30 de dezembro de 2017

Grecianny Cordeiro lança mais um livro: "De covardes e heróis todos temos um pouco"


Nasceu mais uma obra "De covardes e heróis todos temos um pouco" é mais um filho literário que chegou às livrarias!

Na Livraria Leitura já podem encontrá-lo e não é à toa que se encontra nesta seção, abordando a temática do bullying e fazendo companhia à outras obras no mesmo tema.

FELIZ 2018!


Novo filme de Woody Allen chega aos cinemas

Desde seu passado remoto, o diretor não foi bem acolhido por seus filmes dramáticos, caso de "Interiores" (78) e "Setembro" (87).
Cena do filme
Cena do filme "Roda Gigante". (Divulgação)

Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país:
“RODA GIGANTE”

- O mais recente filme escrito e dirigido por Woody Allen está fadado a ser um dos menos apreciados de sua extensa filmografia – para começar por não ser uma comédia. Desde seu passado remoto, o diretor não foi bem acolhido por seus filmes dramáticos, caso de “Interiores” (78) e “Setembro” (87).
Não é segredo para ninguém que, a esta altura, o diretor de 82 anos está repisando os próprios passos, revisitando as próprias personagens e influências – o que significa menos novidades, menos frescor, talvez, mas a rigor nada desinteressante, considerando-se sua estrada como cineasta.

Neste novo filme, ele volta a Coney Island, praia de Nova York que era o berço de Alvy Singer, protagonista de “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977). São os anos 1950, o que dá oportunidade ao diretor de fotografia italiano Vittorio Storaro esbanjar uma paleta de cores especiais. Essas cores mutáveis reforçam a impressão de um cenário teatral, arte que está no centro da inspiração da história, que tem como narrador o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake). Ele é também um aspirante a dramaturgo, que se encarrega de contar o drama do qual é participante.

A praia, seu calçadão e uma casinha ao lado da roda-gigante são o ambiente em que vivem os personagens de uma família disfuncional: Ginny (Kate Winslet), atriz frustrada que trabalha como garçonete; seu marido Humpty (Jim Belushi), operador da roda-gigante; Carolina (Juno Temple), a filha do primeiro casamento de Humpty; e o garoto Richie (Jack Gore), filho da ligação anterior de Ginny.

Vivendo um romance extraconjugal com Mickey, Ginny sonha com uma saída desta rotina frustrante. Mas a ligação não traz nada de bom ao conturbado ambiente familiar.
“FALA SÉRIO, MÃE!”

- Comediante que é marca registrada de sucessos como “De Pernas pro Ar” e “Minha Mãe é uma Peça”, Ingrid Guimarães dá sinais de cansaço na imagem que a consagrou e entra no piloto automático em “Fala Sério, Mãe!”, que protagoniza ao lado de Larissa Manoela.

O talento e o timing cômico de Ingrid são inegáveis, mas este roteiro, adaptado pela atriz, ao lado de Paulo Cursino e Dostoiewski Champagnatte, do livro homônimo de Thalita Rebouças, é uma sucessão de lugares-comuns, em que ela nunca se arrisca fora de sua zona de conforto. O máximo de provocação que esta história lhe oferece está em situações constrangedoras que esta mãe superprotetora cria para a filha Malu (Larissa), as piores envolvendo humor de banheiro. Uma das raras boas cenas envolve Malu quando menina (interpretada por Vitória Magalhães), numa aula de balé. A garotinha, visivelmente, não quer nada com as sapatilhas, mas a mãe insiste. A resistência da pequena Malu rouba a cena.

Quando Malu entra na adolescência é que as crises entre as duas explodem. Faria muito bem ao filme explorar situações comuns, cotidianas, de maneira leve, mas isso não acontece. A direção de Pedro Vasconcelos é burocrática e as sequências em que a mãe faz a filha pagar mico num ônibus escolar e outras não decolam. É tudo forçadinho, até a cena em que o comediante Paulo Gustavo, interpretando ele mesmo, aparece num supermercado e é obrigado a tirar selfies com todos os membros da família.
“A ORIGEM DO DRAGÃO”

- O drama “A Origem do Dragão” conta como o lendário ator e diretor Bruce Lee (1940-1973) lapidou seu estilo de luta marcial. O problema é que o filme não se define como um programa destinado aos fãs do ídolo ou ao público em geral. Para os primeiros, talvez seja um tanto frustrante – por não ter nem tem tantas lutas marciais. Já os demais, provavelmente, nem cogitem ver um longa com esta temática.

Ao centro da trama está a disputa entre Lee (Philip Ng) e o mestre shaolin Wong Jack Man (Yu Xia), na San Francisco nos anos de 1960. O resultado, diz a lenda, refinou o estilo de luta de Lee. O filme, porém, parece mais focado numa subtrama sobre um americano (Billy Magnussen) apaixonado por uma garçonete chinesa (Jingjing Qu). Ainda assim, mesmo este romance é morno, parecendo saído de um filme dos anos de 1930.

Já a luta entre os dois rivais, que deveria ser o clímax, é tão mal coreografada que os lutadores parecem estar dançando ao invés de disputando. De qualquer forma, talvez seja mais vantagem assistir novamente a “Operação Dragão”, um dos clássicos estrelados pelo verdadeiro Bruce Lee.
“O JOVEM KARL MARX”

- Os anos de juventude de dois homens que mudaram o mundo, Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), estão no centro do novo filme do cineasta haitiano Raoul Peck (“Eu não sou seu negro”). No roteiro, assinado por Peck e Pascal Bonitzer, Marx (August Diehl) é um jovem de menos de 30 anos, jornalista e polemista, que começa a interessar-se pelos mecanismos que regem a exploração do homem pelo homem. Mas é pobre, casado com uma mulher rica que abandonou seu clã e sua fortuna por amor, Jenny (Vicky Krieps), e tem que enfrentar os dilemas da sobrevivência, além da perseguição da polícia ao seu ativismo.

Num encontro desses destinados a alterar a história do mundo, Marx conhece Engels (Stefan Konarske), herdeiro rebelde de tecelagens que são, em meados dos anos 1840, o cenário das jornadas de trabalho análogas à escravidão que caracterizaram a Revolução Industrial. Dessa amizade inusitada entre dois homens de origens muito diferentes nasce uma parceria intelectual ativa e duradoura, que os levará ao encontro de outros socialistas da época, como o francês Proudhon (Olivier Gourmet), um dos muitos aos quais eles se aliarão, para depois superar, em livros como “A Sagrada Família” e, depois, “O Capital”, obra máxima de Marx.
“A ÓPERA DE PARIS”

- O diretor Jean-Stéphane Bron faz uma viagem inesquecível e imperdível ao coração da Opéra Bastille e do Palais Garnier, em Paris, no documentário “A Ópera de Paris”, que destaca os bastidores de um dos maiores símbolos da cultura francesa.

As imagens, filmadas ao longo de um ano e meio, durante a preparação das atrações da temporada de 2016, conduzem o espectador em uma visita guiada a uma verdadeira cidade, habitada por técnicos, atores, bailarinos, músicos, coreógrafos, maestros, operadores, funcionários da limpeza e até um touro de uma tonelada, que se torna protagonista de uma ópera.

Se os efeitos em 3D nos filmes de ação aproximam personagens e cenários até quase colidir com os olhos do espectador, em “A Ópera de Paris” uma câmara invisível nos transporta diretamente para os locais onde a ação se desenvolve. O diretor, que nunca havia assistido a uma apresentação lírica, disse ter filmado uma utopia.

Reuters

Ancine anuncia investimento em 23 novos projetos de longa-metragem

Paulo Virgilio - Repórter da Agência Brasil
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Vinte e três projetos de longa-metragem foram contemplados pela chamada pública Prodecine 05, quarta edição da linha de investimento do Programa Brasil de Todas as Telas, da Agência Nacional do Cinema (Ancine). O resultado final da seleção, que investe em projetos de linguagem inovadora e relevância artística, foi anunciado hoje (29) pela agência e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
Os 23 projetos selecionados dividirão R$ 30 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). São 12 filmes de ficção e 11 documentários, que serão realizados por produtoras independentes sediadas em nove estados (Amazonas, Bahia, Goiás, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e no Distrito Federal
De acordo com a presidente em exercício da Ancine, Debora Ivanov, “o edital tem trazido muito orgulho ao cinema nacional, revelando talentos e construindo obras que têm se destacado em festivais no Brasil e em inúmeros países”. A lista completa dos contemplados está disponível no site www.ancine.gov.br.
A comissão de seleção foi composta pelo cineasta Eryk Rocha, pela jornalista especializada em cinema Clarissa Kuschnir, e por três servidores da Ancine. A chamada pública recebeu um total de 343 inscrições no sistema, sendo que 302 propostas foram habilitadas. Nas três primeiras edições, 55 longas-metragens foram contemplados.

29 de dezembro de 2017

Governo publica nova portaria sobre trabalho escravo

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
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O Ministério do Trabalho publicou nesta sexta-feira (29) portaria que revê pontos polêmicos relativos à fiscalização e divulgação de empresas cuja atividade faz uso de trabalho em condições análogas à escravidão. Em outubro, o governo federal publicou outra portaria que alterava as regras para flagrante e a publicação da lista de empresas que teriam cometido essa prática. Na ocasião, o documento recebeu críticas de entidades nacionais e internacionais, que argumentavam que as novas regras tornavam mais díficil a fiscalização.
Com a publicação da portaria de hoje, o Ministério do Trabalho volta a adotar critérios já estabelecidos internacionalmente para definir o que vem a ser trabalho forçado, jornada exaustiva e condição degradante de trabalho, além de detalhar práticas que podem ser consideradas como retenção no local de trabalho. Comprovadas as situações previstas na portaria, o trabalhador vítima dessa prática terá o  direito ao seguro-desemprego.
A portaria anterior teve seus efeitos suspensos em outubro por meio de uma liminar concedida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a argumentação de que ela abriria margem para a violação de princípios fundamentais da Constituição – entre eles o da dignidade humana, do valor social do trabalho e da livre iniciativa.
Outro ponto revisto com a publicação da nova portaria está relacionado à publicização da chamada “lista suja”, contendo o nome de empresas condenadas por fazer uso de trabalho em condições análogas à escravidão.

Na portaria de outubro, essa publicação dependeria da participação de autoridades policiais na fiscalização e de um boletim de ocorrência feito por elas. Com isso, os auditores fiscais e especialistas afirmaram que teriam sua atribuição reduzida em situações de flagrante. De acordo com a portaria publicada recentemente, o Cadastro de Empregadores – a “lista suja” com a relação dos autuados em ação fiscal que tenha identificado trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravo – será divulgado no site institucional do Ministério do Trabalho. A ressalva que a nova portaria faz é a de que essa publicação só poderá ser feita “após a prolação de decisão administrativa irrecorrível”.

Entre os conceitos apresentados pela nova portaria estão o de trabalho forçado: “aquele exigido sob ameaça de sanção física ou psicológica e para o qual o trabalhador não tenha se oferecido ou no qual não deseje permanecer espontaneamente”; o de jornada exaustiva: “toda forma de trabalho, de natureza física ou mental, que, por sua extensão ou por sua intensidade, acarrete violação de direito fundamental do trabalhador, notadamente os relacionados à segurança, saúde, descanso e convívio familiar e social”; e o de condição degradante de trabalho: “qualquer forma de negação da dignidade humana pela violação de direito fundamental do trabalhador, notadamente os dispostos nas normas de proteção do trabalho e de segurança, higiene e saúde no trabalho”.
A portaria define também que restrição, por qualquer meio, da locomoção do trabalhador em razão de dívida “é limitação ao direito fundamental de ir e vir ou de encerrar a prestação do trabalho, em razão de débito imputado pelo empregador ou preposto ou da indução ao endividamento com terceiros”. Ainda segundo a portaria, cerceamento do uso de qualquer meio de transporte “é toda forma de limitação ao uso de meio de transporte existente, particular ou público, possível de ser utilizado pelo trabalhador para deixar local de trabalho ou de alojamento”.
A vigilância ostensiva no local de trabalho é, de acordo com a portaria, “qualquer forma de controle ou fiscalização, direta ou indireta, por parte do empregador ou preposto, sobre a pessoa do trabalhador, que o impeça de deixar local de trabalho ou alojamento”. Por fim, a portaria define como “apoderamento de documentos ou objetos pessoais qualquer forma de posse ilícita do empregador ou preposto sobre documentos ou objetos pessoais do trabalhador”.

Escritor José Louzeiro morre aos 85 anos no Rio

Paulo Virgilio – Repórter da Agência Brasil
O escritor, roteirista e jornalista maranhense José Louzeiro, de 85 anos, morreu hoje (29) em sua residência no Rio de Janeiro. A causa da morte ainda é desconhecida, mas, segundo parentes do escritor, ele enfrentava há anos problemas de saúde, em função do diabetes.
Nascido em São Luís, em 1932, José de Jesus Louzeiro ingressou no jornalismo aos 16 anos de idade, como estagiário no jornal O Imparcial, na capital maranhense. Com 21 anos, veio para o Rio de Janeiro, onde se radicou e trabalhou por mais de 20 anos como repórter policial, em importantes jornais e revistas como Diário CariocaCorreio da ManhãÚltima Hora e Manchete.
A estreia na literatura foi em 1958, com o conto Depois da Luta, mas o reconhecimento veio mesmo em 1976, quando Louzeiro lançou Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, o primeiro título no gênero literário que o consagrou, o romance-reportagem, narrativas biográficas baseadas em casos famosos da crônica policial.
Foram quase 40 livros no gênero, entre os quais destacam-se Infância dos Mortos, que mais tarde serviu de argumento para o filme Pixote, a Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, que teve Louzeiro como roteirista; Aracelli, Meu Amor, e Em Carne Viva, que reviveu o drama da estilista Zuzu Angel e de seu filho Stuart Angel, morto pela ditadura militar, na década de 70.
No cinema, além de Pixote, Louzeiro assinou o roteiro de outros nove filmes, entre os quais O Homem da Capa Preta, Sergio Rezende, Os Amores da Pantera, de Jece Valadão, e Amor Bandido, de Jeff Nichols. Foi também autor de telenovelasm como Qorpo SantoGuerra sem Fim e O Marajá. Esta última, uma comédia inspirada no governo de Fernando Collor, foi censurada antes de ir ao ar.

De caneta em punho para receber 2018

Jovens adultos com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos são convidados a entrar no ano novo em espírito cristão. A passagem de 2017 para 2018 vai decorrer sob o tema «Como o barro nas mãos do oleiro», e com recurso a alguns itens como caderno, caneta, saco cama e toalha.

A despedida de 2017 terá início pelas 20h00 de sábado, 30 de dezembro. O encontro terminará pelas 11h30 de 1 de janeiro, data em que se assinala o Dia Mundial da Paz. A iniciativa está a ser preparada pelas religiosas da congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.

O encontro vai realizar-se na Casa de Oração de Santa Rafaela Maria, localizada em Palmela. As inscrições terminam esta sexta-feira, 29 de dezembro. Para mais informações as religiosas Escravas do Sagrado Coração de Jesus estão disponíveis através do endereço eletrónico casadeoracao@aciportugal.org.

Fátima Missionária

Fernanda Melchor: "Eu me identifico com o vampiro emo de 'Entrevista com o vampiro'

A escritora Fernanda Melchor, há alguns dias em Puebla.
A escritora Fernanda Melchor, há alguns dias em Puebla. 
O mexicano Fernanda Melchor (Veracruz, 1982) é jornalista e narrador por determinação geográfica. "Eu nunca quis ser escritor, na verdade queria ser detetive quando era criança e depois agente do FBI, mas nasci no lado errado do Rio Grande e tive que me contentar em estudar jornalismo", diz ele. Autor das crônicas de Aquí no es Miami (The Salary of Fear, 2013) e as novelas Falsa Hare(Almadía, 2013) e Hurricane Season (Random House, 2017), Melchor surge como uma das vozes jovens mais interessantes de um país onde boa literatura se encontra debaixo das pedras.
 Quais livros geralmente são a sua mesa de dormir?
Eu sempre tenho três ou quatro; No momento, existem as obras completas de Raymond Carver (leva-me anos para ler antologias de histórias, acho que é uma traição para ler mais de uma vez); um magnífico ensaio sobre a fotografia da violência, retrato involuntário , de Marina Azahua; e uma novela de malária de Stephen King, The Tommyknockers .
Qual livro mudou sua vida?
Muito. Eu acredito que nunca mais voltará a ser o mesmo ao terminar uma boa novela. Mas se eu tivesse que escolher, eu diria Bridge in the Jungle , de B. Traven, que eu ligo na corrida em uma única noite, quando eu tinha 12 anos.
Qual é o último livro que o fez rir alto?
Os irmãos Golovlev , de Saltykov-Schedrin
Quem seria seu leitor perfeito?
O leitor que em cada livro procura cativar, mas também provocá-lo.
Qual é a sua rotina diária para escrever?
Depende muito do projeto em que estou trabalhando, mas minhas melhores horas para escrever ficção são sempre de manhã, entre cinco e doze.
Qual música você usa para trabalhar?
Não costumo escrever com música. Prefiro o silêncio ou os ruídos cotidianos da casa ou do bairro. Embora às vezes eu venha ouvir uma música repetidamente antes de começar a escrever, para entrar num certo "ambiente".
Que personagem literário ou cinematográfico se parece com você?
Eu sempre identifiquei muito com Louis, o vampiro emo de Entrevista com o vampiro . Como ele, eu também não pedi para nascer e também não tenho tamanhos para enviar tudo para o chifre.
Para quem você gostaria de se sentar com uma festa?
Ao lado da pessoa mais bonita, mesmo que fosse apenas olhar para ela.
O que significa ser um escritor?
Dedique a vida a procurar a verdade através da mentira.
Que livro você daria a uma criança para se apresentar na literatura?
Um livro de mitologia grega ou egípcia.
Qual é o seu lugar favorito no mundo?
Um pequeno jardim interior, com grama muito verde, com o que sonhei há alguns meses, mas estou convencido de que existe em algum lugar (como na história de Mil e Noites ).
Qual livro você gostaria de escrever?
Estou convencido de que ninguém nunca consegue escrever o livro que ele realmente quer escrever, mas que ele deve se contentar com uma simulação dele. E que cada um de nossos livros (ou simulacros) é a reescrita de outros que amamos, mas, ao mesmo tempo, consideramos imperfeitos. Dito isso, gostaria de escrever as novelas de Manuel Puig.
Quando foi a última vez que você chorou?
Eu choro muito, por qualquer coisa, então provavelmente, não importa quando eles vão ler isso: ontem.
Qual é o melhor conselho dado por um de seus pais?
"Pense duas vezes antes de falar", dizia minha mãe. Gostaria de ouvi-lo mais frequentemente.
O que a deixa sem dormir?
Eu tenho o sistema nervoso de um macaco capuchinho, então qualquer coisa: café depois das duas da tarde, boas notícias e más notícias; as viagens, os começos.
Quem você gostaria de estar preso em um elevador?
Com David Lynch e uma caixa de marcadores de tinta indeléveis.
Qual o melhor presente que você recebeu?
Toby , um cachorrinho mestiço que os pais me deram e meu irmão (eu suspeito que depois de terem pego ele da rua), um Natal que eles eram muito pobres.
Como foi sua primeira embriaguez?
Infame, aos 14 anos e com lareira (cujo cheiro ainda produz arcadas).
Se eu pudesse ter uma superpotência, o que seria?
Seja invisível Super Voyeur, ele me ligaria.
O que você disfarçaria em uma festa?
Eu sou uma daquelas pessoas nefastas que odeiam disfarçar a si mesmas. Eu provavelmente faria um zíper na minha camisa e dizia que estou indo em mim mesmo.
O que você diria a Peña Nieto?
Gostaria de perguntar a ele, com curiosidade genuína, como ele consegue dormir à noite.
El País

Elogio do incômodo

Elogio do incômodo
Eu me queixei tanto sobre os obstáculos que penso que seria melhor fechar o ano comemorando-os como um elemento essencial da cultura carpetovetônica. Pertence à imprudente que fica na frente das escadas rolantes para refletir sobre o rabanete e longa vida para a senhora que pára de repente no meio de qualquer corredor como uma declaração simbólica de uma conquista íntima; Aplausos para todos os grupos que prolongam a reunião com os quais obstruem a borda de um bar longo, além das instalações, no meio da rua e vivem a senhora que interrompe seus passos para devolvê-la como uma parede com a qual ela tenta camuflar A conversa aborrecida que vem gritando no celular.
Comemore as centenas de motoristas que impedem o fluxo de veículos e até mesmo os passos de zebra com a desculpa inapelável para obter um snot ou olhar o telefone ou melhor ajustar as fofocas de uma reunião em que todos os convidados gritam parlamentos para impedir o curso de uma possível conversa e, por essa razão, comemoramos outro dia em que políticos e funcionários profissionais sem carteiras exibem a bela arte de dificultar a abordagem de possíveis soluções ou planos de convivência. Albricias, que olha para lá o casal amigável que pretende impedir o caminho no parque com a finalidade de denunciar a sua alegria forjada e ovação sonora por espirros, é jogado com um lenço e costumava cuspir no meio da estrada como para alertar todos para o possível contágio;Eu não sou ninguém, mas sou um incômodo para o resto da humanidade e inveja dos saxões ou ruminantes que fluem sem parar, que caminham até que se separem, que se dobram ao lado e renunciam à torrente que nos une por ônus , que nos dão as uvas na espera e que somos capazes de sufocar com uma bolacha para sincronizar seus próprios passos com o ritmo imprevisível dos gravames, a borda dos cotovelos que parecem inocentes e neste Madri, onde cada linha implica que alguém não está faltando Isso se adereàs suas costas, como se você perdeu seu caminho, como se o link da comunidade que lhe permita sentir a paz falhar, precisamente porque sempre haverá alguém que nos impede.
El País

Charlie Chaplin: 40 anos sem um ícone

Os versos de Carlos Drummond de Andrade consolam. "Meu bem, não chores, hoje tem filme de Carlito". Um dos artistas mais complexos da história do cinema ocidental, Charlie Chaplin é lembrado neste mês pelas quatro décadas de sua partida. Nascido em Londres em 16 de abril de 1889, terminou sua vida na Suíça, exilado, no dia 25 de dezembro de 1977, vítima de derrame cerebral.
Não raro Sir Charles Spencer Chaplin, ou Charlie Chaplin, foi suplantado por Carlitos, nome de um dos seus personagens mais famosos. A veia artística corria de berço: o pai, de quem herdou o nome, era cantor e ator; a mãe, Hannah Chaplin, cantora e atriz. Após a separação do casal, quando Charles tinha somente três anos, ele e seu meio-irmão Sydney John Hawkes foram deixados aos cuidados da mãe, que acabou internada num asilo sob justificativa de sérios problemas mentais. 
Aos doze anos, Charlie Chaplin vivia em casas diferentes e chegou a passar por abrigos, pulando de um endereço a outro. Certamente isso o influenciou na criação de Carlitos - também chamado de O Vagabundo.
A primeira aparição do personagem foi em 1914 no filme "Kid Auto Races at Venice". No ano seguinte, Chaplin consolidava-se como um grande artista, aparecendo em 35 filmes. No estúdio Companhia Essanay, passou a ganhar US$ 1.250 por semana.
Carreira
"Chaplin foi o maior artista de cinema". Quem afirma é Marcelo Müller, crítico e editor do Papo de Cinema. Segundo ele, o ator foi um dos primeiros a se rebelar contra os desmandos dos grandes estúdios e a criar o seu próprio, onde fosse possível dar liberdade aos artistas. Dentro dessa proposta, em 1919, Chaplin fundou a United Artists, em conjunto com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith.
Sua história, porém, está atravessa por muitas complexidades. Müller destaca que, à época, o cinema era considerado "coisa de aventureiro", principalmente nos Estados Unidos. Em vez de valorizados, artistas eram tratados como vagabundos. Ainda assim, ressalta o crítico, a influência da mímica, da pantomima e do gênero pastelão fizeram de Charlie Chaplin um fenômeno mundial.
Padrões
Müller sublinha que grande parte da contribuição de Chaplin para o cinema residiu no fato de ele não apenas retratar sua época, mas confrontar padrões da mesma. "O Garoto" (1921), primeiro longa dirigido pelo ator, "é totalmente emocional e reflete um pouco de sua própria vida".
No filme, uma mãe abandona seu filho com um bilhete em uma limusine, mas o carro acaba sendo roubado e a criança é deixada em uma lata de lixo. Um vagabundo, Carlitos, encontra o bebê e cuida dele. Após cinco anos, a mulher tenta encontrar o filho perdido.
"O longa trabalha a temática de crianças que passam necessidade. Chaplin passou a carreira inteira refletindo sobre isso", afirma Müller.
No final da década de 1920 o cinema mudo começava a ser substituído pelas produções com som. "Ele foi muito resistente ao cinema falado, mas quando decidiu fazer, o fez com excelência. As obras de Chaplin, mesmo sendo comédia, de riso aberto, conseguiam fazer uma crítica social. 'O Grande Ditador' (1940), por exemplo, foi uma crítica, na época em que Hitler estava ascendendo", explica o crítico e editor.

Diário do Nordeste

Ternura e esperança

Geovane Saraiva*
O Menino Jesus, Maria e José são figuras que estão no centro da manjedoura, sendo que a verdadeira luz que ilumina todo homem é Cristo. A celebração solene e comovedora do nascimento do Filho de Deus quer ser a afirmação da nossa fé no mistério de Jesus, que desceu do céu e se encarnou na história da humanidade. A Mãe Igreja quer ressaltar-nos, e não deixar dúvida, de que a verdadeira luz que ilumina todo homem é Cristo, sem esquecer-se de que a Igreja destaca um profundo sentimento pelo presépio do Menino Jesus, que carrega consigo uma bela marca cultural da tradição medieval, impressa na memória dos cristãos.
Na fragilidade de uma criança, que exulte feliz a humanidade, no clima alegre e esperançoso do Natal do Senhor, favorecendo-lhe um grande mergulho no projeto de Deus. Para que essa esperança não seja passageira, somos convidados a contemplar o contexto misterioso da manjedoura, numa atitude de louvor e súplica. É o mistério do amor de Deus em favor da criatura humana, visivelmente expresso na estribaria de Belém, com toda a força simbólica de um Deus que quer penetrar no mundo e no coração dos seres humanos.
Que Deus nos dê a graça de perceber o paradoxo do mistério de esperança, inaudito, único e maior razão da nossa existência. Quando José e Maria encontram as portas fechadas na hospedaria da cidade, têm que se deslocar da localidade, indo à periferia, onde Jesus nasceu na manjedoura. Confiança generalizada para todos, incessante e indissolúvel, que tem sua origem na vontade misteriosa da sua vinda ao mundo: "da terra se confundir com o céu e o céu se confundir com a terra". Amém!
*Padre e Jornalista

A perigosa relação entre redes sociais e suicídios no Japão

As autoridades japonesas tentam lutar há anos contra o uso da Internet com fins suicidas, sobretudo desde 2005.
Takahiro Shiraishi, suposto assassino de nove jovens, esconde o rosto em uma viatura policial em Tóquio, em 1º de novembro de 2017.
Takahiro Shiraishi, suposto assassino de nove jovens, esconde o rosto em uma viatura policial em Tóquio, em 1º de novembro de 2017. (JIJI PRESS/AFP/Arquivos)

A morte de vários jovens com tendências suicidas que entraram em contato com seu suposto assassino no Twitter reabriu o debate sobre o uso das redes sociais no Japão.
A Polícia prendeu no fim de outubro o suspeito Takahiro Shiraishi, de 27 anos, após encontrar em seu apartamento, perto de Tóquio, nove corpos esquartejados e cobertos com areia para gatos para amenizar o odor da decomposição.
Os investigadores chegaram a ele investigando o recente desaparecimento de uma jovem de 23 anos que tuitou que procurava por alguém para morrer com ela.
Segundo os meios de comunicação, Takahiro Shiraishi a atraiu assegurando nas redes sociais que podia ajudá-la a alcançar seu objetivo.
Mas o Twitter serviu como forma de fazê-la cair em uma armadilha do suposto assassino. A Polícia convenceu uma jovem a encontrá-lo por meio desta rede social.
Dias depois da macabra descoberta dos corpos, o Twitter esclareceu suas regras, reiterando sua política de luta contra a promoção do suicídio e da automutilação, sem proibir os tuítes que expressem esse tipo de desejo.
O governo japonês prevê reforçar a regulamentação contra as páginas da Internet com conteúdo "inapropriado" sobre o suicídio.
O porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, também acrescentou que o governo poderia reforçar o apoio aos jovens que enviam mensagens desesperadas na rede.
O Japão tem um dos maiores índices de suicídio entre os países industrializados do G7, com 17,6 casos a cada 100.000 pessoas em 2014, segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Dos cerca de 20.000 suicídios anuais no país, 500 são de jovens de menos de 20 anos e um estudo da fundação filantrópica Nippon Foundation revelou que um em cada quatro japoneses pensou seriamente em se matar.
As autoridades japonesas tentam lutar há anos contra o uso da Internet com fins suicidas, sobretudo desde 2005, quando o fenômeno de suicídios coletivos organizados na Internet alcançou um recorde no Japão.
Para tentar impedir isto, a Polícia e o Ministério de Comunicações obrigaram os provedores de acesso à Internet a assinalar qualquer expressão de pensamento suicida on-line e detalhar a hora e o local onde o internauta tem a intenção de agir.
A Polícia também pediu que suprimam as páginas que incitem o suicídio, ou recrutem candidatos à morte coletiva. Mas esses esforços não frearam o fenômeno.
Um 'tabu'
Segundo alguns especialistas, é normal que os jovens usem as redes sociais para expressar seu mal-estar e, por isso, consideram contraproducente bloquear esta forma de expressão.
"No Japão, falar da morte e do suicídio foi durante muito tempo um tabu (...), mas é mais fácil falar disso nas redes sociais", recorda à AFP Akiko Mura, responsável do centro de prevenção do suicídio em Tóquio da rede internacional Befrienders Worldwide.
As vítimas do assassino em série "provavelmente pensaram que ele era a única pessoa capaz de ouvir seus problemas", segundo Mura, que não é favorável a regulamentar os comentários on-line. "As pessoas precisam de um espaço onde sejam escutadas. Sem isso, temo que o número de suicídios aumente ainda mais".

AFP

28 de dezembro de 2017

O livro adolescente que uma quinceanera escreveu

Matt Dillon e o escritor Susan.E.  Hinton, na filmagem de 'Tex', em setembro de 1982.
Matt Dillon e o escritor Susan.E. Hinton, no set de 'Tex', em setembro de 1982. GETTY IMAGES
Quando perguntado por que ele gravou em suas músicas 10 camadas de guitarras, por que ele usou um bando de violinos e um enxame de trombetas, por que ele contratou um exército de bateria e quintuplicou os pianos, o produtor de música pop Phil Spector respondeu: " Você já foi adolescente? É assim que você se sente naquela idade ".
Algo assim deve ser bolha dentro de Susan Eloise Hinton (Tulsa, Oklahoma, 1948) quando ela correu para casa naquela tarde, seu coração se transformou em uma estampa de potros, porque ela acabou de testemunhar uma gangue rival atingiu sua amiga. Em vez de procurar vingança, ele entrou no quarto dele e escreveu a primeira página de uma história sobre um menino que foi espancado quando ele voltou a assistir a um filme. Ela tinha 15 anos e a novela foi publicada duas mais tarde, em 1967, com essa afirmação comercial: "Um livro sobre adolescentes, para adolescentes, escrito por um adolescente". Meio século depois, ele vendeu 15 milhões de cópias, entrou furtivamente nas mesas de institutos de todo o mundo, tem (por dar um dado tão frívolo quanto eloqüente) mais de 400.000 atualizações no Instagram com o#stagold hashtag e ainda é considerado uma pedra de toque de um certo subgênero da juventude.
Já havia poetas simbólicos simbólicos. Também novelas do século XIX, como The Adventures of Tom Sawyer , em que o protagonista logo descobre que "a promessa de não ser capaz de fazer algo é a maneira mais segura do mundo de ter o desejo de fazê-lo". E clássicos contemporâneos em que um menino farto de tudo e de todos, luta para perder sua inocência e descobrir onde os patos do Central Park vão. E narrativa da polpade heróis de rua sem medo e filmes educacionais que alertaram de forma alarmista sobre os perigos de serem jovens. Hinton, que não simpatizou com todas essas histórias, decidiu olhar ao redor, onde batiam as faixas de cobre nas ruas de Socs, meninos sofisticados da classe alta com roupas de pano e discos dos Beatles e Greasers, todos brilhantes e calças curtas de couro e péssimas e familiares disfuncionais, fãs de Elvis e talludito.
O protagonista de Rebeldes é dos segundos. Ponyboy Curtis é uma gorduraatípica: ele tem 14 anos, dois irmãos, pais zero e muito medo. "Eu me engano o tempo todo. Mas eu nunca acredito ", diz ele. Embora ela logo seja educada nas diferenças de classe social, ela gosta de ler e essa curiosidade também orienta sua vida, especialmente se o contato com famílias ricas vem encarnado em Cherry: "Fiquei divertido que o pôr do sol que ela podia ver seu pátio e aquele que vi pelas escadas traseiras era o mesmo. Talvez os diferentes mundos em que vivemos não fossem tão diferentes. Nós vimos os mesmos pores do sol. " Ponyboy entra em brigas, sim, mas muitas vezes por inércia. Como Sal Mineo e James Dean argumentam em rebelde sem causa, Enquanto eles puxam um cigarro no capô dos carros antes de morrer no jogo da galinha, no fundo eles caem bem, mas mais do que tocar eles jogam suas vidas porque "algo que temos que fazer, certo?".
Da esquerda, Ralph Macchio, Tom Cruise, C. Thomas Howell, Rob Lowe e Matt Dillon, em 'Rebels' (1983).ampliar foto
Da esquerda, Ralph Macchio, Tom Cruise, C. Thomas Howell, Rob Lowe e Matt Dillon, em 'Rebels' (1983).
Que Rebeldes foi escrito por um adolescente (e eu enfatizo aquele) é percebido no fato de que é um mundo dominado pela lógica sentimental adolescente, todos os feromônios e suor, sem figuras paternas e, claro, sem paternalismo. Seu autor não é um narrador adulto que acaricia problemas de adolescentes remotos como se fossem animais de estimação, mas alguém que os vivia em tempo real. É por isso que Rebeldes tem facas e o cheiro de goma de mascar; beijos no drive-in e lutas no parque.
Não foi instantâneo nem o reconhecimento nem o sucesso. Hinton assinou o romance com iniciais, pois, de outra forma, ele foi informado, muito poucos leitores do sexo masculino teriam comprado e o primeiro cheque que ele recebeu para direitos autorais era de US $ 10. Mas o romance correu rápido pelos institutos e, várias décadas depois, estudantes da Califórnia escreveram uma carta a uma Francis Ford Coppola. É o livro mais bonito que lemos, eles lhe disseram. E também: você deve transformá-lo em um filme. Y: nós escolhemos você. O seguinte foi um filme de 1983 em que todos os protagonistas participaram, não só no cinema adolescente dos anos oitenta, mas também nas pastas dos institutos da década ( Rob Lowe , Tom Cruise , Ralph Macchio,Patrick Swayze ou Matt Dillon, entre outros). Coppola filmou no mesmo ano a adaptação de outra novela de Hinton, a lei da rua, e o autor atravessou a filmagem, fez camafeitos e se comportou como uma espécie de mãe com os atores dos dois filmes.

O menino na moto

Hinton mostrou com suas romances posteriores que Rebeldes é um paraíso que não era tanto e que se perdeu logo. Em The Law of the Street, o protagonista, que quer pegar a lenda de seu irmão, diz: "Naquela época, uma gangue ainda significava algo". E isso, o menino na motocicleta, responde: "Sim, isso significava que eles o enviaram para o hospital uma vez por semana". Em Esta já é outra história , o hippismodesencantado bate em personagens que se perguntam "Mas não perca esse rolo de tudo para um e um para todos?".
Em Tex, outra de suas histórias mais famosas, o protagonista não perde uma motocicleta, mas vende seu cavalo: "Sinto falta da classe de vocabulário na escola. Mas eu adicionei uma nova palavra ao meu vocabulário. Deprimida ". Embora todos eles ainda sejam lidos e reeditados, o primeiro corte é o mais profundo, já que Cat Stevens cantou apenas o ano de publicação dos Rebeldes.
Hinton retweets todos os dias dezenas de agradecimentos por esse romance e fotografias do museu da casa dedicado ao livro e ao lugar onde o filme foi filmado, agora de propriedade de Danny Boy O'Connor, do grupo hip hop House of Pain.
Na cena mais famosa dos Rebeldes, Johnny, a ponto de morrer, diz ao seu melhor amigo: "Ainda é ouro, Ponyboy". Com esse " permanecer ouro ", amostrado em muitas outras ficções e tatuado em tantos bíceps e bezerros de jovens leitores, Hinton pisca o olho sem presunção de um poema de Robert Frost, Nothing Gold Can Stay, que evoca aquele primeiro verde da natureza que É dourado. Agora, em comemoração ao casamento de ouro do romance, Ponyboy Curtis ainda tem 14 anos e todo o brilho.
El País