30 de junho de 2017

A herança missionária de Pedro

Padre Geovane Saraiva*
O convite de Jesus ao humilde pescador Simão foi maravilhoso e transformador, começando pelo nome, que de Simão passou a ser chamado de Pedro. É o Reino de Deus, anunciado por Jesus de Nazaré com características claras e definidas, que foi assimilado por Pedro no serviço da justiça e da caridade para com os irmãos. Coube a ele compreender a necessidade do testemunho, na fidelidade a Deus, afastando-se da ilusão do poder de um Messias triunfalista, conquistador e guerreiro, que, com certeza, logo restauraria o poder temporal em Israel fora de suas cogitações.

Resultado de imagem para apostolo pedro pescadorA obra redentora de Deus, em sua indizível bondade, ternura e mistério de amor, fazendo-se homem, quis e quer eternizar a criatura humana, restaurando-a e reconciliando-a consigo. É dentro desse contexto que a Igreja comemora São Pedro, homem simples e humilde, profundamente marcado pela graça de Deus, que, para os seguidores do Filho de Deus, no decorrer dos séculos, foi imprescindível, ao marcar e personificar a Igreja de um modo ininterrupto em toda a sua história. Pedro é a pedra que se traduz pela fé no serviço generoso, custe o que custar, muitas vezes doando a própria vida.

A amorosa exigência de Jesus foi no sentido vê-lo totalmente voltado ao serviço do Reino de Deus, convocando-o a fazer parte do número daqueles que seriam missionários a serviço do Mestre Divino e que perpetuariam Seu ministério, após sua partida para o Pai. Ele nos recorda a Igreja instituição com o poder recebido de Deus, na missão de “ligar e desligar”, de ficar à frente da exigente e fascinante incumbência de continuar, com dignidade e responsabilidade, o trabalho de santificar, ensinar e governar o rebanho do Senhor. Na conjuntura da solenidade de São Pedro, guardemos as palavras de Jesus aos discípulos, de não ter medo, que, segundo o Papa Francisco, “nas dificuldades do testemunho cristão do mundo, nunca somos esquecidos, mas sempre assistidos pela solicitude atenta do Pai”.

Após o chamado do seu Mestre e Senhor, com Ele conviveu, participou do privilégio de sua amizade e integrou como o primeiro no Colégio dos Apóstolos. Testemunhou, com os próprios olhos, a vida, a morte e a ressurreição do Senhor Jesus, confessando com a própria boca: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!”, recebendo, da parte de Jesus, um grande elogio: “Feliz és tu, Simão, porque não foi a carne nem o sangue que te revelaram isso, mas o meu Pai que está nos céus” (cf. Mt 16, 16-17).  Por fim, o que acontece com Jesus repete-se com Pedro, sendo crucificado, mas de cabeça para baixo, julgando-se indigno de morrer do mesmo modo que seu Mestre e Senhor.

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com

A Acadêmica GILMAÍSE MENDES, à frente da ACAM MANDACARU, desenvolve um belo trabalho beneficente

ACAM MANDACARU FORTALECENDO A CIDADANIA

A Associação Casa de Afonso e Maria – ACAM Mandacaru, fundada em 2010, atenta à sustentabilidade sociocultural e ambiental, desenvolve desde 2011, o projeto Cultura de Paz e Cidadania no bairro Vicente Pinzón – Praia do Futuro, através de parceria com a comunidade, visando ao seu empoderamento e fortalecimento da cidadania, através de atividades nas áreas de educação, arte, cultura, esporte e geração de ocupação e renda.Alunos da ACAM têm aulas de música - Foto: Divulgação
Toda a equipe de trabalho é formada por cidadãos da comunidade com carteira assinada, o que não só os inclui no mercado de trabalho gerando renda para suas famílias e comunidade, como oportuniza o exercício da cidadania por meio das ações desenvolvidas, além de contribuir com o fortalecimento da identidade cultural local.
A ACAM Mandacaru atende diariamente crianças e adolescentes em múltiplas atividades: Creche em convênio com o Município, Capoeira, Flauta, Inglês, Informática,  Leitura, Reforço Escolar, Violão e Percussão, além de Oficinas para criação de grupos produtivos, objetivando a geração de ocupação e renda para os familiares.
A Fábrica de Papel Reciclado e a Oficina de Costura vem se revitalizando   diuturnamente. Há também Atendimento Psicológico semanal em convênio com a FANOR e semestralmente visita de Profissionais Voluntários, Oftalmologista e Odontologista.
A ACAM Mandacaru também disponibiliza um núcleo de atendimento no sítio Latadas em Jaguaruana, sede da família de Afonso e Maria.

Associação Casa de Afonso e Maria
Rua Dr. Antônio Carneiro – 763, Vicente Pinzón – Fortaleza-CE
casadeafonsoemaria.blogspot.com.br/

Projeto de compartilhamento de livros fez 2 mil empréstimos em 1 ano de atividade

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará (UFC) comemorou em junho o primeiro ano da ação Livros Livres, projeto lançado na Biblioteca Central do Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra ,que consiste em um espaço para compartilhamento de livros sem a necessidade de cadastro, empréstimo, data de devolução ou multas.
Este ano, a ação ganhou mais três pontos: a Biblioteca de Ciências da Saúde, a Central de Atendimento ao Servidor e o Campus da UFC em Russas, que disponibilizam em seus espaços estantes com livros livres. Mas para que  a ação continue tendo êxito, os espaços precisam arrecadar mais livros, que podem ser doados de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Neste primeiro ano, a ação compartilhou 2.114 livros. Entre os beneficiados estão estudantes, servidores e terceirizados da UFC e a comunidade externa, pessoas que utilizam a biblioteca para estudo e pesquisa e moradores do entorno.
Segundo a bibliotecária Ana Cristina Melo, uma das participantes do projeto, a iniciativa surgiu como forma de suprir a necessidade de leitura da comunidade local.
“Todo bibliotecário sempre trabalha com o incentivo a leitura. E a gente notou que muitas pessoas que não são da biblioteca frequentavam o local para ler, mas não podiam levar para casa por conta do cadastro. Elas são pessoas da comunidade próxima. Então a ação surgiu nesse sentido de suprir essa necessidade”.
Confira abaixo os locais da ação Livros Livres:
Biblioteca Central do Campus do Pici
Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra, s/n
Fone: 85 3366 9515

Biblioteca de Ciências da Saúde
Rua: Alexandre Baraúna, 1019, Rodolfo Teófilo – Campus do Porangabuçu
Fone: 85 3366 8025

Central de Atendimento ao Servidor
Rua: Paulino Nogueira, 315, Bloco I, Térreo – Campus do Benfica
Fone: 85 3366 7579

Campus da UFC em Russas
Rua Felipe Santiago, 411 – Cidade Universitária
Fone: 88 3411 6686

Tribuna do Ceará

Apatia

Gonzaga Mota*
Em meados da década de 80 do século passado, tive a oportunidade de participar, como governador do Estado do Ceará, do processo de redemocratização do Brasil, ao lado de proeminentes figuras políticas como Aureliano Chaves, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Marco Maciel, Franco Montoro, dentre outros. De forma pacífica e objetiva era desenvolvido um trabalho sério, baseado em propostas, políticas, econômicas e sociais, aceitas pela grande maioria do povo.
De início, eleições diretas para presidente da República. Sem êxito, procurou-se em seguida a forma indireta, com base no Colégio Eleitoral, elegendo-se o Dr. Tancredo Neves. Naquela época, havia na sociedade brasileira um clima de euforia e participação, que deram à eleição presidencial um "sabor" e caráter de direta. Começava a redemocratização do Brasil. Dando-se um salto de aproximadamente 30 anos na história, vários fatos neste período ocorreram. Hoje, ano de 2017, a euforia anterior transformou-se em apatia ou depressão cívica, como costumo chamar. Tal fenômeno não foi consequência da democracia, vale ressaltar, mas das ações de certos segmentos da população, principalmente, da classe política.
Alguns itens podem ser apontados como causadores da atual situação: dificuldades relacionadas aos artigos 2º e 5º da Carta Magna; à implantação da reeleição; ao foro privilegiado; à endêmica e sistêmica corrupção; aos baixos níveis educacionais etc. Mesmo diante deste quadro, não se deve perder a esperança. É preferível uma frágil democracia a qualquer tipo de ditadura, considerando-se uma visão estratégica e de justiça.
*Professor aposentado da UFC

Aparelho pode fazer diagnóstico rápido da dengue

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Um diagnóstico precoce e certeiro é o primeiro e mais importante passo para o desenvolvimento de ações de combate e prevenção a qualquer doença. Quando se trata da dengue, umas das principais endemias do Ceará, que todos os anos atinge milhares de pessoas das mais variadas faixas etárias, ele tem papel essencial. Por isso, tornou-se objetivo de um projeto que pretende criar dispositivos para que pacientes cearenses possam saber, em poucos minutos, se estão infectados ou não com a doença. Em fase de produção, o aparelho, um bio-sensor para diagnóstico rápido, pode se tornar realidade até 2019.
Denominado "Projeto Bio Care", o trabalho foi idealizado no Estado e vem sendo executado por meio de uma parceria entre o Centro de Tecnologia e Inovação Renato Archer Nordeste (CTI-NE), vinculado ao Governo Federal, o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ceará (Itic) e a iniciativa privada.
Segundo Aristides Pavani, coordenador do projeto, a ideia é criar um bio-sensor baseado em uma tecnologia que permite, a partir de um conjunto de biomoléculas, detectar a presença, no corpo do paciente, de anticorpos produzidos para combater os vírus da dengue. O dispositivo possibilitará um diagnóstico preciso e mais rápido que o realizado atualmente no Ceará. "Hoje o diagnóstico normal de uma pessoa contaminada chega a demorar mais de uma semana. Normalmente, quando sai o resultado, a pessoa fica sabendo se teve ou não, ela já passou pelo processo da doença", afirma Pavani. "Junto ao sensor, está sendo desenvolvido um leitor para fazer a leitura dos dados e, em questão de minutos depois da coleta de sangue do paciente, transformar isso em informação, dizendo se a pessoa está ou não infectada", completa.
Outras doenças
Embora seja voltado originalmente para a análise da dengue, o aparelho pode e deve ser adaptado para investigação de outras doenças, inclusive a zika e chikungunya, que, por serem doenças novas, ainda apresentam dificuldade de diagnóstico no Estado. No caso da chikungunya, que já conta com mais casos confirmados que a dengue neste ano, 44% das 81.557 notificações recebidas em 2017 permanecem em investigação. "Essa tecnologia tem potencial pra ser aplicada em várias outras doenças. É uma plataforma que pode se transformar em bio-sensores para diagnóstico de chikungunya e zika, e estamos trabalhando também para que ela possa identificar a proteína que as pessoas liberam quando vão ter um ataque do coração", explica o coordenador.
Pavani destaca, ainda, que, por se tratar de uma tecnologia simples, o aparelho poderá ser utilizado em postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais e clínicas de todo o Estado sem a necessidade de profissionais especializados. Além disso, as informações geradas pelo dispositivo formarão uma base de dados sobre o cenário epidemiológico da doença à qual o poder público poderá ter livre acesso.
O sensor, assim como o restante do sistema necessário para seu devido funcionamento, já foram produzidos e encontram-se em fase de testes. Segundo Pavani, os resultados obtidos até o momento são promissores. No entanto, até que o aparelho chegue ao mercado e possa ser usado no dia a dia das unidades da saúde, ainda deve demorar alguns anos.
Testes
"Para se colocar um produto no mercado existe um período bastante longo. Ele tem que passar por todos os testes e aprovações. Uma vez concluída a fase de desenvolvimento, deve demorar mais uns dois anos para ser produzido. O projeto deve ir até metade de 2018, então em meados de 2019 o sensor deve estar no mercado", ressalta o coordenador do projeto.
De acordo com o mais recente boletim epidemiológico de arboviroses da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), 12.213 casos de dengue foram confirmados neste ano no Ceará. Oito pessoas já morreram em decorrência de complicações da doença.
Além da dengue, foram registrados 34.567 casos de febre chikungunya, com um total de 33 óbitos. Em relação à zika, 336 pessoas foram diagnosticadas com a doença.
Diário do Nordeste

Festival Eleazar de Carvalho começa próximo domingo, 2, na Unifor

Além das atividades formativas, o festival vai apresentar concertos e recitais , diariamente, até 23 de julho (ARES SOARES/DIVULGAÇÃO)
Além das atividades formativas, o festival vai apresentar concertos e recitais , diariamente, até 23 de julho (ARES SOARES/DIVULGAÇÃO)
Os acordes do cearense Eleazar de Carvalho vão ecoar mais alto a partir de domingo, 2, quando começa a 19ª edição do festival que leva o nome do maestro. Concertos, aulas, oficinas e cursos acontecem ao longo do mês, no Campus da Universidade de Fortaleza (Unifor), como forma de incentivar as artes cearenses. “Prometi na hora da morte dele que não deixaria o evento acabar”, explica Sônia Muniz, musicista e viúva de Eleazar, que assegura dias de agitação para a música erudita no Ceará.
“Vamos ter concertos gratuitos todos os dias no Teatro Celina Queiroz e o encerramento será feito nos jardins da Unifor”, explica. A programação é inteiramente gratuita. Nesta edição, o festival presta homenagem aos compositores Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Heitor Villa-Lobos, e Lorenzo Fernández - todos completam aniversário de morte em 2017. “O concerto final, que acontece no dia 23 de julho, terá obras deles”, explica Sônia.
Ao contrário do que aconteceu com o aporte financeiro, Sônia viu o Festival Eleazar de Carvalho crescer e tomar forma nestas quase duas décadas. Para a edição deste ano, os jovens participantes terão a oportunidade de estudar regência orquestral, regência coral, prática de orquestra e banda, coral, instrumentos de cordas, sopros, percussão, canto, piano e violão clássico. “Nós mudamos a vida de muitas famílias através da música; alunos que conseguem sair do País e estudar fora. São encontros gratificantes”, diz Sônia.
Foram aprovados 170 estudantes de música para as atividades formativas do festival; 80 deles terão direito a alojamento fornecido pela organização. “A logística é muito difícil. É uma luta social, mas eu consigo”, diz Sônia, lembrando que os alunos têm a chance de aprender com professores reconhecidos no Brasil e no Exterior.
Laura Ventura, integrante da coordenação do evento, lembra que a primeira semana de festival é dedicada aos cearenses. “É uma forma de prestigiar, dando espaço e visibilidade. Às vezes, os artistas não têm oportunidades de apresentar os trabalhos, mas têm qualidade e técnica. É um meio para eles se integrarem aos círculos da Cidade”, diz.

SERVIÇO

XIX Festival Eleazar de Carvalho
Abertura: domingo, 2, às 18h30min, no Teatro Celina Queiroz (Campus da Unifor)
Atividades até 23 de julho
Programação gratuita

SAIBA MAIS
A política do festival foi feita de acordo com as aspirações de Eleazar. Cearense de Iguatu, ele entrou na Marinha a pedido do pai, aos 11 anos. Os músicos da banda da escola tinha refeições melhores e o menino foi tocar tuba visando os almoços e jantares. Era o início de uma carreira cheia de brilho. Eleazar comandou orquestras em Boston, Paris, Filadélfia, Nova York, Berlim, Israel e foi o único brasileiro a reger a filarmônica de Viena. Quando voltou a morar no Brasil, o maestro se dedicou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que estava parada até o cearense chegar. Desse movimento surgiram o Festival de Campos de Jordão e o Festival Eleazar de Carvalho.
ISABEL COSTA

Milton Nascimento apresenta turnê "Semente da Terra" no Espaço das Américas

No show, intitulado "Semente da Terra", Milton, carinhosamente apelidado de Bituca, traz seus grandes sucessos de carreira.
Shows acontecem nos dias 1 e 2 de julho, vai relembrar os grandes sucessos de Bituca.
Shows acontecem nos dias 1 e 2 de julho, vai relembrar os grandes sucessos de Bituca. (Divulgação)

O Espaço das Américas, consagrado por receber grandes nomes da música mundial, recebe nos dias 1 e 2 de julho a nova turnê de uma das maiores figuras da MPB: Milton Nascimento.
No show, intitulado "Semente da Terra", Milton, carinhosamente apelidado de Bituca, traz seus grandes sucessos de carreira. Montado com a ajuda de Danilo Nuha, o repertório dessa nova tour traz músicas que abordam questões indígenas, raciais, sociais e trabalhistas. Além de toda a mobilização nacional que tange as canções. E engana-se quem acha que o repertório é feito de músicas obscuras. Muitas das canções são sucessos nacionais consagrados. O que Será (A Flor da Terra) e Cálice são exemplos disso. Maira Maira e Tudo o Que Você Podia Ser também não ficam de fora.
Com a grande procura, os ingressos, que vão de R$70,00 (meia entrada para setor H) a R$240,00 (entrada inteira para setor Azul), estão disponíveis na bilheteria do Espaço das Américas (de segunda a sábado das 10h às 19h na rua Tagipuru, 795) e no site da Ticket360 (https://goo.gl/ZQQDIR).
Para mais informações, acesse www.espacodasamericas.com.br.Facebook: www.facebook.com/espacodasamericas | Instagram: @espacodasamericas
Serviço Milton Nascimento | Semente da Terra - Espaço das Américas
Data: 1 de julho de 2017 (sábado)
Abertura da casa: 20h
Início do show: 22h
Data: 2 de julho de 2017 (domingo)
Abertura da casa: 18h
Início do show: 20h
Censura: 14 anos
Local: Espaço das Américas ( Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP)
Capacidade da casa para este evento: 3.082 lugares
Acesso para deficientes: sim
Ingressos: de R$70,00 (meia entrada para setor H) a R$240,00 (entrada inteira para setor Azul)
Compras de ingressos: Nas bilheterias do Espaço das Américas (de segunda a sábado das 10h às 19h - sem taxa de conveniência) ou Online pelo site Ticket360.
Formas de Pagamento: Dinheiro, Cartões de Credito e Debito, Visa, Visa Electron, MasterCard, Diners Club, Rede Shop. Cheques não são aceitos.
Call center Ticket360: (11) 2027-0777
Objetos proibidos: Câmera fotográfica profissional ou semi profissional (câmeras grandes com zoom externo ou que trocam de lente), filmadoras de vídeo, gravadores de audio, canetas laser, qualquer tipo de tripé, pau de selfie, camisas de time, correntes e cinturões, garrafas plásticas, bebidas alcóolicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, inflamáveis em geral, objetos que possam causar ferimentos, armas de fogo, armas brancas, copos de vidro e vidros em geral, frutas inteiras, latas de alumínio, guarda-chuva, jornais, revistas, bandeiras e faixas, capacetes de motos e similares. 

Talento Comunicação

Sony vai retomar produção de vinis

Os discos voltaram à moda e a Sony aproveita a oportunidade de comercializar.
O número de discos de vinil produzidos no Japão multiplicou por oito desde 2009.
O número de discos de vinil produzidos no Japão multiplicou por oito desde 2009. (AFP/Arquivos)

Para a alegria dos fãs de música, o grupo japonês Sony anunciou que retomará até março de 2018 a produção de vinis, após uma interrupção de três décadas.
Superados pela criação do CD e a proliferação do MP3, os discos voltaram à moda e a Sony aproveita a oportunidade para retomar uma atividade que havia abandonado em 1989. Os vinis serão produzidos em uma fábrica do município de Shizuoka, ao sudeste de Tóquio.
A Sony pretende trabalhar com um catálogo tanto de melodias japonesas populares como dos últimos grandes sucessos, informa o jornal Nikkei.
As lojas especializadas registram uma nova clientela, mas a oferta é reduzida no Japão, que tem apenas um fabricante ativo atualmente, a Toyokasei.
"Muitos jovens compram canções que ouviram por streaming, atraídos pela qualidade do som", afirmou Michinori Mizuno, diretor da Sony Music, citado pelo Nikkei.
O número de discos de vinil produzidos no país multiplicou por oito desde 2009 e se aproximou de 800.000 unidades em 2016, de acordo com a Associação da Indústria Fonográfica (RIA). No melhor momento do vinil, na década de 1970, o Japão registrava a produção de quase 200 milhões de discos por ano.
Diante do interesse renovado, a Panasonic relançou recentemente a marca de toca-discos Technics e os SL-1200, enquanto a Sony comercializa um novo modelo.
A consultoria Deloitte calcula que o volume de negócios do vinil no mundo (discos, aparelhos e acessórios) alcançará um bilhão de dólares este ano, em um momento de queda nas vendas de CDs e downloads.

AFP

Pastoral Rodoviária é exemplo de fé junto aos caminhoneiros nas estradas do Brasil

Pastoral Rodoviária é exemplo de fé junto aos caminhoneiros nas estradas do BrasilCom uma frota correspondente a 3,1% dos 77,8 milhões de veículos registrados no país, segundo dados do Ministério das Cidades, os caminhões são um dos principais responsáveis pelo transporte de carga no Brasil. Os caminhoneiros, profissionais regulamentados por lei específica, formam uma das categorias que exercem um dos trabalhos mais prestigiados e, ao mesmo tempo, mais perigosos do país. Dados divulgados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2015 apontam que, em média, a faixa etária dos que atuam na profissão é de 44,3 anos e que, no geral, os mesmos estão na profissão há 18 anos.
Dado a importância do serviço prestado e oferecido por eles, o país celebra em três meses diferentes datas comemorativas em homenagem ao “Dia do Caminhoneiro”, uma delas é marcada no dia 30 de junho. Várias são as iniciativas que buscam reconhecer os aliados das rodovias, uma delas é desempenhada pela Pastoral Rodoviária, que já atua há 40 anos e busca ser presença religiosa no mundo dos profissionais do transporte, principalmente os caminhoneiros.
Historicamente, a Pastoral Rodoviária teve início em 1976, quando surgiu de duas ideias: a de dom Geraldo Micheletto Pellanda, na época bispo de Ponta Grossa (PR) e a do padre Marian Litewka. Dom Geraldo observava o volume do tráfego rodoviário nas estradas que cortam a diocese de Ponta Grossa e procurou encontrar um modo de levar o Evangelho para o ambiente. Foi inclusive por isso que, participando do Concílio Vaticano II, providenciou a cópia da imagem de Nossa Senhora da Estrada. O bispo sonhava com a construção de uma capela e de um centro de atendimento pastoral para os motoristas em viagem. Da mesma forma, padre Marian sonhava.
Colocado o plano em prática, atualmente a Pastoral conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bem como faz parte do Setor Mobilidade Humana, ligado à Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB. Um de seus objetivos é a valorização, pelo Evangelho, de quem vive e trabalha no ambiente rodoviário. Também busca ser presença ambulante da Igreja nas estradas do Brasil e, por último, ajuda na organização social dos motoristas profissionais conforme o lema “O povo unido- pela força do de Deus – jamais será vencido!”.
Atuação
A Pastoral Rodoviária marca presença em viagens e durante as visitas aos estabelecimentos rodoviários, como por exemplo, postos de combustíveis, restaurantes, oficinas e borracharias. Tais visitas tem como finalidades criar um ambiente de amizade nas estradas e valorizar, pelo Evangelho, quem vive e trabalha nas estradas. Para conseguir isso, os agentes usam conversas fraternas ou até mesmo a celebração da missa, denominada missa rodoviária ou missa dos motoristas. Esta última é realizada, em geral, no fim da jornada dentro do caminhão-capela.
De acordo com o padre Marian Litewka, os colegas da equipe estão presentes nas estradas do Brasil durante aproximadamente 230 dias no ano. “O nosso dia-a-dia consiste basicamente em viagem, visitas aos estabelecimentos rodoviários e a missa. Fora isso, planejamos o trabalho tais como rotas futuras, esquema das missas nas estradas, material necessário, etc”.
Questionado sobre a religiosidade dos caminhoneiros brasileiros, padre Marian afirma que são pessoas honradas e de muita fé. “Identifico sempre dois pontos firmes na vida dos caminhoneiros: Deus e família. Para os caminhoneiros, porém, faltam oportunidades de progredir na fé. E exprimí-la. Aqui está o grande diferencial da Pastoral Rodoviária”, garantiu.
CNBB

Morre Simone Veil, símbolo do feminismo e ex-presidente do Parlamento Europeu

Da Agência EFE
A primeira mulher presidente do Parlamento Europeu, Simone Veil - Foto/Agência EFE
A primeira mulher presidente do Parlamento Europeu, Simone Veil - Foto/Agência EFEAgência EFE
A primeira mulher eleita presidente do Parlamento Europeu, em 1979, Simone Veil, morreu nesta sexta-feira (30) aos 89 anos, anunciou a família. A informação é da Agência EFE.

Simone Veil é considerada símbolo da luta pelos direitos das mulheres após legalizar o aborto na França em 1974, quando era ministra da Saúde.

Ela sobreviveu, durante sua adolescência, ao campo de extermínio nazista de Auschwitz. Nascida em Nice em 1927, em uma família de judeus não praticantes, foi detida pela Gestapo em 1944, assim como boa parte de seus familiares, alguns dos quais (seus pais e um irmão) não sobreviveram à detenção.
De volta à França, Veil estudou direito e trabalhou como funcionária do alto escalão na magistratura até que, em maio de 1974, o presidente recém-eleito, Valéry Giscard d'Estaing, a nomeou ministra de Saúde, cargo em que ficou marcada sobretudo pela conhecida "Lei Veil", que permitiu a interrupção voluntária da gravidez.
Na defesa dessa lei no Parlamento, Simone enfrentou uma oposição particularmente dura da direita, com alguns deputados chegando a acusá-la de apoiar o genocídio e de comportamento similar ao dos nazistas.
Entre 1979 e 1982, ela presidiu o Parlamento Europeu, na primeira vez em que seu integrantes foram eleitos por sufrágio universal.
Simone voltou a ocupar um cargo ministerial como titular de Saúde e Assuntos Sociais no governo do primeiro-ministro Edouard Balladur, entre 1993 e 1995, foi membro do Conselho Constitucional entre 1998 e 2007 e entrou para a Academia francesa em 2008.
Em uma das primeiras reações à sua morte, o presidente francês, Emmanuel Macron, em mensagem no Twitter, manifestou pesar à família e disse esperar que Simon Veil "possa inspirar, com seu exemplo", os franceses, a encontrar "o melhor da França".

29 de junho de 2017

Fronteiras do Pensamento lança aplicativo para celular

Fronteiras do Pensamento lança aplicativo para celular Andréa Graiz/Agencia RBS
Na mais recente palestra do Fronteiras do Pensamento, Eduardo Giannetti (na foto) e Gilles Lipovetsky discutiram os paradoxos contemporâneosFoto: Andréa Graiz / Agencia RBS
A partir da palestra do escritor israelense Amós Oz, nesta quarta-feira, o Fronteiras do Pensamento terá uma nova forma de interação com o público. O ciclo de conferências disponibilizou nesta quarta um aplicativo para celulares.
Através do app, oferecido pela Braskem, patrocinadora do evento, quem for ao evento poderá enviar perguntas ao palestrante – uma evolução da caneta e do papel que geralmente são oferecidos à plateia no evento (e que continuarão sendo usados paralelamente ao aplicativo). Além disso, no app será possível saber mais sobre o conferencista, ler dicas do Fronteiras e de outros participantes, contribuir com informações e fazer anotações sobre o evento. 
O objetivo, de acordo com os responsáveis pela iniciativa, é estimular a interação entre os participantes e servir como uma ferramenta de aproximação do Fronteiras com o público presente nos eventos. Os usuários poderão compartilhar links para reportagens, fotos, vídeos e resumos das conferências. 
O aplicativo já está disponível para download gratuito na Apple Store e no Google Play.
Zero Hora

A relação do nordestino com o fogo é traduzida em exposição fotográfica em Fortaleza

Walking
Pensando na relação do nordestino com o fogo, o artista plástico e fotógrafo Lindemberg Freitas, apresenta sua exposição “Chamas” em Fortaleza, no Ateliê Vando Figueiredo, de segunda a sexta das 14h às 17h. A abertura acontece na próxima sexta-feira (30), às 19h.
O acendimento de fogueiras é uma característica comum aos festejos nordestinos, como não lembrar do São João?
As queimadas encontradas nessa região do Brasil, também destacam essa relação com o fogo. Sejam elas oriundas do calor e da seca que assola o nordeste e muitas vezes são causadas pelo homem. O próprio fenômeno El Niño, um dos causadores das piores secas do Nordeste, tem sua origem no chamado círculo de fogo, encontro das placas tectônicas.
O fato, segundo o artista, é que o fogo tem forte relação com o povo nordestino, seja para o bem ou para o mal. “O fogo é um dos principais elementos que desde os tempos ancestrais mantêm e nos ajuda a compreender a vida do sertanejo. A fascinação que o fogo causa alimenta a fantasia despertada por suas chamas, dando origens a contos, lendas, mitos, deuses, heróis. Uma verdadeira dádiva dos deuses”, afirma o artista.
Um dos detalhes da mostra de cunho educativo é que as artes ilustram de forma conceitual, a história deste povo forjado por calor e fogo.
 
O Artista
Cearense, natural de Fortaleza, Lindemberg Freitas é artista plástico, produtor cultural e administrador, além de membro fundador do Fórum Cearense de Artes Visuais. É, também, sócio e colaborador da Associação dos Artistas Plásticos Profissionais do Ceará. Teve sua primeira exposição coletiva, “Jovens Artistas”, em 1999, no Museu da Imagem e do Som, na Capital Cearense.
Agraciado com o Prêmio Modelo de Gestão em Economia Criativa pelo Ministério da Cultura em 2013, Lindemberg é um artista que já participou de exposições coletivas, conquistou vários editais de incentivos às artes, ficou classificado em outros e assinou também, a curadoria de exposição a exemplo de “Promessa Paga” do Artista plástico Zé Tarcísio, em 2006, no Espaço Cultural Correios de Fortaleza.
Serviço:
Exposição Chamas
Abertura: 30.06.2017
Horário: 19h
Local: Ateliê Vando Figueiredo – Rua Nunes Valente, 1248 / A – Aldeota
Visitação: Segunda a Sexta / 14 às 17 horas
Informações: (85) 9 8154.6060
flexos_artes@hotmail.com

Tribuna do Ceará

Cearense com síndrome de Down é aprovado em vestibular de Direito em Sobral

Um jovem com síndrome de Down passou no vestibular para a cursar Direito em Sobral. A mãe de William Vasconcelos, Eridam Vasconcelos, comemora a aprovação do filho, por sua história de vida.
Quando Willian nasceu, os médicos não deram nenhum diagnóstico para ela, que só percebeu que havia algo diferente quando a criança completou seis meses. “Eu comecei a perceber que ele tinha algumas dificuldades, como sentar, de segurar o pescocinho”, relembra.
Após descobrir que o filho tinha a síndrome de Down, buscou o apoio na Apae. Foram momentos difíceis, como relata a mãe. “Foi uma fase complicada porque nossa situação financeira era bem complicada. Mas me dediquei dois anos ao William”.
Agora a felicidade tomou conta de todos na família. Eridan ainda se emociona ao falar como recebeu a notícia de que Willian havia sido aprovado no vestibular para cursar Direito na faculdade Luciano Feijão, em Sobral.
“Eu já imaginava ele passar em uma faculdade, mas de Direito não. É muita gratidão que tenho a Deus”, fala a mãe.
A irmã de William, Klívia Vasconcelos, teve um papel de extrema importância nessa história, pois foi ela quem teve a ideia de fazer a inscrição do irmão e, em nenhum momento, duvidou da capacidade dele. “Eu que incentivei ele fazer a inscrição no vestibular. Ele ficou todo empolgado”, afirma.
Com a aprovação no vestibular, eis que surge um dilema: como a família iria fazer para pagar a matrícula e as mensalidades na instituição. Mas, para a surpresa de todos, a faculdade doou uma bolsa integral para o jovem.
William Vasconcelos está feliz para o início das aulas. Já até pesquisou sobre a área do Direito, e sabe muito bem o que quer. “Eu pesquisei sobre as leis do Brasil. Além do advogado tem outras áreas, como promotor ou juiz, é isso que eu quero”, revela.
E os sonhos do jovem William não param por aí. Agora o objetivo é ser ator de televisão. O primeiro passo já foi dado, ele está matriculado no curso de Teatro. “É outro sonho”, diz.
Para finalizar, William fala como conseguiu atingir seus objetivos até aqui, apesar das dificuldades. “A minha família sempre foi muito unida e de muito amor”, garante.

Tribuna do Ceará

Erasmo Carlos se apresenta no Estacionamento da Música em Juazeiro do Norte

O Sesc traz a Juazeiro do Norte o cantor Erasmo Carlos. Um dos ícones da Jovem Guarda, Erasmo se apresenta no dia 14/7, às 22h, na Unidade Juazeiro do Norte do Sesc. Por meio do projeto Estacionamento da Música, o artista se apresenta ainda em Fortaleza no dia seguinte(15/7).
Em sua passagem pelo Ceará, Erasmo Carlos apresenta novo formato de show intimista, mas sem deixar de interpretar seus maiores sucessos a exemplo de “É Proibido Fumar”, “Sou uma criança não entendo nada”, “Gatinha Manhosa” e “Sentado à beira do caminho”.
Ingressos
Para quem quiser garantir lugar no público, os ingressos estão disponíveis a partir de 1/7 no setor de Relacionamento com Clientes da Unidade, das 8h às 20h (segunda a sexta-feira). Os valores de inteira e meia-entrada variam de acordo com a categoria (comerciário, conveniado e usuário), sendo necessário apresentar a Carteira Sesc regularizada, salvo no caso de usuário. Cada pessoa pode adquirir no máximo 4 bilhetes, que podem ser pagos em dinheiro, débito ou crédito.

Sobre o músico
Erasmo Carlos, atualmente, está em turnê com um novo espetáculo, onde interpreta seus maiores sucessos, em arranjos totalmente inéditos. Após a turnê anterior, “Gigante Gentil”, onde ele cantava alguns de seus maiores sucessos, intermeados de canções inéditas, e com uma banda jovem, com várias guitarras e sintetizadores, Erasmo agora apresenta um formato novo, acompanhado apenas por seu maestro, e um formato mais intimista e mais próximo do público.
Por onde passa, o “Tremendão” é recebido pelos seus fãs para ouvir e cantar junto, com a chance de reviver anos de ouro da jovem guarda, formado por canções clássicas entre outros sucessos.

SERVIÇO
Estacionamento da Música – Erasmo Carlos em Juazeiro do Norte
Local: Unidade Juazeiro do Norte do Sesc (Rua da Matriz, 227)
Data: 14/7 (sexta-feira)
Horário: 22h
Entrada: R$ 20 (comerciário), R$ 30 (conveniado) e R$ 40 (usuário)
Informações: (88) 3512.3355
*Vendas a partir de 1/7, no setor de Relacionamento com Clientes da Unidade Juazeiro do Sesc.


Diário do Nordeste

Cineasta cearense é convidado para votar no Oscar 2018

Karim
Karim é um dos convidados para votar no Oscar 2018 (Foto: Reuters/ Arquivo)
O cineasta cearense Karim Aïnouz é um dos brasileiros convidados a integrar a nova lista de artistas que vão escolher os ganhadores do Oscar a partir da cerimônia de 2018. Academia de Ciências e Artes de Hollywood convidou nesta quarta-feira (28) 774 artistas e executivos de 57 países para serem novos membros e elegerem os melhores em suas categorias.
O cearense, que foi contemplado com o troféu Sereia de Ouro em 2016, é reconhecido pelos premiados "Madame Satã" (2002), "O Céu de Suely" (2006) e "Praia do Futuro" (2014). Karim é graduado em Arquitetura na Universidade de Brasília e tem mestrado em Teoria do Cinema pela Universidade de Nova York.
Além do cearense, Rodrigo Santoro, Cacá Diegues, Kleber Mendonça Filho e Nelson Pereira dos Santos, que também vai votar como roteirista, foram convidados para integrar a lista. Também foram chamados os diretores de fotografia brasileiros Walter Carvalho e Affonso Beato. 
Depois de polêmicas e críticas a academia aumentou a participação feminina e de negros entre seus membros. Segundo dados da academia, houve um aumento de 359% de mulheres convidadas entre 2015 e 2017. E entre os negros o crescimento foi de 331% no mesmo período.
Diário do Nordeste

28 de junho de 2017

Michel Laub: "A literatura ainda é o espaço da liberdade"

Escritor, um dos principais escritores brasileiros de sua geração, fala de polêmicas virtuais, do papel do mal na literatura e de seu romance mais recente, "O Tribunal da Quinta-feira"

Por: Carlos André Moreira

Michel Laub: "A literatura ainda é o espaço da liberdade" Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
 
Até que ponto a facilidade de comunicação e agreação na internet não tornou fácil também a formação de bandos dispostos a realizar um "linchamento" moral de um determinado personagem, mesmo movido por boas intenções? É esse o foco de O Tribunal da Quinta-feira, romance mais recente do escritor Michel Laub.
Aos 44 anos, Laub, nascido em Porto Alegre, mora hoje em São Paulo. Autor de sete romances e um livro de contos, é um dos principais escritores brasileiros de sua geração. Em O Tribunal da Quinta-feira, ele aborda os episódios de humilhação pública que se tornaram periódicos na era das redes sociais. Seu protagonista, um publicitário que está se divorciando, tem uma conversa com um amigo divulgada na internet e passa a ser alvo de uma onda de execração pública. Com um estilo próprio, em que as frases longas voltam insistentemente a temas já abordados, sempre acrescentando um novo detalhe antes ignorado que dá um novo panorama ao conjunto, Laub não se concentra apenas na humilhação virtual a que o personagem é submetido, também reconstitui o impacto da chegada da aids ao Brasil e ao mundo, três décadas antes. A estrutura do livro aproxima os discursos moralistas que se tornaram frequentes nas primeiras épocas da epidemia com o puritanismo generalizado da era dos linchamentos em rede.
– Hoje surge uma nova tecnologia, a das redes sociais, que faz as coisas retroagirem a um estado anterior em várias frentes, uma delas é o ressurgimento do conservadorismo mais tacanho – diz.
Apesar de seu livro lidar com um tema contemporâneo, o dos linchamentos virtuais, você continua recuperando, pela voz de um narrador que recorda, na idade adulta, temas que marcaram a juventude de sua geração. É um projeto consciente?
Não é. Talvez em algum momento tenha sido, mas no caso deste livro minha intenção inicial era fazer algo diferente do que havia feito. Mas, assim como aconteceu no Diário da Queda, que também começou com essa intenção de rompimento, eu nunca consigo. Ao longo da escrita, quando você vê, está repetindo situações narrativas que já usou em outros romances, e às vezes só depois de pronto me dou conta. Neste livro mesmo, tem a coisa de que a história se passa entre um domingo e uma quinta-feira, uma coisa bem demarcada. E depois me dei conta de que em O Segundo Tempo já havia feito isso, pegando uma semana de Gre-Nal. Na hora não pensei nisso, mas acabou retornando, porque acho que aí está a verdadeira natureza do escritor, aquela coisa meio inconsciente que você, mesmo não querendo, acaba colocando na obra reiteradamente.

Em seu mais recente livro, Laub discute o comportamento de massa na internet com a história de um publicitário que tem uma troca de e-mails divulgada e se vê no centro de uma polêmica na rede Foto: Companhia das Letras / Divulgação
Quando você começou a planejar O Tribunal da Quinta-feira já tinha a ideia de contrapor o linchamento virtual contemporâneo com a chegada da aids nos anos 1980 ou foi algo que se moldou ao longo da composição?
Não sei se consigo separar muito o antes e o durante, mas dá para dizer que já numa fase inicial do livro o paralelo ficou evidente entre a trajetória de um amigo do protagonista que enfrenta um tipo de preconceito ¿x¿ em relação a sua própria sexualidade e o que acontece com o personagem. Acho que dá para fazer um paralelo entre as discussões morais que havia nos anos 1980 e as que existem hoje. E havia também a relação com a tecnologia. A aids foi uma doença que surgiu inesperadamente e mudou a maneira como as pessoas lidavam com o sexo, e, se pensar bem, ela aparece depois de uma tecnologia que ajudou a detonar a revolução sexual, a pílula nos anos 1960. A pílula foi uma tecnologia que surgiu para facilitar a vida das pessoas, e a aids representou um retrocesso até mesmo tecnológico, porque não havia na medicina uma resposta para aquilo. Era como voltar aos anos 1950, em que as relações sexuais representavam o constante perigo de gravidez indesejada, ou, um pouco antes, de contrair doenças como sífilis. E uma ideia de constante pecado moral começa a cercar isso. Aí a própria tecnologia conseguiu atenuar a questão da aids com a evolução dos remédios etc. E hoje surge uma nova tecnologia, a das redes sociais, que faz as coisas retroagirem a um estado anterior em várias frentes, uma delas é o ressurgimento do conservadorismo mais tacanho. Por outro lado, há um discurso identitário teoricamente muito avançado mas que também criou uma outra espécie de puritanismo que se vê nas redes. Então, o livro fala desses dois extremos de certo modo.

Você falou sobre o conservadorismo, mas em O Tribunal da Quinta-feira, o "linchamento virtual" do protagonista se dá por frases que são interpretadas como sexistas e desrespeitosas, levantando questões como a forma como homens se referem às mulheres em conversas privadas; como tratam as mulheres; relações de trabalho entre homens e mulheres, política sexual. É um escândalo menos conservador e mais ligado ao "campo progressista".
É engraçado falar disso, porque talvez seja essa a impressão que acabe ficando. Eu sempre penso que, quando você escreve um livro de ficção, você está pensando no público de ficção contemporânea no Brasil, que é um grupo pequeno e esclarecido. Acho difícil que um evangélico radical vá ler o meu livro, ou que um eleitor do Bolsonaro o leia, ou que, se ler, eu vá ter impacto sobre esse tipo de leitor. Não estou conversando com essas pessoas, estou dialogando com a minha timeline. E acredito que, como escritor, você tem que ter um pouquinho de coragem para confrontar isso. Não porque eu concorde com as opiniões do protagonista, mas acho interessante confrontar as certezas desse público que é o meu público. Todo mundo concorda que boçais homofóbicos que batem em gays na rua, que racistas declarados são um absurdo. Não tem muita discussão com relação a isso para pessoas esclarecidas como um escritor e seu leitor de ficção no Brasil. Então, acredito que a literatura pode ser mais interessante quando pega outras certezas muito férreas desse grupo social e bota ali uma cunha de relativização. Claro que nisso há um certo risco de você ser visto como alguém que está pregando uma coisa contrária à sua intenção. Mas não acho que seja o meu caso, porque penso que o narrador do livro é suficientemente antipático para o leitor perceber que eu não estou endossando aquele discurso dele.

Michel Laub em 1998, quando lançou seu primeiro livro, o volume de contos "Não Depois do que Aconteceu"Foto: José Doval / Agencia RBS
Há uns dois anos foi publicado um livro de um americano chamado Jon Ronson intitulado Humilhado, no qual o autor faz a aproximação dos "linchamentos de internet" com as punições puritanas em praça pública retratadas em A Letra Escarlate, de Hawthorne. O seu livro também parece aproximar o que acontece nas redes sociais e esse puritanismo original.
Sem dúvida. Eu li o livro do Jon Ronson, acho bastante bom. Como meu livro é ficção, tenho a possibilidade de me colocar no papel do protagonista e manejar a história para ser do jeito que eu quero. No caso do livro dele, que é uma grande reportagem muito boa, ele tem os limites do jornalismo. Mas uma coisa que o Ronson fala no livro e que eu concordo e acabei falando também no meu livro é que nessas grandes campanhas cívicas todo mundo sempre acha que está fazendo o bem. É essa a origem de movimentos condenatórios, ou do fascismo, ao contrário do que todo mundo acha, que os nazistas, por exemplo, estavam imbuídos de um ideal maligno, é um erro histórico de compreensão até perigoso, porque as coisas acabam se repetindo. Jamais alguém vai admitir para si mesmo que está fazendo algo deliberadamente ruim. Você tem hoje esses linchamentos de internet, e é curioso como as próprias pessoas que lincham são as primeiras a condenar outros linchamentos depois, porque elas não se sentem parte daquilo, elas enxergam só os outros como agentes de movimentos coletivos nefastos. Porque a pessoa dá um clique, compartilha uma página e faz parte da campanha achando que está fazendo algo bom. E com a tecnologia hoje é muito fácil fazer isso, você dá um clique sem refletir. Em relação a punições da época do livro A Letra Escarlate, a essência é a mesma, mas é diferente você pegar seu chapéu, sair de casa e ir para a praça ver a pessoa ser chicoteada ou humilhada, ou queimada. Havia um custo físico moral, você deveria estar lá, de certo modo, havia uma responsabilidade maior. Hoje não, você compartilha e esquece.

Você já participou de algo semelhante, compartilhou coisas ou até foi tomado pelo sentimento de satisfação em ver alguém se dando mal na rede?
O sentimento, com certeza sim, isso ninguém é isento. Mas acho, salvo engano, que não tomei parte em um linchamento pessoal de ninguém. Quando as redes sociais surgiram, ali nos anos 2000, eu já era jornalista há uma década, e está aí uma diferença. Eu já tinha uma certa prática da profissão de nunca escrever nada no Facebook ou no Twitter sem refletir minimamente, sem verificar a informação ao compartilhar uma notícia. Qual é a fonte? É confiável? Essas coisas mínimas que eu estava acostumado a fazer como jornalista me salvaram de muita bobagem. Eu tinha também uma noção da diferença entre a esfera privada e a pública. Posso ter cometido injustiças com corporações, critico o governo. Já postei uma coisa para os meus amigos contra o João Doria que quer passar centros culturais para organizações sociais. Depois fiquei pensando: organizações sérias existem em São Paulo, talvez ele não esteja só querendo entregar coisas para os amigos empresários. Eu já tinha mandado, não apaguei. Mas isso está dentro do esperado, ele é uma figura pública e eu critiquei sua atuação pública, não a vida pessoal. E é diferente de você ir atrás de uma pessoa qualquer que fala uma bobagem, como os retratados no livro do Ronson e como o protagonista do meu livro: uma pessoa mais ou menos comum, que não está concorrendo a cargo público.

O neto de um sobrevivente de Auschwitz discute o Holocausto como tragédia histórica e também como herança cultural. Aclamado no Brasil, foi traduzido para o inglês, e também recebido positivamenteFoto: Reprodução / Ver Descrição
Mas essa separação entre público e privado que você mencionou é encarada de modo diverso por você, na faixa dos 40, e por jovens que cresceram com a internet, alguns com as redes.
Sem dúvida. Por isso eu não prego meu procedimento para todo mundo. Alguém que está hoje nos 20 anos talvez considere absolutamente normal que em algum momento na sua vida será alvo de uma contenda de internet, nem que seja no colégio. Alguém de 20 anos hoje tem noções diferentes da minha do que seja um escândalo. Eu sou de uma geração anterior, alguém falando mal do seu trabalho, da sua aparência física, das coisas que você já disse, era uma coisa relativamente rara, então era normal que se reagisse pior a isso do que alguém que está desde os 10 anos de idade publicando coisas e recebendo respostas, até xingamentos. Eu mesmo, nas primeiras vezes em que escrevi em jornal e me xingaram, me senti muito diferente do que hoje, que eu já nem me preocupo em ler o que dizem. Talvez essa seja a normalização possível no futuro para esse estado de coisas que temos hoje no debate público. Talvez o otimismo possível seja que essa confusão vai ter se tornado tão constante que as pessoas vão perceber a diferença entre um comentário de portal e uma opinião séria em um veículo ou na página pessoal de alguém com credibilidade.

Com as redes sociais, nunca se viu tanta gente discutindo política. Mas também se vê o surgimento de figuras que exploram o cansaço com a política se vendendo como "de fora", como Trump nos EUA ou Doria e Crivella no Brasil. Como você vê esse fenômeno?
Tem os dois lados. Por um lado renova os quadros, porque os políticos brasileiros são, em geral, uma oligarquia decadente que precisa ser renovada. Por outro, como você renova esse sistema sem ceder aos que entram na política como aventureiros, como o Trump? Porque a lógica das redes sociais, e Trump é um pouco produto disso, é a da solução fácil. Todo mundo tem solução para tudo, e as soluções são sempre simples, é só cortar isso, pagar aquilo, parar de pagar juros da dívida, privatizar tudo. E se fosse fácil, outros países já teriam resolvido seus problemas. O Trump basicamente se elegeu oferecendo soluções simples para coisas mais complicadas do que parecem. Eu estava lendo um artigo esses tempos que dizia que a redução dos empregos nos EUA se deve mais à tecnologia do que à transferência de postos de trabalho para o Exterior, que foi a tecla em que Trump passou a campanha batendo. Se ele conseguisse manter fábricas lá, ainda estaria atacando só a menor parte do problema. Doria e Crivella talvez sejam parecidos. São pessoas de fora da política, o que poderia ser bom, mas representam visões equivocadas que aplicam lógicas à máquina pública que não são próprias dela. O Doria veio com a lógica de administração empresarial, que pode funcionar em uma empresa, em que ele é o dono, mas que é diferente quando se lida com um Estado democrático em que as coisas são determinadas por processos que têm de atender a quesitos de transparência. O Crivella é o mesmo com a lógica moral. Numa prefeitura que está com problemas financeiros para manter o básico, que é pagar funcionários e varrer ruas, ele entra com o fato de que acreditar em Deus vai ajudar. São fatores negativos dentro de algo que poderia ser positivo, que é a renovação de quadros.

O romance em que Laub apresentou, de forma mais clara, o tipo de prosa que seria sua marca, caracterizada por pacientes repetições de temas. No dia de um Gre-Nal decisivo, um jovem reavalia sua vida e sua família Foto: Reprodução / Divulgação
A própria literatura se tornou um campo em que, especialmente nas redes, se luta para mudar focos de pressão. Leia mais mulheres, mais autores negros em feiras literárias. Ao fazer um romance com um narrador com preocupações de homem branco contra algumas dessas frentes identitárias você quis fazer alguma declaração?
Tem várias formas de responder. Uma é que acho que é uma provocação saudável, uma briga que me interessa comprar, a de que a literatura ainda é o espaço da liberdade. Independentemente de qualquer movimento, por mais espaço ou voz para grupos, todos legítimos. Apenas eu, como escritor, quero a liberdade de escrever o que quiser. Não acho mesmo que O Tribunal da Quinta-feira seja um livro politicamente incorreto. Pelo contrário, se dá para dizer que o livro prega alguma coisa é o lado da tolerância, o entendimento de que existem pessoas com formações diferentes, passados diferentes. Mas eu estaria disposto a defender até um escritor que pregasse o contrário. Acho que se há um espaço em que o mal pode existir, até como exorcismo, como teste moral das ideias, como catarse, é a arte em geral e a literatura em particular. Tivemos vários grandes artistas que foram pessoas horríveis. Na literatura mesmo, curiosamente 10 anos atrás nem se discutia a conveniência de se ter um Pound fascista, um Górki stalinista, um Céline antissemita. Pô, eu sou judeu, sei que ele era antissemita e adoro ler Céline. A literatura é um lugar em que essas ideias podem circular. Para mim, na minha formação humanista mais clássica, essa discussão estava encerrada, e hoje ela voltou. Então, quando falo de puritanismo também falo disso. Você acaba tendo dentro da literatura uma discussão sobre práxis, ortodoxia, sobre o que pode dizer ou não. Por mais bem-intencionada que seja, é uma ideia perigosa. Daí para a censura é um passo. Eu posso receber críticas, e até já recebi, sobre por que narro esse livro do ponto de vista de um homem, com a minha idade, branco, heterossexual etc. Se eu tivesse narrado do ponto de vista de uma mulher, de um homossexual, de um negro, eu receberia críticas também, até mais. Porque essa é a discussão contemporânea, a do lugar de fala, de que você não tem como tratar do assunto "x" por não saber como é. Acho interessante estar a par dessas discussões e sou capaz de defender a mesma coisa sob outros pontos de vista, mas como escritor, se for me guiar por isso, não teria direito de escrever nada. Acho que O Tribunal... é escrito de um ponto de vista mais machista e escroto do que o meu. Se as pessoas lerem o livro e fizerem uma discussão na qual sou o vilão, é um risco que corro. Mas no momento em que estou concebendo o livro, eu prezo minha liberdade. Já escrevi um bom número de livros, dificilmente não vou saber contar uma história dentro da luta que é escrever. O meu conflito hoje é outro, é vencer pudores, vencer a irrelevância da literatura, fazer as pessoas se importarem com aquilo.

Ao mesmo tempo, escritores vêm sendo "julgados" pelo que disseram em jornais, palestras ou entrevistas. Bernardo Carvalho disse num evento da Flip que queria que o leitor se fodesse. Cristóvão Tezza defendeu o impeachment. Sérgio Sant'Anna disse coisas duras sobre a nova literatura.
Essas coisas todas já aconteciam, mas hoje estão registradas e o autor tem a oportunidade de ver a reação em tempo real. Não vejo problema. Estou dando uma entrevista agora e pensando em voz alta, então posso falar uma frase errada. O que o Bernardo, por exemplo, falou, não está errado. Ele falou com a expressão que ocorreu na hora, mas eu diria a mesma coisa. Aliás, estou dizendo a mesma coisa. Claro que eu quero leitores, o maior número possível. Mas não vou abrir mão da minha liberdade como autor para agradar esse ou aquele leitor. Até porque sei que se abrir mão, o livro ficará pior. Prefiro estar na situação do Bernardo ou do Sérgio Sant'Anna, de ser discutido e até provocar polêmica, a ser um cara que fica postando coisas o dia inteiro e ninguém dá bola.

Zero Hora