31 de maio de 2016

PAPA FRANCISCO PENSOU ALGUMA VEZ EM RENUNCIAR? ELE MESMO O EXPLICA A YOUTUBERS

Por Alvaro de Juana
Papa tira uma selfie com Youtubers. Foto: L'Osservatore Romano

VATICANO, 30 Mai. 16 / 03:00 pm (ACI).- O Papa Francisco confessou que nunca pensou em renunciar ao papado nestes mais de três anos que está à frente da Igreja.

Esta é uma das coisas que revelou no domingo em um novo encontro da fundação Scholas Occurrentes, do qual participaram vários convidados de diversos países, entre eles os atores de Hollywood Salma Hayek, George Clooney e Richard Gere. “Entre a universidade e a escola, um muro ou uma ponte” foi o título escolhido para a reunião que aconteceu entre os dias 27 e 29 deste mês.

O Pontífice respondeu às perguntas de Youtubers (jovens que têm um canal na rede social Youtube e oferecem vídeos com conselhos de saúde, beleza ou mostram sua arte) de diferentes partes do mundo.

Um deles perguntou se alguma vez pensou em deixar de ser Papa. “Nem imaginava que me escolheriam como Papa”, disse sobre sua eleição.

“Foi uma surpresa para mim... Mas a partir daquele momento Deus me deu uma paz que dura até hoje. E isso me leva para a frente. Esta é a graça que recebi. Por outro lado, pela minha natureza, sou inconsciente e, portanto, vou em frente”, disse rindo.

Entre os diferentes Youtubers que perguntaram ao Papa, estava o brasileiro Rafael Procopio, nascido em uma favela de Rio do Janeiro e hoje professor de matemática pelo Youtube, com 330.000 assinantes do seu canal.

Estava presente também Karen, do trio de irmãos mexicanos conhecidos como os Polinésios, com mais de 11 milhões de assinantes no Youtube.

Por sua parte, Dulce Candy – assim se chama na rede social de vídeos – tem 2,4 milhões de assinantes. Vive nos Estados Unidos, mas nasceu no México e serviu no exército no Iraque como motorista de veículos e mecânica e em seus vídeos ensina truques de beleza, mas fala em favor dos que como ela e sua família foram rumo ao norte em busca do ‘sonho americano’.

Também participou o argentino Lucas Castel, com 1,9 milhões de seguidores e um dos comediantes mais populares de seu país graças a alguns vídeos nos quais ajuda a superar a timidez e melhorar a autoestima.

Além disso estiveram presentes uma jovem muçulmana síria que vive em Dubai, chamada Hayla, que foi nomeada “embaixatriz da mudança” pela ONU, e um americano, Matthew Perry, com canais muito populares dedicados a vídeo games e temas como política e cultura.

A Itália foi representada por Greta Menchi, conhecida no país por seus vídeos com paródias, comentários e música. A Austrália e a África por Jamie e Nikki, um casal que acaba de ter seu primeiro filho e busca gerar consciência sobre assuntos humanitários.

O ADEUS A IRENE: A PIONEIRA DAS MÃES POR VOCAÇÃO QUE ADOTOU 58 CRIANÇAS

Por Maria Ximena Rondón
Mamma Irene com um bebê / Foto: Cortesia Comunidade da Nomadelfia

ROMA, 30 Mai. 16 / 08:00 pm (ACI).- Em plena Segunda Guerra Mundial, Irene Bertoni tinha 18 anos e descobriu o chamado de Deus a ser mãe por vocação, adotou dois meninos abandonados e com a bênção de seu bispo fundou junto ao sacerdote Zeno Saltini a obra católica Nomadelfia.

Mamma Irene viveu plenamente seu chamado e faleceu no último dia 15 de maio, solenidade de Pentecostes, aos 93 anos de idade: foi mãe adotiva de 58 filhos e exemplo para dezenas de mulheres que seguiram seus passos.

Irene faleceu na casa que foi doada pelo Beato Paulo VI nos anos 1960. Centenas de pessoas, inclusive o Cardeal Ennio Antonelli, estiveram presentes durante o funeral na comunidade de Nomadelfia, fundada em 1948 e que atualmente é formada por mais de 50 famílias que acolhem crianças abandonadas como seus próprios filhos.

São João Paulo II visitou esta comunidade em 1989 e elogiou seu estilo de vida, porque lhe recordava os primeiros cristãos. Também receberam a bênção do Papa Francisco.

O Bispo de Grosseto, Itália, Dom Rodolfo Cetoloni, levou as condolências do Papa Francisco e disse que com Irene “nasceu uma forma nova e profética de maternidade, aquela das mães de vocação, mulheres que durante sua existência ficaram responsáveis pelas crianças e não tiveram nenhum outro afeto e elas os ajudaram no seu crescimento e os converteram em homens e mulheres cristãos”.

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 ACI Prensa ‎@aciprensa
Mamma Irene fue madre adoptiva de 58 hijos y ejemplo para mujeres que siguieron su camino http://bit.ly/1Uj5lOj
09: 15 - 29 maio 2016
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Em seguida, o Bispo de Grosseto acrescentou que a “primeira mãe de Nomadelfia” levou a sério o chamado do Evangelho à “fecundidade da vida, que é de todos, e o respeito por cada existência (…) da qual foi responsável, amando-a e cuidando dos mais pequenos, que são definidos hoje pelo Papa Francisco como os ‘descartados’ de uma sociedade que continua marginalizando e excluindo”.

“Devemos agradecer a Irene e a todas as mães por vocação por este serviço que Nomadelfia gerou e ofereceu ao nosso tempo”, expressou.

O jornal L’Avvenire da Conferência Episcopal Italiana publicou as palavras de Elisa Tirabassi, bisneta adotiva do Irene que indicou que a missão da vida de “mãe de Nomadelfia” sempre foi fazer o bem.

Também recordou que na cozinha de sua bisavó “havia um aroma de café e o ambiente era tranquilo, como um lugar onde reinava a calma e se vivia em paz”. Indicou que Irene os esperava até tarde quando voltavam do trabalho e que se esforçava por atendê-los e para que não lhes faltasse nada.

“Finalmente, quando o jantar estava servido, se sentava frente a mim com seu esplêndido sorriso que iluminava um rosto no qual pareciam desaparecer todos os sinais deixados pelo tempo e por sua vida intensa”, manifestou.
ajudaram no seu crescimento e os converteram em homens e mulheres cristãos”.

PAPA: CRISTÃO AJUDA SEMPRE COM ALEGRIA, SEM FAZER 'CARA FEIA'

RV/OR
2016-05-31 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - Se aprendêssemos a servir e fôssemos ao encontro dos outros, como mudaria o mundo. Foi a consideração com a qual o Papa Francisco concluiu a homilia da missa da manhã, celebrada na Casa Santa Marta, nesta terça-feira (31/05).

Francisco dedicou sua reflexão a Nossa Senhora, no dia que se encerra o mês mariano. “Serviço e encontro fazem sentir uma alegria que preenche nossas vidas”, disse o Papa.

Coragem feminina, capacidade de ir ao encontro dos outros, estender a mão para uma ajuda, solicitude. E, principalmente, alegria, daquelas que enchem o coração e dão à vida um novo sentido e uma nova direção.

Estes foram os tópicos extraídos por Francisco do Evangelho do dia, que narra a visita de Maria a Santa Isabel.

Este trecho, junto com as palavras do Profeta Sofonias na Primeira leitura e de São Paulo, na Segunda, delineia uma liturgia “cheia de alegria” e chega como “um vento novo” que preenche nossas vidas.

Alegria e cara virada

“É feio ver cristãos com a cara virada, cristãos tristes, é feio, feio, feio... Não são plenamente cristãos. Acreditam que são, mas não o são totalmente. Esta é a mensagem cristã. E nesta atmosfera de alegria que a liturgia nos dá de presente, gostaria de ressaltar apenas duas coisas: primeiro, um comportamento; segundo, um fato. O comportamento é o serviço”.

As mulheres: coragem da Igreja

O serviço de Maria é realizado sem incertezas, observou o Papa. Maria, afirma o Evangelho, “se dirigiu apressadamente”, embora estivesse grávida e arriscasse se deparar com malfeitores no decorrer da estrada.

“Esta jovem de 16 ou 17 anos, não mais”, acrescentou Francisco, “era corajosa. Levanta-se e vai”, sem desculpas:

“Coragem de mulher. As mulheres corajosas que existem na Igreja são como Nossa Senhora. Essas mulheres que levam avante a família, essas mulheres que levam avante a educação dos filhos, que enfrentam tantas adversidades, tanta dor, que curam os doentes... Corajosas: levantam-se e servem, servem.

O serviço é sinal cristão. Quem não vive para servir, não serve para viver. Serviço na alegria, esta é a atitude que gostaria de destacar hoje. Há alegria e também serviço. Sempre para servir”.

O encontro é um sinal cristão

O segundo ponto sobre o qual o Papa se detém é o encontro entre Maria e sua prima. “Essas duas mulheres – evidenciou – se encontram, e se encontram com alegria”, aquele momento é “só festa”.

Se “nós aprendêssemos isso, serviço e ir ao encontro dos outros, concluiu Francisco, “como o mundo mudaria":

“O encontro é outro sinal cristão. Uma pessoa que se diz cristã e não é capaz de ir ao encontro dos outros, de encontrar os outros, não é totalmente cristã. Seja o serviço, seja o encontro, requerem sair de si mesmos: sair para servir e sair para encontrar, para abraçar outra pessoa. É com este serviço de Maria, com este encontro que se renova a promessa do Senhor, se atua no presente, naquele presente. E propriamente o Senhor – como ouvimos na primeira Leitura: ‘O Senhor, teu Deus, está no meio de ti” – o Senhor está no serviço, o Senhor está no encontro”.

(CM/BF)

(from Vatican Radio)

ARQUIDIOCESE DO RIO TRABALHA POR UM LEGADO HUMANO DAS OLIMPÍADAS

Em entrevista à Rádio Vaticano o Pe. Leandro Lenin, responsável pela organização, fala sobre as remoções na Vila Autódromo
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A Arquidiocese do Rio foi escolhida pelo Comitê Olímpico para organizar o centro inter-religioso da Vila dos Atletas, que também vai receber os atletas paraolímpicos, em setembro.
Em entrevista à Rádio Vaticano o Pe. Leandro Lenin, responsável pela organização, falou sobre a importância da acolhida durante os Jogos e da necessidade de haver um legado humano e não só de infraestrutura.
Padre Lenin cita um caso particular: as remoções na Vila Autódromo.
“De fato, para nós é um pouco sim preocupante o modo como as coisas podem seguir. Se eu digo que pode seguir, poderiam ser de outro modo, sim. E aqui não estaremos falando somente num Comitê Olímpico Internacional, quando a gente fala nesta grande instituição falamos em numerosíssimas outras envolvidas em que cada um muitas vezes no seu ponto de vista apenas quer executar o seu trabalho. Só que o trabalho envolve pessoas que estão trabalhando e pessoas que são atingidas por esse trabalho. Positivamente. Nesse caso da Vila Autódromo nos temos um cenário um tanto negativo. É bom entender a Igreja não mede esforços para sempre ressaltar o valor da pessoa que está envolvida nisto. Ou seja, não se pode festejar um grande evento positivo como são as Olimpíadas e as Paraolimpíadas, tendo por baixo de tudo isso histórias de tristeza ou histórias de incompreensão, até injustiça. Nossa grande tentativa é em associação a estes grandes que querem o bem da cidade, que querem o bem da população. Ou seja, por princípio, nos não estaríamos falando em nada negativo: jogos olímpicos, seu s atletas, seus valores, são fantásticos, agora o modo como proceder precisa ser mais humanizado. Voltamos ao tema de legados mais humanos e não tanto infra estruturais, ou visuais. Precisaríamos atingir o coração das pessoas também”.
“Como católicos, a nossa responsabilidade está em saber acolher bem e aproveitar este espaço como um campo para a nova Evangelização. Porque é desafiador o tema, é desafiador o contexto, ou seja, estamos falando do maior evento esportivo do mundo e que, no Rio de Janeiro, com certeza será o maior da história pelo número de atletas, de turistas e até modalidades esportivas”. (Com informações ArqRio)

ESCRAVIDÃO MODERNA ATINGE 45,8 MI DE PESSOAS

Brasil, com 161 mil 'escravizados', aparece na 151ª posição em ranking com 167 países.
Somente a Índia abriga 18,4 milhões de pessoas em situação de escravidão.
Somente a Índia abriga 18,4 milhões de pessoas em situação de escravidão.
Cerca de 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a alguma forma de escravidão moderna. A estimativa é do relatório Índice de Escravidão Global 2016, da Fundação Walk Free, divulgado nesta segunda-feira (30).

Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Uzbequistão. Já os países com a maior proporção de população em condições de escravidão são a Coreia do Norte, o Uzbequistão, o Camboja e a Índia.

A escravidão moderna ocorre quando uma pessoa controla a outra, de tal forma que retire dela sua liberdade individual, com a intenção de explorá-la. Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.

Embora seja difícil verificar as informações sobre a Coreia do Norte, as evidências são de que os cidadãos são submetidos a sanções de trabalho forçado pelo próprio Estado. No Uzbequistão, apesar de algumas medidas de combate à escravidão na indústria do algodão, o governo ainda força o trabalho na colheita do algodão.

No Camboja, há prevalência de exploração sexual e mendicância forçada e os dados do relatório destacam a existência de escravidão moderna na indústria, agricultura, construção e no trabalho doméstico. Já na Índia, onde 18,3 milhões de pessoas estão em condição de escravidão, apesar dos esforços do governo em lidar com a vulnerabilidade social, as pesquisas apontam que o trabalho doméstico, na construção, agricultura, pesca, trabalhos manuais e indústria do sexo ainda são preocupantes.

No último relatório, de 2014, cerca de 35,8 milhões de pessoas viviam nessa situação. 

Escravidão moderna

Segundo a Walk Free, a escravidão moderna é um crime oculto que afeta todos os países e tem impacto na vida das pessoas que consomem produtos feitos a partir do trabalho escravo. Por isso, é preciso o envolvimento dos governos, da sociedade civil, do setor privado e da comunidade para proteção da população vulnerável.

Segundo a fundação, quase todos os países se comprometeram a erradicar a escravidão moderna por meio de suas legislações e políticas. Os governos que mais respondem no combate ao trabalho forçado são aqueles com Produto Interno Bruto (PIB) mais elevado como a Holanda, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Suécia e a Austrália. As Filipinas, a Geórgia, o Brasil, a Jamaica e a Albânia estão fazendo grandes esforços, apesar de ter relativamente menos recursos do que países mais ricos, segundo a Walk Free.

No prefácio do relatório ao qual a reportagem da Agência Brasil teve acesso, o fundador e presidente da Walk Free, Andrew Forresto, diz que o Brasil foi um dos países pioneiros na divulgação de uma lista de empresas nacionais multadas na Justiça pela utilização de trabalho forçado. Uma liminar impedia a publicação da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo desde dezembro de 2014. Na semana passada, entretanto, o Supremo liberou a divulgação dos nomes das empresas autuadas.

Os governos que menos fazem para conter a escravidão moderna, segundo o relatório, são a Coreia do Norte, o Irã, a Eritreia, a Guiné Equatorial e Hong Kong.

Na avaliação da entidade, levando-se em conta o Produto Interno Bruto (PIB) e a riqueza relativa do país, Hong Kong, Catar, Singapura, Arábia Saudita e Bahrein poderiam fazer mais para resolver problemas de escravidão moderna dentro de suas fronteiras.

Segundo a Walk Free, muitos países, incluindo as nações mais ricas, continuam resgatando vítimas, enquanto muitos não conseguem garantir proteções significativas para os trabalhadores mais vulneráveis. A pobreza e a falta de oportunidades são fatores determinantes para o aumento da vulnerabilidade à escravidão moderna. Os estudos também apontam para desigualdades sociais e estruturais mais profundas para que a exploração persista - a xenofobia, o patriarcado, as classes e castas, e as normas de gênero discriminatórias.

Escravidão no Brasil e nas Américas

Segundo a Walk Free, o Brasil tem 161,1 mil pessoas submetidas à escravidão moderna - em 2014, eram 155,3 mil. Apesar do aumento, a fundação considera uma prevalência baixa de trabalho escravo no Brasil, com uma incidência em 0,078% da população.

O relatório aponta que a exploração no Brasil geralmente é mais concentrada nas áreas rurais, especialmente em regiões de cerrado e na Amazônia. Em 2015, 936 trabalhadores foram resgatados da condição de escravidão no país, em sua maioria homens entre 15 e 39 anos, com baixo nível de escolaridade e que migraram dentro do país buscando melhores condições de vida.

Nas Américas, pouco mais de 2 milhões de pessoas são vítimas de trabalho escravo, mais identificados na Guatemala, no México, no Chile, na República Dominicana e na Bolívia. Os resultados da Walk Free sugerem que os setores de trabalho manuais, como a construção, os trabalhos em fábricas e domésticos são os que concentram mais escravos modernos nas Américas.

O país com maior número de pessoas submetidas à escravidão é o México, com 376,8 mil. Os governos com melhores respostas no combate a esse crime são os Estados Unidos, a Argentina, o Canadá e o Brasil.

O relatório completo da Walk Free está disponível na internet.

Agência Brasil

O SENHOR NOS PEDE CORAGEM

Muitas vezes a nossa vida é agitada e nos desesperamos, porque falta confiança.
Precisamos confiar cegamente em Deus, na certeza de que o Seu socorro não faltará.
Precisamos confiar cegamente em Deus, na certeza de que o Seu socorro não faltará.
Por Monsenhor Jonas Abib*
No Evangelho de São Mateus há um fato muito interessante: após a multiplicação dos pães, Jesus despediu dos apóstolos e foi rezar no alto do monte. O barco se agitava numa grande tempestade. Os apóstolos estavam apavorados, quando de repente viram alguém caminhando sobre o mar. Era Jesus!
Não imaginando que fosse Jesus, eles ficaram ainda mais amendrontados e gritavam: “É um fantasma!”. Mas logo Jesus lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo” (Mt 14,27).
Muitas vezes a nossa vida é agitada pelas tempestades e nos desesperamos, porque falta confiança. Precisamos confiar cegamente em Deus, na certeza de que o Seu socorro não faltará.
O Senhor é o mesmo ontem, hoje e sempre; Ele está vivo. Não servimos a um Deus morto! Portanto clame e Ele virá ao seu encontro.
Não perca a fé na hora da tempestade, para que a tempestade não o afogue O Senhor nos manda ser corajosos. Não precisamos ter medo de nada. Ele nunca vai nos abandonar.
Quando nos conscientizamos e clamamos pelo socorro do Céu, tudo muda, a tempestade se acalma e ousamos andar sobre as águas. Foi o que Pedro experimentou: “‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água’. Ele respondeu: ‘Vem!’ Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus” (Mt 14,28-29).
Fixando os olhos em Deus, sem desviar para a direita ou para a esquerda, também podemos andar sobre os nossos problemas, sobre as tempestades que assolam nossas vidas.
Quando Pedro tirou os olhos de Jesus, ele afundou. Aí está o segredo: podemos andar sobre os nossos problemas, sem nos deixar amedrontar pela tempestade, se continuarmos com os olhos fixos no Senhor.

Rádio Coração
*Monsenhor Jonas Abib: Fundador da Comunidade Canção Nova e presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação, em Cachoeira Paulista (SP).

IRMÃO MAIS VELHO DE HITLER ERA NA VERDADE MAIS NOVO E MORREU CEDO


O irmão morreu seis dias depois com hidrocefalia
O irmão morreu seis dias depois com hidrocefalia
Reportagem de Francois Murphy
Um irmão de Hitler que se pensava mais velho que o líder alemão era na verdade mais novo e morreu dias depois de nascer, levantando questionamentos sobre como tal morte poderia ter afetado o futuro líder da Alemanha nazista, disse um historiador em comentários publicados nesta segunda-feira.
Hitler é amplamente considerado o quarto de seis irmãos, mas registros de Braunau am Inn, cidade do norte da Áustria onde ele nasceu, mostram que ele era na verdade o terceiro, de acordo com a descoberta do historiador Florian Kotanko, relatada pelo jornal Oberoesterreichische Nachrichten.
Otto Hitler, um irmão de Adolf Hitler que se pensava ter nascido logo antes dele, nasceu três anos depois, em 17 de junho de 1892. Ele morreu seis dias depois com hidrocefalia, um inchaço do cérebro, segundo o relato.
"As conclusões de muitos biógrafos de Hitler sobre o desenvolvimento mental de Adolf Hitler, que supostamente recebeu atenção especial da sua mãe Kara como o único filho sobrevivente depois da morte de três irmãos, não são mais sustentáveis?, afirmou Kotanko, segundo citação do jornal.
"Como o Adolf Hitler de três anos de idade lidou com o nascimento e a morte de um irmão??", indagou Kotanko. Uma das outras perguntas em aberto, disse ele, é se Hitler havia tido consciência da condição do irmão e como isso poderia tê-lo afetado.

Reuters

O CULTO DA IGREJA PRIMITIVA

COMO SERIA O CULTO que os verdadeiros cristãos devem prestar a Deus? Com o crescimento de centenas de seitas ditas “cristãs” no Brasil, vemos a soberba de muitos que afirmam que o culto que eles prestam é o único verdadeiro, pois seria o mesmo culto que os primeiros cristãos tributavam a Deus, – tudo supostamente confirmado, como de costume, pela Bíblia Sagrada. – Será?
Seria verdadeiro o argumento dos que se intitulam, a si mesmos, “evangélicos”? Muitos dentre estes também afirmam que a Missa católica é uma “invenção” humana, que Deus não ouve nem aceita, e que, é claro (e só para nãovariar), não teria “base bíblica” . Alguns chegam ao extremo de dizer que se trata de um sacrifício paganizado.
Para descobrir a verdade dos fatos, analisemos brevemente, juntos, a História da Igreja, para descobrir que tipo de culto e quais ritos os primeiros cristãos prestavam a Deus. – Pelo testemunho bíblico, sabemos que a Igreja primitiva seguia a doutrina e a sagrada Tradição dos Apóstolos, observando o Mandamento direto do Senhor: “Fazei isto em memória de mim. Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a minha morte, e confessareis a minha ressurreição” (1 Cor 11,26).
Adverte também Jesus no Evangelho segundo S. João “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos” (Jo 6, 53).
Na Comunhão do Pão e na oração perseveravam os primeiros cristãos após a Ressurreição do Cristo, que formavam o corpo da Igreja primitiva (conf. At 2, 42), já celebrando os santos Mistérios Sacramentais. Sabemos que no inicio do século II usavam a Disciplina do Arcano, com os Mistérios sendo celebrados secretamente para que não se paganizassem e se mantivessem vivos e puros no seio da Igreja. O serviço litúrgico era realizado em casas de membros da comunidade ou em lugares ocultos, como porões e catacumbas, devido à perseguição romana: nos tempos primitivos, muitos Apóstolos ministraram a Liturgia em suas casas, edificações conhecidas comoDomus Eclesiae, que mais tarde viriam a se tornar Domus Dei, isto é, edifícios construídos exclusivamente para o culto cristão.
No primeiro dia depois do sábado, o “Dia do Senhor” (Ap 1,10), quando S. Paulo diz para partir o Pão (At 20,7), os cristãos cultuavam a Deus mais frequentemente. Faziam a leitura dos Profetas e das Epístolas, as cartas dos Apóstolos às primeiras comunidades da Igreja, suas primeiras paróquias e dioceses. Essas leituras eram explicadas e meditadas em grupo: tratava-se da homilia, do latim, que deriva do grego ὁμιλία e quer dizer discurso, instrução ou conversa, e se traduz numa pregação em estilo simples e quase coloquial do Evangelho e das leituras do dia. Vejamos o que dizem os Pais Apostólicos da Igreja, em registros dos séculos I e II dC:
“No chamado ‘Dia do Sol’ (domingo –sun-day), todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo”.
(S. Justino Mártir, nascido em 103 dC, filósofo pagão convertido, tornado sacerdote e martirizado, contemporâneo de Simeão, – que ouviu Nosso Senhor Jesus Cristo, – e de Sto. Inácio, Clemente, – companheiro do Apóstolo Paulo, – de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo)
Sobre a reunião dos primeiros cristãos para culto, ele mesmo descreve:
“Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos. Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água. O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem! Distribuem-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta Comunhão aos ausentes. Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades. Celebramos nossas reuniões no ‘Dia do Sol’, porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos”.

Capela de Santo Ananias – Damasco (Síria), construída no século 1 dC, éexemplo de uma das primeiras casas de culto cristão. Mais que uma reunião de irmãos para louvar a Deus e ler a Bíblia, o centro do culto era a Eucaristia
Outro atestado é o de Sto. Inácio de Antioquia, (†110) terceiro bispo de Antioquia, sucessor de S, Pedro e de Evódio, contemporâneo dos Apóstolos quando criança, que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado; ele conheceu pessoalmente S. Paulo e S. João Evangelista. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma, onde morreu devorado por leões, no Coliseu. A caminho de Roma, escreveu cartas às comunidades da Igreja em Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo São Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna (leia aqui). Nesta, ficou registrada por escrito, pela primeira vez (ao menos num documento que tenha chegado ao nosso conhecimento), a expressão “Igreja Católica”.
“Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a Eucaristia é Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, Carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua Bondade, ressuscitou.”
(Epístola aos Esmirnenses: Cap. VII; Santo Inácio de Antioquia)
Sto. Ireneu de Lião, (130-202) eminente teólogo ocidental, confirma-nos o Sacrifício que era prestado pelos primeiros cristãos figurado no Sacrifício de Cristo. Em outra obra ele ressalta a importância e a transubstanciação na Eucaristia:
“(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo Sacrifício da Nova Aliança, Sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da Terra ao Deus que se nos dá em Alimento como Primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias. (…) O que equivale dizer, com toda a clareza, que o povo primeiramente eleito não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um Sacrifício puro, e que seu Nome seria glorificado entre as nações.”
(Adversus Haereses)
Outro Registro é o Didaqué (leia na íntegra aqui), catecismo cristão escrito por volta do ano 120 aD, antes do Evangelho segundo João e de outros livros no Novo Testamento da Bíblia, um dos mais antigos registros do cristianismo. Este também trata do culto cristão e da celebração dos primeiros crentes após transcrever regras a respeito da celebração da Eucaristia. Diz:
“Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor, pois sobre isso o Senhor disse: ‘Não dêem as coisas santas aos cães'”.
(Didaqué, Cap. IX, Nº 5)
Também diz sobre a reunião dos crentes:
“Reúnam-se no Dia do Senhor para partir o Pão e agradecer, após ter confessado seus pecados, para que o Sacrifício seja puro.”
(Didaqué, Cap. XIV, nº 1)
O que têm em comum estes testemunhos do I e do II séculos? Por meio deles podemos observar que os primeiros cristãos perseveravam na Comunhão e na Celebração Eucarística, e todos comprovam a Liturgia católica como única herdeira da liturgia dos primeiros cristãos em suas reuniões, que no mínimo a partir do séc. III passou a ser conhecida pelo termo “Missa”, que procede do latim “mitere”, e significa “enviar”. Missa é o particípio que adquire sentido de substantivo: “missão”.
E como ficam os cultos daqueles alegados “cristãos” que atacam a santa Missa, e que não passam de simples reuniões para a leitura da Bíblia, – com a sua inevitável interpretação particular, que as próprias Escrituras condenam (2Pd 1,20), – canto de louvores e orações espontâneas? Como visto, estes sim, são totalmente carentes de embasamento histórico e bíblico!
Inscrição do sepulcro de uma mulher cristã da Igreja primitiva (séc. 6): “Aqui, descansa em paz Maxima, serva de Cristo, que viveu cerca de 25 anos (…) quando o senador Flavio Probus era o jovem cônsul. Ela morava com o marido há sete anos e seis meses. Foi amigável, fiel em tudo, bondosa e prudente.” Antes do início do texto, a cruz demonstra que se tratava de uma cristã. Hoje, algumas “igrejas” chegam a afirmar que a cruz não é símbolo cristão…
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Fontes e referência bibliográfica:
• STONE, Darwell. A History of the Doctrine of the Holy Eucharist, Oregon: Aeterna Press, vol.s 1/2, 2014.
• CECHINATO, Luiz. A Missa Parte por Parte, São Paulo: Vozes, 1991.
• PRADO, Alexandre de Castro. Considerações Sobre A Missa No Séc. II segundo S. Justino, São Paulo: USP, 2011.