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NOVAS ROTAS DAS IGREJAS APÓS O COVID-19?

A imagem pode conter: céu, árvore e atividades ao ar livre
Envio, em português e italiano, meu artigo publicado, 10.06.2020, no jornal O Povo de Fortaleza.

*Pe. Ermanno Allegri*

Em plena pandemia, há gente de igrejas tomada pelo frenesi de ‘voltar à normalidade’. Que normalidade? A missa de sempre, o terço de sempre, as festas de padroeiro de sempre? É isso?

Voltar à vidinha cotidiana pode parecer a escolha mais óbvia e prática. E as igrejas fechadas e o sofrimento sem fim de hoje em dia? Será que Deus está tentando nos dizer algo?
Por que não pensar corajosamente, à semelhança de Jesus, numa igreja que, para além das celebrações, promove a paz, denuncia as injustiças e luta contra a exclusão?
A crise da pandemia tem sua origem num sistema econômico baseado na lógica do lucro. Essa crise é velha, profunda. Está nos destruindo e devorando à luz do dia e não reagimos.
Pior ainda é a aliança que se criou, entre políticos e religiosos. Eles utilizam a imagem de Cristo para legitimar um projeto de morte. Esta cegueira é o terreno fértil onde se alimenta o ódio contra os pobres e o Papa Francisco. Cegos, guiando cegos. Por que a gente precisa de tantos cadáveres para compreender o que deveria ser óbvio? Estão exterminando os pobres só ‘administrando’ o Covid-19. Que desafio para o cristianismo!
É urgente acelerar o caminho de reforma indicado pelo Papa Francisco. Ele compara a igreja a um “hospital de campanha” para as igrejas entenderem a necessidade de derrubar seus muros e sair ao encontro da humanidade dilacerada. 
Na véspera da sua eleição papal, Francisco citou um trecho do Apocalipse em que Jesus está à porta e bate. E acrescentou: “Hoje, Cristo bate a partir de dentro da igreja e quer sair.”
Saindo vamos reconhecer o Senhor vivo quando tocamos suas feridas e as feridas da humanidade que Ele assumiu quando nasceu em Belém.
Já não basta as igrejas acolherem “as ovelhas perdidas”. O Mestre chama-nos, agora, para ir, junto com ele, para o mar aberto, caminhando sobre as ondas bravas dos conflitos sociais, como Pedro. (Mt14,22)
Para descobrir uma nova identidade para o cristianismo devemos deixar de lado muitas atividades habituais e voltar essa quarentena à reflexão para perceber como ser sal e luz, a partir das feridas dos nossos bairros e do mundo. Aí, finalmente, podemos responder a questão de fundo: “E agora, o que devemos fazer?” 
Assim o centro de nossas preocupações não será a igreja, mas serão os pobres, os presos, os migrantes, os desempregados, os famintos... os crucificados de sempre. (Mt25,31-40 e Lc4,16-21) Esta atitude é urgente para dar sentido pleno à eucaristia que não é só o pão e o vinho, mas é também lavar os pés, isto é, assumir sobre si a compaixão pela humanidade.
Para curar estas feridas e criar um mundo de paz, precisamos de milhões de pessoas conscientes, honestas e competentes: uma tarefa gigantesca para as igrejas. Nossa conversão é necessária e urgente para nos juntarmos àqueles que, dentro e fora das igrejas institucionais, já estão sacrificando suas vidas para esta finalidade. Será um processo longo e sofrido, mas “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
*Coajudor na paróquia de Tabuba, Caucaia e do Movimento Igreja em Saída
(ITALIANO)

UN NUOVO CAMMINO PER LE CHIESE CON L'EMERGENZA CORONAVIRUS ?
*Pe. Ermanno Allegri
Nel bel mezzo di una pandemia, ci sono alcuni rappresentanti delle chiese sopraffatti dalla frenesia del "ritorno alla normalità". Ma quale normalità? La solita messa, il solito rosario, le solite feste patronali? È questa la normalità?
Tornare alla vita di tutti i giorni può sembrare la scelta più ovvia e pratica. Che dire delle chiese chiuse e della sofferenza infinita di oggi? Forse Dio sta cercando di dirci qualcosa?
Perché non pensare con coraggio, così come faceva Gesù, a una chiesa che, oltre alle celebrazioni, promuove la pace, denuncia le ingiustizie e combatte l'esclusione?
La crisi pandemica nasce in un sistema economico basato sulla logica del profitto. Questa crisi è vecchia e profonda. Ci sta distruggendo e divorando alla luce del sole e noi non reagiamo.
Ancora peggio è la sintonia che si è creata tra politici e religiosi.  L'immagine di Cristo é usata per legittimare un progetto di morte. Questa cecità è un terreno fertile dove cresce l'odio contro i poveri e contro Papa Francesco. Ciechi, che conducono ciechi. Perché abbiamo bisogno di così tanti cadaveri per capire quello che dovrebbe essere ovvio? Stanno sterminando i poveri semplicemente "amministrando" il Covid-19. Che sfida per il cristianesimo!
È urgente accelerare il percorso di riforma indicato da Papa Francesco. Il Santo Padre ha paragonato la chiesa a un "ospedale da campo", affinché si comprenda la necessità di abbattere le mura e uscire per incontrare l'umanità lacerata.
Alla vigilia della sua elezione, Papa Francesco aveva citato un brano dell'Apocalisse in cui Gesù è alla porta e bussa. E aveva aggiunto: "Oggi Cristo bussa da dentro la chiesa e vuole uscire".
Uscendo, riconosceremo il Signore vivo quando toccheremo le sue ferite e quelle dell'umanità che Lui ha caricato su di sé quando è nato a Betlemme.
Non è più sufficiente per le chiese accogliere "le pecore smarrite". Il Maestro ci chiama, ora, ad andare, insieme a lui, in mare aperto, camminando sulle onde furiose dei conflitti sociali, come Pietro. (Mt14,22)
Per scoprire una nuova identità del cristianesimo, dobbiamo mettere da parte molte attività abituali e fare di questa quarantena un momento di riflessione per capire come essere sale e luce, partendo dalle ferite dei nostri quartieri e del mondo. Così, finalmente, potremo rispondere alla domanda di base: "E ora, cosa dobbiamo fare?"
Quindi il centro delle nostre preoccupazioni non sarà la chiesa, ma saranno i poveri, i prigionieri, i migranti, i disoccupati, gli affamati... i crocifissi di sempre (Mt 25,31-40 e Lc 4,16-21). Questo atteggiamento è urgente per dare pieno significato all'Eucaristia, che non è solo il pane e il vino, ma è anche il lavare i piedi, cioè, assumere su di sé la compassione per l'umanità. 
Per curare queste ferite e creare un mondo di pace, abbiamo bisogno di milioni di persone consapevoli, oneste e competenti: un lavoro gigantesco per le chiese. La nostra conversione è necessaria e urgente per unirci a coloro che, all'interno e all'esterno delle chiese istituzionali, stanno già sacrificando la propria vita per questo scopo. Sarà un processo lungo e doloroso, ma “quem sabe faz a hora, não espera acontecer” (chi è consapevole si dá da fare subito, non aspetta la manna dal cielo). 
* Coadiuvante nella parrocchia di Tabuba, Caucaia e membro del Movimento Chiesa in Uscita

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