticavam que nos últimos anos ela exercia um controle ferrenho sobre o que ele dizia ou fazia e que foi um dos fatores que pesaram na sua ruptura com o ator Roberto Villagrán, o "Quico".
Sigam-me os bons!
Apesar de ter vivido em concubinato com Florinda por 27 anos, os valores de Bolaños eram conservadores. Inclusive, chegou a participar de uma campanha contra a legalização do aborto na Cidade do México.
Nunca escondeu suas convicções políticas e apoiou a campanha do conservador Vicente Fox, cuja eleição em 2000 rompeu com mais de 70 anos de governo do Partido da Revolução Institucional.
Apaixonado por futebol, Bolaños chegou a se encontrar com o astro argentino Diego Maradona, que o agradeceu por tê-lo divertido com os seus personagens e ele aproveitou para retribuir por tê-lo deleitado com suas proezas dentro do campo.
Distante da televisão, Bolaños explorou a sua veia literária com um livro de poemas e uma autobiografia, "Sem Querer Querendo".
Em um dos seus livros, "O Diário de Chaves", revela alguns dos mistérios da série. Ele conta, por exemplo, que Chaves não morava dentro de um barril, mas no apartamento número oito, e que o recipiente era apenas para se esconder quando estava triste ou era perseguido.
Os personagens de Chespirito foram uma mina de ouro para a Televisa, a emissora de televisão que nos últimos anos lançou uma série animada e um videogame de Chaves, e que se prepara para lançar algo semelhante com o Chapolin Colorado em 2015.
Aos 82 anos, o ator deu outra prova de popularidade ao abrir uma conta no Twitter com a frase "Sigam-me os bons!". E os fãs o seguiram. No momento da sua morte tinha 6,6 milhões de seguidores, mais do que o dobro do presidente mexicano Enrique Peña Nieto.
Reuters

Inauguração da Árvore da Lagoa terá Concerto de Natal gratuito

29/11/2014 07h19

Evento terá início às 20h no Parque do Cantagalo. 

Haverá ainda transmissão online da festa.

Do G1 Rio

Luz é o tema da árvore de Natal da Lagoa, na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)Luz é o tema da árvore de Natal da Lagoa, na Zona Sul do Rio (Foto: Divulgação)
A Árvore de Natal da Lagoa, na Zona Sul do Rio, será inaugurada às 20h deste sábado (29) com um Concerto de Natal no Parque do Cantagalo. O evento será marcado por uma grande queima de fogos, que vai durar cinco minutos. Toda a festa será transmitida em tempo real pela internet.
Na área do evento, foram instalados cem banheiros químicos, incluindo cabines exclusivas para homens, mulheres e portadores de necessidades especiais. Haverá também um posto médico com duas UTIs móveis. Ao lado do posto médico irá funcionar um ponto de encontro para receber crianças que se perderem durante o evento. Cerca de 450 guardas municipais e 350 policiais militares farão a segurança na região.

Esta é a 19ª Edição da Árvore de Natal da Lagoa, que se tornou um marco do período natalino na Cidade Maravilhosa e atrai milhares de moradores e turistas todos os anos. A deste ano tem 85 metros de altura, 3,1 milhões de microlâmpadas, 2.150 de efeitos estrobo, 120 mil metros de mangueiras luminosas e 100 refletores de led.
Transporte
O MetrôRio vai disponibilizar, das 18h às 23h deste sábado (29), ônibus exclusivos para levar os usuários à inauguração da 19º edição da Árvore de Natal da Lagoa, na Zona Sul do Rio. Segundo a empresa, os ônibus exclusivos da linha metrô na superfície vão sair da Estação Ipanema/General Osório e farão o trajeto até a Lagoa Rodrigo de Freitas, com intervalos entre sete e dez minutos. O mesmo acontece no domingo (30), entre às18h e às 22h.
Após o fim de semana da inauguração, os usuários podem continuar utilizando o metrô para visitar a Árvore desembarcando na Estação Cantagalo, de onde é possível caminhar por cerca de 15 minutos até o local. O acesso da Rua Miguel Lemos ficará aberto até o final da operação.
A tarifa dos ônibus exclusivos para a Lagoa é de R$ 3,50, incluindo a viagem nos trens das linhas 1 e 2. E ao comprar a passagem na bilheteria das estações do MetrôRio, o cliente deve informar que vai utilizar o serviço Metrô Na Superfície para receber o cartão eletrônico que dá direito ao embarque nos ônibus. O  pagamento também pode ser feito diretamente nos ônibus com dinheiro, cartão Pré-Pago do MetrôRio ou com Vale Transporte Eletrônico.

Estacionamento proibido
Para garantir a mobilidade ao público foi montado um esquema especial de trânsito a Prefeitura do Rio montou um esquema especial de trânsito para a inauguração da . Desde as 22h desta sexta (28), está proibido estacionar nos canteiros centrais em todo o entorno da lagoa.
A proibição vale para toda a extensão das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa até 7 de janeiro, quando começa a ser desmontada a árvore. Os veículos estacionados irregularmente serão multados e removidos para os depósitos públicos municipais. A CET-Rio recomenda para os motoristas que não irão ao evento que evitem passar pelo local.
As principais vias da região serão impactadas pelo evento na Zona Sul da cidade, como as ruas Humaitá, o Túnel Rebouças, a Rua Mário Ribeiro, o Túnel Acústico e o Túnel Zuzu Angel. A Prefeitura do Rio recomenda a utilização de transporte público.
Quem quiser ir de metrô deve usar a estação Cantagalo. A Metrô Rio criará uma linha de ônibus integrando a estação General Osório à Lagoa para facilitar a chegada ao local, no fim de semana de inauguração e no de encerramento do funcionamento da árvore de Natal. Além disso, mais de 30 linhas de ônibus, de todas as regiões do Rio, passarão pela área do evento.
A operação contará com a participação de 120 agentes de trânsito, entre guardas municipais e da CET-Rio, que utilizarão 20 viaturas e 30 motocicletas que trabalharão para manter a fluidez no fluxo dos carros, orientar os pedestres e coibir o estacionamento irregular. Setenta controladores de tráfego também ajudarão na orientação dos motoristas.
Painéis de mensagens informarão as condições do tráfego nas vias do entorno. O tempo de funcionamento dos semáforos será ajustado de acordo com a necessidade dos motoristas. A operação será mantida durante todo o tempo de exposição da árvore de Natal

Turquia: Papa desafia comunidades católicas a construir «unidade» e rejeitar atitude «defensiva»

Agência Ecclesia
  

(Lusa)
(Lusa)

Francisco celebrou Missa com representantes dos ritos latino, sírio, arménio e caldeu

Istambul, Turquia, 29 nov 2014 (Ecclesia) – O Papa disse hoje na Turquia que as comunidades católicas têm de construir a “unidade” entre si, rejeitando qualquer postura “defensiva”, durante uma Missa em que estiveram representantes dos ritos latino, sírio, arménio e caldeu.
“Só o Espírito Santo pode suscitar a diversidade, a multiplicidade e, ao mesmo tempo, realizar a unidade. Quando somos nós a querer fazer a diversidade e fechamo-nos nos nossos particularismos e exclusivismos, trazemos a divisão; e quando somos nós a querer fazer a unidade de acordo com os nossos projetos humanos, acabamos por trazer a uniformidade e a homologação”, referiu, na homilia da celebração a que presidiu na Catedral do Espírito Santo, em Istambul.
A Missa contou com a presença do patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, do patriarca siro-católico, Inácio II Younan, o vigário patriarcal arménio apostólico, Aram Ateshian, e o metropolita siro-ortodoxo de Istambul, Filuksinos Yusuf Çetin, além de líderes protestantes.
Francisco sublinhou que o testemunho cristão exige uma “atitude de abertura, docilidade e obediência” ao Espírito Santo.
“Na realidade, a Igreja mostra-se fiel ao Espírito Santo na medida em que põe de lado a pretensão de o regular e domesticar. E nós, cristãos, tornamo-nos autênticos discípulos missionários, capazes de interpelar as consciências, se abandonarmos um estilo defensivo para nos deixamos conduzir pelo Espírito”, declarou.
Estes mecanismos defensivos impedem as pessoas de “compreender verdadeiramente os outros” e de se abrirem a “um diálogo sincero”.
“Mas a Igreja, nascida do Pentecostes, recebe em herança o fogo do Espírito Santo, que não enche tanto a mente de ideias, como sobretudo faz arder o coração; é investida pelo vento do Espírito, que não transmite um poder, mas habilita para um serviço de amor, uma linguagem que cada um é capaz de compreender”, acrescentou Francisco.
A homilia centrou-se na ação do Espírito Santo, que “suscita os diversos carismas que enriquecem o povo de Deus e sobretudo cria a unidade entre os crentes”.
“Quando rompemos o círculo do nosso egoísmo, saímos de nós mesmos e nos aproximamos dos outros para encontrá-los, escutá-los, ajudá-los, foi o Espírito de Deus que nos impeliu. Quando descobrimos em nós uma capacidade inusual de perdoar, de amar a quem não gosta de nós, foi o Espírito que Se empossou de nós”, disse.
“Quando deixamos de lado as palavras de conveniência e nos dirigimos aos irmãos com aquela ternura que aquece o coração, fomos de certeza tocados pelo Espírito Santo”, prosseguiu.
Francisco dirigiu uma saudação aos vários responsáveis cristãos presentes e enviou um “pensamento afetuoso” dirijo ao patriarca arménio apostólico Mesrob II, líder da maior comunidade cristã da Turquia.
“Peçamos ao Senhor que envie o seu Santo Espírito aos nossos corações e nos torne testemunhas do seu Evangelho em todo o mundo”, concluiu.
Ao chegar à catedral, do século XIX, Francisco soltou duas pombas brancas, num gesto simbólico em favor da paz.
Os participantes nesta Missa são convidados a rezar pelos refugiados que foram “obrigados a fugir de situações de grave perigo”.
OC

Fátima: «Cristo das Trincheiras» em exposição no Santuário

Agência Ecclesia
  


Imagemacompanhou grupo de soldados portugueses durante I Grande Guerra


Fátima, Santarém, 29 nov 2014 (Ecclesia) – Uma das peças religiosas mais evocativas da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, o chamado “Cristo das Trincheiras”, está a partir de hoje em exposição no Santuário de Fátima.
Segundo uma nota do gabinete de imprensa do Santuário, enviada à Agência ECCLESIA, a vinda daquela imagem à Cova da Iria prende-se com a intenção de recordar o contexto especial da quarta aparição de Nossa Senhora em Fátima, que teve lugar a 19 de agosto de 1917.
Uma época em que Portugal assistia ao “terrível” desenrolar da “Primeira Grande Guerra” e vivia as consequências da queda da Monarquia e instauração da República, marcada também pela “dificuldade em fazer caminho no âmbito da fé”, realça o diretor do Museu de Fátima.
Marco Daniel Duarte lembra que quando os videntes de Fátima, Francisco, Jacinta e Lúcia, “se preparavam para ir para a Cova da Iria, para terem essa experiência com a Virgem Maria, foram levados para Vila Nova de Ourém”, por ordem do então administrador do concelho, Artur de Oliveira Santos.
Na altura, os três pastorinhos foram sujeitos durante três dias a um conjunto de interrogatórios relacionados com o segredo de Fátima.
A exposição, intitulada “Neste vale de lágrimas”, vai ser aberta às 14h30 no Convivium de Santo Agostinho, zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade.
Para além do “Cristo das Trincheiras”, propriedade da Liga dos Combatentes, a mostra vai contar com “peças do espólio do Santuário de Fátima” e outras vindas da “Diocese de Viseu, do Museu Nacional de Arte Antiga, da Câmara Municipal de Ourém e da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade”, também em Ourém.
Para Marco Daniel Duarte, o “Cristo das Trincheiras” é a peça que “melhor poderá ilustrar a participação de Portugal na Primeira Grande Guerra” e também aquilo que “pode ser o contexto cristão em tempo de guerra”.
Esta imagem de Cristo crucificado, de grandes dimensões, foi companhia diária dos soldados portugueses que estiveram envolvidos na batalha de La Lys, em França, contra os alemães, a 9 de abril de 1918.
Em 1958, o Governo português solicitou às autoridades francesas que deixassem a imagem vir para Portugal, dada a sua ligação muito especial com os combatentes lusos.
O diretor do Museu de Fátima espera que a presença do “Cristo das Trincheiras” no Santuário possa contribuir para “o conhecimento e prazer espiritual de milhões de peregrinos e de combatentes”.
Sublinha ainda a mensagem de paz que a organização pretende deixar às pessoas, expressa “na última parte da exposição”.
Ao revisitar o período conturbado de 1917, da Primeira República e da Primeira Grande Guerra, “o visitante vai poder entender como é que a mensagem de Fátima entronca nestes cenários e qual é a resposta que a Virgem Maria aqui pede para se alcançar a paz”.
“É a oração o rosário, bem o sabemos”, conclui Marco Daniel Duarte.
SISF/JCP

Médio Oriente: Papa denuncia terrorismo e perseguições contra minorias religiosas na Síria e Iraque

Agência Ecclesia
  

(Lusa)
(Lusa)

Primeiro discurso na Turquia apela à mobilização da comunidade internacional para ajudar refugiados e proteger população civil

Ancara, 28 nov 2014 (Ecclesia) – O Papa denunciou hoje na Turquia o terrorismo e as perseguições contra minorias religiosas na Síria e Iraque, apelando à intervenção da comunidade internacional para ajudar os refugiados e proteger a população civil.
“Infelizmente, somos ainda testemunhas de graves conflitos: na Síria e de modo particular no Iraque, a violência terrorista não dá sinais de diminuir. Regista-se a violação das normas humanitárias mais elementares contra prisioneiros e grupos étnicos inteiros; verificaram-se, e continuam ainda, graves perseguições contra grupos minoritários, especialmente – mas não só – cristãos e yazidis”, alertou Francisco, no palácio presidencial de Ancara, durante a cerimónia oficial de boas-vindas à Turquia.
No primeiro discurso desta viagem de três dias, o Papa recordou que centenas de milhares de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas e a sua pátria “para poderem salvar a sua vida e manter-se fiéis ao próprio credo”, numa referência à violência promovida, em particular, pelo autoproclamado Estado Islâmico.
Francisco sublinhou que, ao acolher milhares de refugiados, a Turquia é diretamente afetada pelos efeitos desta “situação dramática nas suas fronteiras”.
“A comunidade internacional tem a obrigação moral de a ajudar a cuidar dos refugiados”, assinalou.
Neste contexto, o Papa voltou a sustentar que não é possível “ficar indiferente àquilo que provocou estas tragédias”.
“Enquanto reitero que é lícito deter o injusto agressor – sempre porém no respeito pelo direito internacional – quero lembrar também que não se pode confiar a resolução do problema somente à resposta militar”, declarou.
Francisco apelou ao diálogo para assumir “com paciência, o compromisso de construir uma paz sólida, assente no respeito pelos direitos fundamentais e deveres ligados com a dignidade do homem”, em particular no Médio Oriente, palco de “guerras fratricidas que parecem nascer uma da outra”.
“Quanto tempo terá ainda de sofrer o Médio Oriente por causa da falta de paz? Não podemos resignar-nos com a continuação dos conflitos, como se não fosse possível mudar a situação para melhor”, apelou.
Quanto tempo terá ainda de sofrer o Médio Oriente por causa da falta de paz? Não podemos resignar-nos com a continuação dos conflitos, como se não fosse possível mudar a situação para melhor
O presidente Recep Tayyip Erdogan falou da visita de Francisco como uma mensagem de "paz e de esperança" para a região, condenando o terrorismo promovido por extremistas islâmicos e, ao mesmo tempo, a "islamofobia" que associa os muçulmanos à violência.
Francisco, por sua vez, aludiu à necessidade de garantir a liberdade religiosa e a liberdade de expressão, de promover o diálogo inter-religioso e intercultural, “a fim de banir toda a forma de fundamentalismo e de terrorismo, que humilha gravemente a dignidade de todos os seres humanos e instrumentaliza a religião”.
“É fundamental que os cidadãos muçulmanos, judeus e cristãos gozem dos mesmos direitos e respeitem os mesmos deveres. Assim, hão de mais facilmente reconhecer-se como irmãos e companheiros de viagem, afastando cada vez mais as incompreensões e favorecendo a colaboração e o acordo”, precisou.
Esta solidariedade de todos os crentes contrapõe-se “ao fanatismo e ao fundamentalismo, às fobias irracionais que incentivam incompreensões e discriminações”.
Só assim disse Francisco, os povos e os Estados do Médio Oriente poderão “finalmente inverter a tendência e levar por diante um processo de pacificação bem sucedido, mediante a rejeição da guerra e da violência e a busca do diálogo, do direito, da justiça”.
A este respeito, o Papa pediu que os Estados canalizem os seus recursos “não para os armamentos”, mas para as “verdadeiras lutas dignas do homem”: contra a fome e as doenças, pelo desenvolvimento sustentável e a defesa do ambiente, no combate às “formas de pobreza e marginalização”.
Francisco disse ainda que a Turquia, pela sua história, pela sua posição geográfica e “devido à importância de que se reveste na região, tem uma grande responsabilidade” em todos estes processos.
O Papa frisou a ligação do território às primeiras comunidades cristãs, por ser a terra natal de São Paulo (século I), por ter acolhido os primeiros sete Concílios da Igreja e “pela presença, perto de Éfeso, daquela que uma veneranda tradição considera a «casa de Maria», o lugar onde a Mãe de Jesus viveu durante alguns anos”, um lugar de devoção para muitos peregrinos cristãos e muçulmanos.

Duelo: a vida vence a morte!

17/04/2014  |  domtotal.com

A Páscoa deve ser o clamor e a proclamação, numa só fé, da busca de um mundo novo.

Por Geovane Saraiva*

O acontecimento maior da nossa fé tem seu eixo na liturgia da Semana Santa, ocasião em que os cristãos meditam e entram em cheio na paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, no que diz Antoine de Saint-Exupéry: "O essencial é invisível aos olhos", que só se vê bem com o coração, manifestado no despojamento e no aniquilamento do Servo de Javé, rei humilde e obediente (cf. Is 52, 13-53), até a morte e morte na cruz. O papa Francisco falou no início destes dias sagrados e nos eventos que ocorreram nos dois últimos dias da vida de Jesus, suplicando aos que o escutavam e nós cristãos: "pensem muito sobre a quem se assemelham mais, àqueles que ajudaram Jesus ou àqueles que o condenaram, traíram ou eram indiferentes ao seu destino".

O nosso Deus é essencialmente bom e terno, ao passar da morte para a vida, afirmando-nos que a tristeza e desânimo são coisas do passado. A esperança e o otimismo, proclamada pelo Sumo Pontífice, no domingo de Ramos de 2013, foi na intenção de contagiar nossa existência, na certeza de que Jesus vencedor da morte quis se estabelecer para sempre no meio da sua gente querida. “Por que estais procurando entre os mortos àquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou!” (Lc 24, 5-6).

Páscoa é ir ao encontro da vida, distanciando-se da morte, evidenciada na vitória e no milagre da vida a partir do duro contexto da morte. A Igreja sempre dar uma grande importância à simbologia do fogo, na luz do Círio Pascal, luz que nasce das trevas, sinal do Senhor ressuscitado, da vitória diante da angústia da morte. O fogo como sinal da presença de Deus no decorrer da história. A luz é a própria vida, pela presença do Cristo Jesus, trazendo vida à criatura humana, no “duelo forte e mais forte, na vida que vence a morte”. 

Não podemos jamais esquecer a água como símbolo da vida, porque dela as pessoas renascem no batismo para a vida do mundo (cf. Jo 3, 1-7), levando-nos a compreender que a vida é duradoura e que participamos do ponto mais elevado, não da vida de um herói, mas fomos mergulhados na vida do próprio Filho de Deus, razão pela qual vivemos, constantemente convidados a sonhar com a glória futura, na feliz afirmação do refrão do Salmo responsorial: “Este dia que Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos”.

A esperança é a grande oportunidade para a criatura humana assumir uma vida nova, uma vida diferente. Na Igreja, “memória”, “presença” e “profecia” são trinômio que só se compreende a partir da Páscoa, tendo o Senhor ressuscitado como o centro, o qual nos encoraja e nos enche de alegria e uma vez conquistada, jamais podemos perdê-la, tendo diante dos olhos, mente e coração o pensamento de Miguel Cervantes: “Quem perde seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo”. 

A Páscoa deve ser um processo que se realiza e acontece através do compromisso ético, na ação pastoral, no trabalho, no convívio social e nas mais diferenciadas atividades das pessoas de fé e que acreditam no futuro da humanidade e que “O Cristo, Nossa Páscoa”, com toda sua força, renova e fecunda a face da terra. A liturgia da Páscoa (Vigília Pascal), no dizer de Santo Agostinho, é a “Mãe de todas as celebrações” que, com seus ritos antigos, com toda sua beleza, sua profundidade poética e, ao mesmo tempo profética, deve nos estimular e desafiar. Ficarmos só no rito, seria muito triste ao coração de Deus.

A Páscoa deve ser um grito, um clamor, um anúncio e a proclamação, numa só fé, da busca de um mundo novo que tem seu início na esperança e no amor de Deus, exigindo da pessoa humana realização da vida. Quando teremos uma Igreja verdadeiramente marcada pela esperança, com um rosto pascal? Somos desafiados a construir esta Igreja, associados ao papa Francisco, pela força e graça, que nasce da Páscoa. Assim seja!
* Geovane Saraiva é padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso. É autor dos livros “O peregrino da Paz”, “Nascido Para as Coisas Maiores”, “A Ternura de um Pastor”, “A Esperança Tem Nome”, "Dom Helder: sonhos e utopias" e "25 Anos sobre Águas Sagradas”.