30 de novembro de 2016

Comissão mista aprova MP do Ensino Médio

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil
Resultado de imagem para mp do ensino medioA comissão mista criada no Senado para discutir a medida provisória que reestrutura o ensino médio aprovou, hoje (30), o parecer do relator, Pedro Chaves (PSC-MS). O relatório inclui artes e educação física entre as disciplinas obrigatórias para o ensino médio e prevê que os estudantes poderão escolher a área na qual vão se aprofundar já no início do curso.
Após a votação, na Comissão Mista da Medida Provisória 746, o texto ainda deve passar pelos plenários da Câmara e do Senado até março do próximo ano. O relatório de Pedro Chaves foi apresentado ontem (29) e houve pedido de vista coletiva, o que adiou a votação do texto.
O relatório também estabeleceu uma meta intermediária de ampliação da carga horária para pelo menos mil horas anuais no prazo máximo de cinco anos para todas as escolas do ensino médio.
O texto amplia de 50% para 60% a composição do curriculum do ensino médio preenchido pela Base Nacional Comum. Os 40% restantes serão destinados aos itinerários formativos que o estudante poderá escolher: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.
A MP prevê ainda que o governo federal amplie de quatro para dez anos o prazo de repasse de recursos federais aos estados para apoiar a ampliação da carga horária.
Apresentada pelo presidente Michel Temer em setembro, a MP do ensino médio flexibiliza os currículos e amplia progressivamente a jornada escolar. 

Livro retrata vida de ambientalista cearense


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Joaquim de Castro Feitosa idealizou e instituiu a Fundação Bernardo Feitosa, mantenedora do Museu Regional dos Inhamuns ( Foto: Divulgação )
A história do ambientalista Joaquim de Castro Feitosa chega, hoje, ao município de Tauá, sua cidade natal. O livro "Um tributo a Joaquim de Castro Feitosa: 100 anos" será apresentado na Praça Regional do Museu dos Inhamuns, às 19h. Lançado pela Fundação Bernardo Feitosa, a publicação é da Imprensa Universitária, da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Organizado por sua filha, a geóloga Fátima Feitosa e Maria Salete Vale Farias, secretária da fundação, o livro reúne lembranças carinhosas de pessoas que conviveram com ele e, ao seu lado, lutaram pela defesa do meio ambiente.
Também compila artigos escritos pelo homenageado e publicados nos jornais do Estado do Ceará. Entre os temas abordados, a maioria se tratava de denúncias em relação ao meio ambiente, como "Agropecuária fantástica, o algodão rouba o sangue da terra", "Ações que aceleram o desequilíbrio dos Inhamuns" e "Fome - Desertificação - Fome".
História
Ambientalista de primeira hora, Joaquim de Castro Feitoza realizou pesquisas, cursos e produziu diversas publicações técnicas e científicas sobre o clima do sertão, seca, juazeiro - pragas e manejo, caracterização do solo do sertão, construção de açudes, criação de cabras, entre outras.
Em 1974, fundou a Sociedade Cearense de Defesa da Cultura e do Meio Ambiente (Socema). Ainda idealizou e instituiu a Fundação Bernardo Feitosa, mantenedora do Museu Regional dos Inhamuns.
Diário do Nordeste

Lei eleva rodeio e vaquejada à condição de patrimônio cultural do Brasil

por Estadão Conteúdo
Vaquejada
De acordo com o texto, consideram-se patrimônio cultural imaterial do Brasil o rodeio, a vaquejada e expressões decorrentes das atividades ( Foto: Divulgação )
O presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.364/2016, que eleva o rodeio e a vaquejada - e suas respectivas expressões artístico-culturais - à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial. 
De acordo com o texto, consideram-se patrimônio cultural imaterial do Brasil o rodeio, a vaquejada e expressões decorrentes, como: "montarias; provas de laço; apartação; bulldog; provas de rédeas; provas dos Três Tambores, Team Penning e Work Penning; paleteadas; e outras provas típicas, tais como Queima do Alho e concurso do berrante, bem como apresentações folclóricas e de músicas de raiz". A nova lei está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 30.

Mulher de Domingos Montagner se emociona ao receber prêmio do marido

Giselle de Almeida e Marcela Ribeiro
Do UOL, no Rio
  • Wallace Barbosa e Marcello Sá Barretto / AgNews
    29.nov.2016 - Luciana, mulher de Domingos Montagner, recebe prêmio do marido, que venceu na categoria Melhor Ator
    29.nov.2016 - Luciana, mulher de Domingos Montagner, recebe prêmio do marido, que venceu na categoria Melhor Ator
Em um dia marcado por grande tristeza pela tragédia com o acidente de avião com a equipe da Chapecoense, que chocou todo o país, muitos artistas lamentaram o ocorrido no Prêmio Extra de Televisão, nesta terça-feira (29) no Rio de Janeiro. "Velho Chico" foi a campeã em prêmios e levou cinco deles. E foi quando Domingos Montagner venceu na categoria Melhor Ator que a emoção falou mais alto. Luciana, a viúva do ator, esteve no local e não conteve as lágrimas ao subir no palco.
"Peço desculpas pela fala trêmula, mas é muito emocionante estar aqui o representando. É muito talento, criatividade, dedicação, empenho, trabalho, muitos anos de batalha. Domingos não foi só um grande ator, mas um pai dedicado, amoroso, um grande companheiro. Este reconhecimento não é só pela desenvoltura, dedicação, mas pela pessoa dele. Está tudo muito recente ainda, mas fiz questão de vir aqui como uma forma de homenageá-lo para agradecer todo esse amor. Tenho certeza que ele está muito orgulhoso deste prêmio, por tudo o que ele conseguiu conquistar na carreira. Vou encerrar com uma frase que ele sempre dizia no teatro, no circo: 'O espetáculo não para, tem sequência'", disse ela, sendo aplaudida de pé.
Lucy Alves, Lee Taylor, Selma Egrei e Irandhir Santos também garantiram prêmios pela atuação em "Velho Chico" e dedicaram seus troféus a Domingos Montagner e Umberto Magnani.

Famosos comparecem ao Prêmio Extra de Televisão, no Rio13 fotos

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29.nov.2016 - Joana Fomm, Arlete Salles e Glória Pires comparecem ao Prêmio Extra de Televisão
Imagem: Fábio Moreno, Wallace Barbosa e Marcello Sá Barretto / AgNews
"Parece que essa novela me deu uma lição de que a arte pode sim melhorar a vida da gente. Na arte, através de uma câmera subjetiva a gente pode contracenar com quem não estava lá.", disse Irandhir ao lembrar do recurso adotado pela direção para substituir Domingos nas últimas cenas da novela após sua morte.
Entre uma piada e outra de Tatá Werneck e Gabriel Godoy, os mestres de cerimônia do evento que trouxeram mais leveza à noite, Tatá foi escolhida para representar Ivete Sangalo e receber o troféu de melhor tema de novela ("Farol", de "Haja Coração"). Ela dedicou a vitória a Claudinha Leitte, provocando gargalhadas da plateia. E ainda pediu a seu pai, Alberto, para agradecer a Walcyr Carrasco por ter lhe dado oportunidade em sua primeira novela, "Amor à Vida".
O público aplaudiu e se emocionou mais uma vez com a homenagem feita a Glória Pires, que começou a carreira aos cinco anos de idade. No palco, a atriz dedicou o momento à memória do pai, Antônio Carlos Pires, à família e às babás.
Adriana Esteves comemorou ao ganhar o prêmio na categoria Melhor Atriz. "Este é um momento delicado, um dia difícil. A gente sabe que o espetáculo não pode parar, mas é por eles  [os colegas] que a gente tem que seguir. Quero dedicar esse prêmio às mulheres que foram privadas da convivência com seus filhos".
Bastante aplaudido, Márcio Garcia venceu como Melhor Apresentador por "Tamanho Família". Já "The Voice Kids" faturou o prêmio de Melhor Programa.
Joana Fomm, que subiu ao palco para entregar um dos prêmios, foi aplaudida de pé pelo público e pelos colegas. O momento 'fofura' da noite ficou com Gabriel Palhares, vencedor na categoria ator mirim por "Liberdade, Liberdade".
Encerrando a noite, a equipe de "Êta Mundo Bom" recebeu o prêmio de Melhor Novela, o terceiro troféu seguido de Walcyr Carrasco na premiação. "Acho que ela trouxe um sopro de otimismo para essas pessoas tão sofridas. O mundo pode ser bom, a vida pode ser boa", disse o autor.
Veja os vencedores:
Melhor novela: Êta Mundo Bom
Melhor Ator: Domingos Montagner (Velho Chico)
Melhor Atriz: Adriana Esteves (Justiça)
Melhor ator coadjuvante: Irandhir Santos (Velho Chico)
Melhor atriz coadjuvante : Selma Egrei (Velho Chico)
Revelação masculina: Lee Taylor (Velho Chico)
Revelação feminina: Lucy Alves (Velho Chico)
Ator/atriz mirim: Gabriel Palhares ( Liberdade, Liberdade)
Melhor Série: Justiça
Melhor Programa de Humor: Escolinha do Professor Raimundo
Melhor programa: The Voice Kids
Melhor Apresentador: Márcio Garcia (Tamanho Família)
Tema de novela: Farol - Ivete Sangalo (Haja Coração)

Leia mais em: http://zip.net/bjtxFx

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Brasileiros planejam realizar a 1ª missão espacial sul-americana até a Lua

grupo de brasileiros tenta viabilizar o envio da primeira sonda sul-americana até a Lua, colocando-a na órbita de nosso satélite natural -- não haverá pouso por lá, portanto. Seria a primeira vez que estudiosos do Brasil realizariam uma missão além da órbita terrestre, de acordo com os organizadores. A previsão, se tudo der certo, é que o nanossatélite (um pequeno satélite não tripulado) seja lançado até dezembro de 2020.
A missão foi batizada de “Garatéa-L”, que significa “Busca Vidas” em tupi-guarani, e conta, por meio de empresas britânicas, com a parceria da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial do Reino Unido (UK Space Agency). Esta deverá ser a primeira missão comercial de espaço profundo (além da órbita da Terra) dessas agências - chamada de Pathfinder. Dentro do foguete que será lançado - o indiano PSLV-C11 - cinco pequenos satélites serão enviadas à Lua, entre eles, o brasileiro.
O mesmo foguete indiano enviou com sucesso a missão Chandrayaan-1 para a lua, em 2008. De acordo com um dos organizadores do projeto do Brasil, Lucas Fonseca, engenheiro espacial, a missão deverá custar R$ 35 milhões e será uma Parceria Público-Privada (PPP). Os valores começaram a ser levantados com órgãos de fomento à pesquisa e outros patrocinadores.
“Essa missão vem sendo planejada desde 2013 e, cerca de um mês atrás, fomos aceitos numa iniciativa europeia para embarcar uma missão brasileira numa missão conjunta de vários países para ir até a Lua”, disse Fonseca, que já participou do envio, trabalhando com a ESA, da sonda Rosetta, que fez o primeiro pouso em um cometa, em 2014.
Foguete indiano que vai lançar a sonda, em 2020, o PSLV-C11, da Índia (Foto: ISRO)
Foguete indiano que vai lançar a sonda, em 2020, o PSLV-C11, da Índia (Foto: ISRO)
Foguete indiano que vai lançar a sonda, em 2020, o PSLV-C11, da Índia (Foto: ISRO)
"O Brasil tem satélites de baixa órbita e média órbita. Nunca foi além da órbita terrestre. Seria a primeira missão brasileira a investigar o espaço profundo", explicou Fonseca. 

A nave-mãe da Pathfinder também fornecerá o serviço de comunicação para os cientistas na Terra, com coleta de dados por pelo menos 6 meses. A missão brasileira levará diversas colônias de organismos vivos e moléculas de interesse biológico, que serão expostos à radiação cósmica. O experimento quer investigar os efeitos do espaço nas diferentes formas de vida. Amostras de células humanas também serão embarcadas.
“A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar - e eventualmente sobreviver - a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar”, disse Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), em Campinas, um dos coordenadores do projeto.
Órbita oval da nave-mãe inglesa, que lavará a Garatéa-L até sua própria órbita lunar  (Foto: Garatéa)
Órbita oval da nave-mãe inglesa, que lavará a Garatéa-L até sua própria órbita lunar  (Foto: Garatéa)
Órbita oval da nave-mãe inglesa, que lavará a Garatéa-L até sua própria órbita lunar (Foto: Garatéa)
Galante trabalha em conjunto com Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo, e conta, além das instituições acima, com a contribuição e participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), do Instituto Mauá de Tecnologia e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Além de possibilitar o estudo com organismos vivos e moléculas, a Garatéa-L será colocada em uma órbita que permitirá a coleta de imagens da bacia de Aitken, cratera localizada do lado oculto da lua. Para a concretização da missão, em 2020, tudo precisa estar pronto em 2019, ano em que o homem completa 50 anos de sua primeira missão à lua.
A apresentação ao público da missão será nesta terça-feira (29), às 19h, na Escola de Engenharia da USP em São Carlos, interior de São Paulo.
G1

Teste de nova vacina experimental contra a aids renova esperança

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas
Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (AFP)
A África do Sul lançará na quarta-feira um ensaio clínico de envergadura inédita para testar uma vacina experimental contra a Aids, depois de 30 anos de esforços em vão.
Pela primeira vez desde a identificação do vírus, em 1983, os cientistas acreditam ter encontrado um estudo promissor.
Batizado HVTN 702, o estudo, que começará na quarta-feira, envolverá durante quatro anos mais de 5.400 voluntários, homens e mulheres sexualmente ativos de entre 18 e 35 anos, em 15 locais distribuídos por todo o território sul-africano.
Este ensaio clínico, um dos mais importantes já realizados, reaviva a esperança da comunidade científica.
"Se for utilizada ao mesmo tempo que os métodos de prevenção com eficácia comprovada que já estamos usando, uma vacina segura e eficaz poderia ser o golpe de misericórdia contra o HIV", afirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos Estados Unidos.
"Até mesmo uma vacina moderadamente eficaz reduziria de forma significativa o peso da doença em países e populações muito infectadas", acrescentou o responsável do NIAID, que participa do estudo.
A escolha da África do Sul para testar a vacina se deve a que este país tem um dos índices de prevalência de HIV mais altos do mundo (19,2% segundo a Unaids), com sete milhões de infectados.
No mundo, dois milhões e meio de pessoas por ano são infectadas pelo vírus, que causou mais de 30 milhões de mortos desde os anos 1980, segundo um estudo publicado na conferência internacional de Durban (leste da África do Sul) em julho.
A vacina "sul-africana", especialmente adaptada para as populações locais, é uma versão "reforçada" de uma vacina testada em 2009 na Tailândia em mais de 16.000 voluntários.
Esta permitiu reduzir em 31,2% os riscos de contágio, três anos e meio depois da primeira vacina.
"Ponto de inflexão"
A segurança da vacina "sul-africana" foi testada com sucesso durante 18 meses em 252 voluntários. O novo ensaio busca ratificar sua eficácia.
"Os resultados obtidos na Tailândia não são suficientes para seu lançamento (...). Estabelecemos um limite mínimo de eficácia em 50%", disse à AFP Lynn Morris, médico do Instituto Nacional de Doenças Contagiosas (NICD) da África do Sul.
"Temos a esperança de que a eficácia seja ainda maior", disse recentemente ante os deputados o vice-presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.
Mas apesar do otimismo que esta vacina suscita, os especialistas insistem na necessidade de não baixar a guarda frente à doença.
"Uma vacina eficaz seria um ponto de inflexão, mas estes ensaios durarão anos", insistiu Morris. "Temos que continuar utilizando os outros métodos de prevenção para reduzir os novos contágios", reiterou.
Os tratamentos antirretrovirais (ARV) continuam sendo de longe os mais eficazes contra a doença.
Segundo a Onuaids, metade das 36 milhões de pessoas infectadas pelo HIV em todo o mundo têm acesso aos ARV - o dobro do que há cinco anos.
Graças a estes tratamentos, que permitem controlar a evolução do vírus e aumentar a esperança de vida dos soropositivos, a expectativa de vida dos sul-africanos passou de 57,1 para 62,9 anos em média desde 2009, segundo as autoridades locais.
Os ensaios desta nova vacina são dirigidos pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH) dos Estados Unidos, o Conselho Sul-africano de Pesquisa Médica (SAMRC), a Fundação Bill e Melinda Gates, os laboratórios Sanofi Pasteur e GlaxoSmithKline, e a Rede de Ensaios de Vacinas contra o HIV (HVTN).

AFP

EMGE
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SIM São Paulo retorna com atrações para fãs e profissionais

A programação completa você encontra no site oficial do evento.A Semana Internacional de Música chega à sua nova edição ao encontrar um modelo para seguir. A SIM São Paulo, quatro anos depois, está em uma posição favorável. Estabeleceu-se como uma convenção de música capaz de atrair profissionais do mercado e interessados em mergulhar na indústria - com 42 painéis, 8 workshops e 27 shows cases gratuitos -, ao mesmo tempo que se aproxima do público consumidor de música, ao vivo ou nas telonas. 

Não é um acaso o carro-chefe, no universo popular, ser a presença de bons documentários sobre música na Mostra Audiovisual. Encontrar o grande público, principalmente com o caso do filme Oasis: Supersonic, é fundamental para estabelecer uma ligação entre a SIM e a massa. Curiosos e fãs da banda dos irmãos Gallagher certamente lotarão as duas sessões de entrada gratuita, às 15h e 17h do dia 10 de dezembro, no Centro Cultural São Paulo. Quem é mais interessado em pesquisa, ainda terá a chance de assistir a Xingu Cariri Caruaru Carioca, vencedor do festival In-Edit, gratuitamente, também no dia 10, no Centro Cultural, às 19h. One More Time With Feeling, de Nick Cave, é a única atração paga e no Caixa Belas Artes.

O fato é que a Mostra Audiovisual é apenas uma pequena parcela de uma convenção que se expande. Para público e profissionais que participam dos seminários, há mais de 50 shows espalhados pela cidade. Opções que passam desde a apresentação da francesa General Elektriks, que toca no 8 de dezembro, no Cine Joia, à abertura com nomes expoentes da música nacional, como Mahmundi e Liniker, com a participação da enfim consagrada Elza Soares, no Auditório Ibirapuera, dia 7. A programação completa você encontra no site oficial do evento.

Agência Estado

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Lúcia das Crônicas de Nárnia existiu na vida real: Conheça sua impactante história

Lúcia Pevensie, das Crônicas de Nárnia – Beata Lúcia Bricadelli / Foto: Captura YouTube - Wikipédia (Domínio Público)
(ACI).- A rainha Lúcia é um dos personagens mais importantes da saga de fantasia ‘As Crônicas de Nárnia”, escrita por C.S. Lewis. Ela foi a primeira dos quatro irmãos Pevensie a descobrir o mundo de Nárnia, onde viveu aventuras incríveis. O que poucos sabem é que ela existiu na vida real: foi uma beata italiana que recebeu os estigmas.
A personagem é inspirada na mística Lúcia de Nárnia. A tradução em inglês de Lúcia é Lucy; Narni é uma cidade localizada entre Assis e Roma, na Itália.
O biógrafo de C.S. Lewis, Walter Hooper, explica que o escritor visitou Narni e como ele gostou do nome latino (Narnia), decidiu usá-lo para o seu mundo de fantasia.
Assim como Lúcia de Nárnia acreditava em Aslan, o personagem do leão que pode ser entendido como uma representação de Cristo no livro, a Beata Lúcia foi uma menina muito piedosa, que tinha uma fé muito grande, que resistiu as várias adversidades que passou.
Lúcia nasceu em Narni no final do século XV, em uma família nobre. Quando criança, dedicava-se à oração e se entretinha decorando altares e orando.
Quando tinha cinco anos, estava rezando diante da imagem da Virgem em uma igreja e lhe pediu que lhe desse o menino que levava nos braços. O menino de Pedro se tornou em um menino de carne e Lúcia cuidou dele durante três dias, até que ele regressou por seus próprios meios para seu lugar no templo.
Também teve muitas visões nas quais lhe apareceram os santos. Em seu coração surgiu o desejo de fazer um voto de castidades e consagrou seu coração a Deus. Lúcia rejeitou vários pretendentes. No entanto, um dia a Virgem Maria lhe disse em uma visão que devia ser como ela: casada e virgem.
Quando era adolescente, seu pai morreu e seu tio decidiu casá-la imediatamente. Foi prometida ao Conde Pietro de Milão, que era amigo de sua família. Ele aceitou que Lúcia mantivesse seu voto de castidade sendo sua esposa.
Além de suas obrigações como condessa, Lúcia se dedicou a servir aos pobres. Ela mesma preparava o pão lhes entregava, assistida por vários santos, segundo diz a tradição.
Manteve uma intensa vida de oração e penitência. Não se deixou deslumbrar pelo luxo de seu entorno e chegou a trabalhar como uma empregada a mais em sua casa.
Seu estilo de vida irritou seu marido e começou a humilhá-la, chegando até mesmo a trancá-la em um porão por suas “extravagâncias”. Ao final, Lúcia partiu e foi admitida na Ordem Terceira dos Dominicanos.
Foi enviada para Viterbo e se tornou abadessa do convento. Ela continuou tendo visões místicas e ali recebeu os estigmas. Em uma ocasião, seu marido a visitou e, anos mais tarde, ele também ingressou na ordem dos franciscanos.
A pedido do Duque de Ferrara e por mandato do Papa Júlio II, Lúcia partiu para Ferrara, onde fundou um novo mosteiro e se dedicou a formar as jovens. Quando o duque morreu, as religiosas que estavam com ciúmes dela humilharam-na, caluniaram-na e a nova abadessa a confinou.
Todas estas penas não quebraram o espírito de Lúcia e ela continuou se mantendo firme no seu amor por Cristo durante os 38 anos seguintes que durou o seu confinamento. Sua saúde ficou debilitada e ela faleceu em 15 de novembro de 1544, aos 60 anos.
Quando abriram sua tumba anos depois, encontraram seu corpo incorrupto. Foi beatificada em 1710 pelo Papa Clemente XI.

29 de novembro de 2016

Contra o racismo, cearense cria página para prestar assessoria jurídica a vítimas

De um episódio alarmante, que virou caso de Justiça, nasce uma iniciativa para proteger cidadãos que sofrem com o preconceito. Em julho deste ano, David Castro, de 24 anos, foi acusado de furtar o celular de uma mulher em uma hamburgueria, e teve que ouvi-la declarar: "Devolve meu iphone seu nego bandido, é negro, só pode ser ladrão". Após o episódio, David decidiu criar uma página para informar e orientar vítimas de preconceito racial e prestar assessoria jurídica àqueles que não poderiam pagar.
O caso de David está prestes a ser resolvido pela Justiça, já que o próximo passo será a definição da indenização que ele receberá pelo prejuízo moral. A mulher chegou a pedir que ele fosse revistado, entretanto, o celular foi encontrado dentro da própria bolsa dela. Após o acontecimento, David fez uma postagem em seu perfil e passou a receber centenas de mensagens, tanto de vítimas de preconceito, quanto de profissionais da lei.
Na última sexta-feira, 25, David tomou a decisão de criar a página "Pelo Direito de Ser", que servirá para denúncias e para mobilizar profissionais que ajudem em causas. Ele informa que a página também será “informativa, para que as pessoas saibam quais as leis que protegem as vítimas de racismo, os direitos que elas têm, o que fazer e que número ligar para denunciar”. Para o estudante, o racismo se tornou “parte do senso comum, as pessoas acham normal” e, por isso, é mais difícil tomar uma atitude.
Antes do episódio de racismo que sofreu, David havia sido escolhido como um dos embaixadores do evento 'Brazil Conference', promovido pela Universidade de Harvard e pelo MIT, que pretende pensar estratégias para melhorar o desenvolvimento do País, inclusive na área social. 
O estudante afirma que receberá indenização da mulher que o acusou. O dinheiro será usado para investir no site. Por enquanto, David trabalha sozinho e conseguiu mobilizar quase 100 profissionais, entre amigos e pessoas que souberam do seu caso, para prestar assistência a vítimas. Na página, há um link para outros que desejam se cadastrar e apoiar a página com assessoria jurídica ou ainda de outras formas.

Redação O POVO Online
MARIAH COSTA

Pesquisadores desvendam livros roubados por nazistas


Coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas ou funcionários dos regimeDurante o Terceiro Reich, nazistas confiscaram obras de arte e também livros de judeus. Muitos deles foram parar nas estantes de bibliotecas alemães. Pesquisadores vasculham acervos para devolvê-los aos legítimos donos.Em meio aos cerca de 8,5 milhões de livros do acervo das bibliotecas da Universidade Livre de Berlim, Ringo Narewski e sua equipe têm uma nobre missão: encontrar livros que foram confiscados de judeus por autoridades nazistas durante o Terceiro Reich (1933-1945). O objetivo dos pesquisadores é devolvê-los ao legítimos donos.

O caminho até devolução, porém, é longo e exige um minucioso trabalho de investigação. O ponto de partida é a identificação de todos os livros impressos antes de 1945. A universidade estima que cerca de 1,5 milhão de livros se encaixem nesta categoria.

"A maior dificuldade neste trabalho é o volume de livros para serem avaliados sem termos qualquer estimativa sobre o resultado final. Além disso, se há a suspeita sobre determinada obra, é preciso muito tempo para desvendar 70 anos de história de uma pessoa", afirma Narewski, diretor do grupo de trabalho responsável por identificar obras saqueadas por nazistas que fazem parte do acervo de bibliotecas da universidade.

Nesse trabalho de detetive, a Universidade Livre de Berlim ganhou reforço extra há um ano. Além dela, três instituições – a Fundação Nova Sinagoga, a Universidade de Potsdam e a Biblioteca Estadual de Berlim – reuniram as informações sobre pesquisas realizadas nesta área num banco de dados online, o "Looted Cultural Assets" (bens culturais roubados).

Pegadas no Brasil

Nos últimos anos, a instituição verificou cerca de 44 mil livros. Atualmente, eles investigam a origem de 2 mil assinaturas em livros. E uma dessas histórias tem passagem pelo Brasil.

Um dos livros roubados encontrados no acervo pertenceu ao jornalista Ernst Feder, que fugiu de Berlim para Paris em 1933. Com a marcha nazista em direção à França, Feder emigrou para o Brasil em 1941, onde viveu, em Petrópolis, até 1957, quando retornou para Berlim.

Sua biblioteca, com quase 10 mil títulos, foi saqueada pelo regime nazista, e um destes exemplares foi parar na Universidade Livre de Berlim. No momento, os pesquisadores tentam entrar em contato com os herdeiros do jornalista para devolver a obra.

Saques durante o Terceiro Reich

De acordo com o historiador Götz Aly, a prática do confisco foi instrumentalizada pelos nazistas para garantir a lealdade da população alemã ao regime. Segundo ele, o roubo e redistribuição de bens e economias dos judeus, na Alemanha e, posteriormente, em países ocupados, favoreciam economicamente o povo alemão.

As coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas e funcionários do regime. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas destas peças foram vendidas a antiquários ou doadas para instituições.

Desta maneira, livros saqueados foram parar também em estantes de bibliotecas criadas depois de 1945, como é o caso das da Universidade Livre de Berlim, fundada em 1948. Segundo Narewski, além das doações privadas, as bibliotecas da instituição receberam livros confiscados de funcionários do regime nazista pelo exército americano no fim da guerra.

Longa investigação

O atual projeto da equipe de Narewski se concentra na análise de cerca de 70 mil livros que foram adquiridos pela universidade entre 1952 e 1968. Com os títulos suspeitos em mãos, a próxima fase é buscar nos livros pistas sobre suas origens, que podem ser um carimbo, um nome escrito a caneta, um ex libris (selo personalizado que identifica as obras de bibliotecas particulares ou públicas) ou algum número de referência. Descoberta alguma identificação, começa o trabalho para decifrar a história e o percurso percorrido por esse livro até chegar às estantes da biblioteca.

A investigação mais longa da universidade já dura três anos e é referente a um livro que pertenceu à família Frohmann-Holländer, de Frankfurt, que, perseguida durante o regime nazista, fugiu para os Estados Unidos.

"Não sabemos o que aconteceu com essa biblioteca durante três anos na década de 1930, antes da emigração da família. Como há a possibilidade de que alguns destes livros tenham sido vendidos na época, não podemos afirmar com certeza se a obra foi confiscada, por isso, ainda não podemos devolvê-la, e a pesquisa continua", explica Narewski.

Após reconstruir a história dos livros, o grupo precisa desvendar a história dos proprietários legítimos dos títulos e de suas famílias para poder restituí-los. E aqui há outra dificuldade, entrar em contato com estas pessoas. Muitas vezes, pesquisadores sabem quem são os herdeiros, mas não conseguem ter acesso a eles, e, em alguns casos, e-mails ou cartas enviados são ignorados pelos destinatários.

Trabalho que compensa

Nos últimos dois anos, a Universidade Livre de Berlim devolveu 160 livros que foram saqueados pelos nazistas aos seus legítimos donos. As devoluções a 75 herdeiros e instituições ocorreram na Alemanha, Áustria, Polônia, Letônia, Holanda, Estados Unidos, Israel, República Checa, Reino Unidos e Ucrânia.

"Essa restituição tem uma dimensão moral. Não é uma tentativa de reparação, pois é impossível reparar os crimes cometidos pelos nazistas, mas se trata de devolver às vítimas um pedaço da sua história", diz Narewski.

O pesquisador destaca que, além de ser uma revisão da história da universidade, esse trabalho preserva a memória daquele período, para evitar que crimes como os cometidos pelo regime nazista voltem a acontecer.


Autor: Clarissa Neher

O Povo

Exposição em SP reúne o melhor da arte pop brasileira

Antonio Henrique Amaral. Cenário 1993 óleo stela, 140 x 197,5 cm.
Antonio Henrique Amaral. Cenário 1993 óleo stela, 140 x 197,5 cm. (Divulgação)
Em 1957, o artista britânico Richard Hamilton (1922-2011), considerado o pai da arte pop no mundo, definiu esse estilo como efêmero, popular, consumível e, acima de tudo, um grande negócio. Isso aconteceu um ano depois de Hamilton ter inventado o gênero com sua colagem de uma cena doméstica dominada pela imagem de um halterofilista. Andy Warhol nem sonhava em pintar suas latas de sopa, realizadas entre 1961 e 1962, mesma época em que reduziu mitos como Marilyn Monroe a figuras impessoais. Não demorou para os brasileiros também descobrirem na arte pop um bom veículo, como os americanos, que desembarcaram por aqui na 9ª Bienal de São Paulo, de 1967, em plena ditadura.

Os jovens pintores, na época, ficaram chocados com a retirada pela censura militar de duas obras da mostra internacional e resolveram ir à forra contra o regime, usando justamente as ferramentas da arte pop, especialmente a tinta acrílica e o spray. Aqui, de forma diversa dos americanos, que usaram a arte pop para brincar com itens da sociedade de consumo, ela nasceu como uma forma de protesto contra as arbitrariedades da ditadura como provam as obras da exposição Pop, Nova Figuração e Após, em cartaz na Ricardo Camargo Galeria até 31 de janeiro de 2017.

São 58 obras de 25 artistas na mostra. Nem todos permaneceram fiéis ao credo pop, entre eles Carlos Fajardo, que trilhou um caminho mais abstrato e tridimensional. Ou o pernambucano Maurício Nogueira Lima (1930-1999), que começou como concreto, ligado ao grupo Ruptura, e hoje é automaticamente associado à pintura geométrica. Até mesmo Claudio Tozzi, que ficou conhecido por suas obras figurativas de caráter explicitamente político - contra a censura, a guerra do Vietnã -, abandonou a trilha pop para seguir outro caminho depois da anistia.

Por ironia, Tozzi é disputado, hoje, no mercado, por séries pop e multicoloridas como a dos astronautas, muito populares na era da conquista da Lua (há um raro exemplar na exposição, de 1969). Além de Tozzi, obras de artistas que emergiram na esteira da onda pop foram recolhidas pela dupla de galerias que organizou a mostra - Ricardo Camargo e Almeida & Dale: Wesley Duke Lee, Baravelli, Nelson Leirner, Antonio Henrique Amaral, Aguilar, Glauco Rodrigues, Vergara, Gerchman e Antonio Dias, o mais internacional de todos os nomes reunidos na exposição, que traz ainda Raimundo Colares.

A irreverência marca de forma particular os trabalhos produzidos nessa época, recorrendo a ícones da publicidade, à estética dos quadrinhos e fazendo uso da imagem de tipos populares da televisão para escancarar a geleia geral brasileira, que transformou a tragédia política em melodrama barato. Se Peter Blake, na Inglaterra, colocou ídolos populares junto a intelectuais na capa do disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, em 1967, aqui, naquele mesmo ano, Maurício Nogueira Lima se apropriou da estética violenta dos quadrinhos para denunciar a barbárie do regime, na tela Bang! 

A referência, claro, continuou a ser a arte pop norte-americana - Lichtenstein, em particular. A Nova Figuração do título, movimento que ganhou força com a mostra Opinião, em 1965, não foi, enfim, autônomo, mas conectado com o mundo.

POP, NOVA FIGURAÇÃO E APÓS

Galeria Ricardo Camargo

Local: Rua Frei Galvão, 121
Telefone: 3031-3879
Data: 2ª a 6ª, 10h/19h. Sáb., 10h/14h. Até 31/1/2017.

Agência Estado

EMGE
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