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Festival Eleazar de Carvalho começa próximo domingo, 2, na Unifor

Além das atividades formativas, o festival vai apresentar concertos e recitais , diariamente, até 23 de julho (ARES SOARES/DIVULGAÇÃO)
Além das atividades formativas, o festival vai apresentar concertos e recitais , diariamente, até 23 de julho (ARES SOARES/DIVULGAÇÃO)
Os acordes do cearense Eleazar de Carvalho vão ecoar mais alto a partir de domingo, 2, quando começa a 19ª edição do festival que leva o nome do maestro. Concertos, aulas, oficinas e cursos acontecem ao longo do mês, no Campus da Universidade de Fortaleza (Unifor), como forma de incentivar as artes cearenses. “Prometi na hora da morte dele que não deixaria o evento acabar”, explica Sônia Muniz, musicista e viúva de Eleazar, que assegura dias de agitação para a música erudita no Ceará.
“Vamos ter concertos gratuitos todos os dias no Teatro Celina Queiroz e o encerramento será feito nos jardins da Unifor”, explica. A programação é inteiramente gratuita. Nesta edição, o festival presta homenagem aos compositores Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Heitor Villa-Lobos, e Lorenzo Fernández - todos completam aniversário de morte em 2017. “O concerto final, que acontece no dia 23 de julho, terá obras deles”, explica Sônia.
Ao contrário do que aconteceu com o aporte financeiro, Sônia viu o Festival Eleazar de Carvalho crescer e tomar forma nestas quase duas décadas. Para a edição deste ano, os jovens participantes terão a oportunidade de estudar regência orquestral, regência coral, prática de orquestra e banda, coral, instrumentos de cordas, sopros, percussão, canto, piano e violão clássico. “Nós mudamos a vida de muitas famílias através da música; alunos que conseguem sair do País e estudar fora. São encontros gratificantes”, diz Sônia.
Foram aprovados 170 estudantes de música para as atividades formativas do festival; 80 deles terão direito a alojamento fornecido pela organização. “A logística é muito difícil. É uma luta social, mas eu consigo”, diz Sônia, lembrando que os alunos têm a chance de aprender com professores reconhecidos no Brasil e no Exterior.
Laura Ventura, integrante da coordenação do evento, lembra que a primeira semana de festival é dedicada aos cearenses. “É uma forma de prestigiar, dando espaço e visibilidade. Às vezes, os artistas não têm oportunidades de apresentar os trabalhos, mas têm qualidade e técnica. É um meio para eles se integrarem aos círculos da Cidade”, diz.

SERVIÇO

XIX Festival Eleazar de Carvalho
Abertura: domingo, 2, às 18h30min, no Teatro Celina Queiroz (Campus da Unifor)
Atividades até 23 de julho
Programação gratuita

SAIBA MAIS
A política do festival foi feita de acordo com as aspirações de Eleazar. Cearense de Iguatu, ele entrou na Marinha a pedido do pai, aos 11 anos. Os músicos da banda da escola tinha refeições melhores e o menino foi tocar tuba visando os almoços e jantares. Era o início de uma carreira cheia de brilho. Eleazar comandou orquestras em Boston, Paris, Filadélfia, Nova York, Berlim, Israel e foi o único brasileiro a reger a filarmônica de Viena. Quando voltou a morar no Brasil, o maestro se dedicou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que estava parada até o cearense chegar. Desse movimento surgiram o Festival de Campos de Jordão e o Festival Eleazar de Carvalho.
ISABEL COSTA

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