11ª edição Norte e Nordeste do festival Passo de Arte chega a Fortaleza nesta quinta (25), no Theatro Via Sul

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O ballet é um dos gêneros contemplados no Passo de Arte, que reúne cerca de mil profissionais
Dançar, muitas vezes, significa levar o próprio corpo ao limite para alcançar a precisão e a sincronia dos movimentos. Falhar, mas levantar mesmo com os joelhos roxos, calçar as sapatilhas com os pés envoltos em esparadrapo e tentar mais uma vez. Repetir incansavelmente a contagem "cinco, seis, sete e oito" e, finalmente, flutuar, girar, assumir controle; tornar-se a própria arte.
Apesar de soar um processo doloroso, a dança encanta e apaixona diversas pessoas, de todas as idades, que dedicam seus dias à prática. Com o intuito de reunir os amantes dessa linguagem artística para uma grande celebração, surgiu o festival "Passo de Arte", que oferece prêmios aos bailarinos de destaque - em dinheiro ou até mesmo na forma de uma indicação para o Youth America Grand Prix Brasil, concurso que escolhe candidatos para representar o Brasil em Nova York (EUA).
A mostra chega a Fortaleza mais uma vez para a sua 11ª edição regional - Norte e Nordeste -, a partir desta quinta-feira (25) seguindo até 28 de maio. Os quatro dias serão preenchidos por intensa programação, que abrange categorias tão distintas quanto ballet clássico, dança contemporânea, jazz, sapateado, danças populares e urbanas.
Algumas modalidades, como a de variação de repertório clássico e a de solo livre, incluem as chamadas categorias "pré", contemplando crianças com idade entre 8 e 10 anos.
Intercâmbio
William Romão, produtor do Passo de Arte, relata que cerca de 50 escolas de sete estados e mais de 1000 bailarinos participarão da edição em Fortaleza. "É uma oportunidade para eles verem o que os outros estão criando, ter um referencial do que está sendo feito", ressalta.
O produtor destaca ainda que esta etapa funciona também como uma seleção para a 25ª edição do Passo de Arte Internacional, marcada para julho na cidade de Indaiatuba, em São Paulo.
A competição funciona não apenas como ponto de encontro para estudantes e professores compartilharem experiências, mas também como um grande espetáculo para admiradores da dança, tendo em vista a preocupação dos artistas com a produção de cada coreografia.
Além de trabalhos inéditos, algumas escolas de dança costumam reproduzir coreografias apresentadas nos tradicionais festivais de fim de ano - especialmente quando se trata de apresentações em conjunto -, resultando em figurinos e performances vibrantes.
Ceará
Dentre os destaques locais está a Academia Michelle Fontenele, a Cia Vera Passos e o Centro Coreográfico Leandro Netto - esse último, embora tenha surgido apenas em 2014, já se revela uma companhia de destaque nas edições do Passo de Arte. O sucesso deve-se, principalmente, ao talento de seu fundador, Leandro Netto, indicado melhor coreógrafo do festival por três anos seguidos (2011 a 2013).
Outra importante presença é a do Espaço Rossana Pucci, que participa do Passo de Arte há quase uma década, já tendo conquistado mais de 50 troféus. "É no festival em que os alunos conseguem mostrar o que aprenderam no ano todo. Eles se motivam e se preparam muito pra isso", comenta Luiz Mosca, diretor administrativo do Espaço Rossana Pucci.
"Outro aspecto que a gente foca também é a coisa do aprender a ganhar e a perder, para um crescimento moral e psicológico do bailarino". O diretor ressalta ainda as oportunidades trazidas pelo festival, tendo em vista que o grupo foi indicado duas vezes para competir na etapa internacional, nos Estados Unidos.
Especializada em jazz, sapateado e hip hop, a Rossana Pucci leva a esta edição do Passo três coreografias inéditas nas categorias de jazz sênior e estilo livre - pré e júnior. O coreógrafo Cid Neto, responsável pelas coreografias que levaram os bailarinos do da companhia a Nova York, marca presença mais uma vez com seu trabalho no jazz sênior e no estilo livre júnior - neste último, em parceria com a coreógrafa Roxanne Pucci.

Diário do Nordeste

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