28 de outubro de 2016

Oração sincera e autêntica

Padre Geovane Saraiva*
Como é maravilhoso olhar para aquele que constantemente está ao lado da criatura humana, nas alegrias e esperanças, tristezas e angústias da vida, amando cada pessoa com amor eterno, na sua missão libertadora e redentora. Ele é o Filho de Deus, que desceu do céu e veio morar entre nós, desejando revelar a vontade do Pai, estabelecendo-se no meio de seu povo. Não quer só conversar com cada pessoa, mas demonstrar toda a força de seu amor inexprimível e infinito, doando sua própria vida pela realização plena da humanidade: a salvação.

A salvação é a grande verdade e o eixo da vida dos cristãos. Nela renova-se a esperança e aponta-se o verdadeiro sentido da vida, certos de que, pela graça do Senhor ressuscitado, experimenta-se a plenitude em Deus, dom maior da vida humana. Convém nunca se perder de vista o Evangelho dos discípulos de Emaús, na parte central da explicação das Escrituras e no anúncio da ressurreição, na qual encontramos o próprio Jesus ressuscitado, tornando-se irmão, amigo e companheiro de caminhada, ao revelar seu projeto redentor e salvador.

Extasia-nos ver o pecador no templo em adoração a Deus em espírito e em verdade, no caminho seguro e sólido, voltado ao absoluto de Deus, de um modo concreto na oração. Evidentemente, longe se vangloriar, dizendo a Deus que quase nada tem para colocar, mas, sim, muito para receber, numa súplica sincera e autêntica, consciente de sua bondade, perdão e misericórdia.

O Papa Francisco manifestou aos católicos (23/10/2016), pela força de sua palavra, a “coragem” de sermos missionários e de “resistirmos à incredulidade” no mundo atual.  O caminho é muito especial, no seguimento de Jesus de Nazaré, na ótica da fé e no contexto da missão nos nossos dias, de deixar muitas coisas, configurando-nos com Jesus no serviço de Deus e dos irmãos, opção compreendida como dom e graça de Deus.

Numa comparação com os dois discípulos de Emaús, muitas vezes, ficamos desiludidos e perplexos, tristes e desanimados, como se a vida não tivesse mais sentido. Mas Cristo, um anônimo e estranho viajante, tornou-se companheiro de caminhada. A presença de Jesus causou no coração deles algo diferente, tão forte, a ponto de provocar-lhes uma mudança radical de vida (cf. Lc 24,13-35). Amém!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência  Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

Foro privilegiado

Gonzaga Mota*

Há alguns anos, apesar de não ser especialista no assunto, mas um modesto curioso, venho mostrando em artigos, em pronunciamentos(inclusive na Câmara dos Deputados quando fui parlamentar) e em debates a inconveniência de existir foro especial no Brasil. De inicio, pode-se ressaltar o conflito direto com o artigo 5º da Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Os detentores do foro privilegiado são investigados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal(STF), o que acarreta aumento no número de processos destinados àquela Corte. Por sua vez, as ações penais relacionadas às pessoas sem o privilégio do foro tramitam na primeira instância, sendo possível, é claro, que se possa recorrer para jurisdições superiores. Exemplificando, por quê o processo de um parlamentar tem que ser examinado pelo STF e o processo de um trabalhador, de um empresário, de um funcionário público, de um profissional liberal, etc, vai  para a primeira instância? Creio, data vênia, que há um choque com o mencionado artigo 5º da Constituição. Para efeito de raciocínio, costumo sempre citar Cícero: “summum jus summa injuria” (O supremo direito é a suprema injustiça). Sem dúvida, o foro especial, por não representar a vontade da grande maioria dos brasileiros, é um supremo direito extremamente injusto. Que se busque o fim do foro privilegiado, de forma racional e compatível com os princípios republicanos e democráticos.

*Professor aposentado da UFC

'Meninos em fúria': leia trecho do livro que fala sobre punk no Brasil

G1
"Existiu um ano em que o rock explodiu no Brasil. Existiu um ano em que tudo mudou no Brasil." O trecho está na abertura do livro "Meninos em fúria" (Alfaguara), que acaba de ser lançado.

Com o subtítulo "E o som que mudou a música para sempre" (leia um trecho abaixo) e escrita por Marcelo Rubens Paiva, do best-seller "Feliz ano velho", dentre outros, a obra é coassinada por Clemente Tadeu Nascimento, mais conhecido como Clemente, guitarrista e vocalista da banda Inocentes. Ele também é integrante da atual formação da Plebe Rude.

O livro faz um registro da história do rock brasileiro, especialmente do surgimento do punk em São Paulo, no incicio dos anos 1980. Os autores escrevem suas memórias a partir de 1982 (voltando e avançando no tempo). Tem muita história sobre bandas clássicas do estilo, como Ratos de Porão e Cólera, por exemplo.

Mas, através de relatos muito pessoais, ele busca atrair também quem não gosta do gênero musical. Marcelo Rubens Paiva e Clemente usam as próprias experiências para falar de uma época em que o país passava por intensas mudanças políticas, sociais e econômicas.

Embora o subtítulo cite que aquele som mudou a música para sempre, a ideia para ser mostrar que algo além disso também se transformou.

Leia, abaixo, o trecho de abertura de 'Meninos em fúria':

Marcelo Rubens Paixa (à esquerda) e Clemente, autores do livro 'Meninos em fúria' (Foto: Divulgação)Marcelo Rubens Paixa (à esquerda) e Clemente, autores do livro 'Meninos em fúria' (Foto: Divulgação)
"Eu tinha só 22 anos. Os dois últimos, anos de pânico. Eu aguentava? Eu tinha que aguentar! Era a vida. Era a porra da minha vida, o que tinha restado de mim. Se você tem menos de vinte anos, tem fúria no corpo todo. Se tem mais, tem que fazer alguma coisa para se livrar dela. Uma dica: lutar. Que se conjuca da mesma maneira que 'criar'.

Nos anos 1960, a juventude combateu com pedras, coquetéis molotov, pichações, negou-se a se enquadrar no padrão do adulto-pai, anunciou que era proibido proibir. Parte dela pegou em armas. Nos anos 1980, outra juventude viu que a luta armada que acabou no terrorismo não dava em nada. O futuro não tinha solução. O desecanto virou cultura. O rock, uma arma. Desprezávamos a fama e o consumo. Hoje soa esquisito. Acredite, existiu uma época em que criticávamos a fama, o culto à personalidade, o consumo excessivo que, para nós, trazia à tona as mazelas e as injustiças sociais do capitalismo.

Quem tinha menos de vinte anos era contra o sistema.
É, teve um tempo em que a gente zoava da banda de rock que tinha o próprio avião com logo na porta, do artista que vendia sua música para propaganda de banco, refrigerante, jeans, protetor solar, cerveja. E se o cara ousasse aparecer com cara de otário num comercial de TV, vendendo um produto de uma empresa americana, passávamos uma borracha na sua reputação. Desprezo. Sua obra ia para o lixo dos traidores. A alta cultura não se misturava com a ralé publicitária. O rock 'n' roll é rebelião, não consumo!
Teve um tempo em que fabricávamos a própria roupa porque éramos contra a sociedade do desperdício. A banda The Clash fez um disco triplo e exigiu que custasse o preço de um disco unitário, porque queria que a classe operária o escutasse. O disco homenageava um movimento guerillheiro da América Central, o sandinista. Teve um tempo em que as ideias presentes nas músicas eram mais importantes do que a harmonia, a mensagem era mais importante do que o solo virtuoso do guitarrista. Eram palavras cantadas com poucas notas, que propunham um novo mundo, uma nova perspectiva, uma revolução.
E ninguém gritava 'Sai do chão!' ou fazia questão que o público 'saísse do chão', nem 'Mãos pra cima!'. Se quisessem sair do chão, sem não quisessem, era com eles. A massa é o indivíduo. Cada um recebe a mensagem como quer. Éramos contra a massificação. O verdadeiro rock não apenas um ritmo, uma dança: entretenimento. Poir isso ele é único. O rock verdadeiro é uma militância. O rock é movimento.
Existiu um ano em que o rock explodiu no Brasil.
Existiu um ano em que tudo mudou no Brasil.
Em 28 de agosto de 1982, no palco do Salão Beta da PUC, universidade católica da Zona Oeste de São Paulo, no palco que ficava dois metros acima da plateia sem cadeiras, de piso de madeira que reverberava quando todos pulavam, como um terremoto com efeito surround, nesse palco entrou primeiro a bateria, tum-tá-tum-tá, depois o baixo deu aquele solo batucado de quatro notas, marca da época, então a guitarra solou. Era uma performance da qual ninguém tirava os olhos e que ressucitava todos os mortos dos cemitérios da área metropolitana. Uns trezentos punks e não punks começavam a dançar. Eu me encaixava na categoria não punk. A banda aumentava o ritmo. E o refrão:
— Pânico...

E nós respondemos:
— ... Em esse pê!

A banda:
— Pâ-ni-co...

E nós respondemos:
— .. E m esse pê!

A banda:
— Pan-ki...

Todos juntos:
— ... Em esse pê!

Eu tinha só 22 anos de pânico. Eu tinha que aguentar! Era a porra da minha vida, o que tinha restado de mim. Eu precisava juntar uns pedaços. Meses sem sair de uma cada de hospital: lesão medular incompleta. Meses arrebentado numa clínica de reabilitação física, sem saber para onde ir, o que seria de mim, quem seria eu, como seria meu corpo. Meses já numa cadeira de rodas. Que estresse! Pânico em mim!

As sirenes tocaram, as rádios avisaram que era pra correr. As pessoas assustadas mal informadas se puseram a fugir sem saber do quê...

Sem saber do quê, por quê. Lutar, lutar, lutar. Com vinho barato. Com pinga de garrafão. Com uísque barato, o mais barato do mercado. Não tínhamos dinheiro. Era uísque nacional batizado ou cachaça de garrafão ou vinho de garrafão ou vodca pura que colocávamos goela abaixo. Em copos de plástico. Era a bebida que podíamos comprar. O gelo era a única coisa de origem conhecida naquele coquetel: uma torneira qualquer.

Tudo misturado com a dose certa de um pó vagabundo, errado, batizado, umedecido pelo contato do seu invólucro com a pele, mocozado na cueca, no saco, na meia, num sutiã, numa calcinha – quando rolava, porque pó ainda era caro. Se não rolava, tinha benzina à venda em qualquer farmácia. Onde se vendia Artane, ou cloridrato de triexifenidila, um remédio para Parkinson. Ou éter. Ou o velho baseado de maconha velha com fungos vindo do Paraguai ou de Pernambuco, misturado com estrume. Década terrível. Fugir. Drogas nojentas!

O jornal, a rádio, a televisão, todos os meios de comunicação. Neles estava estampado o rosto de medo da população. Pânico em SP, pânico em SP, pa-ni-cô em esse pê."

Imagem presente no livro 'Meninos em fúria', sobre o surgimento do punk no Brasil, especialmente em São Paulo; em destaque, Clemente, da banda Inocentes, coautor da obra com Marcelo Rubens Paiva (Foto: Divulgação)Imagem presente no livro 'Meninos em fúria', sobre o surgimento do punk no Brasil, especialmente em São Paulo; em destaque, Clemente, da banda Inocentes, coautor da obra com Marcelo Rubens Paiva (Foto: Divulgação)
A banda punk Inocentes em imagem de 1986 reproduzida no livro 'Meninos em fúria'; ao centro, Clemente, que assina a obra com Marcelo Rubens Paiva (Foto: Divulgação)A banda punk Inocentes em imagem de 1986 reproduzida no livro 'Meninos em fúria'; ao centro, Clemente, que assina a obra com Marcelo Rubens Paiva (Foto: Divulgação)

Vencedores do 'Profissionais do Ano' de 2016 são anunciados

Foram anunciados na noite desta quinta-feira (27) os vencedores nas categorias nacionais do 38º Prêmio Profissionais do Ano, que premiou os melhores anúncios veiculados na Globo entre abril de 2015 e março de 2016.
Para a edição de 2016, a premiação conta com uma nova categoria, Campanha Integrada, destinada a trabalhos que incluem desdobramentos em outras plataformas, como sites e espaços dentro da Globo.com, além da televisão.
Veja os finalistas nas quatro categorias nacionais e os vencedores em negrito:

Campanha Integrada
"Adivinho", para Alpargatas, da ALMAPBBDO
"Herói", para Itaú Unibanco, da DPZ&T
"Seda Mix & Match", para Unilever, da J. Walter Thompson

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Vencedores da categoria "Campanha Integrada" recebem seu prêmio  (Venceu a campanha da seda / Unilever) (Foto: Karina Trevizan/G1)Vencedores da categoria 'Campanha Integrada' recebem seu prêmio (Foto: Karina Trevizan/G1)
Institucional:
"Doe seu talento", para Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, da J. Walter Thompson
"Fifi", para Conar, da ALMAPBBDO
"Tabagismo", para Governo do Paraná - Secretaria da Saúde, da Opusmúltipla

Vencedores da categoria "Institucional" recebem seu prêmio (Venceu a campanha da santa casa de porto alegre) (Foto: Karina Trevizan/G1)Vencedores da categoria 'Institucional' recebem seu prêmio (Foto: Karina Trevizan/G1)


Campanha Nacional
"Bradesco Seguros Olimpíadas", para Bradesco Seguros, da ALMAPBBDO
"Casa, obra e loja", para Tigre, da Talent Marcel
"Lá nas novelas, lá nos games, lá na caverna, lá no futuro, lá nos zumbis", para Ipiranga, da Talent Marcel

Vencedores da categoria "Campanha Nacional" recebem o prêmio (Foto: Karina Trevizan/G1)Vencedores da categoria 'Campanha Nacional' recebem seu prêmio (Foto: Karina Trevizan/G1)
Mercado Nacional
"Apoio Moral", para Banco Santander Brasil, da Talent Marcel
"Bigodon", para Ambev/Skol, da F/Nazca Saatchi & Saatchi
"Desejos", para Volkswagen do Brasil, da ALMAPBBDO
"Despertar", para C&A Brasil, da ALMAPBBDO
"Helicóptero", para O Boticário, da ALMAPBBDO
"Linda ex", para O Boticário, da ALMAPBBDO
Novo milênio", para Itaú Unibanco, da Africa
"Revoluções", para Honda Automóveis do Brasil, da F/Nazca Saatchi & Saatchi

Vencedores da categoria "Mercado Nacional" recebem o prêmio.  Ganhou a campanha "helicóptero", do boticário (Foto: Karina Trevizan/G1)Vencedores da categoria 'Mercado Nacional' recebem seu prêmio (Foto: Karina Trevizan/G1)
Vencedores regionais
Na cerimônia desta quarta, estiveram presentes também os representantes das campanhas vencedoras das categorias regionais, que já haviam sido anunciadas, para receber o prêmio.

Veja abaixo os ganhadores em cada uma delas:
Vencedores Sudeste Interior
- Campanha
"Para Você", para lojas CEM (Salto-SP), da Publicem
- Mercado
"Vazio", para Cia Athletica (Campinas-SP), da Portal Publicidade

Vencedores Sul
Campanha
"Só não dá pra economizar", para Zaffari (Porto Alegre), da Matriz
- Mercado
"Lembranças", para Zaffari, da Matriz

Vencedores Leste-Oeste
- Campanha
"Supere-se", para Detran-GO (Goiânia), da AMP Propaganda
- Mercado
"A última gota", para Unipam (Patos de Minas), da Agência Ilustra

Vencedores Norte-Nordeste
- Campanha
"Salve o português", para Colégio Master (Fortaleza), da Delantero
- Mercado
"Central do corpo", para Academia Central do Corpo, da Delantero

Vencedores Sudeste Capitais
- Campanha
"Mamma Cepêra", para Cepêra (São Paulo), da Crispin Porter & Bogusky Brasil
- Mercado
"Corrida", para Vivo (São Paulo), da Africa

G1

Novo livro de Harry Potter já é o mais vendido de todos os tempos em pré-venda na Fnac

harry-portter“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”, versão nacional do livro que conta a história do bruxo 19 anos após o fim da série literária, já vendeu em pré-venda nas lojas Fnac cinco vezes mais do que a edição em inglês. O diretor de Produtos Editoriais da Fnac Brasil, Adão Paz, afirma que depois do recorde obtido com o lançamento da edição em inglês, “a edição em português do novo livro da série Harry Potteré o maior resultado em pré-venda de todos os tempos” na empresa.
Novo livro traz o roteiro da peça de teatro de mesmo nome, que estreou no dia 30 de julho, na Inglaterra, 19 anos depois lançamento do primeiro livro da série: Harry Potter e a Pedra Filosofal.
Em Fortaleza, a franquia também continua viva. O Cineteatro São Luiz realiza, em novembro, a 2ª Maratona Harry Potter, nos próximos dias 12 e 13. A primeira edição do evento teve os ingressos esgotados em tempo recorde: apenas 7 minutos. O São Luiz Fortaleza tem 1.050 lugares.
O Povo

Cantora Ana Carolina lança livro em dezembro

ana-carolina-reporter-entre-linhasA cantora e compositora Ana Carolina lança, em dezembro, o livro ‘Ruído Branco’. Obra reúne poesias, pinturas, fotos e memórias da artista. O primeiro livro da cantora será publicado pela Editora Planeta.
Na última semana, a artista publicou vídeos em seu canal no YouTube em que pessoas nas ruas respondem à seguinte pergunta: “o que é ruído branco?”. A ação contou ainda com áudios vazados no WhatsApp com trechos de um poema.
Escrita nos últimos dois anos, publicação traz letras de músicas ainda inéditas. Obra ainda não ganhou data de lançamento.
Veja a série de vídeos publicados pela cantora:
O Povo

Especialista alerta para risco de epidemia de chikungunya em 2017

Empenho da população é fundamental para evitar novos casos de dengue, zika e chikungunya

Kelen Galvan
Da redação

O calor e as chuvas que já começam nesta época do ano exigem cuidados redobrados para evitar a multiplicação do mosquito Aedes Aegypti, principal transmissor da dengue, zika e chikungunya. Isso porque as condições facilitam a reprodutividade do mosquito.
Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Maria Cristina Ferreira Lemos / Foto: Prefeitura do Rio
Maria Cristina Ferreira Lemos, Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro / Foto: Prefeitura do Rio
Embora as campanhas de conscientização aconteçam durante todo o ano, elas se intensificam nesta época, pois acabar com novos focos do mosquito é fator fundamental para eliminar novos surtos ou epidemias destas doenças.
“Como todas as espécies, os mosquitos vão se adaptando. E hoje já tem descrito e identificado por pesquisadores que os mosquitos podem se reproduzir, colocar seus ovos, até mesmo numa tampinha de garrafa, se ali tiver água”, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Maria Cristina Ferreira Lemos.
A responsável explica que a população precisa cuidar do seu entorno, no ambiente onde vive, e que o ideal é que as pessoas olhem pelo menos uma vez por semana a área externa de suas residências e cuidem se tiverem plantas dentro da água. 
“Quem mora em uma área maior, numa casa, num sítio ou em um lugar que tenha quintal, é preciso olhar pelo menos uma vez por semana o que está exposto à chuva, garrafas viradas pra cima, vasos de plantas que não esteja utilizando e não tenha furo para escoar a água, para identificar locais que podem reter a água onde o mosquito fêmea possa pousar e por seus ovos.  Incluindo reservatório de água para animais, que também já está descrito que está muito frequente encontrar focos de mosquito”.
Ciclo da transmissão das doenças pelo mosquito Aedes Aegypti / Foto: MDS
Ciclo da transmissão das doenças pelo mosquito Aedes Aegypti / Foto: MDS
Ciclo da transmissão das doenças pelo mosquito Aedes Aegypti / Foto: MDS

Zika

Em dados divulgados pelo Ministério da Saúde em maio deste ano, a região centro-oeste teve a maior taxa de incidência de casos de Zika, com 113,4 casos por 100 mil habitantes, e o estado do Rio de Janeiro teve maior número de prováveis casos da doença, com 25.930 notificações.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde do Rio, esse número é apenas uma parcela das pessoas que provavelmente foram infectadas pela zika.
“Temos um número de pessoas que manifestaram os sintomas, mas na literatura está descrito que 70 a 80% das pessoas podem adoecer sem apresentar nenhum sintoma. E os cientistas e pesquisadores estão estudando isso para estimar quanto da população já pode ter ficado doente, até mesmo para sabermos se ainda tem muita gente suscetível, que possa adoecer numa nova onda”, explica.
Ela destaca ainda que a zika é uma doença nova, há muito o que se conhecer sobre ela, e que as pessoas precisam procurar o sistema de saúde para notificar a ocorrência. “A partir disso, é feito o monitoramento semanal desses casos, para saber identificar exatamente o momento em que a doença volta a crescer ou se ela está se estabilizando”, orienta.
prevencao-da-dengue-cartilha-ministeriodasaude
prevencao-da-dengue-cartilha-ministeriodasaudeAções simples para combater a proliferação do mosquito da dengue / Arte: Ministério da Saúde
Cristina Lemos explica que o comportamento das doenças é acompanhado ao longo do tempo. Com isso, observou-se que a dengue já passou por vários períodos com grande número de casos e a Zika foi muito frequente no ano passado, com um número muito expressivo, contudo desde maio as notificações da doença diminuíram.
Para ela, esse fator indica que pode haver uma diminuição nos casos de Zika em 2017. Entretanto, há risco de uma epidemia de Chikungunya, por ser um vírus novo.

Chikungunya

Em agosto deste ano, o subsecretário de Vigilância Epidemiológica em Saúde do Rio fez um alerta de possível epidemia de chikungunya no verão de 2017. Para Cristina Lemos, há indícios de que isso possa sim acontecer no país.
“O risco existe realmente, pelo comportamento da doença, ao longo do tempo, e pelo que já foi descrito na literatura internacional, é possível que pelas condições (poucas pessoas já tiveram a doença e ser um vírus recém-chegado aqui no país) isso possa acontecer. Não há como garantir que vá acontecer, mas há referências e indícios que pode acontecer essa epidemia”, alerta.
Cristina explica que epidemia é um número muito elevado de casos, do esperado para a época, e para que ela aconteça são necessários vários fatores, como ter pessoas que nunca ficaram doentes e ter o vírus circulando.
Por isso, o cuidado com a proliferação do mosquito transmissor é necessário durante todo o ano, não apenas nesta época do calor.



“O mosquito existe e se reproduz o ano todo. E se reproduz nas mesmas condições (…) Por isso a gente insiste nas campanhas de conscientização da população, que precisa ser o ano inteiro”.

Autor cearense, Robert Viegas, lança livro para explicar a economia brasileira

No livro, A Pobreza das Nações, o autor Robert Viegas analisa o Brasil e expõe  as causas que  levaram o país a categoria de nação subdesenvolvida e de terceiro mundo

Foto: Divulgação / Assessoria

Por Márcia Rios

“Acredito firmemente que nenhuma pessoa, grupo social, instituição, corporação, empresa ou país de qualquer continente é pobre por acaso. A pobreza de qualquer país tem como base uma série de regras e atitudes erradas que foram realizadas ao longo da sua história”, fala o autor Robert Viegas em seu mais novo lançamento, o livro: A Pobreza das Nações.

No livro, ele analisa o Brasil mostrando as causas que o levaram a ser um país pobre que recebeu os títulos de terceiro mundo e subdesenvolvido. A Agência da Boa Notícia conversou com o autor, professor e inventor autodidata Robert Viegas. Acompanhe na entrevista.

(Agência da Boa Notícia) Qual a importância da física para o mundo e o que ela representa para a sociedade?
Robert Viegas - A física é a base de todo o conhecimento científico existente na sociedade humana. Suas teorias são as das ciências exatas, principalmente as engenharias. Desde a invenção da roda, que se vê a importância da física para a humanidade. Como o homem faria veículos de guerra ou de uso civil? as construções de prédios, automóveis, navios e naves espaciais sem a física? Como calcular a menor velocidade que uma nave espacial deve ter para ir ao espaço sem os cálculos físicos? Aparelhos elétricos e eletrônicos poderiam serem feitos sem os semi condutores tipo diodos e transistores? A física é a ciência básica e geradora de tudo isto. Por isso sua importância é fabulosa para o progresso da humanidade.

(ABN) Qual a relação que há (ou não há) entre a física e a economia/política?
Principalmente a partir da revolução industrial, surgida com os grandes progressos da física, todo o modo de vida do homem se modificou, tornando-o um urbano. A revolução industrial modificou, ampliou e melhorou sensivelmente a economia das nações, principalmente as nações ricas. Já a política atual está diretamente ligada à economia e também ao desenvolvimento da física, principalmente nos países ricos, para melhorar todo o processo industrial daqueles países.

(ABN) Sobre o livro “ A Pobreza das Nações” , como surgiu o interesse de escrever sobre economia?
Durante anos debato sobre a relação entre a economia e a evolução das ciências nas sociedades desenvolvidas. Passei então a me questionar: Como a sociedade humana e principalmente os impérios,os reinados e as nações burguesas seriam as mais ricas e poderosas do mundo sem uma economia forte baseada em uma grandiosa evolução da física e das outras ciências? Então, resolvi escrever o livro A Pobreza das Nações, tendo o título oposto ao livro de Adam Smith escrito pouco antes da Revolução Industrial: A Riqueza das Nações.

(ABN) Quanto tempo levou do início a finalização do livro?
Como não escrevi apenas este livro, foram dois outros também no mesmo período, devo ter levado cerca de 2 anos para escrevê-lo.

(ABN) O título faz uma alusão à obra “A Riqueza das Nações” de Adam Smith. Qual a intenção do contraste de títulos?
Mostrar as nações pobres do mundo que é essencial e necessário que elas mudem já, adaptando-se as novas tecnologias a nível mundial. Principalmente os países como o Brasil, o México e a Argentina, que possuem ampla capacidade de mudança. Essas nações devem buscar a modernização melhorando a educação, as pesquisas e criando indústrias de bens de consumo e tecnologias de ponta.

Serviço
Lançamento do Livro A Pobreza das Nações – por Robert Viegas
Dia: 29/10/2016  às 18h
(Av. Washington Soares, 909 - Loja 77 - Salinas Casa Shopping)

Com informações da Assessoria do Comunicação

Boa Notícia

27 de outubro de 2016

AÇÕES DE INCLUSÃO SOCIAL SÃO DESTAQUE NA ESTAÇÃO DA ACESSIBILIDADE

thumbnail_lv-05605-luisventura2015-mA 62º Feira do Livro de Porto Alegre dará continuidade, em 2016, à Estação da Acessibilidade, que ficará localizada no Espaço Cultural dos Correios, no térreo do Memorial do RS (Rua Sete de Setembro, 1.020). Na Estação, serão oferecidos, entre outros serviços, empréstimo de cadeiras de rodas, venda de audiolivros, visitas guiadas para cegos e surdocegos, tradução em Libras, programação da Feira em braile e auxílio para a aquisição de livros nas barracas dos livreiros.
Segundo Sônia Zanchetta, da Comissão Executiva da Feira, a Estação da Acessibilidade “é um espaço compartilhado por entidades e empresas que integram o Comitê de Voluntários pela Acessibilidade da Feira, que orienta a comissão organizadora do evento, desde a etapa de elaboração do projeto arquitetônico e da programação”. O objetivo, complementa, é a eliminação de barreiras físicas e de comunicação que dificultam a acessibilidade.
Uma dessas empresas parceiras é a Desenvolver Consultoria em Inclusão de Pessoas com Deficiência, Colóquios de Inclusão, que ocorrem em sua maioria na Sala de Vídeo do Memorial do RS. Conforme a gestora da Desenvolver, Márcia Cristina Figueiras Gonçalves, todos são bem-vindos. “A cada ano somos surpreendidos positivamente com um maior número de interessados”, comemora.
Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Liza Cenci, a Estação da Acessibilidade tem papel decisivo porque representa e inclui a pessoa com deficiência no espaço público. “Este público precisa estar nas ruas afirmando-se positivamente”, enfatiza Liza.
O agendamento de visitas guiadas para cegos ou surdocegos deve ser feito pelo e-mail: visitaguiada@desenvolver-rs.com.br.
A programação completa da Estação da Acessibilidade pode ser acessada aqui.
Livia Meimes