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Estudantes do RJ fazem visita virtual a maior laboratório de partículas do mundo

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
Pesquisadores da Coppe/UFRJ promovem visita virtual ao Atlas, experimento de detecção de partículas instalado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern)
Pesquisadores da Coppe/UFRJ fazem visita virtual ao Atlas, experimento de detecção de partículas instalado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern)Fernando Frazão/Agência Brasil
Pesquisadores e estudantes no Rio de Janeiro tiveram hoje (22) uma amostra virtual, em tempo real, do funcionamento do projeto Atlas, que fica no maior laboratório de partículas do mundo, o Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), localizado entre a França e a Suíça.
O Atlas é um experimento de detecção de partículas que começou a operar em 2006 e teve importante papel na descoberta do bóson de Higgs, considerada a partícula fundamental à existência de vida e que pode ajudar a descobrir a origem do Universo.
A visita virtual foi promovida pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). O pesquisador e ex-aluno do instituto Denis Damásio, que trabalha no Cern desde 2005, mostrou detalhes da sala de controle, onde são armazenados os dados das experiências, e monitorado e verificado o bom funcionamento dos sistemas de detecção de partículas.
Colaborador do projeto há 17 anos, Damásio ressaltou que a ciência conseguiu desvendar apenas 5% da matéria e que o projeto é importante para ajudar a responder a algumas de uma infinidade de perguntas sobre a composição do universo.
“É um desafio todo o dia. Uma das coisas que estão muito bem estabelecidas é a questão do Big Bang [explosão que marca o início do Universo], e a física de partículas ajuda muito a explicar certos momentos de expansão. Mas o Big Bang é uma singularidade dentro da física, não sabemos o que gerou, da onde veio, porque aconteceu.”
O pesquisador destacou que, por se tratar de um trabalho que exige tempo e paciência, os resultados cotidianos são imperceptíveis para a maioria da população, mas podem levar a descobertas revolucionárias. Além de tempo e paciência, o projeto demanda uma equipe enorme, segundo Damásio. “Somos 3 mil cientistas, de 39 países. É uma comunidade muita rica e bastante dinâmica, de diferentes origens e religiões.”
O professor da Coppe José Manoel Seixas, um dos pesquisadores da equipe brasileira no Atlas, disse que ideia é promover a visita virtual ao laboratório pelo menos uma vez por ano. Há cerca de dois anos, a visita é oferecida a estudantes de escolas do ensino médio tecnológico, por meio do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Segundo ele, a iniciativa ajuda a complementar a formação pedagógica dos estudantes. “Os currículos do ensino médio ainda não são atualizados de modo a contemplar a moderna física de partículas. E alguns currículos acadêmicos não incorporaram o estudo das partículas subatômicas.”
Projeto Atlas
O Atlas serve ao LHC (Large Hadron Collider), o colisor de partículas que ocupa um túnel de 27 quilômetros de extensão, na fronteira entre a Suíça e a França. O uso combinado desses equipamentos conseguiu detectar e provar a existência do bóson de Higgs.
O Brasil colabora com o projeto desde 1988, e atualmente mais de 50 pesquisadores trabalham na iniciativa em laboratórios nacionais e no Cern. O Coppe é responsável por 90% dos sistemas de engenharia de software que dão apoio à coordenação técnica do Atlas.

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