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Jovem artista cearense de Quixelô está entre os 10 selecionados por prêmio nacional

Arivanio Alves foi o único do Estado selecionado pelo 7° Prêmio EDP nas Artes, uma parceria do Instituto EDP e Instituto Tomie Ohtake. O concurso teve 456 inscritos, provenientes de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal


Legenda: A obra "A Loba de Rômulo e Remo", de Arivanio Alves, faz parte de uma série de pinturas chamada "As Lobas"
Foto: Divulgação
Oportunidade dedicada a jovens artistas de todo o Brasil, o Prêmio EDP nas Artes busca estimular a produção artística contemporânea. Para a sétima edição, o Intituto Tomie Ohtake e a EDP selecionaram 10 artistas provenientes de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal. O cearense Arivanio Alves, nascido em 1993, na cidade de Quixelô, foi um dos escolhidos para compor a seleção.
Artista autodidata, Arivanio entrou para o mundo das artes ainda pequeno, utilizando-se de materiais alternativos de baixo custo, como cartolina e compensados de madeira. Hoje, após muito estudo, ele ilustra bem o gênero Naif, ao utilizar partes de seu cotidiano para construir uma obra visual que é uma interpretação de mundo.
O trabalho submetido ao prêmio se trata de um recorte de uma série chamada “As Lobas”. Arivanio escolheu três telas pintadas a óleo para representar suas reflexões sobre a relação entre o homem e os animais: “A cachorra parindo", "O massacre dos cachorrinhos" e "A loba de Rômulo e Remo".
“Elas têm como objetivo falar dos maus tratos aos animais, mas trazendo um paralelo com a vida humana. Quando dizemos que alguém está tendo uma ‘vida de cão’, dizemos que ele foi marginalizado a ponto de descer ao nível de uma coisa muito maltratada que é o cachorro. Porém, só se maltrata o cachorro porque o ser humano já se marginalizou antes disso”, explica o artista.
Do total de 456 inscrições, também foram selecionados os artistas Davi de Jesus do Nascimento (Pirapora – MG), Emerson Munduruku e Uyra Sodoma (Manaus – AM), Érica Storer de Araújo (Curitiba – PR), Felipe Rezende (Salvador-BA), Gu da Cei (Ceilândia – DF), Hariel Revignet (Goiânia – GO), Luana Vitra (Contagem – MG), Talles Lopes (Anápolis – GO) e Yná Kabe Rodríguez (Brasília – DF).
A seleção foi feita à distância, mediante análise de portfólio e entrevistas individuais, feitas pelos artistas Arthur Chaves, Dora Longo Bahia e Elilson e pelos curadores Amanda Carneiro e Theo Monteiro. O grupo selecionado receberá acompanhamento personalizado dos jurados para o processo de realização das respectivas obras
A premiação se completa com a exposição dos trabalhos dos 10 artistas no Instituto Tomie Ohtake. A abertura da exposição e o anúncio dos três premiados com residências internacionais, deverá acontecer em 1º de outubro de 2020, data a ser confirmada em função das orientações sanitárias e governamentais a respeito do controle da pandemia.
“Esse é mais um passo nessa caminhada que eu já tenho há dez anos, de muita luta e esforço. Eu sempre sonhei em estar no Instituto Tomie Ohtake, mas eu não imaginei nunca que entraria lá, ainda mais tão cedo, em uma exposição. Esse reconhecimento está acima do que eu poderia imaginar enquanto artista contemporâneo jovem. Isso me motiva a produzir, a caminhar, a estudar cada vez mais, a me dedicar e a dar valor ao meu trabalho”, agradece Arivanio.
Diário do Nordeste

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