31 de maio de 2017

Livro discute as multifacetas do racismo

Colson Whitehead: "Tratar de racismo no século XIX ou nos anos 1960 é, no fim, lidar, invariavelmente, com o tema nos dias de hoje também. Isso está muito claro no que escrevo e na minha crença de que só há uma saída para nós: a educação"
Vencedor das mais recentes edições dos prêmios Pulitzer e National Book, como melhor livro de ficção, "The underground railroad - Os caminhos para a liberdade", lançado agora no Brasil, não teve um parto fácil. A ideia de uma narrativa centrada nas terríveis relações étnicas nos EUA já estava na cabeça de Colson Whitehead antes mesmo de ele publicar seu primeiro livro, "A intuicionista", em 1999.
Mas o autor não se sentia preparado para a tarefa. Recém-saído da Universidade de Harvard, Colson se empregou como crítico de TV no já decadente "Village Voice". O ano era 1994, e os colegas do semanário o incentivaram a deixar o batente de lado, colocar uma mochila nas costas e visitar o outro país de dimensão continental das Américas cuja economia fora sustentada durante séculos por trabalho escravo.
A visita ao Brasil e, especialmente, a releitura, anos depois, de "Cem anos de solidão", de Gabriel García Márquez, viraram peças cruciais no quebra-cabeças de "The underground railroad". Tão brutal quanto fantástica, a narrativa recebeu elogios entusiasmados de Oprah Winfrey e do ex-presidente Barack Obama, ultrapassou a marca do milhão de exemplares vendidos depois de entrar no popular clube de livros da apresentadora, e vai virar série da Amazon, em adaptação de Barry Jenkins, diretor de "Moonlight: sob a luz do luar", com produção da Plan B de Brad Pitt, ainda sem data de lançamento.
"Nunca havia saído do meu país e era um menino de 24 anos quando cheguei ao Brasil. Rio, Salvador e São Paulo foram as minhas três primeiras experiências de 'estrangeiro'", conta Colson, que segue: "Não tinha grana alguma, e os brasileiros estavam ligados, curiosamente, nos EUA, onde acontecia a Copa do Mundo, que iriam vencer. A cada semana as pessoas ficavam mais animadas nas ruas, e eu me percebia um ser solitário, sem grana, hospedado em pensões simples, pensando em ideias que acabaria usando em meus livros. Voltei do Brasil decidido: me tornaria um escritor".
Referências
Críticos encontraram em "The underground railroad" parentescos com o "Homem invisível" (vencedor do prêmio National Books em 1953), do também afro-americano Ralph Ellison (1914-1994), e o "Arco-íris da gravidade" de Thomas Pynchon (que recebeu o mesmo prêmio em 1974). Colson, cuja dificuldade de falar sobre seu próprio trabalho é notória, prefere dizer que seu livro nasceu de algo igualmente caro a Ellison, Pynchon e García Márquez: o uso do fantástico para contar uma história recheada de temas sociais e políticos.
De certa forma, já havia sido assim em "A intuicionista", quando ele se debruçou sobre a vida da primeira funcionária negra responsável pela fiscalização dos elevadores nos prédios de uma cidade que, nas palavras de John Updike (1932-2009), em uma laudatória crítica na "New Yorker", "está para Nova York como a Gotham de Batman".
E "Zone one" (2011) é um romance humanista cuja ação se dá em pleno surto de um vírus que leva zumbis a dominar o planeta.
Rupturas
Há dois momentos de ruptura no mais festejado e premiado dos seis livros de ficção de Colson. E são eles que transformam decisivamente a história da terrível existência de Cora, disposta a fugir das sinas de sua mãe e avó, forçadas a colher algodão para senhores sulistas em uma plantation na Geórgia.
O primeiro é quando o autor joga por terra a metáfora da "ferrovia subterrânea", como os abolicionistas descreviam a rede de apoio que ajudou a esconder dezenas de milhares de escravos do sul em fuga em direção ao norte do país, antes e durante a Guerra de Secessão Americana (1861 -1865). No livro, a ferrovia do século XIX tem túneis, trilhos, condutores e passageiros.
A segunda ruptura se dá quando Colson decide contar a experiência de Cora e de seu parceiro de fuga, Caesar, através das nuances das relações étnicas nos estados em que eles se escondem. É a geografia da infâmia - com capítulos intitulados, não por acaso, Geórgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Tennessee e Indiana -, que oferece ao autor a possibilidade de explorar diversas facetas do racismo.
O leitor é testemunha das torturas mais hediondas, do complicado sistema hierárquico nas sedes das fazendas e nos centros urbanos, mas também nas senzalas, e do arquitetar de futuros cidadãos de segunda classe em um processo contínuo e cada vez mais sofisticado de discriminação racial.
"É como se cada estado fosse uma América diversa, com estágios variados de brutalização dos negros, que não são uma massa compacta, vivem realidades diversas, sempre sob a sombra do racismo", diz Colson.
O autor escolheu uma protagonista para o livro justamente porque as mulheres estavam na base da pirâmide social da escravidão, ainda mais expostas à violência sexual, de senhores, capatazes e outros escravos. A lógica da reprodução também é especialmente perversa, já que filho, no modelo escravocrata dos EUA, viraria mais um bem para os senhores.
Contexto
"The underground railroad" foi escrito em 2015, no fim da longa administração Obama. O livro dialoga, mas de acordo com Colson, "quase sem querer", com um momento cultural marcado por produções recentes do cinema americano - "Django livre" (2012), "Doze anos de escravidão" (2013), os documentários "Eu não sou seu negro" (2016) e "A 13ª Emenda" (2016), além do próprio "Moonlight" (2016) - que buscam rediscutir as raízes e a permanência do racismo no país hoje manchado por uma enorme população carcerária afro-americana e por evidências de tratamento desumano de policiais a negros, denunciadas pelo movimento Black Lives Matter.
O próximo livro do autor, em estágio inicial, tratará do tema de uma forma "menos direta" e se passará na Flórida dos anos 1960. "Durante séculos, os EUA foram governados pela ótica da supremacia branca. Basta pensar na volta do nacionalismo caucasiano no diálogo político depois da emergência de Donald Trump para pensar que, de certa forma, eles ainda são".
"Tratar de racismo no século XIX ou nos anos 1960 é, no fim, lidar, invariavelmente, com o tema nos dias de hoje também. Isso está muito claro no que escrevo e na minha crença de que só há uma saída para nós: a educação", completa o autor.
Diário do Nordeste

Cearense lança livro em homenagem aos 50 anos de álbum dos Beatles

Fernando Benevides analisou oitavo álbum da banda britânica (FOTO: Arquivo pessoal)
O cearense Fernando Benevides, de 28 anos, lançará nesta quinta-feira (1º) o livro “A revolução do rock”. O evento ocorre às 19h, na Área de Eventos do Shopping Benfica, em Fortaleza. O exemplar analisa o oitavo álbum dos Beatles, o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, apontado pela crítica musical e por fãs de rock and roll como um “divisor de águas”.
“A revolução no rock” procura entender essa transformação analisando contexto histórico, concepção do álbum e gravação de cada faixa. Além disso, foi observada a repercussão do disco junto ao público, crítica e bandas do gênero. Tudo isso para conhecer as contribuições do Sgt. Pepper para a história do rock, as influências do álbum para o referido panorama musical.
O livro é resultado de uma pesquisa acadêmica defendida no curso de História da Uece em junho de 2013. Em homenagem aos 50 anos do álbum, o trabalho foi reeditado. Desta vez, com uma linguagem mais simples e menos teórica, voltada para o grande público. A leitura é indicada para todos que gostam de rock and roll e querem entender melhor como gênero se tornou o que é hoje.
“O livro foi pensado naqueles que querem entender como o rock se transformou no que é hoje, por isso é uma leitura indicada para todos que gostam do estilo ou de música em geral, e não apenas aos fãs de Beatles. Contudo, os beatlemaníacos, é claro, vão gostar!”, garante Fernando.
A obra está dividida em três capítulos. O primeiro fala da história do rock, o surgimento dos Beatles e dos acontecimentos que antecederam e influenciaram a produção do Sgt. Pepper.
O segundo fala como o disco foi pensado e o dia a dia da produção de cada música, além da elaboração da capa, famosa por ser cheia de elementos e conter o rosto de várias personalidades. 
Por fim, no terceiro capítulo, são apontadas as contribuições que o álbum trouxe para o rock, como isso impactou outras bandas do gênero e a própria indústria fonográfica. Antes de finalizar, é feita ainda uma discussão sobre o que é rock e como o Sgt. Pepper poderia ser classificado, uma vez que o disco foi bastante diferente de tudo o que vinha sendo produzido até então.
Serviço:
Lançamento do livro “A revolução do rock”
Data: 1º de junho de 2017
Horário: às 19h
Local: Área de Eventos do Shopping Benfica (Avenida Carapinima, 2200, Benfica)

Tribuna do Ceará 

Cearense de 75 anos realiza sonho de se formar em Pedagogia

Seu Chico tem 75 anos e cursa nível superior de pedagogia (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)
Seu Chico tem 75 anos e cursa nível superior de pedagogia (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)
Na cidade de Quixeramobim, no interior do Ceará, o idoso Chico Bandeira, de 75 anos, está dando de 10 a 0 em muito jovem bem letrado.
Com passadas curtas em chão de piçarra, seu Chico caminha em direção a uma grande conquista na sua história. A oportunidade de aprender e concluir os estudos chegou tarde em sua vida, mas isso não fez com que ele abandonasse o sonho.
Chico Bandeira conta em entrevista ao Gente na TV, da TV Jangadeiro/SBT, que teve de interromper os estudos na 5º série porque, na época, não existia escola na cidade.
Hoje, aos 75 anos, ele está concluindo o curso superior de Pedagogia no Inducentro (Instituto de Educação e Cultura Ceará Centro). Antes de começar o curso superior, seu Chico já tinha feito mais de 40 cursos profissionalizante. A atitude dele serviu de exemplo para outras pessoas que também ingressaram na faculdade.
Veja todos os detalhes na matéria do Gente na TV, da TV Jangadeiro/SBT:
Tribuna do Ceará 

Underwood, de 'House of Cards', entre Trump e Temer

Quinta temporada do seriado busca elementos de comparação entre a ficção na Casa Branca e a narrativa surreal do noticiário em Brasília.
Massacrado nos programas políticos da TV e alvo de protestos de rua, o chefe do executivo se agarra ao cargo. Alguma semelhança?
Massacrado nos programas políticos da TV e alvo de protestos de rua, o chefe do executivo se agarra ao cargo. Alguma semelhança? (Netflix/Divulgação)

Um presidente acuado pela opinião pública e assombrado pela delação de aliados diz ao país em rede nacional (e com o dedo em riste) que não vai desistir.

Massacrado nos programas políticos da TV e alvo de protestos de rua, o chefe do executivo assiste à oposição no Congresso pedir uma investigação que tem tudo para culminar em impeachment, mas ele se agarra ao cargo.

O primeiro impulso de quem já mergulhou de cabeça na quinta temporada de House of Cards, que chegou na terça, 30, à Netflix, é buscar elementos de comparação entre a ficção na Casa Branca e a narrativa surreal do noticiário em Brasília. O departamento de marketing do canal de streaming já vinha explorando os paralelos. Uma ideia oportuna, diga-se.

Em um vídeo promocional postado nas redes sociais, o assessor Doug Stamper, homem de confiança de Frank Underwood, enviou uma mensagem especial e enigmática aos fãs brasileiros da série: “Povo brasileiro, isso não é uma competição. Vocês nunca sabem de onde as pessoas podem tirar inspirações. Fiquem atentos”.

No transcorrer dos 13 novos episódios, porém, Washington se afasta de Brasília. Por mais tentador que seja comparar a saga de Frank com a descida ao inferno de Michel Temer, é Donal Trump que está servindo de inspiração.

Não por acaso, a quinta temporada se desenrola a partir da última frase do derradeiro episódio da quarta: “Nós não vamos nos submeter ao terror. Nós o criamos”.

No momento que porta-aviões norte-americanos se aproximam da Coreia do Norte, Frank aposta todas as suas fichas em uma guerra contra o terror para desviar a atenção da imprensa. Em paralelo, atua com habitual truculência nos bastidores da disputa eleitoral que se avizinha.

Juntos, Frank e Claire exalam determinação e engajamento na causa que une o casal: poder.

Agência Estado

Música para a esperança: do Complexo da Maré para o Vaticano

Orquestra tocaria para o papa aos pés do Cristo Redentor, em julho de 2013, mas o mau tempo acabou afogando seu sonho.
(29 mai) Músicos da Orquestra Maré do Amanhã tocam aos pés do Cristo Redentor
(29 mai) Músicos da Orquestra Maré do Amanhã tocam aos pés do Cristo Redentor (AFP)

Em 2013, as lágrimas de Débora Santos caíam como a chuva que a impediu de tocar para o Papa Francisco no Rio de Janeiro. Quatro anos depois, ela chora de alegria com a ideia de voar para Roma.
Junto à Orquestra Maré do Amanhã, nascida dentro de um projeto social fundado em 2010 em uma das favelas mais violentas do Brasil, a violoncelista de 18 anos tocará no Vaticano no próximo sábado (3).
Uma justa recompensa após ter perdido na última hora as Jornadas Mundiais da Juventude em sua cidade: apesar de estar previsto que a orquestra tocaria para o papa aos pés do Cristo Redentor, em julho de 2013, o mau tempo acabou afogando seu sonho.
"Ficamos muito tristes, porque preparamos uma música para ele. É muito gratificante saber que todo nosso esforço está sendo recompensado. É maravilhoso. Chorei muito. Fiquei muito feliz. Finalmente, depois de quatro anos...", afirma.
No sábado, o grupo de 26 brasileiros com entre 14 e 19 anos realizará, finalmente, o sonho de tocar para Francisco, por ocasião da chegada do "Trem das crianças" ao Vaticano. Entre o público estarão 400 jovens procedentes das regiões do centro da Itália afetadas por terremotos recentemente.
Notas contra tiros
A 10.000 quilômetros do Vaticano, no Complexo da Maré, a terra não treme, mas a troca de tiros marca o ritmo da vida de seus habitantes, reféns da guerra entre narcotraficantes e das contundentes intervenções policiais.
Segundo a ONG local Redes da Maré, ocorreram 18 mortes violentas entre janeiro e abril neste conjunto de favelas que tem 140 mil habitantes, próximo ao Aeroporto Internacional do Rio, superando o total de óbitos registrado em 2016.
Na segunda-feira, os jovens da orquestra subiram o Corcovado, onde deveriam ter tocado para Francisco, para participar de uma missa na véspera de sua viagem, mas dois integrantes do grupo não puderam sair de casa devido a um tiroteio provocado por uma operação policial.
"Já tivemos que cancelar muitos ensaios por culpa da violência", lamenta Bruno Costa, um contrabaixista de 16 anos cujas notas são frequentemente sufocadas pelas detonações.
"É muito complicado me deslocar pelo bairro com meu instrumento, que é muito grande. Os traficantes pensam que estou levando uma arma na capa do instrumento, ou um corpo".
Novos horizontes
A própria gênesis do projeto tem suas raízes na violência que afeta o Rio diariamente. Foi na Maré onde a polícia encontrou o carro sujo de sangue de Armando Prazeres, o célebre maestro assassinado em 1999.
Após vários anos de depressão, seu filho, Carlos Eduardo, decidiu se dedicar de corpo e alma a mudar a vida dos jovens das favelas pela música.
Hoje, o projeto está presente em todas as escolas da Maré, e 2.200 jovens tiveram seu primeiro contato com instrumentos graças à ONG.
"As expectativas de vida, os sonhos que tinham, eram sonhos muito pequenos. Estavam presos naquele mundo deles. Arte e cultura abrem a cabeça deles para enxergar um horizonte maior. Hoje eles enxergam estudar em Viena, fazer musica profissionalmente, fazer uma faculdade de musica. Coisa que nem passava na cabeça deles quando começaram", disse Carlos Eduardo Prazeres.
"Quero fazer faculdade, e quero tocar numa orquestra. Não aqui no Brasil. Nada contra, mas meu sonho é tocar na sinfônica de Berlim. Acho que posso ir longe se eu estudar bastante. Se der meu melhor com certeza consigo chegar lá", declarou Débora.
Em Roma, o repertório será composto por clássicos da música erudita e tradicional brasileira, mas também incluirá dois tangos, de Astor Piazzolla e Carlos Gardel, para recordar a terra do Papa argentino.
O Papa receberá um violino branco assinado pelos jovens músicos, que esperam trazer outro instrumento para o Rio com uma mensagem especial escrita por Francisco para seus companheiros no Brasil.
"O que mais me dói é ver esses meninos prosperando mas com o sonho de sair da Maré, porque é um lugar onde não está dando para viver. É muito triste não ter o sentimento de pertencimento. É isso que eu queria tentar mudar, que as pessoas entendessem que a paz é possível", concluiu Carlos Eduardo.

AFP

Rádio Nacional de Brasília completa 59 anos

Julia Buonafina Rocha*
Inezita Barroso se apresenta no auditório da Rádio Nacional de Brasília - Acervo Arquivo Público do Distrito Federal
Inezita Barroso se apresenta no auditório da Rádio Nacional de Brasília - Mário Fontenelle, 21/04/1959 -Acervo Arquivo Público do Distrito Federal
Inaugurada no dia 31 de maio de 1958, a Rádio Nacional de Brasília completa hoje (31) 59 anos. A emissora era um dos principais meios de comunicação dos candangos quando a capital ainda estava sendo construída.
Destaque pela programação, que conta com música popular brasileira (MPB) tradicional e contemporânea, música instrumental, novos talentos e a música de artistas de Brasília, a Nacional é transmitida em todo o Distrito Federal e entorno, além de ser disponibilizado pela internet e por satélite digital.
A emissora oferece 28 programas, que vão de política a cultura. Além da programação musical, oferece eventos para promover a cultura local, como o Festival de Música da Rádio Nacional FM, realizado desde 2009.
Para a comemoração dos 59 anos, a emissora contará com uma programação especial. Desde o início do ano, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), à qual a rádio é vinculada, trabalha na montagem da exposição A Voz do Coração do Brasil - a recriação de um estúdio da Rádio Nacional dos anos 70 a 80, que será inaugurado hoje.
A exposição mostra a história da emissora e a restauração de equipamentos da época. A recriação do estúdio é a primeira etapa do projeto, que integra o plano de trabalho de 2017 da Gerência Executiva de Comunicação. A meta é montar, na sede da EBC, uma exposição permanente para contar a história dos veículos que formam a empresa.
Além da exposição, a Rádio Nacional de Brasília contará com a presença de historiadores, escritores e dos jornalistas Ronaldo Costa Couto e Adirson Vasconcelos, que estarão no estúdio para falar sobre a relação entre Brasília e a Rádio Nacional.

Dia Mundial sem Tabaco alerta este ano para danos causados pela produção do fumo

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Fumante (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A produção e o consumo de produtos derivados do tabaco geram importantes impactos socioambientais em todo o planetaMarcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Além dos danos à saúde pública, a produção e o consumo de produtos derivados do tabaco geram importantes impactos socioambientais em todo o planeta – um deles é o uso de lenha para aquecer estufas que secam as folhas de tabaco e que leva ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempo de constantes mudanças climáticas. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Dia Mundial sem Tabaco 2017, lembrado hoje (31), a entidade adotou como tema da campanha Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento. A proposta consiste em um apelo aos países-membros para que implementem medidas consistentes de controle do tabaco, incluindo a proibição de todo tipo de marketing e publicidade relacionados ao assunto, a adoção de embalagens simples para os produtos e o aumento de impostos especiais voltados para o setor.
Custos à saúde e à economia
Dados da OMS mostram que o consumo do tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos e custa aos lares e aos governos mais de US $ 1,4 trilhão, em razão de despesas com saúde e da perda de produtividade. “O tabaco ameaça a todos nós”, alertou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Ele exacerba a pobreza, reduz a produtividade econômica, contribui para pobres escolhas alimentares domésticas e polui o ar interior”, completou.
“Entretanto, por meio da adoção de medidas robustas de controle, os governos podem salvaguardar o futuro de seus países protegendo usuários e não usuários desses produtos mortais, gerando receitas que financiam a saúde e outros serviços sociais, salvando seus ambientes das devastações provocadas pelo tabaco”, disse Margaret.
Cicatrizes ao meio ambiente
Ainda segundo a OMS, os impactos do tabaco e de seus derivados na natureza envolvem dados como:
- Resíduos de tabaco contêm mais de 7 mil produtos químicos tóxicos que envenenam o meio ambiente, incluindo carcinogênicos humanos.
- Emissões de fumaça proveniente do tabaco contribuem com milhares de toneladas de carcinogênicos humanos, tóxicos e gases de efeito estufa para o meio ambiente.
- Cerca de 10 bilhões dos 15 bilhões de cigarros vendidos todos os dias no mundo são descartados no meio ambiente.
- Bitucas de cigarro respondem por 30% a 40% de todos os itens coletados em limpezas costeiras e urbanas.
Ameaça a mulheres e crianças
A entidade alerta ainda que o tabaco representa ameaça a todo tipo de população e também ao desenvolvimento nacional e regional dos países sob diversos aspectos, incluindo:
- Pobreza: cerca de 860 milhões de fumantes adultos vivem em países de baixa e média renda. Estudos mostram que nos lares mais pobres, gastos com produtos derivados do tabaco representam mais de 10% do orçamento, o que significa menos renda para alimentação, educação e saúde.
- Infância e educação: as plantações de tabaco comprometem o acesso de crianças à escola, já que entre 10% e 14% das famílias que vivem em fazendas onde o produto é cultivado perdem aula em razão do trabalho na lavoura.
- Mulheres: entre 60% e 70% dos trabalhadores de lavouras de tabaco são mulheres, o que as coloca em contato constante com produtos químicos perigosos à saúde.
- Saúde: o tabaco responde por cerca de 16% de todas as mortes provocadas por doenças crônicas não transmissíveis.
Brasil
Dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que, em 2011, foram gastos R$ 23 bilhões com o tratamento de algumas das mais de 50 doenças relacionadas ao tabaco. Já a arrecadação com impostos sobre cigarros recolhidos no mesmo ano foi da ordem de R$ 6 bilhões.
“Mas o custo do tabagismo no Brasil, avaliado pela pesquisa, ainda está subestimado: não incluiu o custo gerado pelo absenteísmo, a perda de produtividade, as despesas das famílias, entre outros gastos indiretos relacionados ao tabaco”, destacou o órgão.
Durante as atividades do Dia Mundial sem Tabaco, está prevista a divulgação de novo estudo com dados atualizados sobre o impacto econômico do tabagismo no Brasil, incluindo custos com a perda de produtividade.

Projeto de extensão oferece fisioterapia neurológica à comunidade

O atendimento é feito às segundas e quartas-feiras, das 8h às 12h, e às quintas-feiras, das 13h às 17h. Cerca de 10 pacientes são atendidos por turno

Foto: Divulgação / Fisioneuro
 
A Liga de Fisioterapia Neurológica (Liga Fisioneuro), projeto de extensão ligado ao Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, oferece serviço gratuito de reabilitação a pessoas que sofreram acidente vascular cerebral, têm doença de Parkinson ou outras enfermidades que deixam sequelas neurológicas.
 
O atendimento é feito no Centro de Desenvolvimento da Família (Cedefam), na Rua Pernambuco, 1674, vizinho ao Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra, às segundas e quartas-feiras, das 8h às 12h, e às quintas-feiras, das 13h às 17h. Cerca de 10 pacientes são atendidos por turno.
 
O atendimento em fisioterapia neurológica busca fazer o paciente recuperar movimentos perdidos e voltar a ter autonomia, o que pode variar conforme o caso. A demanda tem sido espontânea, mas, segundo a coordenadora da Liga Fisioneuro, Profª Lidiane Oliveira Lima, o ideal é que o paciente chegue ao serviço encaminhado por um médico e tenha passado por avaliação cardiovascular e respiratória.
 
A coordenadora explica que, por desconhecimento ou dificuldade de acesso a serviço dessa natureza, muitos pacientes vítimas de AVC, por exemplo, vão perdendo qualidade de vida a cada dia e ficam acamados em casa. Ela cita o exemplo de uma pessoa que teve AVC há três anos e nem sequer contava com acompanhamento médico. Com potencial para ficar em pé, passou a receber atendimento pela equipe da Liga.
 
A Profª Lidiane esclarece que não é função do projeto tirar do Estado a obrigação de oferecer serviços de saúde como o da Fisioneuro à população, mas é um modo de os integrantes – professores e alunos – devolverem à sociedade o que tanto recebem da universidade pública.
 
O Projeto
Criada em 2015 pelas professoras Lidiane Oliveira Lima e Fernanda Renata Jucá como projeto de extensão, a Liga de Fisioterapia Neurológica  se expande também para as áreas do ensino e da pesquisa. Para os alunos do Curso de Fisioterapia integrantes do projeto, é uma oportunidade de "formação no campo prático". Quanto às pesquisas, já existem, segundo a coordenadora, projetos elaborados aguardando procedimentos burocráticos para que sejam iniciadas as pesquisas clínicas.
 
Serviço
Liga Fisioneuro
Centro de Desenvolvimento da Família (Cedefam)
na Rua Pernambuco, 1674, vizinho ao Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra
Às segundas e quartas-feiras, das 8h às 12h, e às quintas-feiras, das 13h às 17h.
Boa Noticia

Quarteto de Cordas da Orquestra Contemporânea Brasileira é a atração do Clássicos na Lagoa

Constituída por músicos solistas residentes em várias regiões do Brasil, a orquestra se reúne periodicamente para participar de apresentações. O Quarteto de Cordas da Orquestra Contemporânea Brasileira será a próxima atração do Clássicos na Lagoa

Foto: Divulgação / Evento
 
A necessidade de ampliar os espaços de expressão musical no cenário da música erudita nacional motivou a criação, em 2016, da Orquestra Contemporânea Brasileira. Constituída por músicos solistas residentes em várias regiões do Brasil, a orquestra se reúne periodicamente para participar de apresentações. O Quarteto de Cordas da Orquestra Contemporânea Brasileira será a próxima atração do Clássicos na Lagoa, realizado dia 2 de junho, às 17 horas. O projeto promove concertos às margens da Lagoa do Porangabuçu, nas primeiras sextas-feiras de cada mês.
 
A Orquestra Contemporânea Brasileira, sediada em Fortaleza e mantida pelo Sistema Brasileiro de Bandas e Orquestras (Sinfonia.br), fez a sua estréia em 2016, no encerramento do Festival Sinfonia.br, no palco do Cineteatro São Luiz. Com a proposta de unir música erudita e popular em um único idioma sonoro, o grupo pretende também colocar-se como referência para estudantes de música e orquestras em formação, através da realização de ações pedagógicas como masterclasses, oficinas e concertos didáticos.
 
A Temporada 2017 prevê apresentações e concertos nos estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande Norte e Pernambuco, sob a regência do maestro Arley França. O Quarteto de Cordas da Orquestra Contemporânea Brasileira, composto pelos músicos Paulo Leniuson (violino), Natan Gomes (violino), Paulo Cleber (viola) e Jorge Lima (Violoncelo) apresenta em seu repertório clássicos da música erudita e da música popular. Eles irão interpretar, durante o Clássicos na Lagoa, compositores como Mozart, Luiz Gonzaga e Belchior.
 
O projeto Clássicos na Lagoa foi idealizado pelo Instituto de Ciências Médicas Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ICM), com a participação do Instituto Beatriz e Lauro Fiuza (IBLF) e a Plataforma Sinfonia do Amanhã. O intuito é promover a educação musical, contribuir com a promoção da saúde e ampliar os espaços de socialização gratuitos.
 
Serviço
Projeto: Clássicos na Lagoa
Apresentação: Quarteto de Cordas da Orquestra Contemporânea Brasileira
Local: Lagoa do Porangabuçu
Data: 2 de junho – sexta-feira
Horário: 17 horas
 
Com informações da assessoria de comunicação
Boa Notícia

6º Concertos Solidários–Festival Alberto Nepomuceno (FAN) terá início próximo dia 2

Maestro cearense que abriu caminhos na cena musical brasileira dá nome ao festival de música instrumental, que acontece de 02 a 11 de junho em Fortaleza, Canindé e Juazeiro do Norte. Toda a programação é gratuita

Foto: Divulgação / Festival
DJ Duda se apresenta dia 02/06 às 17h no Centro Cultural Banco do Nordeste
 
O 6º Concertos Solidários – FAN tem programação para todas as idades. Vinte atrações culturais em dez dias de programação gratuita, evento de incentivo à produção e difusão da música instrumental em suas variaçõesdoerudito ao popular. Vai ser um diferencial!
 
Nesta edição, entreapresentações que alargam e extrapolam referências ao compositor, pianista, organista e regente cearense Alberto Nepomuceno (1864 – 1920), a transversalidade de linguagens artísticas também celebraos elos musicais em tessituras literárias, estéticas e outras composições,voltadas para formações artísticas e de platéias. Os músicos, além de inserirem no repertório composições de Nepomuceno, farão homenagens ao compositor cearense Belchior, incluindo canções dele nas apresentações. O Projeto, via Lei Rouanet, tem patrocínio do Banco do Nordeste e do Grupo Marquise.
 
Ao contemplar os vários modos de ouvir, aprender, ensinar, fazer e ecoar música, o Festival Alberto Nepomuceno – FAN é instrumento de inclusão social e acessibilidade cultural na ocupação de espaços públicos coletivos, como igrejas, escolas públicas, bibliotecase ao alcançar as populações rurais cearenses. “A programação gratuita e aberta ao públicode todas as idades e camadas sociais, sem distinção de escolaridade ou de iniciação, reforça e amplia as integrações propostas nas cinco edições anteriores”, referenda Cris Queiroz, diretorado Festival pela Vagalume Produção Cultural e Comunicação. 
 
A programação artística do FAN 2017 foca acervos artísticose avança na formação de público e na irradiaçãoda partilha de saberes e fazeres. Renata Sampaio, que também assina a direção do festival, destaca o compromisso do FAN em tornar suas atividades acessíveis para maiores públicos epúblicos com necessidades específicas como disponibilização de aporte profissional para confecçãode folders em Braille, interpretação em libras, audiodescrição e gente para facilitar o acesso e a acomodação de pessoas que têm necessidades especiais”, pontua.
 
Nos dias das apresentações, o Festival estimula ainda aarrecadação de materiais de limpeza para doação às instituições benemerentes. Nessa 6ª edição será contemplado o CAVIVER–Centrode Aperfeiçoamento Visual Ver a Esperança Renascer, ONG que trabalha com crianças socialmente desfavorecidas do Estado do Ceará com as principais causas de cegueira infantil. 
 
Programação em três cidades e na zona rural
Toda a programação é gratuita. O 6º Festival Alberto Nepomuceno– FANterá início em Fortaleza, às 15h30 do dia 02/06 (sexta-feira), no Museu da Fotografia Fortaleza com um papo regido pela jornalista Izabel Gurgel sobre “Livros, leituras e fotografia: música para os olhos”,tendo como convidados especiais alunos do Instituto Filippo Smaldone e público assistido pelo CAVIVER– Centro de Aperfeiçoamento Visual Ver a Esperança Renascer. Após a fala, o público segue em visitação ao acervo do local. 
 
Ainda no dia 02/06, às 17h, o evento se desloca até o Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza, no Centro, onde o público será recebido ao som do DJ Duda, colecionador de discos de vinil que promove agito festivocom set de brasilidades ereferências do universo eletrônico e digital, entre vertentes do trip-hop, downtempo e outros beats. Às 19h, inicia o show da banda “Fera Neném Into the Jungle Boogie” com o trio Lucas Santos (teclas, samples, efeitos e Beat), Caio Pascoal (guitarra) e João Emannuel (baixo),em misturas rítmicas da funk music aos beats eletrônicos, passando pelo blues, reggaee até mesmo o brega. 
 
No sábado 03/06, das 13h às 17h, o FAN 2017 prossegue pelo Centro da capital cearense com programação que ocupa o Plebeu Gabinete de Leitura, um lugar de liberdade da palavra, leitura pública e compartilhamento de idéias. Lá, Conversas Plebeias e leituras ritmadas pela DJ Renatinha (projeto Long Play) inicia com “Adelaide Gonçalves e sua casa de papel”, na qual a profª. dra. (História/UFC) fabula sobre o ano em que Alberto Nepomuceno nasceu, com citações a livros do acervo do Plebeu. Em seguida, sob o tema “Geme a cuíca nas crônicas de Rubem Braga”, a jornalista e escritora Ana Karla Dubiela desfia sobre as gingas presentes nos escritos do autor. A jornalista Izabel Gurgel fecha a tarde ao tecer acerca do tema “Labirinto sobre as águas: Nepomuceno em Ana em Veneza”, a partir do livro de João Silvério Trevisan. 
 
Villa-Lobos para Criança no primeiro domingo do FAN
A primeira domingueira do 6º FAN, no dia 04/06 às1 7h, promove final de tarde na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura ao som do espetáculo “Villa-Lobos para Criança” pelo Grupo “A Pessoa Bob”, encabeçado pelo músico Ayrton Pessoa Bob (acordeom e sintetizador), Jônatas Gaudêncio (clarinete) e Luis Gustavo Lima (violino e viola). 
 
Atividades artísticas na zona rural de Canindé
Canindé é a próxima parada do Festival, que abre a semana às 10h do dia 05/06 (segunda-feira) levando o repertório do Grupo “A Pessoa Bob” no espetáculo “Horizonte Aparente” à Capela de São José, em assentamento na zona rural do município. Também na zona rural de Canindé, às 14h, a jornalista Izabel Gurgel versa sobre “Cirandas e Cantigas de Roda” para as presenças na Escola do Campo Patativa do Assaré, enquanto a DJ Renatinha pontua a fala com referências musicais (projeto PARATODOS).
 
De volta a Fortaleza no dia 06/06 (terça-feira) às 19h30, o 6º FAN programa para os alunos e às comunidades vizinhas da Escola Municipal Professor Godofredo de Castro Filho, no bairro Vicente Pinzón, a apresentação da Luthieria Ensemble, projeto musical da ONG Tapera das Artes, a partir de instrumentos fabricados com material reciclado, como cabaças e canos PVC. 
 
Juazeiro do Norte também ganha ecos do FAN 2017 na quinta-feira 08/06, com a banda “Fera Neném” no show “Into the Jungle Boogie” no Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri, às 19h30. 
 
De volta a Fortaleza, na sexta-feira 09/06 às 15h30, uma nova oportunidade de fluir entre “Livros, leituras e fotografia: música para os olhos” com a jornalista Izabel Gurgel, no Museu da Fotografia. A conversa aberta ao público traz alunos da Escola Pública Estadual Helenita Mota convidados pelo FAN, e tem seguimento com consultas às ilustrações referenciadas no bate papo, além de visitação à biblioteca e ao acervo do Museu. No cair da noite, às 19h30, um encontro de acervos motiva papos e trocas musicadas no evento “Alberto Nepomuceno em Serenata”, que junta o pesquisador Miguel Ângelo de Azevedo, criador do Acervo do Nirez, aos achados do colecionador Osmar Onofre, em seu arejado quintal de casa, na rua Barão de Aratanha, 835.   
 
No Sábado, 10/06 às 16h, na Escola Beneficente de Surf Titanzinho, o 6º FAN promove “Um Acordeom na Beira do Mar” com concerto de Jair Dantas, educador e único acordeonista canhoto brasileiro, que apresenta trabalho voltado para a música Erudita e Popular. 
 
O último dia de atrações do 6º Concertos Solidários – FAN é intenso, e começa às 17h do domingo 11/06, no Museu de Arte Contemporânea – MAC (Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura) com a apresentação do Duo Glière de Cordas da UFC pela violinista Liu Man Ying e pela violoncelista Dora Utermohl de Queiroz, ambas professoras do curso de Licenciatura em Música do Instituto de Artes da Universidade Federal do Ceará. O Duo Glière faz homenagem ao violinista e compositor russo Reinhold Glière (que incorporou o uso da música folclórica da Rússia e de países vizinhos em suas composições) e traz no programa o Duo n.1 de Beethoven, entre as peças arranjadas para esta formação, caso de“Meditação de Thaís”, do compositor Massenet.
 
Às 18h30, a Arena Dragão (também no Centro Dragão do Mar) ganha os movimentos da Camerata de Cordas da UFC, sob direção das profªs. Dra. Liu Man Ying (violino e viola) e Ms. Dora Utermohl de Queiroz (violoncelo e contrabaixo), em que repercute repertório selecionado para o coletivo musical. Na sequência, o FAN recebe o Grupo de Violoncelos da UFC, composto por 22 alunos violoncelistas sob coordenação da profª Dora Utermohl de Queiroz, que compartilham saberes, o mesmo interesse e dedicação por um instrumento e pela música em concerto gratuito e aberto à comunidade com obras escritas especialmente para esta formação.
 
Último domingo do FAN tem concerto na Igreja da Piedade
Para o encerramento do 6º FAN, o Grupo Choro Jazz Trio, formado por Moacir Bedê (guitarra, flauta e bandolim), Fábio Amaral (Baixo acústico e elétrico) e André Benedect (Bateria) sobe ao altar da Igreja N. Sra. da Piedade, às 18h45, com reverberações multi-instrumentais e autorais, que vão do jazz, bossa nova, MPB, balada até o baião, entre belas harmonias e muita improvisação jazzística. 
 
Serviço
6º Concertos Solidários–Festival Alberto Nepomuceno (FAN)
De 02 a 11 de junho  em Fortaleza, Canindé e Juazeiro do Norte
Todas as atividades são gratuitas
Boa Notícia

30 de maio de 2017

No Ceará também teve Campos de concentração antes da Alemanha Nazista

Texto: Jacqueline NóbregaPublicado em 29.05.2017
"No Estado do Ceará
A exemplo do alemão
Houve por aqui também
Campo de concentração
Lá era pra matar judeu
Aqui o povo do sertão"
Henrique Pinheiro
Os campos de concentração parecem uma realidade distante do que vivemos atualmente. No entanto, há mais de 80 anos, a situação aconteceu em solo cearense. Apesar de o nome remeter aos campos nazistas na Alemanha, de acordo com o livro "Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na Seca de 1932", da autora Kênia Rios, o que aconteceu no nosso Estado foi consequência da seca que assolava o Ceará desde 1930 e antecedeu os alemães.
Em 1932, a situação piorou e os retirantes chegavam a Fortaleza na esperança de encontrar uma solução para escapar da falta de chuva no sertão. Os jornais da época chamavam a atenção para o clima alarmante com o desembarque dos flagelados. Era comum, na época, ainda segundo o livro de Kênia, notícias que relatavam o comportamento dos retirantes, como invasões a trens e indícios de revoltas. Criou-se com isso a imagem de homens e mulheres que poderiam se tornar ameaçadores. Entre as classes dominantes de Fortaleza, surgiu o hábito de temer o grupo de pessoas.
"As famílias ficavam espalhadas pelas cidades do Interior, mas a partir de 1930 o rumo certo era Fortaleza. As elites, então, começavam a conclamar na imprensa, tanto em Fortaleza, como em Sobral e no Cariri, para a formação desses campos de concentração. E as providências foram tomadas na construção desses espaços", relata Kênia, em entrevista ao Diário Plus.
Mapa da cidade de Fortaleza no ano de 1932 indicando a localização das concentrações de Matadouro e Urubu Foto: Livro Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na Seca de 1932
Mapa da cidade de Fortaleza no ano de 1932 indicando a localização das concentrações de Matadouro e Urubu Foto: Livro Isolamento e poder Fortaleza e os campos de concentração na Seca de 1932
A historiadora e professora do departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC) conta que a construção dos locais se insere na política de obras contra a seca. "A proposta do projeto era de salvar os flagelados, oferecer comida e assistência médica. O problema é que no Brasil nada acontece como está no papel. O que ocorreu foi que essas pessoas ficaram amontoadas".
Registro fotográfico dos flagelados da seca de 1877 na estação ferroviária de Iguatu à espera de trem para Fortaleza. Na seca de 1877, Fortaleza chegou a receber retirantes que representavam mais do triplo de sua população. Fonte: "Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na Seca de 1932"
Kênia explica que foram construídos, ao todo, sete campos de concentração no Ceará, distribuídos em lugares estratégicos para garantir o encurralamento de um maior número de retirantes, sendo dois em Fortaleza e os outros em Ipu, Quixeramobim, Senador Pompeu, São Mateus e Crato. De acordo com estatísticas oficiais, pouco mais de um mês após a abertura dos campos, os espaços somavam 73.918 aprisionados. "Eles ficavam próximos a vias férreas, porque os sertanejos se deslocavam de trem. Quando eles desciam, eram encaminhados para os campos. Lá era um confinamento, eles eram vigiados e não podiam sair sem autorização. Os que saíam, eram considerados fugitivos e a ocorrência era registrada na delegacia. Havia um grande número de pessoas confinadas em um espaço para duas mil, e aí aconteceu o inevitável. Muitas doenças, epidemias e o número de mortes diárias era grande. A alimentação, além de ser escassa, era ruim".
Estação do campo de contração Senador Pompeu | Às margens da CE-040 é possível encontrar as ruínas da antiga estação do campo Foto: Alex Pimentel
A professora relata em seu livro que entre abril de 1932 e março de 1933 foram registrados mais de 1.000 mortos somente no Campo de Concentração de Ipu. Ela ainda relata que era possível perceber distinções na estrutura arquitetônica dos campos. Alguns eram cercados de forma circular e outros recebiam uma conformação mais quadrangular, entretanto, havia uma estrutura básica presente em todos: posto médico, cozinha, barbearia e casebres separados por família.
O professor e doutorando em História pela Universidade Regional do Cariri (URCA) e Universidade Federal Fluminense (UFF), Airton de Farias, cita mais detalhes: "Os homens tinham os cabelos raspados a zero. Os campos ainda tinham banheiros, capela e casebres divididos em pavilhões para homens solteiros, viúvas e famílias. Havia uma espécie de cadeia para os retirantes desordeiros e oficinas (de olaria, carpintaria, alfaiataria etc.) para não deixar os concentrados inativos, o que era, aliás, uma preocupação das autoridades".
Outro aspecto significativo é o nome com o qual o flagelado batizou os campos de concentração: curral do governo. Na sua vivência do mundo rural, o sertanejo sabe que o gado precisa ser encurralado para não fugir (...) Era uma prisão que tratava os seres humanos como bichos
"Vários dos retirantes eram 'recrutados' dos campos também para as obras de emergência do governo e até para lutar na revolução paulista de 1932. Atraídos pelas promessas de trabalho, alimentação e assistência médica, os sertanejos eram privados de sua liberdade, não podendo sair sem autorização dos inspetores dos campos. Guardas constantemente vigiavam os movimentos dos concentrados para evitar fugas. Esses campos de concentração eram chamados pela população de 'currais do governo'. Houve casos de revolta dos retirantes contra aquele controle sufocante e a administração dos campos", explica ainda Airton.
"Junto com os retirantes, as epidemias 'encontraram' condições favoráveis para se alastrarem, devido ao ajuntamento de pessoas, falta de higiene, saúde debilitada. A mais grave dizimou em Fortaleza em um único dia, 10 de dezembro de 1878, 1004 pessoas. Foi para evitar a repetição desses eventos que os campos de concentração foram pensados. O lugar seria um lugar que sertanejos receberiam apoio governamental, mas a realidade foi bem diferente", acrescenta a pesquisadora e blogueira Fátima Garcia.

CEARÁ VERSUS ALEMANHA

Airton de Farias frisa que no imaginário das pessoas de hoje os campos de concentração ficaram associados à Alemanha, por isso é importante que tenham acesso à história do Brasil. "Os que haviam no Ceará eram diferentes, tinham outros sentidos e objetivos. Campos de concentração, como o nome sugere, são onde ficam pessoas concentradas, confinadas, em virtude de surtos de doenças, guerras, secas, etc. Vale lembrar que a criação dos campos contou com grande apoio da sociedade, como se pode perceber nos artigos elogiosos dos jornais da época, afinal, os flagelados estariam isolados e bem assistidos, o que na verdade não aconteceu. Historicamente, no nosso Estado, secas são momentos de tensão social, em que a ordem estabelecida corre riscos ante a fome e desespero das pessoas".
"A ideia de confinar, controlar e vigiar pessoas em locais 'apropriados' já tinha acontecido na seca de 1877, com os abarracamentos em torno de Fortaleza. Na seca de 1915 houve o primeiro campo de concentração na região do Alagadiço, atual São Gerardo".

COMO TERMINOU

No ano seguinte, com as primeiras chuvas de 1933, a imprensa efetivou uma forte campanha para o fim dos campos de concentrações. "As poucas chuvas que começaram a cair no sertão já forneciam uma certa segurança para os fechamentos das concentrações. Pensava-se que a cidade não corria mais o risco de invasão", conta Kênia em seu livro.
"Os campos duraram exatamente um ano, feitos em março de 1932 e desfeitos entre março e abril de 1933 porque começou a chover, então o governo distribuiu passagens e sementes para os concentrados retornarem aos seus lugares de origem. Nas concentrações de Fortaleza (nos bairros Otávio Bonfim e Arraial Moura Brasil), os campos deram origem ao surgimento de favelas, como é o caso do Pirambu".
"Havia muita rotatividade nos campos de concentrações, quando estavam muito cheios as pessoas eram encaminhadas para outros. Somente no Crato, chegou a passar durante o ano 65 mil pessoas", complementa a professora.

TOMBAMENTO

Cemitério do campo de concentração em Senador Pompeu Foto: Divulgação/MP/CE
Cemitério do campo de concentração em Senador Pompeu Foto: Divulgação/MP/CE
No último dia 17 de abril, com o objetivo de proteger o patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu, cidade distante 273 quilômetros de Fortaleza, o Ministério Público do Estado do Ceará (MP/CE) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura do município para promover o tombamento de diversos pontos históricos da região.
Na lista de locais citados no acordo estão o sítio arquitetônico da “barragem do Patu”, a “Vila dos Ingleses”, o “cemitério” e o “campo de concentração do Patu”, além do registro do bem imaterial da “Caminhada das Almas”.
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O Cemitério da Almas da barragem do Açude Patu, em Senador Pompeu, recebe a romaria em homenagem às vítimas do campo de concentração do Patu há mais de 30 anos Fotos: Alex Pimentel
Segundo o promotor de Justiça do Juizado Especial de Senador Pompeu, Geraldo Nunes Laprovitera Teixeira, um inquérito civil público e um relatório técnico foram realizados pelo MP/CE e concluíram que o tombamento do campo de concentração é benefício para a defesa da cultura e história cearense por apresentar “inegável valor histórico-cultural”. O município assinou o TAC e, em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 5 mil por mês.
Fátima Garcia explica que Senador Pompeu teve uma estrutura que resistiu ao tempo porque utilizou uma área construída pelos ingleses. "Havia um casarão construído no final dos anos 1910, conhecida por Vila dos Ingleses. Os estrangeiros estiveram na região para construção de uma barragem, do Açude Patu, que não chegou a ser concluída por falta de verbas. O casarão servia de residência aos estrangeiros e foi encampado pelo governo".

HISTÓRIA VAI VIRAR FILME

Foto clicada em Senador Pompeu durante pesquisa para o filme 'Dos campos à concentração' Foto: David Aguiar
Foto clicada em Senador Pompeu durante pesquisa para o filme "Dos campos à concentração" Foto: David Aguiar
A dupla David Aguiar, graduado em jornalismo e mestre em Comunicação e Audiovisual, e Sabina Colares, graduada em letras e especialista em Audiovisual, se prepara para rodar um longa-metragem sobre os campos de concentração no Ceará ainda este ano. Será um filme de linguagem híbrida, já que mesclará realidade com ficção. O projeto, intitulado "Dos campos à concentração", foi agraciado com o "Rumos Itaú Cultural 2015-2016".
"Desde o final de 2013, estamos em fase de pesquisa, tanto histórica quanto de linguagem. Agora o momento é de realizar um recorte dos fatos históricos e equalizar a uma forma narrativa que possa dar melhor comunicabilidade e potência estética ao filme. Estamos também em período de captação de recursos complementares para a realização do projeto", conta.
A ideia de fazer um documentário sobre o assunto não foi à toa. David tem contato com o sertão desde sua infância e a forma de sobrevivência do sertanejo o marcou de alguma forma. "Escutava histórias dos mais velhos sobre as antigas guerras entre famílias e como muitos morreram durante as secas. A história passou rapidamente a ser um dos temas pelos quais mais me interessava, sobretudo a relação entre história, memória e arte. Ponto muito forte e em comum no trabalho artístico realizado com Sabina".
Junto com a equipe do filme, eles estiveram em Senador Pompeu, onde conversaram com pessoas que perderam pais, tios e toda uma leva de familiares devido à concentração. "Nos deparamos com o patrimônio histórico em total estado de decomposição e esquecimento. Muitos lutam para preservar. Anualmente ocorre a 'Caminhada das Almas', em homenagem aos milhares que morreram no campo da barragem do Patu. É algo que quando você experimenta, não pode mais ignorar".
"Acreditamos ser imprescindível rememorar essa história, desenterrar essa dor, para conhecer o que mantemos em nossa cultura e ações políticas que chamamos de barbárie na cultura do outro. Memorar é uma forma de autocrítica e aprimoramento. Acredito que o momento atual exige isso, como sempre exigiu", finaliza.

Plus. Diário do Nordeste

Novo livro de Dionisio Jacob - ex-roteirista de "Castelo Rá-Tim-Bum" e "Cocoricó" - traz passeio pela História

O rosto dele pode até ser desconhecido do público que acompanhou as aventuras dos programas de TV "Castelo Rá-Tim-Bum" e "Cocoricó", por exemplo. Mas a imaginação e a capacidade de criar histórias memoráveis não. É que o paulista Dionisio Jacob foi roteirista dessas atrações e, por isso mesmo, no lugar de sua face - sempre presente no backstage - o que apareciam eram ideias, das mais criativas, que chegavam junto às crianças e as faziam viver naqueles universos onde brincar era imperativo e tudo era possível.
Mundos de possibilidades e conhecimentos que o autor também explora em seu mais novo livro, "A lenda de Abelardo", lançado recentemente e publicado pela editora SM. Um título que pretende fazer ressoar entre os jovens - como já é típico do trabalho de Dionisio - lições de vida, tudo ancorado por uma aura fantástica e, simultaneamente, calcada na realidade.
São paralelos interessantes de se observar, principalmente se tratando de uma temática que, na publicação, ganha texturas profundas e com ares epopeicos. Amplia, portanto, o referencial no qual primeiro se esgueira, conquistando também outros públicos, outras idades.
"Os dois trabalhos são independentes. Enquanto roteirista, atuo com uma equipe; nos livros, desenvolvo meu universo particular", esclarece o autor. "Este livro é uma ideia antiga, que foi tomando corpo e amadurecendo devagar. Diferentemente do tempo televisivo, sempre urgente", completa.
Não à toa - fruto do cuidado com o qual Dionisio idealizou e desenvolveu a história - "A lenda de Abelardo" chega ao mercado com um quê a mais: para além da narração de uma aventura fantástica, a obra passeia por campos do saber sempre bem-vindos para leitura e apreciação, caso da História e dos mitos fantásticos envolvendo heróis e criaturas mágicas.
Rastro
Na trama, Abelardo tem dez anos e vive em um feudo em plena Idade Média. Imaginativo, seu hobby é desenhar dragões nas paredes do castelo, os quais acredita piamente que existem, embora tentem prová-lo do contrário. Igualmente, também acredita que o pai - que partira anos antes para as Cruzadas - voltará um dia para casa.
Passadas as apresentações, o universo ficcional do livro começa a despertar uma curiosidade maior no leitor quando um mapa surge ocasionalmente na vida do garoto, indicando um local onde viveriam criaturas aladas - rastro valioso para nosso pequeno. É quando Abelardo, resoluto, embarca numa viagem fantástica rumo ao desconhecido, que reserva muitas surpresas e aventuras pela frente.
Ricamente ambientado na Idade Média, o livro prima por esmiuçar detalhes do cotidiano feudal, investindo em descrições abrangentes, que têm tudo para turbinar o interesse dos aficionados pelo tema.
Mas Dionisio não chegou a esse resultado de forma simples. O autor empreendeu estudos sobre o contexto sociocultural do período para ir além da pura fantasia, o que confere uma aura complexa ao conteúdo e encara o leitor jovem com respeito, em vez de privá-lo de informações.
O conteúdo sugere reflexões inclusive sobre assuntos como preservação ambiental e biodiversidade, mas apresentados de forma tão lúdica e equilibrada que a apreensão é quase intuitiva.
É aí que Rogério Coelho - laureado em 2012 com o Prêmio Jabuti na categoria Ilustração de Livro Infantil e Juvenil - entra, compondo, por sinal, uma parte bastante especial do projeto. Afinal, são dele as ilustrações que integram o exemplar, todas impressas em preto e branco, como um rascunho, fazendo uma espécie de recorte memorialístico imagético do texto.
"A coleção Barco a Vapor (versão brasileira de uma das mais destacadas coleções de literatura infantojuvenil em língua espanhola) possui diversos selos dirigidos às diferentes faixas etárias. Este do livro, da Série Laranja, prevê ilustrações", justifica Dionisio.
E complementa: "Acho que elas são sempre bem-vindas porque enriquecem o texto. Principalmente quando são de um ótimo artista, caso do Rogério, que, aliás, já fez a capa de outro livro meu, 'A Flauta Mágica'".
Mensagem
Indagado sobre qual a principal mensagem evocada pela publicação, Dionisio é franco: "Creio que uma obra não necessita passar uma mensagem específica. A leitura é sempre um processo de enriquecimento ao tratar com sensibilidade dos conteúdos emocionais que pertencem a todos".
"No caso específico deste livro, porém, creio que a imagem mais forte que fica é a de que toda presença humana faz uma grande diferença e pode enriquecer e transformar o seu entorno", pondera.
Quanto à sua constante ênfase de trabalho sobre o recorte infantojuvenil na seara da literatura, o profissional explica que muito dessa verve advém de sua experiência em sala de aula, o que o fez perceber as diferentes modalidades de apreciação narrativa próprias de cada faixa etária.
"Sempre trabalhei com o público jovem. Fui durante muitos anos professor de artes em diversas escolas. Tive também uma pequena escola chamada Casa do Sol, durante vários anos, de modo que sempre foi familiar trabalhar com este público. Mas tenho escrito também para adultos", sinaliza.
Neste segmento, por sinal, Dionísio também tem se destacado. Seu romance "A utopia burocrática de Máximo Modesto" (Companhia das Letras, 2001) chegou a ser menção honrosa no Prêmio Jabuti em 2002, enquanto "Assombros Urbanos" (Companhia das Letras, 2003) revela-se uma intrigante alegoria sobre o universo de produção televisiva.
Vasto, plural e inquieto, o mundo criativo de Dionisio Jacob é assim: desconhece limites quando o assunto é trazer à tona enredos que, tanto para os menores quanto para maiores, são peças singulares e de inteligente imaginação.
Livro
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A lenda de Abelardo
Dionisio Jacob
SM Editora
2017, 264 páginas
R$ 42
Diário do Nordeste