Dado a importância do serviço prestado e oferecido por eles, o país celebra em três meses diferentes datas comemorativas em homenagem ao “Dia do Caminhoneiro”, uma delas é marcada no dia 30 de junho. Várias são as iniciativas que buscam reconhecer os aliados das rodovias, uma delas é desempenhada pela Pastoral Rodoviária, que já atua há 40 anos e busca ser presença religiosa no mundo dos profissionais do transporte, principalmente os caminhoneiros.
Historicamente, a Pastoral Rodoviária teve início em 1976, quando surgiu de duas ideias: a de dom Geraldo Micheletto Pellanda, na época bispo de Ponta Grossa (PR) e a do padre Marian Litewka. Dom Geraldo observava o volume do tráfego rodoviário nas estradas que cortam a diocese de Ponta Grossa e procurou encontrar um modo de levar o Evangelho para o ambiente. Foi inclusive por isso que, participando do Concílio Vaticano II, providenciou a cópia da imagem de Nossa Senhora da Estrada. O bispo sonhava com a construção de uma capela e de um centro de atendimento pastoral para os motoristas em viagem. Da mesma forma, padre Marian sonhava.
Colocado o plano em prática, atualmente a Pastoral conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bem como faz parte do Setor Mobilidade Humana, ligado à Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB. Um de seus objetivos é a valorização, pelo Evangelho, de quem vive e trabalha no ambiente rodoviário. Também busca ser presença ambulante da Igreja nas estradas do Brasil e, por último, ajuda na organização social dos motoristas profissionais conforme o lema “O povo unido- pela força do de Deus – jamais será vencido!”.
Atuação
A Pastoral Rodoviária marca presença em viagens e durante as visitas aos estabelecimentos rodoviários, como por exemplo, postos de combustíveis, restaurantes, oficinas e borracharias. Tais visitas tem como finalidades criar um ambiente de amizade nas estradas e valorizar, pelo Evangelho, quem vive e trabalha nas estradas. Para conseguir isso, os agentes usam conversas fraternas ou até mesmo a celebração da missa, denominada missa rodoviária ou missa dos motoristas. Esta última é realizada, em geral, no fim da jornada dentro do caminhão-capela.
De acordo com o padre Marian Litewka, os colegas da equipe estão presentes nas estradas do Brasil durante aproximadamente 230 dias no ano. “O nosso dia-a-dia consiste basicamente em viagem, visitas aos estabelecimentos rodoviários e a missa. Fora isso, planejamos o trabalho tais como rotas futuras, esquema das missas nas estradas, material necessário, etc”.
Questionado sobre a religiosidade dos caminhoneiros brasileiros, padre Marian afirma que são pessoas honradas e de muita fé. “Identifico sempre dois pontos firmes na vida dos caminhoneiros: Deus e família. Para os caminhoneiros, porém, faltam oportunidades de progredir na fé. E exprimí-la. Aqui está o grande diferencial da Pastoral Rodoviária”, garantiu.
CNBB
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