AMELINHA: Uma flor na janela

Marcos Sampaio Camila Holanda

 

Uma cerveja, por favor”. Esse foi o pedido que abriu uma conversa que passou de duas horas. Com a mesma voz que fez história no Festival MPB 80, com o romantismo de Foi Deus Que Fez você, Amelinha falou sobre uma vida entre a simplicidade e o sucesso popular. As muitas casas onde morou, a amizade com jovens compositores cearenses, o conflito de uma carreira de sucesso com as obrigações da maternidade. “Uma conversa dessas é bom com uma cerveja”, sentenciou.

No fim das contas, foi apenas uma latinha o suficiente para facilitar os caminhos da memória por uma história construída sem muitos planos. A menina que tinha que cantar afinado como Gal Costa, na verdade, queria ser chacrete. Pra nossa sorte, foi o incentivo dos amigos que fez dela cantora. Em Fortaleza, sentada de frente para o mar, ela contou essa história.

O POVO - Queremos começar falando sobre seus primeiros contatos com a música.

AMELINHA - Eu sempre me relacionei com a música, como uma brincadeira. Desde os dois anos e meio eu cantava o pastoril, cantava assim (cantarola “Perdoa linda açucena, por este caso, este caso acontecer”). Era um cantar muito meu, natural. Eu morava no Porangabuçu, numa casa portuguesa. Tinha São José de azulejo, escadaria, alpendre, casa alta. E passava horas deitada no chão, cantando. Meu pai imitava o Vicente Celestino, minha mãe gostava de ouvir Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, as cantoras do rádio. Ela tinha as preferências e gostava muito de afinação. Tanto que, quando vieram os novos, e ela muito impressionada com a afinação da Gal, eu tinha que ser tão afinada quanto ela. Tinha uma pressão. E tinha minha tia freira, a Irmã Silvia, que era a cantora da família.

 

OP– O repertório que você ouvia em casa não é muito distante do que você canta.

Amelinha – É, a influência vem daí. Vem de casa, porque tinha os saraus na casa da minha avó Amélia. Eu sou Amélia Neta e ela era Amélia Diogo Beleza Garcia. Ela tocava piano, bandolim. Era uma família muito musical. 

OP – Quando você começou a levar a música a sério?

Amelinha – Ah... demorou muito. Isso era uma coisa nossa. Eu fiquei estudando, terminando o curso normal. Mas eu não me envolvia com ninguém da música. Na verdade, eu só conhecia o Ricardo Bezerra, mas ele fazia arquitetura e morava na rua do meu avô. 

OP – Pelo que você está contando, a música não era nem um sonho de quando você era mais nova.

Amelinha – Quando eu era pequena, sonhava em ser chacrete (risos).

 

OP – Chegou perto?

Amelinha – Eu gostava de fazer brincadeiras. Na casa das minhas amigas, eu ia para o lado da televisão e ficava fazendo brincadeira com os programas. Essa plateia eu já tinha. As pessoas sempre gostaram da minha energia, de conviver comigo. 

OP – Você comentou que já conhecia o Ricardo Bezerra. Foi ele quem te apresentou à turma de compositores daqui?

Amelinha – Mas isso já na adolescência em algum momento que eu não lembro quando. Por acaso, ele disse que queria me apresentar ao Fagner. Apresentou e foi super legal.Acho que isso em 1967, 68, por aí... Já tinha uma movimentação, mas eu só ia pra (o curso de) Arquitetura conversar com o pessoal e tomar cerveja. Eu ia para as festas, não me ligava nessa coisa de cantar. Outras pessoas cantavam. Eu cantava pra mim, no colégio, na igreja...

 

OP – E quando você se assume como cantora?

Amelinha – Cantora eu fui sempre. Agora, cantora profissional foi quando eu estava estudando em São Paulo. Morando numa república, fiz alguns shows. Por influência de amigos da faculdade, amigos da minha irmã. Eles arranjavam gente pra tocar comigo. E eu não estava muito a fim. Eu tinha um pouco de receio, sabia que havia um metiêr, com divulgação, concorrência, muita vaidade, ego.

OP – Nessa época, havia uma movimentação por aqui, no Bar do Anísio, na TV Ceará. Como foi seu contato com esse grupo?

Amelinha – Foi em 1970, quando eu já estava em São Paulo. Mas meu pai ficou muito doente e eu tive que vir. Daí, 15 dias depois que o papai morreu, o Ricardo me chamou e eu fui para a televisão e eu conheci todo mundo. Rodger, Teti, Jorge Mello, Belchior... Foi quando passei a frequentar o Bar do Anísio, onde o Fagner me mostrou Mucuripe.

OP – Você frequentava os mesmos bares dessa turma?

Amelinha – O meu lugar era mais o Anísio. Eles faziam festivais, mas eu era de fora. Tinha outras amizades. Eu ia pras boates, era burguezinha. 

OP – E quem te apresentou ao Vinicius de Moraes foi o Fagner, não é?

Amelinha – Ele não apresentou. Ele disse que o Vinicius queria me conhecer. Ai meu Deus... Era um chamado, eu não podia escapar. 

OP – Até agora, a Amelinha é uma cantora só de pequenos shows, sem uma carreira...

Amelinha – Era uma diletante. Estavam me puxando. Aí na terceira vez que o Fagner falou sobre o Vinicius, eu fui e não consegui cantar. Ele esperava que eu cantasse uma música dos cearenses. Quando eu cheguei, minha voz não saía. Aí ele (Vinicius) disse “vai buscar um banco mais alto pra bichinha, que ela está com o diafragma preso”. Cantei, e ele ficou impressionado.

OP – Onde foi esse encontro?

Amelinha – Foi na casa do Toquinho, onde o Vinicius se hospedava quando vinha da Bahia. Um dia, toca o telefone e é o Belchior. Ele disse: “O Vinicius mandou um recadinho pra você. Pediu pra você ligar, porque vão te levar para Punta Del Este (Uruguai)”. Ele já tinha me feito o convite no dia em que fomos ver a Maysa cantando e queriam que eu fizesse a abertura do show. Era no bairro Bixiga, num lugar chamado Igrejinha, com um octeto do Julio Medaglia. Eu fui, mas graças a Deus não deu certo (risos).

OP – Por que “graças a Deus”?

Amelinha – Eu tava morrendo de medo. A Maysa abriu a porta, eu estava cantando mostrando a música. Ela chegou perto de mim e eu comecei a me tremer. Ela virou pra mim e disse: “eu invejo a sua afinação”. Eu não disse nada, só ri. Aí não teve o show, porque ela pegou a maior briga com o pessoal da casa.

OP – Vinicius voltou a convidá-la para viajar com ele?

Amelinha – Aí o Belchior ligou e disse que era para entrar em contato. Eu precisava de um banho de loja, porque eu andava muito vestida de hippie ou de homem, como minha sogra dizia. Eles queriam me compor de outra forma. Aí eu fui pra reunião e comecei a ficar íntima e abusada. 

OP – E como foi essa turnê?

Amelinha – Foram 40 dias no Casino San Rafael, que é maravilhoso. Lá eu me senti profissional. Depois de Montevidéo, fizemos alguns shows universitários em São Paulo. Ali, a coisa mudou. Eu me vi profissional e me separei do Maxim. 

OP – Depois dessa oportunidade com o Vinicius, o que sucedeu? Quem era a Amelinha naquele momento?

Amelinha – Sucedeu que eu me separei. Fui morar com um jornalista e um baixista, que é o Ife Tolentino. Ele tocou comigo, antes de tocar com Ednardo, Fagner... Inclusive, eu fiquei um ano meio que casada com o Ife. Teve uma afinidade entre a gente, musical e afetiva. Isso foi muito bom.

OP – O que saiu daí?

Amelinha – Aquilo me agradava. O ambiente musical me agrada. O ambiente da arte, eu gosto. A partir daí, eu comecei a ficar mais ligada nessas músicas, eles começaram a desenvolver e fazer músicas dentro da minha casa. Eu vi o Robertinho (de Recife) tocando noites e noites uma música que ele queria terminar e, um dia, eu ouvi quando ele terminou. Nesse dia, chegou o Fausto (Nilo). Ele sempre ia nos visitar, era um momento bacana, depois de sair do trabalho. Ali, ele pediu um papel, uma caneta e escreveu Flor da Paisagem.

OP – Como veio o convite para gravar?

Amelinha – Nessa mesma casa, tanto Belchior, como Ednardo e Fagner me visitaram em questão de dias. Quase na mesma semana. Todos três me fazendo convites para ir para a gravadora deles. Eles foram tão bacanas que, quando tiveram certeza do primeiro contrato, eles se lembraram de mim. 

OP – A escolha foi imediata?

Amelinha – A última proposta que chegou foi do Fagner. Talvez eu tivesse inconscientemente esperando. Ele disse: “vamos fazer um disco lá na CBS? Eu produzo pra ti. O Jairo Pires é o diretor, eu te levo pra você conhecê-lo. Vamos marcar?”. E eu disse na hora: “vamos”. Eu me senti confiante por que já estava acostumada a cantar com ele e já tinha a banda. Mas veio o primeiro conflito com a minha banda, porque nem todos poderiam entrar.

OP – Uma marca do seu primeiro disco, o Flor da Paisagem, é a simplicidade. Foi uma opção sua?

Amelinha – Isso que era minha onda. Quando eu ia a programas de televisão, as colegas diziam “mas você não faz maquiagem nem nada e fica tão bem na TV?”. Quando eu era menina, nem gostava muito de maquiagem. Então, essa é a flor da paisagem, uma coisa bem natural mesmo. 

OP – E qual a importância desse disco para aquele seu momento?

Amelinha – Ele foi decisivo. Ele foi o passaporte. Depois que eu dei o “sim” para o Fagner, começamos a escolher repertório, fomos pro estúdio Eldorado, que é um luxo. Também tinha uma coisa, eu não tinha medo dos caras. Era atrevida. Eu não gostava muito de ser testada, não. Era meio invocada. E o Fagner não me botou embaixo da asa e fez tudo. Sabe o que ele fez? Ele me levou, sentou atrás uma bancada, me botou de frente com o diretor artístico (Jairo Pires) e disse “agora venda seu peixe”.

OP – Você começou a ser cobrada para outros discos?

Amelinha – Sim, mas, pra isto, eu precisava ir ao Rio de Janeiro. Estava todo mundo lá: Geraldo Azevedo, Fausto Nilo, Moraes Moreira, Zé Ramalho e uma pessoa que eu queria que produzisse meu próximo disco, que chamava-se Carlos Alberto Sion (produtor do disco Ave Noturna, de Fagner). Eu precisava de um produtor que cuidasse da minha carreira. O Fagner tinha a dele.

OP – E já no Rio, para esse disco mais comercial, você se sentiu à vontade?

Amelinha – Ah, mas isso é um capítulo enorme à parte. É por isso que tem a música “Quantos aqui ouvem / Os olhos eram de fé/ Quantos elementos amam aquela mulher?”. Eu estava no mesmo hotel que o Zé Ramalho, e os compositores iam lá me mostrar pessoalmente as músicas. Foi aí que surgiu a música Frevo Mulher. Porque ele já ficou de olho em mim de duas maneiras: uma maneira musical e uma maneira que já traz outra história, um romance. Dessa fase, surgem músicas inspiradas em mim, que eu chamo de encantamentos poéticos.

OP – Com você define seu encontro com o Zé Ramalho?

Amelinha – Foi um encontro valiosíssimo, profícuo, um encontro muito bonito. Foi um encontro em que geramos músicas e filhos. 

OP – E, de cara, este encontro já produziu o Frevo Mulher?

Amelinha – Foi. Com nove meses que eu estava com o Zé, eu fiquei grávida. Eu estava tendo o João (o primeiro filho), aqui no Ceará, quando o disco estourou. 

OP – Como era virar estrela, ter músicas tocadas no Brasil todo e ser mãe?

Amelinha – Enlouquecedor. Foi um lance que não tinha como controlar. Ficou tudo muito maior do que Foi Deus que fez você (segundo lugar do Festival da Música Popular Brasileira de 1980). Eu vi aqui no Ceará o Bell (Marques), que ainda nem era do Chiclete com Banana, tocar uma minha música no Carnaval. Daí eu pensei: que conversa é essa? Vou já pro Rio de Janeiro. Me ajoelhei aos pés de uma babá, uma mulher maravilhosa, a Isabel. E a Isabel foi, deixou tudo, deixou emprego e foi comigo para o Rio, cuidar do João, para eu poder cuidar da minha carreira. 

OP – E como Zé Ramalho ficou nessa nova fase?

Amelinha – Nessa época, o homem não ficava nesse aperreio, não. Quando fiquei grávida, ele ficou esperando o menino nascer e depois foi embora fazer show. Ficou um mês esperando. Depois, com uns dois meses, pendurei meu vestido do Frevo Mulher no varal, como quem pendura a chuteira por enquanto. Porque agora eu ia ser mãe. 

OP – Como é seu contato hoje com o Zé?

Amelinha – Eu não tenho contato com o Zé hoje. É transcendental, talvez mental. Eu penso muito em tudo o que fiz, nas músicas dele, nos momentos. E ele deve pensar também. A gente não tem muita convivência, porque cada um seguiu a vida para um lado, ele mora no Rio e eu moro em Niterói. Não dá mais para ter contato musical, porque o momento foi mágico. E um momento mágico não se repete. 

OP – Passado esse período de explosão, você gravou uma série de outros discos de forró, entrando em outro momento da carreira. Você gosta dessa sua fase de produção?

Amelinha – Ali eu estava resguardando a minha obra. E eu precisava trabalhar, fazer show, ganhar dinheiro e recebia convite daqueles projetos. E eu fazia, porque sabia que não iria interferir na minha carreira. Não definiria um disco de carreira de Amelinha, era como se fosse uma asa, um afluente. E não tinha problema, desde que fosse digno. Foi um tempo sofrido para mim. Eu gosto por ter sido um tempo de aprendizado, mas houve um pouco de sofrimento. Porque não era o que eu queria fazer exatamente. 

OP – O Flor da Paisagem foi seu primeiro disco, mas acabou se tornando um lado B…

Amelinha – O Baleiro diz que eu adoro o lado B. E eu realmente gosto. É porque não me agrada muito quando uma pessoa está com uma música de sucesso e sai todo mundo correndo para gravar aquele sucesso. A cada dia, isto está mais comum. Acho falta de criatividade, acho inveja, aproveitamento, acho duvidoso. 

OP – Tem algum disco que você olhe hoje que lhe traduz melhor?

Amelinha – Todos os discos que fiz na CBS, todos estes LPs me traduzem. Fiquei 10 anos na CBS. Até estes projetos paralelos, os forrós, também me traduzem, porque são as festas que mamãe fazia, as festas de São João. É quando eu entro em um sertão e tenho um pouco de pertencimento. Então me dá uma possibilidade de entrar um sertão que eu não tenho intimidade. Ronaldo Bôscoli dizia: “Amelinha, você faz um forró soft”. E eu achava engraçado, porque era mesmo.

OP – Como é o seu contato Belchior, Ednardo e Fagner?

Amelinha – Eu os chamo, e tudo o mais que está em volta, de “os titãs”. É a turma que segura a cultura do Ceará. Eu já estive muito colada com o Fagner. A gente viajava. Fagner é viajador. O Bel me encontrei mais, depois de profissional, em camarins, em shows. O Ednardo, mais depois que fizemos o disco Pessoal do Ceará (2002), nos falamos pelo “zap”, ocasionalmente. 

OP – Você sempre tem boas histórias sobre os três, no entanto, parece que eles nunca se bicam. Como você vê isso?

Amelinha – Eles têm personalidades muito fortes. Mas aí eu nem dou muita importância. Me coloco como irmã dos dois (Fagner e Ednardo) e não dou muita importância a isso. Eu não quero me meter e acho os assuntos uma coisa tão antiga. Já passaram, nós vivemos outro tempo. Os hormônios eram outros, era uma garotada. Eu não vivo de passado. Não fico enchendo minha cabeça de muitas memórias, não. Eu solto muita coisa. Até o Belchior falou assim pra mim: “Amelinha, tem cuidado nessa hora em que você estiver soltando lembranças, para não soltar outras que foram positivas”. A gente se gosta muito, se respeita, se admira. 

OP – Sua voz se manteve muito firme neste anos de carreira. Quais são os cuidados que você toma?

AMELINHA – Fiz aulas com um professora chamada Maria de Lourdes Cruz Lopes. Ela foi fundamental, porque ela explicou minha voz. Minha voz não pode falar com muita altura, não pode gritar com filho, minha voz não pode ser forçada. Faço repouso vocal, fico muitas horas sem falar. Desligo até o telefone, porque falar ao telefone estraga muito a voz. Tem de fazer exercício vocal e ficar quieto.

OP – Quem é a Amelinha hoje?

Amelinha – Faço um trabalho para dizer assim: eu não tenho que provar mais nada. O que eu tinha de fazer, eu fiz. Eu não tenho que querer fazer algo totalmente diferente. Eu fiz e vou refazer algumas coisas, retocar, como se fossem quadros. Posso querer fazer um quadro diferente. E vou mostrar uma voz que eu cuido, uma Amelinha que eu cuido. Eu gosto muito de cantar com os violões e gosto de cantar com uma banda, mas peço para a banda tocar um pouquinho mais baixo. Eu não tenho aquela coisa de ter aquele frenesi pelo volume. Se comparar com uma dessas grandes cantoras que vão envelhecendo, eu sou mais para uma Sarah Vaughan, uma Ella Fitzgerald e menos Tina Turner.

BELCHIOR

OP - Como você recebeu a notícia da morte de Belchior?

Amelinha - Estou me recuperando aos poucos. Fiquei sete dias muito quieta, travada, entendem? Pensativa, me lembrando dele desde que nos conhecemos. Pedaços de conversas, viagens que fizemos, da gravação do CD com o Ednardo (Pessoal do Ceará, 2002), brincadeiras no estúdio, dos discursos que ele fazia em italiano... Enfim, passei dias entre o riso e a lágrima, o silêncio e o vazio. Lembrei que, lá pelos anos 2000, ele me pediu que cantasse De primeira grandeza, que gostaria muito de ouvir cantada por mim.

OP - Você foi convidada para gravar um tributo ao Belchior. Como será?

Amelinha - O Thiago (Marques Luiz, produtor) me convidou e eu aceitei. Mas, tudo dentro de um novo tempo, através de reflexões, músicas que bailam na minha cabeça e no meu coração. Chegou o momento de cantar De primeira Grandeza. Estamos trabalhando e é, por enquanto, o que posso dizer. E que vai ser lindo. Com todo o meu amor, estarei atenta à grandeza e à beleza da obra deste nosso pensador e poeta maior latino-americano. Ele estará sempre entre os grandes. Me sinto honrada e agradecida por essa tarefa. Não é das mais fáceis, mas vou procurar me dedicar de voz e alma.

PÓS-ENTREVISTA.

A ENTREVISTA OCORREU EM DOIS MOMENTOS. O PRIMEIRO FOI PESSOALMENTE, EM MARÇO DESTE ANO. O SEGUNDO OCORREU VIA EMAIL, POUCO DEPOIS DA MORTE DE BELCHIOR

NOVO DISCO.

AMELINHA REVELOU QUE TEM PROJETO PARA GRAVAR DISCO COM ANTIGOS PARCEIROS,COMO RICARDO BEZERRA, E COM OS NOVOS, COMO ZÉ MANUEL. CARLOS SION SERÁ O PRODUTOR

FORRÓ.

A CANTORA DIZ QUE RESPEITA A INDÚSTRIA CONTEMPORÂNEA DE FORRÓ, MAS CRITICA A “FORMA FÁCIL” COM QUE SE PRODUZ DETERMINADAS MÚSICAS. “TÁ FALTANDO POESIA”

 

PERFIL

Amélia Cláudia Garcia Collares nasceu em Fortaleza, no dia 21 de julho de 1950. Aos 20 anos, radicada no Sudeste, começou a participar de pequenos shows, enquanto estudava Comunicação. Seu primeiro disco, Flor da Paisagem (1977), é fruto da relação com a então crescente produção de compositores como Fausto Nilo, Ednardo e Fagner. Tirou o segundo lugar no Festival MPB 80, da Rede Globo, com a canção Foi Deus Que Fez Você. Tem 15 discos gravados, sendo mais recente o projeto Janelas do Brasil Ao Vivo, lançado em CD e DVD (2013). No momento, está na produção de um disco em homenagem a Belchior.

O Povo

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