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Toda a equipe do Brasil na Olimpíada de Química é formada por alunos de Fortaleza

Celeiro de talentos, o estado do Ceará mais uma vez terá estudantes do ensino médio representando o Brasil na Olimpíada Internacional de Química (IChO), que será realizada em julho, na Tailândia, e em outubro, no Peru. Aliás, mais que isso: toda a equipe é cearense.
Ligia Oliveira Toscano de Melo, João Victor Moreira Pimentel, Celso Renan Barbosa Soares Lima e Ivna de Lima Ferreira Gomes foram os estudantes mais bem classificados ao final das seis etapas da OBQ, que envolveram estudantes do ensino médio em todos os estados brasileiros.
“Desde a primeira participação do Brasil no torneio internacional, em 1997, sempre houve estudantes de escolas cearenses representando o Brasil. Em algumas ocasiões a delegação foi totalmente constituída por estudantes de escolas de Fortaleza”, afirma o professor Sérgio Melo, coordenador geral da Olimpíada Brasileira de Química.
Os participantes contam que tiveram o seu primeiro contato com o mundo das olimpíadas científicas incentivados pelos seus professores.
“Um professor falou na sala sobre a possibilidade de fazer uma redação que poderia me classificar para a fase estadual da OBQ. Depois que ocorreu o certame e eu consegui ficar em primeiro lugar, percebi que talvez os outros participantes não fossem tão imbatíveis assim, e que com muita dedicação seria possível obter ótimos resultados nessas provas”, comenta a estudante Lígia de Melo, do 3º ano do colégio Ari de Sá.
“A OBQ nos dá a oportunidade de termos aulas com especialistas em cada área, como no curso da fase V e no curso de técnicas laboratoriais que ocorrem antes da Olimpíada Internacional de Química, além de contribuir também para nossa grade curricular, facilitando o ingresso em universidades estrangeiras”, afirma Ivna Gomes, aluna do 2º ano no Colégio Farias Brito.
Os estudantes estão confiantes de que o Brasil poderá trazer medalhas para casa e se destacar perante países com tradição na Olimpíada Internacional.
“No ano passado, o País conquistou seu melhor resultado da história, com duas medalhas de prata e duas de bronze, ficando na frente de vários países importantes, como França, Alemanha e Inglaterra. Este ano buscaremos repetir e tentar melhorar o feito”, de acordo com Lígia de Melo.
Segundo o professor Sérgio Melo, com a atual delegação formada, são grandes as chances de os alunos apresentarem ótimos resultados. “Acredito que desta vez eles também irão nos surpreender positivamente”.
O Programa Nacional Olimpíadas de Química é organizado pela Associação Brasileira de Química (ABQ) com apoio oficial do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e dos Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, além de outras instituições privadas.
A Associação Brasileira de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor) é uma das primeiras patrocinadoras do evento, juntamente do Conselho Regional de Química, 4ª Região.

Tribuna do Ceará

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