O Mistério da Eucaristia ou transubstanciação como dogma, chama nossa atenção e faz-nos pensar, a partir do sólido fundamento do edifício eucarístico, na festa de Corpus Christi, na ceia, o sacrifício do Cordeiro de Deus. É importante que fique sempre e cada vez mais claro que as substâncias do pão, no corpo de Jesus, e do vinho, no mesmo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, permanecem inalteradas nas espécies do pão e do vinho. Ora, devemos, de modo sobrenatural, transformar-nos em Cristo, como o pão se transforma no corpo de Cristo e o vinho no Seu sangue. É Cristo entrando no nosso mundo, não só para chamar a atenção das pessoas, mas para que todos participem da vida de Deus.
É a voz de Deus a clamar aos cristãos de hoje, alimentados pela Eucaristia como dom e graça, dentro da comunidade dos batizados, assim como clamou e penetrou no coração do mundo no decorrer dos séculos em toda a sua plenitude. Convém recordar as sábias palavras de Dom Helder: “Quando as palavras somem, quando os cuidados adormecem, quando nos entregamos, de verdade, nas mãos do Senhor, o grande silêncio nos mergulha na paz, na confiança e na alegria”.
Que a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, tão visível nas procissões, manifestação pública de fé dos Católicos no mundo inteiro, leve-nos experimentar mais e mais o amor e a bondade infinita de Deus.
*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza - geovanesaraiva@gmail.com
