29 de março de 2015

Dom Helder: Vaticano envia carta à Arquidiocese de Recife

domtotal.com

Afirmando ter recebido o pedido de abertura do processo de beatificação de dom Helder Camara.


Recife, PE, 28 mar (SIR) - Menos de um ano depois do pedido de abertura do processo de beatificação do ex-arcebispo de Olinda e Recife, dom Helder Camara, a Cúria Romana enviou carta à Arquidiocese de Olinda e Recife afirmando ter recebido a solicitação. Segundo correspondência expedida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal dom Angelo Amato S.D.B., ele aguarda o posicionamento de diferentes dicastérios (departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana) para poder emitir o seu parecer.

Caso o Nihil Obstat (Nada Consta) seja emitido pelo Vaticano, a Igreja Particular de Olinda e Recife terá autorização para iniciar o processo em nível diocesano. Com o aval do Vaticano, dom Helder poderá então ser nomeado Servo do Senhor. A etapa seguinte consiste em reconhecer suas “virtudes heróicas”. Para isso, uma comissão jurídica se reunirá para estudar os textos publicados em vida e analisar os testemunhos de pessoas que conheceram o Dom da Paz.
Em seguida, o relator do processo, nomeado pela Congregação para a Causa dos Santos, elabora um documento denominado “Positio”. Trata-se de um compêndio dos relatos e estudos realizados pela comissão. Assim que aprovado, o papa concede o título de Venerável Servo do Senhor.
O passo seguinte é o da beatificação. Ser beato, ou bem-aventurado, significa representar um modelo de vida para a comunidade e, além disso, que essa pessoa tem a capacidade de agir como intermediário entre os cristãos e Deus. Depois disso, ainda é preciso passar por mais uma fase: a canonização.
Para ser proclamado santo é imprescindível a comprovação de um milagre, que deve ocorrer após sua nomeação como beato.
Perfil
Dom Helder Camara nasceu em 7 de fevereiro de 1909, em Fortaleza, e  teve 12 irmãos. Após entrar muito jovem no Seminário da capital do Ceará, se tornou padre aos 22 anos.
O primeiro momento da vida religiosa de dom Helder foi marcado pela militância junto a instituições políticas conservadores, como a Ação Integralista Brasileira, entre 1932 e 1937. Mais tarde, o religioso considerou a participação como um erro da juventude. Já radicado no Rio de Janeiro desde 1936, passou a optar por um trabalho assistencialista, quando fundou departamentos da Igreja voltados para atender os mais necessitados.
Após longo período atuando na então capital do Brasil, dom Helder foi nomeado para o Maranhão. Com a morte do arcebispo de Olinda e Recife, é mandado para Pernambuco, onde desembarcou em 12 de abril de 1964, poucos dias após o golpe militar. Na capital pernambucana, o religioso desembarcou em meio a uma relação conturbada entre Governo do Estado e Igreja.
Dois dias após a posse, dom Helder lançaria, juntamente com outros 17 bispos nordestinos, um manifesto à Nação, pedindo liberdade das pessoas e da Igreja. O primeiro grande atrito, entretanto, ocorreu em agosto de 1969, quando o arcebispo foi acusado de demagogo e comunista, por ter criticado a situação de miséria dos agricultores do Nordeste.
A partir de então, dom Helder sofreu represálias, inclusive com sua casa metralhada, assessores presos e com a morte de Padre Antônio Henrique, que foi assassinado. Em 1970, quando dom Helder teve o nome lembrado para o Prêmio Nobel da Paz, o governo brasileiro promoveu uma campanha internacional para derrubar a indicação, já que ele denunciava a prática de tortura a presos políticos no Brasil. Também em 1970, os militares chegaram a proibir a imprensa de mencionar o nome do Arcebispo de Recife e Olinda.
Dom Helder comandou a Arquidiocese de Olinda e Recife até o dia 10 de abril de 1985, quando – por atingir a idade limite de 75 anos – foi substituído pelo arcebispo dom José Cardoso Sobrinho.  Ele morreu em sua casa, no Recife, em 27 de agosto de 1999, devido a uma insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia. Seus restos mortais estão sepultados na Igreja Catedral São Salvador do Mundo, em Olinda.
Pelo seu trabalho em defesa dos direitos humanos, dom Helder recebeu vários prêmios internacionais, como Martin Luther King, nos Estados Unidos, 1970, e o Prêmio Popular da Paz, na Noruega, 1974.  O religioso é autor de 22 livros, a maioria ensaios e reflexões sobre o terceiro mundo e a Igreja.
SIR

Religiosos partem para a missão na Amazônia

 


m400Religiosas e Religiosos chegam de várias partes no Brasil, na Diocese de Santarém-PA, para concretizarem a primeira missão da Vida Religiosa Jovem na Amazônia.
O projeto é uma iniciativa das Comissões Episcopais para a Amazônia, Missionária Nacional, CRB Nacional e Pontifícias Obras Missionárias.
De acordo com a Assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia, Irmã Irene Lopes, cmst, o objetivo é dar oportunidade às jovens e aos jovens religiosos de fazer uma experiência missionária em terras amazônicas em vista do conhecimento da espiritualidade, do modo de vida das comunidades nativas e dos desafios que se lhes impõe a conjuntura sócio-econômica do país.
“Nossa expectativa é que, ao passar por esta experiência, os jovens religiosos se apaixonem por esta causa e as congregações possam, a partir daí, continuar enviando missionários para esta realidade que tanto enriquece o país por sua biodiversidade, mas por ao outro lado, tão carente da presença da Igreja”, afirmou.
Em mensagem enviada aos jovens, a presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro destacou a importância deste serviço. “Sabemos que nossa resposta é mínima diante dos imensos desafios, mas é a nossa parte, na generosa resposta dos nossos jovens Consagrados, com o apoio de seus  co-irmãos e co-irmãs, das Comunidades e Coordenações Provinciais”.
O projeto
O projeto Missão da Vida Religiosa Jovem na Amazônia nasce nos encontros da Pastoral da Juventude, realizados em Brasília, em 2013 e da proposta do Papa Francisco feita aos jovens por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, quando incentivou os jovens a saírem em missão. Os próprios jovens demonstraram  unanimemente o desejo de fazer uma missão na Amazônia, como gesto concreto.
De 31 de novembro a 15 de dezembro jovens de todas expressões juvenis realizaram a missão em comunidades ribeirinhas e indígenas da Amazônia, nas dioceses de Borba, Parintins, Coari e Boa Vista-AM. De 25 de março a 05 de abril, os religiosos jovens de diversas Congregações atuarão na diocese de Óbidos e Prelazia de Itaituba-PA.
Antes de partirem em missão, os missionários/as participarão de um curso preparatório, que acontece durante todo o dia, desta sexta, 27. Assessoram a formação a psicóloga e religiosa missionária de Santa Teresinha, Irmã Antonieta Vieira da Silva, mst, o  bispo da Prelazia de  Itaituba, dom Vilmar Santin e o teólogo padre Luis Pinto.
Participam desta ação missionária pela CRB Nacional as Irmãs Vanézia Pereira da Silva, mst e Irmã Rosa Maria Martins Siva, mscs; pela Comissão Episcopal da Amazônia, Irmã Irene Lopes, cmst e pela Comissão Missionária Nacional (COMINA), Irmã Dirce Gomes, icp. As Irmãs Vanézia e Irene acompanham os missionários na missão em Itaituba. Irmã Dirce e Irmã Rosa, na diocese de Óbidos. Para chegarem aos destinos os religiosos enfrentarão cerca de 7 horas de viagem aquática.
Por Irmã Rosinha Martins, assessora de comunicação da CRB Nacional

Agência Ecclesia
  


(Lusa)
(Lusa)

Francisco inicia celebrações da Semana Santa com reflexão sobre a humildade

Cidade do Vaticano, 29 mar 2015 (Ecclesia) – O Papa iniciou hoje no Vaticano as celebrações de Semana Santa, neste Domingo de Ramos, com uma reflexão em que recordou os cristãos perseguidos e alertou para o “mundanismo” que afasta a Igreja da “humildade” de Jesus.
“Há outro caminho, contrário ao caminho de Cristo: o mundanismo. O mundanismo oferece-nos o caminho da vaidade, do orgulho, do sucesso... É o outro caminho”, precisou, na homilia da Missa a que presidiu, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.
Francisco elogiou, a este respeito, o exemplo de fé dado por “tantos homens e mulheres que em cada dia, no silêncio e escondidos, renunciam a si mesmos para servir os outros: um familiar doente, um idoso sozinho, uma pessoa deficiente, um sem-abrigo”.
“Pensamos também na humilhação das pessoas que, pela sua conduta fiel ao Evangelho, são discriminadas e pagam na própria pele. E pensamos ainda nos nossos irmãos e irmãs perseguidos porque são cristãos, os mártires de hoje: não renegam Jesus e suportam, com dignidade, insultos e ultrajes”, prosseguiu.
A intervenção apresentou a humildade como o “estilo de Deus e do cristão”.
“Nesta semana, a Semana Santa, que nos leva à Páscoa, caminharemos por esta estrada da humilhação de Jesus. E só assim será «santa» também para nós”, afirmou.
A celebração começou no centro da praça, junto ao obelisco, onde o Papa abençoou as palmas e ramos de oliveira, seguindo depois em procissão para o altar.
Francisco evocou vários dos momentos que são celebrados ao longo da Semana Santa, a “estrada da humilhação de Jesus”, que sofreu “o desprezo dos chefes do seu povo e as suas intrigas”, a “traição de Judas”, a prisão “como um malfeitor” e o abandono dos discípulos.
Cristo, “conduzido perante o Sinédrio, condenado à morte, flagelado e ultrajado”, passou ainda pela negação de Pedro e os “gritos da multidão”, que prefere libertar Barrabás.
“Este é o caminho de Deus, o caminho da humildade. É a estrada de Jesus; não há outra. E não existe humildade sem humilhação”, sublinhou o Papa.
Francisco sustentou que a humildade também quer dizer “serviço, significa dar espaço a Deus despojando-se de si mesmo, «esvaziando-se»”.
“Este esvaziamento é a maior humilhação”, declarou.
O Papa, membros da Cúria Romana e outros concelebrantes receberam palmas artisticamente traçadas em Sanremo, norte da Itália, que as oferece desde finais do século XVI.
Antes de subir ao papamóvel, para deixar a Praça de São Pedro, Francisco cumprimentou pessoalmente cada um dos cardeais presentes.
OC

Não existe outro caminho senão o de Jesus - Papa na homilia do Domingo de Ramos

Rádio Vaticana


O sol brilhava esta manhã sobre a Praça de São Pedro, repleta de fieis de várias partes da Itália e do mundo que assistiram à festiva celebração do Domingo de Ramos, que é também Dia Mundial da Juventude a nível das Dioceses. Daí a presença de um grande números de jovens na celebração, às quais, o Papa dirigiu uma saudação particular no final da Missa.
A cerimónia iniciou com a procissão e a bênção dos ramos, a celebração litúrgica, em que foi narrada o percurso da Semana Santa que nos conduz à Páscoa…
Na sua homilia, o Papa Francisco sublinhou que no centro de celebração festiva deste domingo está a palavra ouvida precedentemente no hino da Carta aos Filipenses: “A humiliação de si mesmo, a humiliação de Jesus”.
Uma humiliação que revela – disse o Papa – o estilo de Deus e que deve ser também o estilo do cristão: a humildade. Um estilo que nunca acaba de nos surpreender, pois nunca nos habituamos à ideia de um Deus humilde.
“Deus se humilha para caminhar com o seu povo, para suportar as suas infidelidades” . O Senhor ouve pacientemente os murmúrio, as lamentações contra Moisés, que no fundo eram contra Ele, contra o Pai que os tinha tirado da condição de escravatura e os conduzia através do deserto para a terra da liberdade.
“Nesta Semana Santa, que nos leva à Páscoa, iremos por este caminho da humiliação de Jesus. E só assim será “Santa” também para nós”
O Papa frisou que indo por esse caminho viveremos todos os momentos que caracterizam o percurso de Jesus durante a Semana Santa até à sua morte na cruz.
“Este é o caminho de Deus”, o caminho da humildade. É o caminho de Jesus, não há outro. E não existe humildade sem humiliação.
Percorrendo todo esse caminho, Deus fez-se servo – sublinhou o Papa recordando que humildade significa também serviço, significa esvaziar-se de nós mesmos para deixarmos espaço a Deus na nossa pessoa. Este esvaziar-se como diz a Sagrada Escritura – recordou o Papa Bergoglio – é a maior humiliação.
Mas há um caminho contrário ao de Cristo – fez notar o Papa: o da mundanidade que nos leva pelas vias da vaidade, do orgulho, da procura do sucesso… O maligno propôs esta via também a Jesus, durante os quarenta dias no deserto. “Mas  Jesus recusou-a sem hesitação. E com Ele, somente com a sua graça, a sua ajuda, também nós podemos vencer esta tentação da vaidade, da mundanidade, não só nas grande ocasiões, mas nas circunstâncias ordinárias da vida.”
O Papa não deixou de evocar os exemplos de humildade, silêncio de tantos homens e mulheres que sem procurar dar nas vistas procuram servir os outros: parentes doentes, anciãos sós, inválidos, sem-abrigo…
Convidou também a elevar o pensamento a quantos pela sua fidelidade ao Evangelho são discriminados, pagando com própria vida, como os cristãos perseguidos, os mártires do nosso tempo. “São tantos! Não renegam Jesus  e suportam com dignidade insultos e ultrajes. Seguem-No pelo seu caminho. Podemos falar de uma “nuvem de testemunhas.”
O Papa terminou a sua homilia, convidando todos a embocarem nesta Semana Santa, este caminho “com tanto amor por Ele, o nosso Senhor e Salvador. Será o amor a guiar-nos e a dar-nos força. E, onde Ele estiver, estaremos também nós. Amém.”
Durante a Missa rezou-se em várias línguas para diversas intenções de modo particular para os jovens. Eis a oração e língua da Indonésia
“A paixão de Jesus, vivida em obediência à vontade do Pai, torne os seus corações puros, indivisos e generosos”
E foi precisamente aos jovens que no final da celebração, depois de saudar a todos, o Papa dirigiu uma palavra especial:
 “Caros jovens exorto-vos a continuar o vosso caminho seja nas dioceses, seja na peregrinação através dos continentes, que vos levará no próximo ano a Cracóvia, pátria de São João Paulo II, iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude. O tema daquele grande encontro “Beatos os misericordiosos, pois que encontrarão misericórdia” entoa-se muito bem com o Sano Santo da Misericórdia. Deixai-vos encher pela ternura do Pai para depois a difundir à vossa volta!”.
Seguiu-se a oração mariana do Angelus que o Papa convidou a dirigir a Nossa Senhor a fim de que nos ajude  a ser fiéis a Cristo nesta Semana Santa, Ela que estava presente quando Jesus entrou triunfante em Jerusalém, mas que como Ele estava pronta ao sacrifício.  
O Papa confiou a Nossa Senhora as vítimas do desastre aéreo da companhia alemã, recordando de modo particular o grupos de jovens estudantes que nele perdeu a vida.
E concluiu desejando a todos “uma Semana Santa em contemplação do Mistério de Jesus Cristo”. 
(from Vatican Radio)

Redução de filhos é maior entre mais pobres

domtotal.com

Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01 filhos por família.

A hipótese mais provável é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos.
Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.

Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.

“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.

Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.

A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.

Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.

“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu.
Agência Brasil

Montanhista do CE volta ao Everest após tragédia que matou 16 pessoas

Rosier Alexandre presenciou avalanche que matou colegas de expedição.

Cearense viaja para o Nepal para escalar a montanha mais alta do mundo.

Gabriela AlvesDo G1 CE

Rosier Alxandre volta ao Nepal para escalada no Monte Everest (Foto: Rosier Alexandre/Arquivo Pessoal)Rosier Alxandre volta ao Nepal para escalada no Monte Everest (Foto: Rosier Alexandre/Arquivo Pessoal)
A poucos dias de embarcar para o Nepal, onde tentará novamente escalar o Monte Everest, a sala de estar da casa do montanhista Rosier Alexandre, em Fortaleza, parecia ser um acampamento. Os mais de 200 itens de equipamentos individuais, entre roupas, botas, piquetas e bastões, estavam espalhados prontos para serem colocados nas duas malas que devem seguir Rosier até o campo base dos montanhistas. Aos 46 anos, Rosier Alexandre deixa Fortaleza na noite desta segunda-feira (30) para retornar à maior montanha do mundo depois de presenciar a avalanche que vitimou 16 pessoas em abril de 2014.
“Em nenhum segundo, eu pensei em desistir. Naquele momento, diante daquela tragédia que tivemos que desistir da expedição, já marquei uma data que eu voltaria no ano seguinte”, diz Rosier.  Nos próximos 50 dias, o cearense se mudará para montanha mais uma vez. Em abril, deve iniciar a caminhada até o campo base, a 5.350 metros de altitude. O cronograma, muito parecido com o do ano passado, se divide em várias etapas, entre aclimatação, subidas e descidas, até chegar ao cume do Monte Everest, a 8.848 metros de altitude. “Sendo bem otimista, se as condições climáticas permitirem, no dia 20 de maio, a gente chega ao cume.”
Em vídeo exclusivo do G1, o montanhista fala sobre a escalada e mostra o que vai levar na bagagem para o Everest; assista.
A chegada ao topo do Monte Everest é a sétima e última etapa do projeto Sete Cumes, em que o montanhista escala as montanhas mais altas de cada continente, onde a Antártida entra na lista e a América se divide em América do Norte e América do Sul. Rosier já chegou ao topo de seis: Aconcágua (6.962m), Kilimanjaro (5881m), El Brus (5.642m), Vinson (4.892m), McKinley (6.198m) e Carstensz (4.884m).
“As pessoas têm muita resistência a ter sonhos grandes. Achavam que eu era um louco. Hoje, o projeto Sete Cumes está 90% realizado. Só falta uma montanha. Nada melhor que terminar, com a cereja do bolo”.
Além de ser a mais alta do mundo, Rosier levou em conta a preparação técnica e financeira para deixar o Everest para encerrar o projeto. O ingresso para qualquer montanhista se candidatar a fazer uma expedição na montanha é 10 mil dólares. “Tivemos um ano bem difícil. Houve queda dos parceiros, uma queda no investimento. Trabalhei para valer, fiz uma reserva e estou indo”. Nesta expedição, o filho mais velho de Rosier, Davi, de 22 anos, vai acompanhar o pai pela primeira vez. “Ele está com os olhos brilhando. A gente vinha pensado há seis meses nessa possibilidade, mas decidimos mesmo faz 15 dias”. O pai Rosier diz não ficar preocupado porque o filho, recém-formado em Engenharia de Produção, só deve ir até o campo base. 
Resgate no Monte Everest (Foto: Rosier Alexandre/Arquivo Pessoal)Resgate no Monte Everest depois de avanlache em 2014 (Foto: Rosier Alexandre/Arquivo Pessoal)
Lembranças
Rosier ainda se emociona ao lembrar a tragédia do ano passado. “Não é a melhor coisa lembrar disso. É dificil ainda pensar. Você está na montanha e, de repente, pessoas cheias de sonho. Pra doer mais, três eram colegas da minha expedição. Isso foi muito doloroso”. No dia 15 de abril de 2014, um deslizamento de neve, a cerca de 6.200 metros de altitude, atingiu alpinistas, a maioria xerpas nepaleses (guias e auxiliares dos montanhistas), que se deslocavam de um acampamento base I para o II. O cearense estava no campo base I e chegou a fazer registros do resgate. Três xerpas que integravam a equipe de Rosier morreram com a avalanche.
Mesmo com a dor e as lembranças, o montanhista se diz mais preparado para realizar a escalada. “A vida continua, não é por isso que vou me vitimar e me lastimar a vida inteira. Eu tenho medo, inclusive de altura, mas quando eu estou escalando baixa uma entidade em mim. Vem a parte técnica, eu me preparo muito. Mas eu tenho medo, sim, tenho medo de morrer. O fato de haver mortes, faz a gente se preparar mais, fazer um planejamento melhor. Então, não tenha dúvida que isso ajuda bastante. Alguns pessimistas disseram que eu joguei fora a minha expedição. Eu acho que uma experiência e ganhei 10 meses para me preparar mais”, explica.
Na lista dos artigos obrigatórios da bagagem de Rosier, não podem faltar a bandeira do Brasil e do Ceará. Este ano, o montanhista também leva o chapéu de couro de vaqueiro, marca registrada do cearense, e uma bandeira com os nomes de todas as pessoas que o ajudaram para flamular na chegada ao topo do Everest. Os três xerpas que morreram avalanche também serão homenageados. “São nessas pessoas que eu encontro forças. É a forma que eu tenho de agradecer. Mostrar que todos são importantes e que foram para o Everest comigo, literalmente, até o cume”, diz.
Sherpas que morreram são os 2 do centro abaixo e o segundo da direita para esquerda. (Foto: Rosier Alexandre/Arquivo Pessoal)Sherpas que morreram são os 2 do centro abaixo e o segundo da direita para esquerda. (Foto: Rosier Alexandre/Arquivo Pessoal)
A equipe de Rosier Alexandre contará com oito montanhistas, quatro guias americanos, além dos xerpas, cerca de três para cada integrante. Depois da tragédia de 2014, que levou os xerpas a protestarem por melhores condições de trabalho e de vida, segundo o cearense, este ano, as expedições se comprometeram a pagar os seguros de vida de todos os xerpas.
“O governo arrecada 10 mil dólares por montanhista e não faz nada para quem mora próximo à montanha. Falta água, luz. Não há um memorial para xerpas mortos. Com o seguro, no caso de morte, de alguma tragédia, eles precisam ter a garantia que as famílias vão estar abrigadas. O pior de tudo, é que além de perder o marido, o parente, as famílias ainda sofrem com a fome”.
Toda a preparação de Rosier é no Ceará. “O frio não é o problema na montanha. O grande desafio é preparar os músculos que eu vou trabalhar na montanha. Mesmo que o montanhista more no pé da montanha, ele precisa passar pela aclimatação”. Em Fortaleza, Rosier é acompanhado por médicos, nutricionista e preparadores físicos. Na academia, ele treina pelo duas horas por dia. “Eu digo o que eu sinto quando estou escalado, quais os músculos eu sinto mais. Com isso, eles fazem uma preparação para a montanha. Às vezes, viajo para fazer cursos técnicos de escalada no gelo”
.

Francisco reza pelas vítimas de desastre áreo


Cidade do Vaticano (RV) – Na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, neste Domingo de Ramos, o Papa rezou pelos mortos em decorrência da queda de um avião nos Alpes franceses, na última semana.
“Confio à intercessão de Maria as vítimas do desastre aéreo de terça-feira passada, entre as quais havia também um grupo de estudantes alemães”, disse Francisco, exortando os fiéis presentes na Praça S. Pedro a aprenderem com Nossa Senhora a seguir o Senhor mesmo quando o seu caminho leva à cruz.
O copiloto Andreas Lubitz, de 28 anos, é apontado como responsável pela queda do avião da companhia Germanwings, que transportava 150 pessoas entre passageiros e tripulação. O voo 4U9525 fazia a rota Barcelona, na Espanha, a Düsseldorf, na Alemanha.
(BF)

LOOKS DO LOLLA GALERIA: óculos de sol, estampas florais... veja o estilo do Lolla de SP

GALERIA: óculos de sol, estampas florais... veja o estilo do Lolla de SP (Flavio Moraes/G1)

28 de março de 2015

SINGELA FLOR...

Lu Couto
Sou  bela...
Singela...
Posso não ser apreciada
Pelos olhares impiedosos!

Me acho linda...
O meu perfume é intenso
E não me sinto 
Extravagante!

Quando minhas pequenas pétalas
Se abrem....
Pareço um vestido 
de noiva!

Floresço o ano inteiro...
Embora muitos 
não vejam,
Estou sempre a sorrir...

Não tenho espinhos...
Sou incapaz 
de fazer alguém sofrer.
Nem quando agredida...
Sei me defender!

Às vezes
 arrancam minhas pétalas...
DO NADA... Por nada... 
Somente para me ver
 morrer.

Por alguns,
Sou admirada e amada.
Sou formosa...
Me usam  em festas PARA
Enfeitar!

Embriago as pessoas
Que me olham
com admiração...
Sou uma simples flor,
A enfeitar caminhos...


                                   *Jornalista, escritora, poetisa e colunista.

24 de março de 2015

Angelina Jolie faz cirurgia para retirar ovários por medo de câncer

Atriz escreveu sobre procedimento em artigo ao jornal 'New York Times'.

Há dois anos, ela realizou uma dupla mastectomia também preventiva.

Da France Presse

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Angelina Jolie divulga 'Invencível' em Londres nesta terça (25) (Foto: REUTERS/Paul Hackett)Angelina Jolie divulga 'Invencível' em Londres em dezembro de 2014 (Foto: REUTERS/Paul Hackett)
A atriz e cineasta norte-americana Angelina Jolie anunciou nesta terça-feira (23) que se submeteu a uma cirurgia preventiva para retirar os ovários e as trompas de Falópio, dois anos após uma dupla mastectomia também preventiva.
Em um artigo publicado no jornal "New York Times", a atriz, que perdeu a mãe, Marcheline Bertrand, a avó e uma tia para o câncer, explica os motivos da decisão. Angelina Jolie afirma que tem uma mutação no gene BRCA1 que representa um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e 50% de sofrer câncer de ovário.
"Eu estava planejando isso há algum tempo. É uma cirurgia menos complexa do que a mastectomia, mas seus efeitos são mais graves. Ela coloca a mulher na menopausa forçada. Então, eu estava me preparando fisicamente e emocionalmente, discutindo as opções com os médicos, pesquisando medicina alternativa, e mapeando os meus hormônios para substituição de estrogênio ou progesterona. Mas eu senti que ainda tinha meses para marcar a data", conta Jolie.
É uma cirurgia menos complexa do que a mastectomia, mas os efeitos são mais graves. Ela coloca a mulher na menopausa forçada"
Angelina Jolie, atriz e cineasta
Ela explica que há duas semanas recebeu uma ligação do médico com os resultados de um exame de sangue. O doutor disse que o nível no sangue de uma proteína chamada CA-125, monitorada para detectar o risco de câncer de ovário, era normal.
No entanto, "havia uma série de marcadores inflamatórios que eram altos" e que poderiam apontar um câncer incipiente. "O câncer de ovário da minha mãe foi diagnosticado quando ela tinha 49 anos. Eu tenho 39."
Diante do risco, a atriz se submeteu na semana passada a uma "salpingo-ooforectomia bilateral laparoscópica", uma operação preventiva na qual são retirados os ovários e as trompas de Falópio. "Optei por manter meu útero porque o câncer nessa localização não é parte do meu histórico familiar."
"Havia um pequeno tumor benigno em um ovário, mas não havia indícios de câncer em nenhum dos tecidos", explica Angelina Jolie, casada com o ator Brad Pitt e embaixadora da boa vontade da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Sei que meus filhos nunca terão que dizer: 'Mamãe morreu de câncer de ovário'"
Angelina Jolie
"Eu passei pelo que eu imagino que milhares de outras mulheres sentiram. Eu disse a mim mesma para ficar calma, ser forte, e que não havia nenhuma razão para pensar que eu não viveria para ver meus filhos crescerem e para conhecer os meus netos", relata.
"Liguei para o meu marido na França, que estava em um avião há horas. A coisa bonita sobre esses momentos na vida é que há tanta clareza. Você sabe para o que você vive e o que importa. É polarizador, e é pacífico."
Angelina continua o artigo ao contar que se tratou com a mesma médica que cuidou de sua mãe. Ela começou a chorar quando viu Jolie e disse que a atriz estava muito parecida com a mãe. "Sorrimos uma para a outra e concordamos que estávamos lá para lidar com qualquer problema."
"Sei que meus filhos nunca terão que dizer: 'Mamãe morreu de câncer de ovário'", completa no artigo a atriz de Hollywood, que tem seis filhos, três biológicos e três adotados. "Agora estou na menopausa. Não serei capaz de ter mais filhos, e espero algumas mudanças físicas. Mas eu me sinto à vontade com o que virá, não porque eu sou forte, mas porque esta é uma parte da vida. Não é nada a ser temido."
"Não é fácil tomar estas decisões. Mas é possível assumir o controle e enfrentar de frente qualquer problema de saúde. Você pode buscar aconselhamento, estudar as opções e tomar as decisões que são apropriadas para você. Conhecimento é poder", concluiu a atriz.
Angelina Jolie ao lado de sua mãe, Marcheline Bertrand, durante a pré-estreia do filme 'Pecado original', em julho de 2001, em Hollywood (Foto: REUTERS/Fred Prouser/Files)Angelina Jolie ao lado de sua mãe, Marcheline Bertrand, durante a pré-estreia do filme 'Pecado original', em julho de 2001, em Hollywood (Foto: REUTERS/Fred Prouser/Files)