30 de abril de 2016

O FUTURO DO MUNDO

Paulo Eduardo Mendes*

Oração e profecia do escritor e padre Geovane Saraiva, membro de duas Academias de Letras, a Almece e a Amlef. O autor repercute em outras repartições de cultura. Sempre ativo paira escrevendo voltado para a pureza da sua crença e fé nos valores do seu sacerdócio. Desta feita o padre Geovane Saraiva nos brinda com "Francisco - O Futuro do Mundo". É mais um livro enfocando a personalidade ímpar do papa Francisco, tão voltado para a missão de construir pontes. O Sumo Pontífice deseja realmente unir os povos. Sonha com a paz mundial e o padre Geovane capta muito bem essa sensibilidade do âmbito universal ao nos passar mensagens belíssimas da concórdia que tanto necessitamos para vencer crises. "Francisco - O Futuro do Mundo" tem o carisma de ser um livro de oração e profecia.

A leveza do autor em detalhar a mansidão enérgica de Francisco tem o efeito de angariar, ainda mais, simpatia pelo novo papa. Roteiro bem cuidado num livro de fácil leitura. É da índole do padre Geovane dissertar a ternura dos seus escolhidos na literatura da bondade. São orações colocadas em bom vernáculo para luzir nas academias de letras. Destaque à Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (Amlef) e à Academia de Letras dos Municípios do Ceará (Almece) por acolherem em seus quadros efetivos um sacerdote também das letras. Talento para escrever revela Geovane Saraiva, que sempre transfere seu entusiasmo para as personalidades homenageadas. A oração de hoje é para que as luzes divinas continuem iluminando o correto autor, como autêntico incentivador da cultura. Um vocacionado do bem.

*Jornalista, Luiz de direito, escritor e membro da Academia Metropolitana de Fortaleza
Artigo publicado no Diário do Nordeste, 30/04/2016

MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS 2016

Nesta manhã foi apresentada, no Vaticano, a mensagem do Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, sob o tema “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”.

A seguir, o texto na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs!

O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.

Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.

A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e ações hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.

Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Ato IV, Cena I).

É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (...) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).

Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.

Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objetivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.

Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.

Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cómodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.

Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.

A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.

Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.

Franciscus

EM 'COLEÇÃO', MARISA MONTE MOSTRA PARCERIAS

Marisa Monte lança compilação que detalha boas parcerias e lembranças.
Marisa Monte.
Marisa Monte.
Marisa Monte gosta da música no formato físico. Seja em CD, vinil, quem sabe até fita cassete. Nos últimos três anos, enquanto ainda estava em turnê com seu mais recente disco de estúdio, O Que Você Quer Saber de Verdade, de 2011, contudo, ela passou a mergulhar em seus arquivos analógicos para digitalizar toda a obra produzida em quase 30 anos de carreira - marca a ser completada em 2017. Em meio a esse processo de revisitação de catálogo, a artista foi constantemente arrebatada por histórias do passado, principalmente aquelas cujo registro nunca fora incluído em um álbum da sua carreira principal. Chegou a gravações como de Alta Noite, criada e cantada com a voz grave de Arnaldo Antunes, com quem ela se reencontrou inúmeras vezes durante a carreira.

A versão, gravada em fita de duas polegadas, saiu no disco do ex-Titãs, chamado Nome, de 1993, e havia sido produzida por João Donato. Era o começo da caminhada de ambos, que chegou ao seu auge comercial com Os Tribalistas, acompanhados ainda por Carlinhos Brown. Ao querer dividir com os fãs um momento como aquele, tão marcante e, ao mesmo tempo, tão esquecido pelo período pré-era digital da música, ela compreendeu uma forma de entregar o último disco que devia em contrato para a gravadora EMI (hoje absorvida pela major Universal Music).

No seu contrato firmado há 15 anos, a artista deveria lançar uma coletânea. Uma ideia que, até hoje, não lhe agradou muito. “Era para ser um best of”, ela diz, em entrevista ao Estado, no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio. “E sempre evitei isso. Não queria que, depois de dois álbuns, já tivesse uma coletânea. Depois de tantos anos de carreira, talvez fizesse sentido. Em contrapartida, no mundo digital, as pessoas podem criar suas playlists e fazer um best of de acordo com o seu gosto. Se fosse para fazer algo com um sentido mais comercial, era só procurar as músicas mais baixadas. Me envolvi na ideia de criar uma curadoria, um olhar pessoal, com critérios subjetivos, e criar uma narrativa.”

Assim, ergue-se Coleção, o novo trabalho de Marisa que chega às prateleiras (e aos indispensáveis serviços digitais) nesta sexta 29. Não se trata de um best of ou uma coletânea de lados B. Coleção é uma colcha de retalhos, sem qualquer sentido pejorativo, da obra dela fora de sua discografia, cujo resultado complementa a artista que se conhece por meio dos discos de estúdio.

Estão ali canções como Nu Com A Minha Música, uma regravação da canção de Caetano Veloso criada ao lado de Rodrigo Amarante (do Los Hermanos) e o parceiro dele, Devendra Banhart, para o projeto Red Hot + Rio 2, lançado em 2011. O fato de Marisa receber ligações de amigos, com cumprimentos e curiosidades a respeito da “música inédita”, lhe mostrou que essa e outras composições que acabaram em trilha de filme, caso de Cama (no filme Era Uma Vez, de Breno Silveira, de 2008), ou discos dos outros, tal qual É Doce Morrer no Mar (canção de Dorival Caymmi e Jorge Amado, registrada ao lado da cantora de Cabo Verde Cesária Évora no disco dela de 1999), eram partes importantes da trajetória artística. E precisavam ser reunidas às “primas” que integravam os sete discos oficiais.

O trabalho registra as boas parcerias de Marisa ao longo desse tempo que acabaram por esbarrar na carreira solo dela. Estão ali ainda artistas como Carminho, Paulinho da Viola, Argemiro Patrocínio, Julieta Venegas e a Velha Guarda da Portela. Não há previsões para uma turnê com a reunião desse repertório. Por enquanto, segue no que ela chama de “turnê das férias”, com shows mais íntimos, nos quais ela leva apenas quatro músicos consigo, sem telão de fundo, para chegar a lugares mais distantes. “Sempre me considerei uma boa parceria”, ela diz. Aquela gravação com Arnaldo Antunes comprova a teoria. “Estava no começo. Estava procurando a minha turma.”

Um problema que a versão 2016 de Marisa Monte já não tem. Sua turma já está mais do que estabelecida. E um disco novo está nos planos? “Tenho composto muito”, diz. “Mas não sei ainda como vou fazer. Se lançarei um álbum ou se serão de três em três canções, até que elas formem esse disco. Não sei, a linguagem digital libertou muito a gente.”

Agencia Estado

UM CORPO TERRENO


Por Gilmar P. da Silva SJ
Quando a gente cresce é comum que fé também mude. Quanto a minha, não sabia que poderia ser tanto. Não falo da fé como a capacidade de crer, mas no que se crê e por onde se fia a vida. Atualmente, desconfio de muita coisa e quem me ajudou nisso não foi tanto a filosofia quanto a realidade. Esta, por ser finita e limitada, mostra como são falhas as pretensões humanas e que ela própria nem sempre coaduna com o que se sonha.
Esse descompasso às vezes gera certa melancolia. Contudo, quando se compreende que o sonho é linha do horizonte para o qual se caminha e nunca se chega, não se deixa, por isso, de sonhar. Ao contrário, o sonho passa a ser simples baliza para referenciar projetos que se concretizarão de modo mais simples. Essa mudança na relação com a expectativa e o desejo faz – ao menos o fez comigo – com que o pensamento mágico seja, aos poucos, abandonado em favor do mistério.
Não é que se deixa de crer no milagre da vida, mas que não se busca mais milagres. E aquele princípio teológico, inclusive, passa a fazer sentido: “A graça pressupõe a natureza”. Conseguir um trabalho ou modelar o corpo para o condicionamento físico que se quer, por exemplo, não acontece por um simples passe de mágica ou mesmo por uma oração que vai fazer um empregador bater à porta ou o corpo mudar da noite para o dia. Aliás, a oração abriria a pessoa para o discernimento correto da ação que deve tomar, em consonância com aquilo que precisa fazer e que mais vai realiza-la – e a isso chamamos vontade de Deus. Desse modo, aquilo que alcança continua sendo graça divina, mas também trabalho humano. Por esse discernimento justo, alcança-se não o corpo sonhado, mas aquele mais adequado à própria estrutura física, biótipo, saúde, etc. Também o trabalho poderá não ser o que se tem o maior salário ou fama, mas o que mais trás realização e sentido.

Das coisas que mudaram em minha fé, uma das mais fortes foi o desejo de não mais ir para o céu. Afinal, para que alguém quereria ir para lá se, segundo o Gênesis, até mesmo o Criador gosta de passear por seu jardim ao sopro do dia? Deus também gosta da terra.
Além do mais, por acaso não foi Jesus quem proclamou como bem-aventurança que os mansos herdarão a terra? Porque eu iria querer o céu se terra é promessa e o próprio Deus se deleita com ela, o mesmo que a criou e viu que era boa? Descobri que o céu é tudo que está acima do chão. Não é o que está a 10 ou 20 metros da minha cabeça, porque para uma formiga, o céu poderia ser bem menos distante. Se fosse assim, o céu variaria segunda a percepção. Decidi que o céu é tudo o que está acima do chão, ou seja, onde vivemos. Isso implica que Jesus não pregou um reino para além da terra, mas um reinado, uma dimensão de vida que ultrapassa os limites de nossa compreensão como o céu ultrapassa a terra.

Quando essas mudanças aconteceram, descobri que tinha corpo. Descobri também a alegria de viver com o que se tem. Algumas forma de entender a transcendência não passam de negação do real. Contentei-me com a finitude, ainda que hora ou outra brigue com ela. Quando parei de procurar Deus nas alturas, encontrei-o caminhando comigo no rosto de irmãos, amigos e mesmo estranhos. Hoje olho para o meu corpo e não consigo crer que o Deus me criaria à sua imagem e semelhança para depois querer que eu fosse outra coisa que não humano. Talvez esta tenha sido a razão da conversão de Paulo, apesar dos exegetas dizerem que não foi assim, mas creio que o mesmo, de fato, caiu do cavalo. Atesto contra os teólogos que Paulo caiu do cavalo e nessa hora descobriu que tinha corpo. Foi com o rosto no chão que ele se descobriu pó e se reconciliou com a terra.
 
Como em 29 de Abril se comemora o dia internacional da dança, o Sesc Palladium coloca o corpo em evidência no Mix Dança. A programação está intensa, com algumas das entradas gratuitas, com retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão. Outras, pede-se 1kg de alimento não perecível para o programa Mesa Brasil ou o valor de R$10. Os espaço estão sujeitos a lotação. Maiores informações (31) 3270-8100 ou no site www.sescmg.com.br. Confira algumas das atividades:
 
FILMES
29/04 – às 18h: Pinta - sessão comentada
30/4 – às 17h e 18h: A Superfície do abismo
 
APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS
29/4 – às 20h: Kalundu
29/4 – às 21h: Coup de Grâce e Terminal A2 - Cia Sesc de Dança
30/4 – às 21h: La Wagner
 
INSTALAÇÃO
Até 3/5 – das 9h às 21h (de terça a domingo): Três
 
OFICINAS E PALESTRAS
29/4 – das 19h às 21h: Experiências Corporais a partir de PRIMEIRAPESSOADOPLURAL - Integrante do Projeto Pauta em Movimento
29/04 a 30/09: Oficina: Corpo em Diáspora
 
RESIDÊNCIA
Até 30/04: Mergulho 747 - Dança, crítica e jornalismo cultural, com Carlos Santos, Carlos Arão e Regina Amaral
 
*No dia 30/04, às 18h, haverá lançamento do blog Mix Dança Abril Transcendente, no Foyer Rio de Janeiro (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro).
Gilmar P. da Silva SJ
Mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com pesquisa em Signo e Significação nas Mídias, Cultura e Ambientes Midiáticos. Graduação em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). Possui Graduação em Filosofia (Bacharelado e Licenciatura) pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Experiência na área de Filosofia, com ênfase na filosofia kierkegaardiana.

LIVRO E PRÉMIO DE JORNALISMO ASSINALAM O 50.º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


Agência Ecclesia 28 de Abril de 2016, às 17:48       

Igreja Católica promove encontro com jornalistas a 5 de maio
Lisboa, 28 abr 2016 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais vai assinalar o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais com a publicação de um livro que reúne as mensagens para esta Jornada e o lançamento do 'Prémio de Jornalismo D. Manuel Falcão’.

De acordo com um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a apresentação do livro “50 Mensagens” e o lançamento do prémio ‘D. Manuel Falcão’ vão acontecer na quinta-feira, 5 de maio, num encontro com jornalistas no âmbito do Dia Mundial das Comunicações Sociais.

A sessão, promovida pela secretariado da Conferência Episcopal para o setor dos meios de comunicação social, vai decorrer no Museu de São Roque em Lisboa, a partir das 16h00, onde o capelão da Irmandade de São Roque, padre António Vaz Pinto, fará uma apresentação sobre a temática da misericórdia.

A Mensagem para o 50.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, sobre o tema “Comunicação e Misericórdia: Um Encontro Fecundo”, vai ser apresentada pelo presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves.

O diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, padre Américo Aguiar, inicia a sessão para fazer o enquadramento do prémio e apresentar o livro com as mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, de Paulo VI ao Papa Francisco.

O relacionamento dos pontífices com os meios de comunicação social vai ser analisado por Aura Miguel, vaticanista da Rádio Renascença, numa comunicação sobre “A relação de João Paulo II, Bento XVI e Francisco com os media”.

O encontro, dirigido a todos os profissionais dos meios de comunicação social e a colaboradores dos vários setores da pastoral das comunicações sociais da Igreja Católica, inicia às 16h00 com uma visita ao Museu de São Roque

D. Manuel Falcão nasceu a 10 de novembro de 1922 em Lisboa; após a conclusão do curso de Engenharia, entrou no seminário, em 1945, e foi ordenado padre pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.

O novo sacerdote viria a distinguir-se pela promoção dos estudos de sociografia religiosa, a criação e lançamento do Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado, a criação do Secretariado de Informação Religiosa e a publicação do ‘Boletim de Informação Pastoral’ (1959-1970), seguida do ‘ Boletim Diocesano de Pastoral’ do Patriarcado (1968-1975).

D. Manuel Falcão foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa em 1966, coadjutor de Beja em 1974, onde foi residencial entre 1980 e 1999, tendo falecido a 21 de fevereiro de 2012.

PR

FHC DEPÕE E NEGA REMESSAS ILEGAIS DE DINHEIRO

Ex-presidente é investigado por envio de dinheiro ao exterior para Mirian Dutra.


O depoimento de FHC durou duas horas.
O depoimento de FHC durou duas horas.
Em depoimento à Polícia Federal, nessa sexta-feira (29), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou ter usado qualquer artifício legal para enviar dinheiro a Tomás Dutra, que reconheceu como filho com a jornalista Mirian Dutra e mora no exterior.

Em entrevista à Folha de S. Paulo em fevereiro, Mirian dissera que recebeu por anos dinheiro de FHC por meio de um contrato fictício com a Brasif Exportação e Importação. Durante o governo de Fernando Henrique (1995-2002), a empresa explorou os free shops (lojas com isenção de impostos) de aeroportos brasileiros. Em depoimento à PF no início de abril, porém, ela não confirmou a acusação.

"Fernando Henrique nunca remeteu dinheiro a Mirian, mas sim ao Tomás, a quem sempre tratou como filho", afirmou seu advogado, Sérgio Bermudes, à reportagem. "Ele enviava dinheiro de forma legal e declarada. Há muito tempo, Fernando Henrique tem dinheiro no exterior, devidamente declarado, e não precisaria de meios escusos para encaminhar valores a Tomás", disse o advogado. Bermudes confirmou que o ex-presidente comprou um apartamento para Tomás em Barcelona.

Inquéritos

O depoimento de FHC à Polícia Federal, em São Paulo, durou duas horas e dez minutos e tratou de dois inquéritos. Um deles investiga a suposta remessa de dinheiro para Mirian, com quem ele manteve um relacionamento extraconjugal por seis anos durante as décadas de 1980 e 1990. Desde 1992, a jornalista mora na Europa. A outra investigação aborda a suposta propriedade de imóveis no exterior, que não teriam sido declarados por Fernando Henrique à Receita Federal.

Tomás nasceu em 1991 e teve sua paternidade atribuída ao ex-presidente. Dois exames de DNA realizados em 2011, porém, indicaram que não é filho de Fernando Henrique. Apesar disso, o ex-presidente afirma que sempre o tratou como filho e mensalmente enviava dinheiro para a manutenção do jovem na Europa.

Segundo Bermudes, Fernando Henrique também afirmou nessa sexta à PF que nunca teve nenhum imóvel fora do Brasil. Por dar aulas e palestras em universidades francesas, em 2003 ele permaneceu dois meses em Paris hospedado em um apartamento que pertence a Maria Sodré, sogra do amigo e ex-sócio de Fernando Henrique numa fazenda em Minas Gerais, Jovelino Mineiro. O imóvel fica na avenida Foch, área nobre da capital francesa.

Ainda conforme Bermudes, o ex-presidente também esclareceu que, em outra ocasião, hospedou-se por menos de 48 horas em Nova York em um apartamento que pertence ao próprio advogado. "Esse imóvel também nunca foi dele. Ele esteve hospedado como meu convidado", afirmou.

FHC teria chegado à PF por volta das 14h e foi ouvido pelo delegado João Tiago Pinho. O ex-presidente não saiu da PF pela porta da frente. Segundo a assessoria da PF, FHC usou a prerrogativa de ser ex-presidente para poder sair de forma mais discreta do prédio.

Agência Estado

É INACEITÁVEL FLEXIBILIZAR LICENCIAMENTO AMBIENTAL

PEC permite o início do projeto só com apresentação do EIA pelo empreendedor.
Quem paga pela poluição e pela destruição dos ecossistemas é a sociedade.
Quem paga pela poluição e pela destruição dos ecossistemas é a sociedade.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nessa sexta-feira (29) que considera inaceitável a flexibilização do licenciamento ambiental para a realização de obras. Uma das tentativas neste sentido tramita no Senado, na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 65/2012, que permite o início do projeto apenas com apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) pelo próprio empreendedor.

"Do meu ponto de vista, isto contraria a própria Constituição. O meio ambiente é um bem público e o licenciamento ambiental autoriza, em nome da sociedade, que o empreendedor privado se aproprie daquele meio ambiente, com aquela finalidade. Por isso existe o licenciamento ambiental e a avaliação de impacto ambiental. Do ponto de vista de qualquer legislação que queira provocar retrocessos naquilo que está consolidado, é inaceitável", disse Izabella, que participou do Congresso Mundial de Direito Ambiental, no Rio de Janeiro.

Segundo a ministra, a qualidade dos estudos de impacto que muitas empresas apresentam é "lamentável" e a lei não pode ser alterada para favorecer um setor. "Soluções unilaterais, que ninguém sabe a justificativa, são insuficientes para entender porque se quer mudar a legislação ambiental no país. É muito mais digno que o assunto seja debatido com base nos fatos e sejam construídas soluções para os problemas. Não devemos achar que podemos ter instituições individuais se apropriando de um bem público, sem discussão na sociedade."

Izabella Teixeira disse que os 13 anos de governos do PT trouxeram importantes avanços à legislação ambiental, que formam um legado a ser mantido. Segundo ela, a população e os movimentos sociais terão que ir às ruas pela manutenção das leis e iniciativas de preservação do meio ambiente, caso a presidente Dilma Rousseff seja afastada e não termine o mandato.

Lei mais dura

O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, também criticou a tentativa de flexibilização da lei ambiental brasileira.

"Penso que a legislação ambiental não é suficiente hoje. Por isso, precisamos reforçar as leis. Há um consenso na sociedade de que o país não pode destruir em nome do desenvolvimento. Quem paga pela poluição e pela destruição dos ecossistemas é a sociedade. Nos próximos anos tem que se endurecer a legislação. O sistema de licenciamento depende de duas partes: uma empresa e uma autoridade independente, da Justiça ou do governo", disse Steiner, que recebeu o Título de Cidadão Honorário do Estado do Rio de Janeiro e a Medalha Tiradentes durante o evento.

Segundo o diretor do Pnuma, em nenhum país que ele conheça o empreendedor da obra é o responsável pela concessão da licença ambiental.

O cacique Raoni - que ficou mundialmente famoso durante a Conferência Mundial do Meio Ambiente em 1992, a Rio 92 - pediu respeito pela natureza e pelos índios, com o prosseguimento das demarcações dos seus territórios. "Nós estamos lutando pelas demarcações das nossas terras. Atualmente vemos muito desmatamento em volta de nossos territórios e isso causa mudanças climática no país. A nossa luta é pelo futuro das populações indígenas", disse Raoni, que está com 85 anos.

Se houver mudança de governo, Raoni pediu que haja mais diálogo com os povos indígenas. "Todos nós queremos viver em um mundo melhor. Eu peço a eles a redução do desmatamento e da poluição, além de mais ação social para o nosso povo. Queremos mais demarcações, pois a natureza é a nossa base, é a nossa sobrevivência."

Agência Brasil

OS 516 ANOS DA PRIMEIRA MISSA NO BRASIL

Em 26 de abril de 1500, domingo, foi celebrada a primeira missa em solo brasileiro.
A Missa foi celebrada pelo Frei Henrique, com mais alguns clérigos
A Missa foi celebrada pelo Frei Henrique, com mais alguns clérigos
 A primeira missa celebrada no Brasil completa 516 anos. No dia 22 de abril de 1500, chegaram as 13 caravelas lideradas por Pedro Alvares Cabral. Ao avistar do mar um monte, ele o chamou Monte Pascoal, por ser o oitavo dia da Páscoa. Ao desembarcarem em terra firme, os descobridores portugueses foram recebidos por cerca de dezoito índios e fizeram a troca de presentes.
A seguir, a bordo de suas Caravelas subiram para um lugar mais protegido e foram parar na praia da Coroa Vermelha, em Porto Seguro, litoral sul da Bahia. Exatamente ali, em 26 de abril de 1500, domingo, foi celebrada a primeira missa em solo brasileiro.
O escrivão Pero Vaz de Caminha descreve o acontecimento em uma carta ao rei de Portugal, D. Manuel: “Depois de 47 dias navegando pelo oceano Atlântico, ao chegarem à praia da Coroa Vermelha, dois carpinteiros fizeram uma Cruz e a plantaram na areia”.
Primeira missa
A missa foi celebrada pelo Frei Henrique, com mais alguns clérigos. Participaram da celebração mil homens, entre oficiais e marinheiros, e cerca de duzentos índios, que acompanhavam o que acontecia com atenção, respeito e adoração.
Em sua homilia, o sacerdote fez uma narração da vinda dos portugueses. Vaz de Caminha acreditava que a conversão dos índios seria fácil, uma vez demonstraram muito respeito quanto à religião.
No entanto, os portugueses tentavam mostrar aos índios o respeito que tinham pela cruz: ajoelharam-se, um por um, e a beijaram. Alguns índios fizeram o mesmo gesto. Vaz de Caminha pediu ao rei que mandasse logo clérigos para batizá-los.
A segunda missa foi celebrada no dia 1º de maio, na foz do rio Mutarí. Assim, nasceu o que, hoje, é considerado o maior país católico do mundo. 

Rádio Vaticano

O DONO DO JOGO


Título original: Pawn Sacrifice
Ambientado durante a Guerra Fria, o prodígio do xadrez americano Bobby Fischer se vê preso entre duas superpotências e suas próprias lutas enquanto ele desafia o Império Soviético.
País: Estados Unidos
Ano: 2014
Gênero: Drama
Classificação: 
Direção: Edward Zwick
Elenco: Lily Rabe, Liev Schreiber, Peter Sarsgaard, Tobey Maguire, Michael Stuhlbarg, Robin Weigert, Sophie Nélisse, Evelyne Brochu, Seamus Davey-Fitzpatrick, Aiden Lovekamp
Duração: 115 min.

BISPOS SUÍÇOS CONDENAM EXPORTAÇÃO DE ARMAS A PAÍSES BELIGERANTES

2016-04-30 Rádio Vaticana


Genebra (RV) - Uma decisão que “atinge a credibilidade da Suíça no mundo”, porque dá a impressão de um país “não mais pátria de uma tradição humanitária, mas atento somente a seus interesses”.


A Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal Suíça (CES) pondera desse modo o sinal verde dado estes dias pelo Conselho federal helvécio à exportação de material bélico também a vários países do Golfo Pérsico, de diferentes modos implicados no conflito em andamento no Iêmen, que até então já custou a vida de mais de seis mil pessoas.

Entre os beneficiários encontra-se a Arábia Saudita, à frente da coalizão sunita contra os rebeldes xiitas Houti, que receberá peças de substituição para seu sistema de defesa antiaérea e munições.

Não se constrói a paz exportando armas

Num comunicado difundido esta sexta-feira (29/04), a referida Comissão recorda que “a paz não pode ser construída fazendo a guerra e promovendo a indústria bélica”, e observa que o argumento de que também outros países fornecem armas não pode ser defendido eticamente: “O fato de outros agirem de modo imoral, não justifica nosso agir”.

Além disso, fornecer material bélico a países em guerra agrava conflitos “cujas consequências recairão também sobre nós”.

A defesa da indústria nacional não justifica toda e qualquer conduta econômica

“Para a ética cristã a defesa da indústria nacional, ou o temor de uma queda das exportações, não pode justificar toda e qualquer conduta econômica. Um comércio baseado nos valores cristãos e conduzido pela política busca o bem comum, a solidariedade como opção pelos pobres e marginalizados no mundo inteiro e o compromisso a construir a paz e a trabalhar pela redução dos armamentos”, ressalta, em conclusão, o comunicado da Comissão Justiça e paz dos bispos helvécios. (RL)

(from Vatican Radio)

MOÇAMBIQUE: COMERCIANTES DE OSSOS DE CRIANÇA ALBINA DETIDOS PELA POLÍCIA LOCAL

2016-04-30 Rádio Vaticana


Segundo  notícias da polícia local, citada pela Agência Angola Press três indivíduos de nacionalidade moçambicana foram detidos nesta quinta-feira, no distrito de Moatize, província central de Tete, na posse de ossos de uma criança albina de nove anos e do sexo masculino. Os acusados foram apanhados quando pretendiam vender as ossadas no valor de 500 mil meticais (10 mil dólares americanos) a um indivíduo que, até então, se encontrava foragido. Nos últimos tempos, Moçambique tem registado vários casos de raptos e matança de cidadãos com problemas de albinismo. Uma prática que era nota, até há pouco, em países vizinhos como o Malawi e a Tanzânia, mas que nos últimos tempos se tornaram frequentes também em Moçambique. 


(from Vatican Radio)