Natal: Tradição dos postais resiste e adapta-se em mundo digital

Escritora Alice Vieira sublinha força da palavra escrita

Lisboa, 15 dez 2017 (Ecclesia) – A tradição de escrever postais de Natal está no centro da mais recente edição do Semanário ECCLESIA, na qual a escritora Alice Vieira fala da sua própria experiência e da força que a palavra escrita mantém.
“Foi-me ensinado que no Natal se escrevia e mandava um ‘postalzinho’ às pessoas a desejar boas festas e, desde aí, continuei sempre a enviar”, refere à Agência ECCLESIA, contando como começou este gosto pela escrita de postais.
“As pessoas já não sabem o que é ou para que serve um postal, imagine!”, acrescenta a escritora, que envia postais amigos ou mesmo a desconhecidos que tomam a iniciativa de lhe escrever, “muitas do estrangeiro”.
Recebe postais típicos do Natal, feitos pelos próprios autores, postais com arte aplicada e postais com presépios africanos enviados pelos Missionários Combonianos, com quem colabora.
“Escolho muito bem os postais, passo muito tempo a escolher um postal para cada pessoa, sei do que gostam e demoro… Ao menos naquele bocadinho em que estivemos a escolher e a escrever aquelas linhas sabem que estivemos a pensar neles, estiveram na nossa cabeça e no nosso coração, e isso é muito importante”, precisa.
A escritora defende que “há sempre maneiras de dizer uma frase diferente” e escolhe muito bem os postais a enviar.
“A palavra tem muita força e às vezes as frases pequenas têm muita importância”, realça.
Alice Vieira pertence à organização ‘Postcrossing’, tal como Cecília Vigário, que no Semanário Ecclesia deixa um desafio aos leitores: “Tornem o vosso Natal mais intenso. Redijam postais de gratidão. Redijam postais de amor e amizade. Personalizem as vossas emoções. Perpetuem a beleza imensa de uma tradição tão rica, poderosa e regeneradora. Um Santo Natal”.
O ‘Postcrossing’ é um projeto que permite às pessoas interessadas enviar postais e recebê-los de outras pessoas, de forma aleatória, em todo o mundo.
A edição do Semanário ECCLESIA inclui ainda uma entrevista ao Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Patto, franciscano, que fala das mensagens recebidas em Belém
“Mais do que mensagens em Belém para o Menino Jesus, recebemos mensagens por parte de famílias que pedem o dom dos filhos, sobretudo na Gruta do Leite, este lugar que é muito próximo da Gruta da Natividade. Chegam muitíssimas cartas de jovens casais, de famílias que pedem, por intercessão de Maria e do Menino Jesus, o dom de poder ter filhos”, relata.
“Depois são muitas as cartas que chegam a agradecer, é algo muito bonito que em Belém se peça isto, que se peça para poder acolher a vida”, acrescenta o religioso.
SN/PR/OC
 

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