Nova oficina do Museu da Fotografia explora técnica artesanal e centenária de produção da imagem

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Estão abertas as inscrições para a nova oficina do Museu da Fotografia Fortaleza (MFF). Uma tarde de formação, sobre o tema "Câmara Obscura", está programada para este sábado (27), na sede do equipamento cultural. As atividades começam às 14h30.

São ofertadas 25 vagas e o investimento é de R$ 25. As inscrições são presenciais, na recepção do MFF, localizado na Rua Frederico Borges, 545, na Varjota.

Falar da câmara obscura é fazer um deslocamento histórico, voltando a um tempo anterior à invenção da fotografia. A câmera em questão é um artefato que permite a observação de uma imagem captada e tirada de um todo maior (a própria realidade externa). Há menções a este princípio em escritos da Antiguidade, em Aristóteles; e em escritos medievais de eruditos árabes.

A primeira descrição pormenorizada aparece no "Codex Atlanticus", do gênio italiano Leonardo Da Vinci (1452- 1519). A câmara obscura é um compartimento vedado, cuja luz penetra apenas por um pequeno orifício. Na parede oposta, forma-se uma imagem invertida do que há diante do equipamento, no exterior. O objeto foi utilizado por artistas europeus durante o Renascimento. A imagem projetada na câmara servia de referência para pintores, às voltas com a recém-criada perspectiva (representação mais "realista" das coisas).

Giambattista Porta (1535- 1615), um erudito italiano, aperfeiçoou a câmara obscura, ao utilizar uma lente na abertura luminosa. Com isso, ele conseguia que a imagem projetada fosse mais nítida e tivesse cores mais bem definidas.

Este foi, de certa forma, o modelo sobre o qual dezenas de inventores trabalharam, tentando criar uma câmara capaz de fixar a imagem projetada (a "escrita da luz" que veio a ser a fotografia, como conhecemos).

"Na oficina deste sábado, o aluno vai aprender as técnicas de fotografia artesanal, entender a entrada de luz. Vamos mostra o processo de formação", explica a coordenadora do Museu da Fotografia Fortaleza, Fernanda Oliveira. Os participantes construirão câmeras artesanais, com materiais simples (papelão, tesoura, cola) e uma lente.

Metodologia

A oficina é a segunda sobre o tema a ser conduzida pela equipe do Núcleo Educativo do MFF. O museu tem alternado ações formativas que envolvem convidados, como o fotopintor Julio Santos e o fotojornalista Evandro Teixeira, e a sua própria equipe.

"A oficina segue uma proposta metodológica. A gente começa com fotografia artesanal, explicando o processo de formação da imagem, depois chegamos na 'pinhole' (uma câmera artesanal capaz de sensibilizar papel ou filme fotográfico), em que se tem a fixação de imagem. Em outro momento, mais adiante, teremos a fotografia digital. São três momentos diferentes, que fazem parte de uma sequência e são interdependentes. Os três são fundamentais para que se possa compreender a imagem fotográfica", explica a coordenadora Fernanda Oliveira.

Mais informações:

Oficina "Câmara obscura". Sábado, dia 27, às 14h30, no Museu da Fotografia Fortaleza (Rua Frederico Borges, 545 - Varjota). Inscrições presenciais. Valor: R$ 25. Faixa etária: a partir de 12 anos.

Contato: (85) 3017.3661/educacao@museudafotografia.com.br

Diário do Nordeste

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