31 de dezembro de 2016

AMLEF agora possui aplicativo; saiba como baixar

Que tal fazer com que nosso site fique mais visto? Para isso, no intuito de facilitar aos usuários o acesso às notícias, artigos, mídias e demais publicações, além do site, agora contamos com aplicativo AMLEF. Saiba como baixar:

1) Acesse este link no navegador do seu celular:

http://app.vc/amlef


 2) Com o aplicativo aberto em seu navegador, aparecerá uma mensagem pop-up pedindo pra clicar nos três pontinhos;


3)  Feito isso, aparecerá uma guia, daí você clica em adicionar à tela inicial;


4) Pronto, seu celular automaticamente cria o ícone do App.

Entrega da premiação do Concurso Literário promovido pela AMLEF, junto à EEFM JOSÉ RAMOS TORRES DE MELO

Hoje, foi a entrega da premiação do Concurso Literário promovido pela Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - AMLEF, por meio do Projeto Jovem Escritor Acadêmico, junto à EEFM JOSÉ RAMOS TORRES DE MELO. Na cerimônia de entrega, estiveram presentes Dra. Grecianny, Seridião, Frei Hermínio, Regis Frota, Michelly Barros, da AMLEF, além do vice-diretor da escola Sergio Domingues, além da importante participação de professores e alunos para prestigiarem a premiação.





























30 de dezembro de 2016

O mistério da manjedoura

Padre Geovane Saraiva*
Pe. Geovane Saraiva
O clima alegre e esperançoso do Natal do Senhor favorece-nos a um bom mergulho no projeto de Deus. Para que essa esperança não seja passageira, somos convidados a contemplar o contexto misterioso da manjedoura, numa atitude de oração, louvor, agradecimento e súplica. Na missa da noite de Natal de 2016, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco falou de uma noite de glória, alegria e luz, e recordou as crianças que “jazem nas miseráveis manjedouras de dignidade”. Disse que no Menino Deus “faz-se concreto o amor de Deus por nós”. Na simplicidade e fragilidade de um recém-nascido está Deus, e não na “sala nobre de um palácio”[1].

A contemplação do mistério do amor de Deus, visivelmente expresso na manjedoura, com toda sua forte simbologia, é claro que indica mudança interior. A reflexão do Santo Padre leva em conta as angústias e as dores, nas quais o mundo está envolvido, asseverando: “É um Menino que nos interpela e que nos chama a deixar as ilusões do efêmero para ir ao essencial, a renunciar às nossas insaciáveis pretensões”[2]. Francisco falou das manjedouras de dignidade, referindo-se às crianças refugiadas, migrantes, as que não nascem, as que não são saciadas e as que não têm brinquedos, mas armas.

O Sumo Pontífice alimenta no íntimo do coração o sonho de Deus-Pai: o do esforço por um mundo solidário, capaz de eliminar a indiferença, vendo-a como um dos males de nossos dias. Deixou claro o paradoxo do Natal como mistério de esperança e tristeza, falando do sabor da tristeza quando José e Maria encontram portas fechadas na hospedaria e tiveram que colocar Jesus numa manjedoura. O Natal tem sabor da esperança no mistério: “Deus, nosso enamorado, atrai-nos com a sua ternura, nascendo pobre e frágil no meio de nós”[3].

A palavra do Bispo de Roma é um forte grito e consequente clamor, querendo acordar a humanidade: “Jesus nasce rejeitado por alguns e na indiferença da maioria. E a mesma indiferença pode reinar também hoje, quando o Natal se torna uma festa onde os protagonistas somos nós, em vez de ser Ele; quando as luzes do comércio põem na sombra a luz de Deus; quando nos afanamos com as prendas e ficamos insensíveis a quem está marginalizado”[4].

Não nos cansemos de agradecer ao bom Deus, na busca permanente de dignidade de filhos, pelo coração terno, afável e generoso do Santo Padre, ele que encarnou, infatigavelmente, o projeto de Deus: o dos seres humanos renovados, livres e resgatados, cheios de esperança, numa incessante e indissolúvel conjugação de esforços, esperança essa que tem sua origem no mistério da manjedoura: da terra se confundir com o céu e o céu se confundir com a terra. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com



[1]  Homilia do Papa Francisco, Missa do Galo, Natal de 2016
[2]  Ibid
[3]  Ibid
[4]  Ibid

A AMLEF deseja a todos Um Feliz Ano Novo!!!

A AMLEF deseja um ano 2017 para quebrar barreiras, lutar pelo que se acredita, concretizar. 
Feliz Ano Novo!

Homens de Neandertal eram canibais, confirma novo estudo

Os homens de Neandertal que viviam nas cavernas de Goyet, no que hoje é território belga, não comiam apenas cavalos e renas para se alimentar, mas também carne humana, indica um novo estudo internacional.
Isso fica demonstrado pelos corpos despedaçados ou pelos ossos fraturados para que a medula fosse retirada encontrados na região.
"É irrefutável, o canibalismo era praticado aqui", explica o arqueólogo belga Christian Casseyas enquanto percorre a chamada terceira caverna de Goyet, situada em um pequeno vale perto das Ardenas belgas (sul).
Estátua mostra como seria exemplar de neandertal, em museu na Croácia (Foto: Frumm John/Hemis.Fr)
Estátua mostra como seria exemplar de neandertal, em museu na Croácia (Foto: Frumm John/Hemis.Fr)
Estátua mostra como seria exemplar de neandertal, em museu na Croácia (Foto: Frumm John/Hemis.Fr)
Os restos datam de cerca de 40 mil anos atrás, quando a presença na terra dos neandertais estava chegando ao fim. Faltava pouco para que dessem lugar ao homem de Cro-Magnon, nosso ancestral direto, com o qual haviam coabitado.
Durante anos, os homens de Neandertal, com um cérebro um pouco maior que o do homem moderno, foram considerados seres selvagens, apesar de cuidarem dos corpos dos mortos, como demonstram algumas sepulturas da época.
Agora sabemos que eles também comiam seus pares. Já haviam sido detectados alguns casos de canibalismo em populações de neandertais estabelecidas na Espanha (El Sidrón e Zafarraya) e na França (Moula-Guercy e Les Pradelles), mas nunca antes em um país do norte da Europa.
As cavernas de Goyet, ocupadas desde o Paleolítico, são galerias de calcário de cerca de 250 metros de comprimento, esculpidas naturalmente pelo Samson, um pequeno riacho que atualmente está localizado a poucos metros das cavernas.
O lugar começou a revelar seus segredos em meados do século XIX graças a um dos precursores da paleontologia, Edouard Dupont (1841-1911).
Dupont, geólogo e diretor do Museu Real de História Natural da Bélgica, escavou cuidadosamente várias cavernas, incluindo a de Goyet, em 1867, onde encontrou vários ossos e ferramentas.
Em uma época na qual Darwin acabava de formular sua teoria da evolução, Dupont publicou os resultados de suas pesquisas no livro "L`homme Pendant Les Ages de La Pierre".

Comida e ferramentas

Por mais de um século, as descobertas de Dupont foram esquecidas no museu, atualmente convertido em Instituto de Ciências Naturais de Bruxelas.
Até que em 2004 Patrick Semal, diretor da seção de antropologia do Instituto, encontrou entre os ossos achados por Dupont um fragmento de mandíbula de um neandertal.
Os cientistas começaram, então, um longo trabalho para reexaminar todos estes ossos, incluindo os que Dupont considerou na época que pertenciam a animais.
A equipe internacional liderada pela antropóloga francesa Hélène Rougier, da California State University Northridge (EUA), conseguiu demonstrar que em Goyet o homem de Neandertal era antropófago.
Vários ossos humanos que pertenceram a seis indivíduos (um recém-nascido, uma criança e quatro adultos ou adolescentes) têm sinais de que foram cortados "para serem desarticulados e para que a carne fosse retirada", explica Christian Casseyas.
"Da mesma forma que quebravam os ossos de renas e cavalos que encontramos na entrada da caverna, eles quebraram ossos humanos para extrair a medula", acrescenta o arqueólogo, que acompanha os turistas que visitam Goyet.
Hélène Rougier confirmou à AFP que "alguns neandertais morreram e foram comidos aqui", a primeira constatação deste fenômeno no norte da Europa.
Seu estudo sobre a caverna belga foi publicado em julho pela Scientific Reports, uma publicação do grupo Nature. "Alguns dos ossos também serviram como ferramentas", explicou Rougier.
No entanto, as razões deste canibalismo e até que ponto ele estava disseminado continuam sendo um mistério.
"Talvez fosse apenas para alimentação, mas também poderia ser simbólico. As hipóteses estão abertas", diz Rougier.

Bibliotecas municipais cearenses passarão a contar com setor braille

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) está entregando kits de implementação e modernização de setor braille em bibliotecas de diversos municípios cearenses.

Foto: Divulgação / Internet
A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) está entregando kits de implementação e modernização de setor braille em bibliotecas de diversos municípios cearenses. A ação de acessibilidade cultural foi possibilitada com recursos federais, fruto de convênio entre a União e o Governo do Estado, para o projeto "Modernização e Implementação do Setor Braille nas Bibliotecas Municipais do Ceará". Ao todo, são R$ 2 milhões em recursos do Ministério da Cultura e R$ 500 mil da Secult.
 
Entre os municípios que já receberam parte dos equipamentos estão Pindoretama, Acaraú, Ibiapina, Deputado Irapuan Pinheiro, Brejo Santo e Quixelô, além de Fortaleza, onde a Biblioteca Dolor Barreira também foi contemplada. Ao todo, serão 52 cidades beneficiadas, com um total de 53 bibliotecas recebendo os kits, compostos por cadeiras, mesas redondas, computadores, estabilizadores, armários, mesas para computadores, gelágua e lixeiras.
 
O projeto contempla informatização de acervo, compra de equipamentos e capacitações para os servidores das bibliotecas, destaca Aparecida de Lavor, gerente do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Ceará (SEBP/CE) e integrante da equipe da Biblioteca Publica do Estado, mantida pela Secult.

"Após a entrega dos primeiros equipamentos, as bibliotecas receberão o material específico para montagem e modernização do setor braille", detalha Aparecida. "Em janeiro a entrega de equipamentos continuará, no restante dos municípios, já após a posse dos novos gestores".

Serviço:
Modernização do setor de braille nas bibliotecas do Ceará

Com informações da Assessoria de Comunicação


Boa Notícia

Desejos de crianças são realizados

Em meio a centenas de cartas a Papai Noel, os gêmeos David Lucas Abreu e Davy pediram uma cadeira de rodas para a tia, Isys Abreu, 10 ( FOTO: FABIANE DE PAULA )
O espírito natalino que permeia o mês de dezembro aguça a imaginação da criançada e é marcado também pelo envolvimento com a fantasia do bom velhinho. Brinquedos, eletrônicos e outros presentes são campeões entre as cartinhas ao Papai Noel. Mas há também aqueles desejos que surpreendem, pela simplicidade e, principalmente, pelo espírito de fraternidade, que se intensifica nesta época do ano.
Alguns desses desejos foram atendidos pelo concurso de cartinhas do Natal na Praça, realizado pelo Sistema Verdes Mares, durante as sextas-feiras de dezembro, na Praça da Imprensa Chanceler Edson Queiroz, em Fortaleza. O concurso premiou com presentes os oito textos mais criativos baseados no tema: "por que eu mereço ganhar um presente do Papai Noel". Seriam três cartas selecionadas, mas foram tantas histórias emocionantes, nas mais de mil cartinhas entregues no Natal na Praça e na portaria dos veículos de comunicação do Sistema Verdes Mares, que houve um incremento no número de pedidos contemplados.
Em meio a centenas de cartinhas para o Papai Noel, o pedido dos irmãos gêmeos David Lucas Abreu e Davy Levigstone Abreu, 7, mostrou belo exemplo de amizade. Os pequenos, que moram no bairro Parque Soledade, em Caucaia, pediram como presente de Natal uma cadeira de rodas para a tia, Isys Abreu, 10, - que tem um atraso neuropsicomotor. A cartinha foi uma das escolhidas, e o presente foi entregue pessoalmente na última sexta-feira do evento, dia 23.
Incentivo
A avó dos meninos, Maria das Graças Abreu, foi a maior incentivadora. Ela viu a propaganda sobre o concurso na TV e sugeriu que eles escrevessem a cartinha. "Sentei com eles numa manhã e bolamos a carta para tentar ganhar o concurso. Tudo foi feito com muito amor, improviso e bastante imaginação. Somos de uma família humilde e, infelizmente, não tínhamos condição de comprar uma cadeira de rodas para minha filha. A antiga estava bastante velha, mas mesmo assim, doamos para outras pessoas, que com certeza estavam precisando", revela.
Um dos programas preferidos dos gêmeos é brincar com a tia Isys. "Eles ajudam, cantam, dançam, contam história. Isso ajuda no tratamento e deixa o ambiente mais saudável. O presente vai ajudá-la a ir à escola, para terapia e também brincar junto com outras crianças. Fazemos tudo com muito amor, o que ajuda a enfrentar todas as dificuldades do dia a dia", acrescenta a mãe.
David Lucas conta que nenhum deles tinha certeza de que a carta iria ser escolhida, mas a esperança era grande. "Meu irmão ajudou a escrever e ficamos muito felizes de ganharmos. Não acreditamos quando recebemos a ligação. Até nossos amigos do colégio ficaram torcendo para que desse certo. Amamos muito nossa tia e ela merece tudo que há de melhor", conta o pequeno, que assim como o irmão, ganhou um carro de controle remoto, na véspera do Natal.
Lara Dantas, 8, também teve sua cartinha escolhida no concurso. A menina não pediu nada para ela, e sim, para seus avós. O desejo dela era um par de alianças para seus avós, que tiveram suas jóias roubadas neste ano. O casal completou 54 anos de casado em novembro. O pedido foi atendido, e a pequena ainda ganhou uma boneca.
Outro desejo realizado pelo concurso de cartinhas do Natal na Praça foi o da menina Yvina de Oliveira, 9, que dorme todos os dias de rede. O sonho dela era ter uma cama para dormir. A pequena também teve o pedido atendido e desde o Natal já dorme em sua cama nova.
FIQUE POR DENTRO
Praça reuniu famílias em festas natalinas
O Natal Alegria na Praça fez a festa de adultos e crianças nas sextas-feiras do mês de dezembro, na Praça da Imprensa Chanceler Edson Queiroz, que recebeu uma programação recheada com atrações musicais, como o Coral da Universidade de Fortaleza (Unifor), Coral de Luz, entre outras.
Durante as festas, também foram realizadas contação de história, teatro de fantoche e apresentações inspiradas no Natal. A iluminação especial do logradouro deixou o clima da festa ainda mais inspirador. O evento, em seu primeiro ano, recebeu mais de 2 mil pessoas de acordo com a organização.
Diário do Nordeste

Esta é a oração do Papa Francisco à Sagrada Família

 (ACI).- Em sua exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, o Papa Francisco faz referências à Sagrada Família de Nazaré como exemplo para as famílias de hoje e termina este documento com uma oração especial dedicada à Jesus, Maria e José.
Em seu parágrafo 66, ao citar as palavras de Paulo VI na Alocução em Nazaré em 5 de janeiro de 1964, Francisco recorda que “a aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história”.
“Sobre este fundamento – continua –, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo. ‘Aqui se aprende (…) uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social’”.
A seguir, confira a oração do Papa Francisco à Sagrada Família:
Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Amém.

Lei garante vagas para pessoas com deficiência na educação técnica e superior

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil
O presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.409, que inclui pessoas com deficiência entre os beneficiários de reserva de vagas nas universidades federais e nas escolas federais de ensino médio técnico. A cota para estudantes vindos de escolas públicas já previa a destinação de vagas para pessoas de baixa renda, negros, pardos e indígenas.
O texto sancionado está publicado na edição de hoje (19) do Diário Oficial da União e altera a Lei 12.711, de 2012, que é a Lei de Cotas de Ingresso nas Universidades.
A Lei de Cotas estabelece como primeiro critério que no mínimo 50% das vagas para ingresso em curso de graduação, por curso e turno, sejam reservadas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. No caso do ensino técnico de nível médio, a reserva é para alunos que cursaram integralmente o ensino fundamental na rede pública.
Como segundo critério, as cotas se destinam a pessoas de baixa renda, negros, pardos e indígenas. Pelo texto sancionado por Temer, os estudantes com deficiência agora entram nessa subcota. A distribuição é feita de acordo com as vagas ofertadas e a proporção desses grupos na população da unidade da Federação onde fica a instituição.
Anteriormente, a regulamentação já permitia que as universidades federais instituíssem reservas de vagas para pessoas com deficiência, mas isso era opcional.
Conforme estabelecido na Lei de Cotas, no prazo de dez anos, será feita a revisão do programa especial para o acesso às instituições de educação superior de estudantes pretos, pardos e indígenas e de pessoas com deficiência, bem como daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

29 de dezembro de 2016

Governo cubano autoriza internet em residências de Havana

Resultado de imagem para Governo cubano autoriza internet em residências de Havana
G1
O governo cubano autorizou o acesso à internet em residências. Cerca de 2 mil casas em Havana Velha já estão tendo o serviço instalado pela companhia estatal Etecsa por um período de testes de dois meses.
Além disso, foi anunciada também uma redução de 25% no valor pago pelo acesso por wi-fi em “hot spots”, único meio pelo qual os cubanos conseguiam se conectar.
Faz apenas um ano que os cubanos têm acesso à internet, mas conexões residenciais eram até então restritas a poucos profissionais, como médicos, jornalistas e acadêmicos, e muito caras. Para os demais cidadãos, a única opção era comprar um cartão com login e senha e usufruir do sinal em locais pré-determinados.
As 2 mil residências incluídas nos testes foram selecionadas por sua disponibilidade técnica, segundo a Etecsa, o que significa principalmente ter uma linha fixa de telefone. Os usuários precisam assinar um contrato para receberem o equipamento necessário.
Após os dois meses de testes, eles receberão propostas para novos contratos, caso queiram manter seu acesso residencial.

Por G1

'Está mantendo a chama dele acesa', diz filho de Ariano Suassuna sobre novo livro do escritor

Um dos maiores poetas e dramaturgos do Brasil, o escritor Ariano Suassuna, falecido em 2014, deixou um tesouro de manuscritos inéditos, guardados em um quarto transformado em escritório, que até hoje é mantido da mesma forma pela família. O mais novo romance escrito por Ariano, ‘Dom Pantero no palco dos pescadores’, levou 33 anos para ser escrito e reescrito, e deve ser lançado em 2017, dividido em dois volumes. [Veja vídeo acima]
Nas pilhas de papéis e dezenas de pastas, há muito a ser revelado do universo que aproxima as culturas erudita e popular, criado pelo paraibano que, ainda criança, mudou-se para Pernambuco. Para a família, garimpar e trazer à luz um material tão extenso é como fazer uma viagem afetiva, como diz o filho de Ariano, o artista plástico Manuel Suassuna.
“É uma forma de levar adiante e de escapar também. Apesar do papai ter uma vida plena como artista, como pai, como avô, eu não esperava a ida dele e isso está me aproximando dele mais ainda. Isso está mantendo a chama dele acesa”, disse Manuel.
Filho de Ariano Suassuna fala sobre último livro escrito pelo pai (Foto: Reprodução/TV Globo)
Filho de Ariano Suassuna fala sobre último livro escrito pelo pai (Foto: Reprodução/TV Globo)
Filho de Ariano Suassuna fala sobre último livro escrito pelo pai (Foto: Reprodução/TV Globo)
Ariano Suassuna fazia questão de escrever todos os dias. Para ele, era uma necessidade. Disciplinado e perfeccionista, Ariano escrevia sempre à mão. Depois, ele datilografava e fazia correções nos textos com caneta vermelha, exercício repetido incansavelmente.
A cobrança para concluir o romance de mais de três décadas encontrava reforço dentro da própria família. “Eu dizia a ele ‘Oh, rapaz, eu acho que este livro não existe não. Se não existir a gente vai ter que mudar do Recife um dia. Tá todo mundo esperando’. E brincava também dizendo ‘acho que se não prestar, a gente vai ter que se mudar também’”, disse Manuel Suassuna.
Zélia Suassuna, companheira de Ariano, fala sobre os motivos que fizeram o escritor adiar o lançamento (Foto: Reprodução/TV Globo)
Zélia Suassuna, companheira de Ariano, fala sobre os motivos que fizeram o escritor adiar o lançamento (Foto: Reprodução/TV Globo)
Zélia Suassuna, companheira de Ariano, fala sobre os motivos que fizeram o escritor adiar o lançamento (Foto: Reprodução/TV Globo)
Zélia Suassuna, a companheira da vida toda de Ariano, conta que havia outro motivo para que o escritor adiasse o ponto final da obra. Ele dizia que, quando terminasse o romance, estaria pronto para partir.
“Ele disse que podia morrer. E eu disse ‘mas você não está se lembrando de mim, se morrer vai me deixar’. Ele disse ‘é diferente’”, recorda Zélia.
Sobre o livro, antes de morrer, Ariano explicou que já havia terminado muitas vezes, mas o perfeccionismo atrasou o lançamento. “Eu já conclui inúmeras vezes. Eu sou um obcecado, procuro dar no meu trabalho de escritor o máximo de mim. Posso até não escrever uma coisa boa, mas não é porque eu não posso. Eu não dou uma obra por acabada enquanto eu não sentir que dei o máximo que era possível naquele momento”, relatou, ainda vivo.
Todas as ilustrações do livro foram feitas pelo próprio Ariano (Foto: Reprodução/TV Globo)
Todas as ilustrações do livro foram feitas pelo próprio Ariano (Foto: Reprodução/TV Globo)
Todas as ilustrações do livro foram feitas pelo próprio Ariano (Foto: Reprodução/TV Globo)
No romance inédito, todas as ilustrações foram feitas pelo próprio Ariano. Textos e ilustrações interagem em cada página. Para o professor Carlos Newton, pesquisador da obra de Ariano, esse romance é uma obra final. “É um romance de conclusão de obra, um romance de cume. De fato, esse romance, para ser melhor compreendido, ele requer uma certa familiaridade com o universo de Ariano. A poesia de Ariano é uma poesia complexa e esse romance traz a poesia também lá dentro”, disse.

G1