31 de julho de 2020

Conhecendo a poesia alemã

Projeto do Goethe Institut, o Passaporte: Literatura apresenta nesta sexta (31/07), uma mostra da poesia contemporânea alemã em tradução
O Passaporte: Literatura, projeto do Goethe Institut São Paulo, apresenta nesta sexta (31), às 18h30, uma mostra de poesia contemporânea alemã em tradução, organizada por Douglas Pompeu, poeta e tradutor brasileiro e doutor pela Universidade Livre de Berlim. A mostra reúne vídeos exclusivos dos próprios autores lendo seus poemas, com a respectiva tradução nas legendas, e um bate-papo com os tradutores sobre o trabalho de verter para o português esses dez poemas de dez nomes importantes da poesia alemã atual. O encontro virtual é um convite para conhecer não apenas a obra desses autores, mas também a cena artística de que fazem parte. Participam os autores Ann Cotten, Dagmara Kraus, Jan Wagner, Lea Schneider, Marcel Beyer, Monika Rinck, Odile Kennel, Timo Berger e Steffen Popp e com as traduções de Charlotte Thießen, Douglas Pompeu, Érica Zíngano, Matheus Guménin Barreto e Simone Brantes. A live será transmitida pelo Facebook do Goethe Institut. Depois da apresentação, haverá um bate-papo com os tradutores, às 19h.
Via Publishnews 

Mário de Andrade, Caio Fernando Abreu e Rubem Fonseca juntos na lista

Box que reúne ‘O melhor’ dos quatro escritores brasileiros estreia na lista, ocupando a quinta posição da Lista de Ficção
Rubem Fonseca, Caio Fernando Abreu e Mario de Andrade | © Michelle Rizzo
Rubem Fonseca, Caio Fernando Abreu e Mario de Andrade | © Michelle Rizzo
Em 2015, quando comemorava o seu 50º aniversário, a Nova Fronteira lançou a coleção O melhor de, antologias de grandes nomes da literatura brasileira. Três destes nomes foram reunidos no box O melhor de Mário de Andrade, Caio Fernando Abreu e Rubem Fonseca lançado no ano seguinte. Nesta semana, a coletânea destes grandes contistas e cronistas brasileiros veio parar na lista, ocupando a quinta posição da Lista de Ficção, com 295 unidades comercializadas. Em dezembro de 2018, o volume já tinha aparecido na Lista Nielsen PublishNews, aquela que apura os autores nacionais mais vendidos em livrarias, supermercados e lojas de autoatendimento do Brasil, mas é inédito na lista semanal.
Na comparação com a semana anterior, os números gerais da lista apresentam queda de 14%. Ficção (-48%) e Não Ficção (-26%) pesaram muito nessa contabilidade. 
Ranking Geral segue liderado por DNA da cocriação (Gente), de Elainne Ourives, com 2.759 unidades vendidas. Mais esperto que o diabo(CDG), de Napoleon Hill, ficou em segundo, com 1.974. Aqui é bom ressaltar que o clássico da autoajuda ocupa o segundo lugar do Ranking Anual Parcial de 2020, com 66.671 unidades vendidas desde janeiro e está a menos de três mil exemplares de distância de A sutil arte de ligar o foda-se, que ocupa o primeiro lugar e é bicampeão da categoria Livro do Ano do Prêmio PublishNews (2018 e 2019). Do mil ao milhão (HarperCollins), de Thiago Nigro, com 1.716 completa o pódio semanal. 
Voltando a falar das novidades, outros dois estreantes pontuaram em Ficção: a “dark edition” de Drácula (DarkSide), de Bram Stocker, ocupa a posição de número 14, com 139, e Uma noiva rebelde (Arqueiro), de Julia Quinn, ficou na 16ª posição, com 128. 
Em Infantojuvenil, a Coleção especial Anne de Green Glabes (Ciranda Cultural), de Lucy Maud Montgomery, ganha posição de destaque, sendo a vice-líder na categoria, com 437 cópias vendidas. 
Outras três novidades em Autoajuda completam o time de estreantes da semana: O melhor de mim (Alta Life), de Mike Bayer, na 14ª posição, com 286; Hábitos atômicos (Alta Life), de James Clear, na 15ª, com 269, e Criando com empatia (Senac), de Bia Lombardi, na 19ª, com 243.
A Sextante volta pro topo da lista, com 13 títulos emplacados ao longo da semana. O Grupo Companhia das Letras, com dez, ficou em segundo e o bronze ficou dividido entre o Citadel Grupo Editorial e a Rocco, com oito cada.
Via Publishnews 

Flipoços terá feira virtual de livro

Plataforma está sendo desenvolvida pela startup Nubbi. Expositores terão uma landing page que poderá ser visitada durante os dias do evento.
Um dos segmentos – dentro da cadeira do livro – que foi fortemente impactado pela pandemia do covid-19 foi o dos eventos literários. Sem poder reunir pessoas, eles tiveram que se reinventar. Nesta semana, o Flipoços anunciou que fará uma Feira Virtual de Livros entre os dias 11 e 15 de novembro. A plataforma – desenvolvida em parceria com a startup Nubbi -- contará com setorização de gêneros literários, como Infantil/Juvenil, Religiões, Lançamentos e Best Sellers, Literatura geral e comercial, Literatura Científica e Universitária, Artes/Fotografia/Música/Arquitetura e Cinema e Escritores Independentes, o que facilitará a visitação às lojas e expositores da Feira. A base tecnológica da plataforma propicia ainda que todos os visitantes se cadastrem para visitação à Feira e que esses sejam “rastreados” quando visitam os expositores, vejam os livros e buscam as novidades. Esse conteúdo, será disponibilizado para o expositor visitado oferecendo a ele uma importante ferramenta e base de dados para venda direta e relacionamento instantâneo e futuro.
Os e-commerces dos expositores poderão ser linkados à Feira e, caso não tenha uma loja virtual, a feira colocará à disposição uma landing page de produtos e ofertas. A ferramenta terá ainda uma “Sala de Negócios”, em que o expositor poderá apresentar seus produtos e fazer negócios diretamente com os interessados. Para acessar esta área, será necessário agendar uma hora. 
Paralelo à feira, acontecerá uma programação de mesas de debates, bate-papos e oficinas com nomes da literatura nacional e internacional, além de lançamentos exclusivos, com a participação de autores dos expositores. Tudo de forma 100% on-line e gratuito ao público. 
Para saber mais como será a Feira Virtual do Livro os interessados podem assistir a webinar no canal Youtube do Festival. Para mais informações acesse o site do festival ou entre em contato pelo e-mail gsc@gsceventos.com.br.
Via Publishnews 

Um domingo incomum

O dia de domingo já começou especial. O Sol parecia brilhar com mais intensidade, mas não estava de rachar, acalmado que era pelas ventanias típicas do mês de agosto. Mas não era somente por isso. As pessoas pareciam ter adquirido um semblante diferente, com aura de certo mistério; no entanto os olhos pareciam sorrir.
O parque foi reaberto para a visitação pública e, aos poucos, de forma cautelosa, comedida, reticente, como quem bota o pé na água para ver se não está gelada demais para então se aventurar a mergulhar, começaram a aparecer alguns jovens, adultos, crianças, idosos... O parque não lotou, como de costume, em épocas nem tão longínquas assim. Havia um respeitoso distanciamento entre as pessoas, até entre aquelas pertencentes à mesma família.
Do alto da janela, eram cenas bonitas de se ver: algumas crianças andavam em suas bicicletas, tentando imprimir o máximo de velocidade que suas pequeninas pernas eram capazes; um menino jogava bola com o pai e, de vez em quando, tinha que buscá-la quando chutada ao longe; um casal de namorados deitado sob a verde grama; uma família fazendo um piquenique, saboreando os lanches e sucos trazidos; outros faziam caminhadas, tentando queimar as calorias adquiridas; havia, também, em frente ao parque, vários carros antigos estacionados, com seus proprietários felizes em poderem voltar a exibir suas preciosidades há tanto tempo na garagem.
Era um dia de domingo incomum: para quem a tudo observava, do alto da janela do apartamento de frente para o parque, bem como para quem nele estava, usufruindo dos suaves encantos de momentos tão simplórios e que, somente agora, puderam ser valorizados e percebidos em toda a sua intensidade e magnitude.
Era um dia de domingo incomum, ainda assim, curtido deliciosamente após um longo período de reclusão imposto por uma assustadora epidemia que teimava em não ir embora de uma vez por todas.
Poderia ser um dia de domingo comum, como outro qualquer, não fosse um único detalhe: o uso da máscara.

Grecianny Cordeiro
Escritora

Pensar

De forma objetiva, podemos dizer que pensar significa conceber ideias, racionar, refletir, enfim, buscar conhecimentos, muitas vezes polêmicos, que possam nos levar a um processo de tomada de posições ou de decisões. Não é fácil pensar. Assim disse Henry Ford: "Pensar é o trabalho mais pesado que há, e talvez seja essa razão para tão poucos se dedicarem a isso".
Por incrível que pareça, no momento atual, o número de pessoas pensantes, em termos relativos, a nosso juízo, está caindo. Não somos contra o progresso tecnológico, pelo contrário. Sem a informação e com as atividades em permanente evolução, dificilmente a humanidade teria condições de possuir um melhor padrão de vida, com respeito à realização de suas necessidades. Todavia, o que não desejamos é a substituição do pensamento humano por um computador, por exemplo. Somos a favor tanto da aprendizagem tradicional como da virtual. No entanto, não devemos deixar os métodos ortodoxos da leitura e da pesquisa nos livros, nos textos e nos jornais, pela comodidade cibernética.
Tal comportamento pode nos conduzir a uma preguiça mental e consequentemente reduzir a capacidade de pensar. O importante é buscarmos uma conciliação que permita a convivência do pensamento e do progresso tecnológico, ou seja, sim à inclusão digital e também à inclusão do pensamento. A arte de pensar é o segredo da vida. Conforme Spencer, "É a mente que faz a bondade e a maldade. Que faz a tristeza e a felicidade, a riqueza e a pobreza".
Procuremos o sucesso, mediante o pensamento positivo, isolando as ideias inerentes aos sentimentos do ódio, da inveja, do desamor, dentre outros, e não apenas digitando números e letras, nem também procurando, sem esforço mental, informações existentes numa máquina. Lembremo-nos, por sua vez, de Victor Hugo: "Amo as pessoas que pensam, mesmo aquelas que pensam de maneira diferente de mim".
Gonzaga Mota
Prof. Aposentado da UFC

30 de julho de 2020

Oficina Raquel e Jandaíra lançam coletânea de poemas e ensaios eróticos

Com curadoria do projeto Mulheres que Escrevem livro '69 poemas e alguns ensaios' será lançado nesta sexta (31/07) com uma conversa sobre poesia e gozo
As editoras Jandaíra e Oficina Raquel, em parceria com a Mulheres que escrevem (MQE), lançam 69 poemas e alguns ensaios (144 pp, R$ 69) uma antologia de poemas eróticos, todos escritos por mulheres e ilustrada por Clara Zúñiga. O livro começa com quatro textos extraídos da zine Mais Pornô, Por Favor, da poeta Adelaide Ivánova, que em 2016 lançou a primeira edição para uma feira e aos poucos passou a reunir artistas para pensar a pornografia. Seguem-se então os poemas, de 49 autoras, selecionados pela editora Raquel Menezes com apoio curatorial da Mulheres que Escrevem, uma iniciativa liderada por uma equipe de quatro escritoras - Estela Rosa, Natasha Silva, Seane Melo e Taís Bravo - e conta com centenas de colaboradoras convidadas desde 2015. O evento de lançamento da obra acontece nesta sexta (31), às 20h30. Nas plataformas da Jandaíra e Oficina Raquel, a sexóloga Mariana Perdigão conversa sobre poesia e gozo com a poeta maranhense Seane Mello, e com as editoras Raquel Menezes (Oficina Raquel) e Lizandra Magon de Almeida (Jandaíra). Algumas das autoras também participam da roda de conversa com vídeos, lendo seus poemas e haverá também sorteio de mimos do sex shop Hora da Aventura. Para participar é só clicar aqui.

Via Publishnews 

Um dilema amoroso

Na obra ‘O sorriso da diaba’, Laura terá que decidir se ajuda ou não um homem está em perigo
Quando Laura Mairinc saiu da prisão, vítima de um golpe de seu ex-marido, ela prometeu nunca mais confiar em homem algum, porém, quando o delegado da cidade vizinha apareceu na pequena Itumbiara para investigar um estranho assassinato, ela se viu num dilema: se Laura não protegesse o delegado, ele estaria em perigo; mas, se o defendesse, violaria seus próprios princípios e, talvez, não resistisse aos seus encantos. Perigo, corrupção e lavagem de dinheiro fazem parte da história de O sorriso da diaba (3Dea Editora, 245 pp, R$ 33,50), livro de Camila Marciano. A obra é o primeiro volume da série Terra de nenhum homem.

Via Publishnews 

Intrínseca sorteia fã para participar de bate-papo com Stephenie Meyer

O encontro reunirá a autora da saga ‘Crepúsculo’ com leitores de diversos países. Inscrições terminam no dia 04/08
Depois de mais de uma década de espera por um novo livro da saga Crepúsculo, um fã brasileiro de Edward e Bella terá a chance de participar de um bate-papo com Stephenie Meyer. A Intrínseca vai sortear um leitor que terá acesso exclusivo à uma videochamada com a autora e outros fãs ao redor do mundo, em um encontro que fará parte das celebrações do lançamento mundial de Sol da meia noite. O evento será inteiramente on-line, em inglês, sem tradução simultânea, no dia 18 de agosto, em horário a ser definido pela autora. Os interessados têm até o dia 4 de agosto – dia do lançamento mundial de Sol da meia-noite – para se inscreverem e o resultado será anunciado no mesmo dia. Para preencher o formulário e saber mais informações sobre o sorteio é só clicar aqui.

Via Publishnews 

Flip deve acontecer entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro, diz Mauro Munhoz

Evento deverá ter uma versão híbrida, com atividades presenciais e atividades on-line
Mauro Munhoz e Eduardo Saron em conversa que revelou a data de realização da Flip 2020 | Reprodução
Mauro Munhoz e Eduardo Saron em conversa que revelou a data de realização da Flip 2020 | Reprodução
Uma conversa entre Mauro Munhoz, diretor artístico da Flip, e Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, no último dia 22 revelou alguns detalhes que muita gente estava esperando. Na conversa, o representante da Flip revelou que o evento se dará no formato híbrido. “A posição atual é que não poderá ter eventos de aglomeração, pelo menos, até dezembro. Agora, nós vamos fazer ações físicas que sejam permitidas, não só nos dias em que a Flip Virtual vai estar no ar. Na medida dessa convocação que foi feita para a Flip de ser um espaço de pensamento de como posicionar a cultura, de como posicionar a literatura, mas também de como reinventar a questão econômica de Paraty”, disse. “O desafio é construir experiências virtuais que tenham a qualidade de construir dispositivos que continuem a colocar a dimensão cultural no lugar que é legítimo e que seja a expressão da diversidade da nossa cultura”, completou. Na conversa, Munhoz disse ainda que o evento deverá acontecer entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro. Mauro falou também que a sua equipe tem pensado em maneiras de como agregar as casas parceiras à programação virtual. “Este é o maior desafio”, disse sobre o assunto. Para conferir a íntegra do vídeo, que teve também a participação de Julio Ludemir, da Flup, clique aqui.

Via Publishnews 

Pela primeira vez, desde o início da pandemia, venda de livros cresce na comparação com 2019

A conclusão está no sétimo Painel do Varejo de Livros no Brasil. Crescimento foi de 4,4% em valor e de 0,67% em volume.
Varejo de livros volta a crescer, aponta Nielsen | © Alf Ribeiro / Shutterstock
Varejo de livros volta a crescer, aponta Nielsen | © Alf Ribeiro / Shutterstock
Finalmente, uma boa notícia. As vendas de livros em livrarias, supermercados e lojas de autoatendimento cresceram no período que vai de 15 de junho a 12 de julho. Na comparação com intervalo semelhante de 2019, o faturamento com as vendas de livros subiram 4,4%, mesmo com relativa manutenção do número de exemplares vendidos, que apresentou discreto crescimento de 0,64%. É a primeira vez, desde março que o varejo apresenta crescimento na comparação com 2019. As informações estão no sétimo Painel do Varejo de Livros no Brasil realizado pela Nielsen e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Em números absolutos, foram vendidos 2,95 milhões de cópias, o que resultou em faturamento de R$ 117 milhões.
No acumulado do ano, no entanto, o setor apresenta queda de 9,77% em faturamento e de 10,48% em volume. De janeiro a julho, foram vendidos 18,86 milhões de unidades e os estabelecimentos monitorados pelo instituto de pesquisa faturaram R$ 846,14 milhões. 
Ismael Borges, gestor da divisão Bookscan da Nielsen, comenta: “esse é o terceiro mês consecutivo de recuperação, o que já nos permite dizer que o pior em relação à pandemia realmente ficou para trás. Durante o pior da crise, vimos os lojas virtuais trabalhando para manter o mercado vivo, se valendo de ações promocionais, especialmente, descontos bem acima da média para atrair o público. Agora, a abertura das lojas vem apoiar o mercado em busca da recuperação”.
Clique aqui para conferir a íntegra do Painel.
Via Publishnews 

29 de julho de 2020

Autores, editoras e livrarias independentes têm até sexta para se cadastrar na campanha +Livros

Campanha do Catarse já arrecadou R$ 460 mil que serão partilhados entre autores, editoras e livrarias
O fundo de incentivo +Livros, capitaneado pelo Catarse, segue com inscrições abertas para beneficiários até esta sexta (31). A iniciativa irá contemplar autores, editoras e livrarias independentes de todo o país que trabalhem com literatura e/ou quadrinhos, nos diversos gêneros de ficção e não ficção. A diversidade geográfica, de linguagens, gênero e temáticas serão levadas em conta na seleção. Para se inscrever, os interessados devem preencher um formulário na página da campanha. Eles serão avaliados por um corpo técnico formado por profissionais de referência no mercado editorial, como Felipe Castilho, Alessandra Ruiz, Bruno Mendes e Ketty Valêncio. Os contemplados vão receber doações em dinheiro – R$ 2 mil para autores e R$ 5 mil para editoras e livrarias – e em serviços de parceiros, como espaço gratuito de divulgação. Até agora, são mais de 500 apoiadores registrados e um total superior a R$ 460 mil arrecadados, que permitem beneficiar, hoje, 90 agentes do mercado do livro. As contribuições podem ser feitas por pessoas físicas e empresas até o dia 19 de agosto, a partir de R$ 15, e quem doar pode escolher receber recompensas como e-books, cupons de desconto e mentorias profissionais. Os resultados parciais da campanha serão divulgados até o dia 30 de agosto.

Via Publishnews 

Companhia das Letras lança manifesto público a favor da diversidade

Editora contratou editor de diversidade, que perpassará todos os selos do grupo, e ainda anunciou uma extensa programação de títulos que abordam o tema
No início do mês de junho, um grupo de trabalhadores da indústria editorial mundial se formou para adotar ações coletivas contra o racismo. A iniciativa era uma resposta às mortes de George Floyd, Breonna Taylor, Ahmaud Arbery, Tony McDade e "os muitos outros negros". Entre as ações do grupo estava tirar um dia de folga para trabalhar a serviço da comunidade negra e ainda a formação de um fundo. 
Um dos desdobramentos desta primeira ação, empreendida pelos trabalhadores, foi um compromisso público por parte de grandes editoras em garantir apoio à diversidade. A Penguin Random House, o segundo conglomerado editorial do mundo voltado para livros de interesse geral, enviou uma carta aos seus funcionários nos EUA reconhecendo que, embora a empresa tenha feito progressos na diversificação de sua força de trabalho e nos conteúdos que publica, deveria fazer mais. Em 2019, a empresa já tinha criado o seu Conselho de Diversidade e Inclusão. Nesta mesma ocasião, a Simon & Schuster e o Hachette Book Group também lançaram iniciativas nesta mesma direção.
Fernando Baldraia
Fernando Baldraia
Nesta terça-feira (28), os funcionários do Grupo Companhia das Letras, do qual a Penguin Random House é sócia, receberam uma extensa carta com os principais atos que a empresa adotará a partir de agora. 
O Grupo Companhia das Letras diz no documento que contratou Fernando Baldraia para o recém-criado cargo de editor de diversidade, que terá atuação transversal, atuando nos diversos selos que compõem o grupo. Ele, que é doutor em História pela Universidade Livre de Berlim e se diz “cria da capoeira, do rap e da quebrada, terá como como foco principal a busca de novas vozes, causas, projetos e ideias que não chegam ao establishment editorial.
Além de Baldraia, a Companhia anunciou que Ana Paula Xongani e Samuel Gomes atuarão como editores convidados do selo Paralela e auxiliarão no processo de avaliação de originais e seleção de títulos.
A empresa fará também um censo entre seus funcionários e no seu catálogo, que dará um diagnóstico da situação atual que ajudará na definição de novas iniciativas e de metas. 
A partir de 2021, o Grupo Companhia das Letras colocará na rua um programa de trainee e de estágios com duas vagas anuais destinadas a pessoas que atendam aos quesitos de diversidade racial. Os selecionados deverão rodar pelas diversas áreas da empresa e participar de um curso sobre o mercado e sobre a profissão, que passará a ser oferecido gratuitamente a estudantes de baixa renda que se enquadrem no perfil. 
Catálogo
Além das iniciativas miradas na sua força de trabalho, a empresa anunciou uma série de cerca de 100 projetos que deverá trazer mais diversidade ao seu catálogo. Entre os novos títulos estão a Enciclopédia negra (Companhia das Letras), de Flávio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Moritz Schwarcz que tem por objetivo ampliar a visibilidade de cerca de 500 negros e negras que foram invisibilizadas pela violência; Por um feminismo afro-latino-americano (Zahar), que reunirá um panorama da obra de Lélia Gonzalez; Um apartamento em Urano (Zahar), em que o filósofo espanhol Paul B. Preciado analisa processos contemporâneos centrais de mutação política, cultural e sexual; Sejamos todos feministas para crianças (Companhia das Letrinhas), adaptação do best-seller de Chimamanda Ngozi Adichie (foto ao lado) para o público infantojuvenil que ganhará ilustrações e projeto gráfico de Juliana Rangel; Guardei no armário (Paralela), relato de um jovem nascido na periferia de São Paulo que superou o racismo e a homofobia escrito por Samuel Gomes; Tambores do Maranhão (Quadrinhos na Companhia), livro que trata da Rebelião de Viana, criado por Marcelo D’Salete, Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz; Memórias (Companhia das Letras), do cacique Raoni, e o novo livro de Emicida cujo título provisório é E foi assim que eu e a escuridão ficamos amigas(Companhia das Letrinhas). Nele o rapper conta a história de uma menina que tem medo de escuro e de outra que teme a luz.

Via Publishnews 

Sesc lança podcast de Literatura com interpretação

Episódios do 'Letraria' devem ficar disponíveis para serem curtidos


Está no ar o primeiro episódio do Podcast do Sesc Piracicaba: 'Letraria'. Divulgar o mundo das Letras e da Literatura de forma descontraída, gostosa e leve. Essa é a proposta do 'Letraria', que a Unidade Local lançou nesta terça-feira (28). Ancorado na página do Sesc Piracicaba: www.sescsp.org.br/sescpiracicaba e também no Youtube do Sesc Piracicaba: www.youtube.com/sescpiracicaba, o 'Letraria' tem produção e apresentação de Alê Bragion e Josiane Maria de Souza, ambos doutores em Teoria e História Literária pela Unicamp, e veteranos da divulgação da Literatura pelas ondas do rádio que ganham, agora, a possibilidade de navegar pela imensidão da web.
Idealizado por Suellyn Camargo, programadora do Sesc­­ Piracicaba, o 'Letraria' inova também ao oferecer ao internauta o conteúdo do Podcast em Libras. “Possibilitar democraticamente o acesso ao universo das letras é uma das nossas preocupações iniciais com o 'Letraria'”, contou Suellyn Camargo, programadora do Sesc Piracicaba, que completou: “Na Literatura (aliás, na Arte!) cada pessoa tem a sua interpretação individual, que pode ser ampliada em contato com outra interpretação”.
Os episódios do 'Letraria' devem ficar disponíveis para serem curtidos por tempo indeterminado. “O 'Letraria' quer trazer para o universo da internet um bate papo sobre Literatura numa atmosfera descontraída – sem, é claro, perdermos a criticidade, o cuidado com a informação e com o conteúdo”, revelou Alê Bragion.
“Aprendermos a usar a tecnologia a favor da Educação, da Cultura e do Conhecimento é quase uma obrigação dentro do momento histórico que atravessamos no País e no mundo”, completou Josiane.
Para abrir a série, episódio #1: O Marinheiro
O primeiro episódio da série aborda o drama estático “O Marinheiro”, do poeta português Fernando Pessoa. Incluído na lista de leituras obrigatórias do vestibular da Unicamp este ano, “O Marinheiro” é um dos textos emblemáticos do poeta português, sendo certamente uma das leituras mais difíceis da lista da Unicamp.
“A ideia não é fazer um podcast sobre Literatura nos vestibulares, não. Mas resolvemos aproveitar a deixa da Unicamp para, dando uma canja ao vestibulando que se interessar pelo podcast, abordarmos esse texto tão bonito e ao mesmo tempo tão complexo de Pessoa”, comentou Josiane.
O segundo episódio do 'Letraria' abordará o romance angolano “Mayombe”, de Pepetela, outra obra a prefigurar nas listas dos vestibulares deste ano (o romance é leitura obrigatória para a Fuvest) e será lançado em 11 de agosto.
Serviço
“Letraria” – Podcast de Literatura do Sesc Piracicaba
Via Gazeta de Piracicaba

Grupos cearenses acenam para novas possibilidades a partir de experiências dramatúrgicas virtuais


Com a internet sendo a única ferramenta de produção e idealização de trabalhos na pandemia, artistas e coletivos dimensionam desafios e potencialidades de projetos gestados neste momento


Dentre as inúmeras urgências provocadas pela pandemia do novo coronavírus, a necessidade de enxergar perspectivas em meio a incertezas é uma das que ganham mais fôlego a cada dia. No contexto cultural, não poderia ser diferente. O setor, inclusive, permanece sem previsão de retorno das atividades presenciais no Ceará e em todo o Brasil, o que reforça o movimento de seguir buscando alternativas para resistir.
 
A internet, nesse sentido, emerge como única ferramenta de produção e idealização de trabalhos – dos mais simples aos mais diferenciados. Um exemplo recente aconteceu na última segunda-feira (27), quando o perfil do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no Instagram, fez publicações simulando um ataque hacker. Tratava-se, contudo, de uma performance do grupo teatral fortalezense Monstro Marinho, com reflexões sobre questões histórico-sociais.
 
O interesse de artistas em possibilidades de criação com distintas tecnologias, entre elas o ambiente virtual, não é algo novo, porém. A constatação é de Francis Wilker, professor do curso de Teatro da Universidade Federal do Ceará – o curso, inclusive, celebra 10 anos de atuação com encontros virtuais até 21 de agosto, nas plataformas Google Meet, YouTube e Instagram.
 
Conforme as pesquisas do estudioso, levando em consideração as artes cênicas, é possível mapear muitos nomes que já tinham interesse por esses caminhos poéticos antes mesmo do período vigente.

“O que está diferente agora é que todos nós estamos sendo impelidos a olhar para essas plataformas porque se tornaram praticamente a única possibilidade de seguirmos criando num contexto de isolamento social. Mas vejo as artes da cena sempre interessadas nos avanços tecnológicos”, afirma, citando práticas como o radioteatro ou radio-drama, na década de 1920, e o teleteatro, na década de 1950, como exemplos.

 
Segundo ele, este nebuloso panorama oportunizou a observação de duas dinâmicas: de um lado, alguns profissionais não se veem obrigados a ter que oferecer uma resposta artística de imediato ao público; de outro, há os que se sentem convocados a criar agora, reverberando questões deste instante, inclusive por necessidades de sobrevivência, tentando produzir e encontrar as pessoas mediados pelas telas.
 
“Acho que as experiências de criação nas plataformas virtuais abrem um horizonte de muitas possibilidades. Não se trata de substituir o que conhecemos como teatro ou abandonar nossos traços de linguagem. Para mim, é uma ampliação dos espaços em que os artistas teatrais podem atuar e, nessa experimentação, vão descobrindo procedimentos de composição, alternativas de mobilizar o público. Tenho visto que os traços da linguagem de um artista ou grupo seguem presentes nas suas criações on-line”, complementa Francis.
Legenda: Experimento cênico “Expedição Planta Baixa” tece reflexões sobre relações no espaço de uma casa
Foto: Divulgação

 
Reflexões
 
O próprio docente, interessado em investigar as relações com o espaço urbano, criou com outros artistas – Renato Abê, Loreta Dialla e Jander Alcântara – o “Expedição Planta Baixa”, experimento cênico cujas apresentações de estreia aconteceram no começo de julho pelo YouTube, de forma gratuita. O trabalho elege como principal disparador poético a casa e as relações tecidas nesse espaço.
 
Ao mensurar os desafios, perdas e ganhos de uma produção virtual feito essa, o dramaturgo Renato Abê elenca a ausência física do público como algo que desloca, de cara, a relação que se estabelece entre artista e plateia.
“Esse ponto mexe com tudo que envolve a obra: da dramaturgia à direção, impactando diretamente na atuação. Nesse sentido, o primeiro desafio é buscar essa presentificação mesmo mediada por uma tela, o que é dificultado pela natureza do equipamento (seja celular, computador, TV), que é associada à noção de consumo mais rápido e dinâmico”, situa.

 
Esse sentimento de aceleração que as telas evocam aflora ainda mais, segundo ele, a reflexão sobre a perda do interesse do espectador e gera dúvidas sobre os tempos de amadurecimento de cada cena e diálogo. “Por outro lado, a experiência levanta novas texturas que foram bons trampolins da construção do ‘Expedição Planta Baixa’ e que passam pelas ferramentas que as tecnologias oferecem na hora de bagunçar percepções sobre determinado jogo cênico”.
 
Um exemplo que cita é o fato de terem mesclado, ao vivo, duas cenas simultâneas feitas nas casas dos performers. Uma atriz estava em Fortaleza e um ator em Sobral, mas a medição eletrônica foi capaz de construir virtualmente o encontro corpo a corpo. Ainda assim, é impossível não pensar no que se perde sem a possibilidade do autêntico olho no olho. 
Legenda: Em "Expedição Planta Baixa", foram mescladas, ao vivo, duas cenas simultâneas feitas nas casas dos performers
Foto: Divulgação

 
“Pela tela, não é fácil ter um retorno próximo da energia do público (seja riso, choro, tédio..). Além disso, a transmissão da obra traz para o jogo cênico novos elementos, como qualidade do equipamento que transmite, estabilidade ou não da internet, características do áudio, entre tantas outras variáveis. A precariedade, em sua potência e dificuldade, passa a ser personagem, mesmo nas transmissões cênicas mais equipadas, e tudo isso chega no público e pode afastar, aproximar, instigar”, avalia Renato.
 
Compromisso
 
Outro caso que se soma a esse cenário é o do Pandêmica Coletivo Temporário de Criação, projeto gestado exatamente durante a quarentena. Abraçando um compromisso com as questões do agora, os membros da iniciativa afirmam não ter necessidade de definir o que estão fazendo. Desejam, sobretudo, unir pessoas dentro das possibilidades e gerar pensamentos.
 
De acordo com o ator, diretor e produtor Juracy de Oliveira, a iniciativa surgiu a partir de pesquisas sobre o aplicativo Zoom com três processos diferentes. “Percebemos que seria inteligente juntar tudo isso em uma coisa só. Essa é a premissa do Pandêmica. Nos intitulamos de aglomeração online, mas também somos uma plataforma de pessoas, grupos e ideias. Temos hoje quatro experiências em repertório, outras quatro em processo para agosto e setembro, e vários contatos de artistas querendo estabelecer outras parcerias”, diz.
Legenda: Espetáculo "Safe & Comfort", do Pandêmica Coletivo Temporário de Criação
Foto: Guilherme Souza

 
O início de tudo aconteceu em maio, com “12 Pessoas com Raiva”, que reúne um elenco de doze atrizes e atores de diversas partes do País. Depois, veio “Discurso Sobre Nada”, experiência do grupo com a atriz Alda Pessoa, do Ceará, e Marcio Abreu, do Rio de Janeiro. A partir daí, foram mais duas estreias que se somaram ao repertório do Coletivo, “Live ou Roda de 3 Amigos” e “Safe&Comfort”. “Hoje, somos mais de 40 artistas de vários estados”.
 
Também no movimento de produção de um festival online de arte LGBTQI+ preta, previsto para setembro, o grupo ainda analisa como estão se dando as vivências cênicas no meio digital. Juracy de Oliveira pensa que analisar perdas e ganhos nessa situação não cabe, visto que estão descobrindo uma nova linguagem, que não encerra nenhuma outra.
 
“O teatro que fazemos ainda existe, se mantém e já passou por crises e pestes piores do que esta. Sobreviveremos maiores. Esta nova maneira de comunicação que nós, artistas, estamos nos aventurando chega como mais uma possibilidade de expressão. Descobrimos que também é um lugar a ser ocupado. Pensando assim, eu só consigo ver ganhos”.

 
Hibridização
 
Primando pela hibridização de linguagens nos trabalhos, o grupo Núcleo de Estudos da Performance integra esse panorama de experiências dramatúrgicas virtuais com “A história é uma profetisa com os olhos para trás”. 
 
A primeira temporada do espetáculo – construído a partir de discussões sobre o capitalismo, embasado por leituras da obra de pensadores como Ailton Krenak, Eduardo Galeano e Félix Guattari – encerra as apresentações nesta quinta (30) e sexta (31), às 20h, com possibilidade de sessão extra no sábado. Uma segunda temporada deve acontecer em setembro.
Legenda: Experiência “A história é uma profetisa com os olhos para trás”, do Núcleo de Estudos da Performance
Foto: Divulgação

 
Contando com várias plataformas – WhatsApp, Facebook, Instagram, e-mail e Zoom – a montagem tem o público como co-partícipe a partir de uma dramaturgia de jogo. Conforme o artista e pesquisador Eduardo Bruno, o grupo já tinha feito algumas experimentações de vídeo-arte e relações com o digital, mas esse é o primeiro projeto com uma performatividade completamente online, surgido a partir do contexto de pandemia. 
 
“O que diferencia esse dos nossos outros trabalhos é que, quando se tem apenas a opção de realizar em apenas um suporte, você se pergunta ‘mesmo nessa repetição de formato, como produzir gerando uma diferença?’, afirma, situando o caráter inovador da empreitada.  
Ele também destaca não conseguir mensurar que efeitos essa experiência está trazendo para o público e para o grupo, evidenciando a necessidade de vivenciar o momento a fim de tentar levantar algumas hipóteses para o futuro da dramaturgia cênica no meio digital. “Acho que vai precisar de um tempo para a história da performance e da arte contemporânea compreender que sintomas, características e paradigmas foram construídos em decorrência desse instante de pandemia”, avalia.
 
“Mas certamente o que estamos passando vai afetar o campo da arte. Isso vai fazer parte do repertório de pensamento dos artistas? Vai. Do nosso? Também. Mas, não temos como garantir se, por exemplo, logo em seguida, com o fim da pandemia, essas práticas se manterão com tanta força, até talvez por uma necessidade de retomar alguns processos que foram deixados. Não acho, porém, que elas serão esquecidas”, conclui.

Serviço
Espetáculo “A história é uma profetisa com os olhos para trás”, do grupo Núcleo de Estudos da Performance
Nesta quinta (30) e sexta-feira (31), às 20h. Vagas limitadas. Ingressos: R$ 10. Informações: @nucleo_performance

Acompanhe os trabalhos dos outros grupos em @pandemicacoletivo@quitandasolucoes@tupaufc e @teatroufc
Diário do Nordeste