30 de abril de 2018

Acadêmica Angélica Sampaio toma posse na AQL - Academia Quixadaense de Letras

Palavras da Acadêmica em sua posse no dia 28 de Abril, ocupando a cadeira 20, que tem como patrono Patativa do Assaré, o grande poeta do sertão, na Sede da AQL - Academia Quixadaense de Letras, em Quixadá, Ceará:

"Sobre uma noite tão especial e única: minha posse na AQL (Academia Quixadaense de Letras). A todos que estiveram presentes para prestigiar esse momento inesquecível, o meu muito obrigada. Gratidão pelos abraços, pelas palavras de parabéns, pelos apertos de mão de felicitações, pelos votos de sucesso. Eu não poderia chegar aos meus 20 anos de carreira literária de outro modo, com tanta alegria em meu coração. E que satisfação indescritível é poder receber esse reconhecimento do Sodalício da minha terra natal. Tenho a certeza do dever cumprido, mas também a de que a missão continua. Tudo vem no tempo certo para os que lutam e não esperam por sorte, mas fazem sua trajetória. Após esse ato solene, tenho que honrar com dignidade e sabedoria o juramento, o fardão, o diploma de Acadêmica da AQL, o brasão que repousará em meu peito, o comprometimento de ser representante digna do meu patrono Patativa do Assaré, a de estar entre escritores da mais louvável simplicidade e grandeza, que são agora meus confrades e confreiras. Que a humildade e a sabedoria possam estar sempre em primeiro lugar em meu coração de literata. Abraços fraternos"!







Fotos: Angélica Sampaio


Nobel da Literatura: mais uma renúncia na Academia Sueca

Sara Stridsberg se junta a outros sete membros da Academia Sueca que também deixaram seus cargos, após um escândalo de abusos sexuais e vazamento de informação

Nobel da Literatura: mais uma renúncia na Academia Sueca
Aescritora Sara Stridsberg renunciou nesta segunda-feira (30), ao lugar de membro da Academia Sueca, piorando o clima de crise na prestigiada instituição cultural que atribui o Nobel da Literatura.
Num curto comunicado, a instituição revelou que Sara Stridsberg pediu na última sexta para "renunciar às suas obrigações enquanto membro" da academia para a qual foi eleita em 2016.
Sara Stridsberg se junta a outros sete membros da Academia Sueca que também deixaram seus cargos, após um escândalo de abusos sexuais e vazamento de informação.
O escândalo estourou em novembro, quando o jornal Dagens Nyheter publicou a denúncia anônima de 18 mulheres, sobre abusos e agressões sexuais, contra o dramaturgo Jean-Claude Arnault, ligado à academia através do seu clube literário e marido de um dos seus membros, Katarina Frostenson.
A academia cortou todas as ligações com Arnault e encomendou uma auditoria independente sobre as suas relações com a instituição- Divergências internas quanto às medidas adotadas desencadearam demissões, acusações e saídas de vários membros, entre os quais a secretária permanente em exercício, Sara Danius, e Katarina Frostenson.
Até agora, as renúncias são simbólicas, porque a pertença à academia é vitalícia e só são eleitos novos membros quando vaga alguma cadeira por morte do respectivo ocupante.
No passado dia 25, o presidente da Fundação Nobel, Carl-Henrik Heldin, admitiu à televisão pública sueca SVT, que a Academia Sueca poderia não atribuir este ano o prêmio Nobel da Literatura.
A Academia Sueca foi fundada em 1786 pelo rei Gustavo III e atribuiu pela primeira vez o Nobel da Literatura em 1901, ao poeta francês Sully Prudhomme. Com informações da Lusa.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br

Morador da Barra estreia na literatura com livro de frases reflexivas

POR CAROLINA CALLEGARI
Fabiano de Abreu diz que não queria publicar, mas já pensa no segundo livro - Divulgação / Marcus Ribeiro
RIO — Reflexões sobre a vida são a inspiração para Fabiano de Abreu. O hoje assessor de imprensa, que chegou a cursar Psicologia na faculdade mas não terminou, abraçou a escrita de maneira profissional no ano passado, com o lançamento do livro “Viver pode não ser tão ruim”, pela editora Albatroz. A obra reúne frases antes publicadas espontaneamente em seus perfis do Facebook e do Instagram.
Abreu, de 36 anos, que se define também como poeta e filósofo, diz que se inspira em suas vivências para escrever, o que faz desde pequeno. Seu primeiro livro, conta, pretende encorajar atitudes que podem tornar a vida melhor e tem frases que visam a estimular a reflexão, como “se a vida fosse justa, entraríamos em constante depressão com a ideia da morte”.
O projeto de lançar o livro surgiu numa conversa com um amigo, leitor assíduo de suas postagens. A breve troca de ideias, na qual Abreu descartou a possibilidade de reunir o material e publicá-lo, foi sucedida de um contato inesperado da editora Albatroz, em busca de um título no campo da filosofia. Os desdobramentos ainda renderam lançamentos em Portugal e Angola.
— Esse meu amigo disse que conhece filosofia, mas nunca tinha lido frases assim, e sugeriu que eu fizesse um livro. Falei que escrever era só um hobby, mas ele procurou uma editora. Embora negue, acredito que tenha sido ele, porque logo entraram em contato comigo — aposta Abreu.
Na infância, suas redações da escola eram pensadas para tocar os professores. Apesar do destaque, a personalidade reservada era motivo de reclamação da coordenação, bem como os questionamentos nas aulas, inclusive de religião, do colégio católico em que cursou o primário. No ginásio, diz Abreu, o QI alto o livrou da expulsão do colégio — porque a esta altura ele era, também, o líder da bagunça.
Recentemente, Abreu voltou à escola, mas de um jeito diferente. Ao ler seu livro, a professora mineira Elaine de Andrade Portilho, que leciona História e Filosofia na Escola Estadual Terezinha Pinto Fernandes Maia, em Alpercata, procurou-o, falando sobre seu próprio trabalho. Daí nasceu uma parceria que resultou no envio de “poemas filosóficos” para serem usados na sala de aula, como forma de cativar estudantes do 3º ano do ensino médio.
— O primeiro poema filosófico que levei para a sala falava sobre valorizar a vida e mexeu com os alunos. Costumo juntar outros textos ao conteúdo da disciplina, para deixar tudo mais interessante — conta a professora.
Abreu celebrou a iniciativa:
— O filosófico tem a rima, que chama a atenção. E eu queria que escolas usassem o livro. Não pretendo ganhar nada com isso, só saber que as pessoas estão pensando sobre temas e questões que abordo.
Com dupla cidadania, Fabiano de Abreu atualmente se divide entre Portugal e o Rio, onde está radicado na Barra há dez anos. Satisfeito com a trajetória de “Viver pode não ser tão ruim”, ele já pensa num segundo livro, no qual aprofundará temas abordados no primeiro.

Cursinho preparatório para o Enem 2018 na UFC está com inscrições abertas

Cursinho para o Enem 2018 tem 60 vagas. (Foto: Agência Brasil)
Estão abertas inscrições para o preenchimento de 60 vagas do curso pré-vestibular do Centro de Ciências da Universidade Federal do Ceará (UFC). O período de matrícula segue até o fim das vagas.
As aulas começam dia 14 de maio, com preparatório intensivo para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Podem inscrever-se estudantes que concluíram ou estejam concluindo o ensino médio. A matrícula de alunos menores de idade só é permitida com a presença dos pais ou responsáveis.
As matrículas são realizadas das 14h às 19h, no bloco 902 do Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra (Av. Mister Hull, s/n), mediante entrega de uma resma de papel A4 e apresentação de cópias do RG e do histórico escolar ou do certificado de conclusão do ensino médio.
As aulas serão ministradas de segunda a sexta-feira, das 18h30min às 22h, e aos sábados, das 8h às 11h30min.
Estudantes que ainda estão cursando o segundo ou terceiro ano do ensino médio devem apresentar declaração da escola atestando essa condição.
Informações sobre taxa de matrícula e outras são obtidas através do e-mail cursinhoufc@gmail.com ou pelo telefone (85) 3366 9780, a partir das 15h.
Tribuna do Ceará

Belchior - Como o homem e sua obra permanecem, um ano após sua morte

SILVIO RICARDO RIBEIRO / AGÊNCIA ESTADO
Um ano se passou desde a morte de Belchior, numa madrugada de sábado para domingo.
À comoção inicial, porém, seguiu-se o esquecimento habitual em que a trajetória do artista havia deliberadamente mergulhado nos últimos anos, depois de sucessivos episódios novelescos que o atiraram num torvelinho familiar e na precariedade financeira.
Sua vida era tão imensa quanto sua obra, afinal. Disso o desaparecimento súbito era prova.
A palavra é justa para falar de Belchior: esquecimento.
Outra também muito cara: saudade.
E uma terceira: fuga.
Juntas, compõem esse rol de sentimentos em torno dos quais as músicas e os passos do cantor e compositor orbitavam, ajudando a entender por qual geografia amorosa o cearense se deslocava.
Mas outros temas dominaram a sua música.
A voz torta e cortante frequentemente aludia a uma inadequação migrante e à busca por um lugar no mundo, agonias presentes no seu cancioneiro.
Falava ainda dos não raros aperreios com os de casa e ao desejo de alucinação, este não apenas confeito lírico.
Em Belchior, alucinar-se era uma filosofia e uma resistência exercidas na esfera do indivíduo.
De obra essencialmente poética e política, o rapaz latino-americano tinha por norte a desobediência. Jamais fazer o que o mestre mandava. Era o seu evangelho particular. Habitava uma igreja da recusa.
Natural perguntar, então: onde estaria Belchior agora?
Dou um passo adiante: homem de contracorrente, teria subido ao palco da Maloca Dragão, festival que conjuga a revolução como lema, num flerte superficial e episódico com o maio de 1968, mas cujas práticas remontam a um personalismo do arco da velha?
Teria Belchior dito não?
Ou, em surpresa, cantaria somente? No mar da Praia de Iracema, arranharia seus versos e depois enfiaria a viola no saco, como muitos artistas costumam fazer à sombra dos governos?
Não se conhece resposta para nenhuma dessas perguntas.
São dias de “coronelismo ilustrado”.
Um despotismo esclarecido cujo mandonismo cerca-se dos mesmos mecanismos de dominação oligárquico já vistos noutros ciclos do poder no Ceará.
De tempos em tempos, esse poder se renova. Por fora, tem ares de novidade. Por dentro, porém, é muito antigo.
De modo que é difícil extrair qualquer ensinamento da futurologia.
Belchior se foi.
Primeiro, quando desapareceu. Depois, definitivamente. Os mais jovens conheceram seu corpo já sem vida, velado no mesmo Dragão do Mar que é signo ambíguo de um Estado que junta, mas que também aparta.
Lá, no dia seguinte ao da morte, uma segunda-feira, vi milhares de pessoas esperarem numa fila para se despedir do artista. É uma imagem ainda potente: cearenses em procissão para ver e falar uma derradeira vez àquele cuja obra traduzia à perfeição a contingência de sermos pessoas em trânsito constante, resultado um cruzamento de cores e credos.
Desenraizados, víamos de repente no poeta essa árvore de raiz profunda.
Melhor voltar à obra, portanto. É nela que encontramos a chave para o universo de Belchior.
É também uma maneira de reavivar não apenas esse gesto de recusa do poder quando o poder se manifesta feito engrenagem vertical.
E o que nos diz a canção do poeta exato um ano depois de sua partida?
Ensina o que sempre ensinou. Ensina o que não custa lembrar. Lições de arrebatamento e coragem: a entrega alucinada à paixão no dia a dia, o desejo constante de arribar mas levar consigo a areia de nossa terra, o sentimento que une o preto, o pobre, a estudante, o delírio de lidar com as coisas reais.
Hoje precisamos mais de Belchior do que há um ano.
Ouvi-lo com atenção. Não desesperar. E, uma vez ainda, amar.
HENRIQUE ARAÚJO
O Povo

Ciclo de cinema exibe filmes brasileiros produzidos no ano de 1968

Será projetado também o longa-metragem O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, baseado na história real do assaltante Paulo Villaça que roubava casas luxuosas.
O Bandido da Luz Vermelha, um dos filmes da mostra.
O Bandido da Luz Vermelha, um dos filmes da mostra. (Divulgação)

O ciclo de cinema Nas Telas de 1968, com filmes populares e de produção marginal que vão de Andrea Tonacci e Rogério Sganzerla a José Mojica Marins, Ozualdo Candeias, Luís Sérgio Person e, ainda, Roberto Carlos pela câmera de Roberto Farias, será apresentado peloItaú Cultural de São Paulo nos dias 1º, 8 e 22 de maio.
O ciclo é realizado 50 anos depois de um dos anos mais revolucionários e conturbados do século 20 – 1968 – marcado por transformações culturais e sociais. A seleção de filmes inclui produções brasileiras vistas pelos espectadores nos cinemas do país num período que marcou o ano de 1968, no seu contexto histórico e político e por sua relevância no mercado cinematográfico brasileiro.
Um dos filmes que estarão em exibição está o curta-metragem Bla Bla Bla, de Andrea Tonacci, sobre o pronunciamento de um ditador em meio a uma crise institucional, que lhe escapa do controle.
Será projetado também o longa-metragem O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, baseado na história real do assaltante Paulo Villaça que roubava casas luxuosas de São Paulo. ATrilogia do Terror, de José Mojica Marins, Ozualdo Candeias e Luís Sérgio Person, e Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias, também estarão em cartaz.
Durante o ciclo de cinema, de 2 a 4 de maio (quarta-feira a sexta-feira), será realizado o curso O Cinema brasileiro nos anos entre 1967-1974”, com o filósofo e professor da história do cinema Mateus Araújo. A entrada é gratuita.

Agência Brasil

Sambistas lançam livro que resgata a história da música popular

Essa primeira publicação homenageia músicos que, em sua maioria, não atingiram o estrelato e nunca viveram de suas músicas, mas que são os grandes criadores do samba.
Entre os homenageados no livro está Jamelão, conhecido como a voz da Mangueira, ele marcou época.
Entre os homenageados no livro está Jamelão, conhecido como a voz da Mangueira, ele marcou época. (EBC)

Sambistas do Instituto Cultural Glória ao Samba lançaram na tarde desse domingo (29) o livro Primeiras lições de samba e outras mais, do historiador da música popular brasileira José Ramos Tinhorão, durante uma roda de samba no Instituto Moreira Salles, capital paulista. O lançamento teve a presença do autor, que acaba de completar 90 anos. No evento, foi festejado também o centenário do compositor Geraldo Pereira, com um repertório de composições de sua autoria que são pouco conhecidas.
Quando Tinhorão começou a pesquisa sobre o samba, nos anos 1960, para escrever a série de artigos Primeiras lições de samba para o Jornal do Brasil, a bibliografia do assunto era rasa, com apenas dois livros da década de 1930. Foi necessário, então, cobrir uma lacuna de cerca de 30 anos de defasagem sobre o tema. Tinhorão catalogou mais de mil títulos sobre música popular que tinham sido publicados na imprensa até então, além de colher depoimentos com sambistas pioneiros como Heitor dos Prazeres, Bide e Ismael Silva.
Na época, ele trabalhava como copydesk no jornal, redigindo ou revisando textos, mas gostava muito de música popular desde bem jovem e, de vez em quando, escrevia para o suplemento cultural do jornal. Em 1961, o Jornal do Brasil publicou a série de artigos Primeiras lições de jazz e, quando acabou, a direção lembrou da afinidade de Tinhorão com a música e deu espaço para a nova série sobre o samba.
“Eu me lembro que eu falei para ele (diretor do jornal) 'você acha que é assim? Sobre jazz, tem uma vasta bibliografia. E nós não temos nada, a música popular das cidades não está ainda registrada'. Você conhece os nomes, Cartola, Donga, João da Baiana, Pixinguinha. Tem nomes, nomes que eram entrevistados às vezes na imprensa, falavam sobre aquele assunto no momento e acabou. Não tinha registro bibliográfico. Aí ele falou 'se não tem, você procura e passa a ter', e me jogou a responsabilidade”, contou Tinhorão.
O resultado dessa dedicação foi o primeiro grande estudo sobre o samba, na série de artigos que durou um ano no Jornal do Brasil, entre 1961 e 1962. Tinhorão tornou-se próximo dos sambistas e usou um método pouco convencional pra escrever sobre eles, em que não colhia depoimentos, mas convivia com as fontes, alimentando, quase sempre, conversas informais que resultavam em revelações.
Foi assim que escreveu um ensaio sobre a vida e a obra de Nelson Cavaquinho, um dos destaques do livro. A obra é encerrada com um texto sobre o compositor Geraldo Pereira, que neste ano faria 100 anos de nascimento, e é definido por Tinhorão como “um dos maiores estilistas renovadores do samba” a partir da década de 1940.
O selo que promove o livro, Instituto Cultural Glória ao Samba, foi criado a partir do agrupamento Glória ao Samba – que se dedica à pesquisa e divulgação do samba tradicional – e tem como objetivo lançamentos que possam difundir a obra dos sambistas pioneiros. Essa primeira publicação homenageia músicos que, em sua maioria, não atingiram o estrelato e nunca viveram de suas músicas, mas que são os grandes criadores do samba, entre eles, Bide, Marçal, Xangô, Mano Décio, Carlos Cachaça, Iracy Sera, Aniceto, Jamelão, Ivone Lara, Monarco. 

Agência Brasil

28 de abril de 2018

Aos 87 anos, Dona Luísa Concluiu Sua Faculdade Com Um TCC Feito à Mão

Talvez seja por vergonha ou pelo medo de fracassar que uma boa parte das pessoas que estão na segunda metade da vida utiliza a frase “meu tempo já passou” para justificar sua inação.

Afortunadamente, existem exemplos que provam que nunca é tarde para aprender. O ser humano sempre pode superar a si mesmo e enfrentar seus medos.
Imagine uma senhora que já havia ultrapassado a casa dos oitenta anos. A irmã e o marido já haviam falecido e ela, com todos os motivos para, segundo a própria, “ficar em casa dormindo” resolveu sair para ocupar sua cabeça.
Filha de imigrantes italianos, Luísa Valencic Ficara veio para a América do Sul ainda no período da segunda grande guerra. E aos oitenta e tantos anos resolveu travar uma batalha contra ela mesma: , se formou em nutrição na faculdade Jundiaí.
Quando ela entrou na sala de aula pela primeira vez, não pôde deixar de notar as expressões de surpresa nas faces de colegas e mestras. Entretanto, a surpresa maior foi quando ela, após ter completado seus 87 anos, recebeu o tão sonhado diploma.

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.
No fim, com a ajuda de todas as pessoas que contribuíram para a vitória alcançada, dona Luísa pôde, enfim, comemorar sua vitória. E todos aqueles que presenciaram a senhora de cabelos grisalhos levantando seu “canudo” puderam ovacionar este exemplo de perseverança.
Fonte: http://www.inspiradornews.com.br

PRECISA-SE URGENTE DE UM CULPADO

Grecianny Carvalho Cordeiro*
O verdadeiro líder é aquele que, em caso de êxito, o mérito é de sua equipe. Em caso de fracasso, ele próprio assume a culpa.
Alguns de nós, quando alcançamos o sucesso em dada situação, o mérito é nosso. Pelo esforço, pela determinação, pela perseverança.
Muitos de nós, quando obtemos um resultado indesejado, em certa circunstância, tendemos a culpar o outro. Fulano não foi com a minha cara e por isso não consegui o emprego, passar na prova para tirar a carteira de habilitação...
A culpa é sempre do outro.
Há alguns anos, ouvíamos que, se uma mulher era estuprada, foi porque ela deu causa. Foi porque usava roupa curta demais. Deu cabimento ao agressor. A culpada era a mulher!
Fulano virou bandido porque não lhe fora dada oportunidade de estudar e de obter um emprego. A culpa é da sociedade! 
O filho se tornou usuário de droga. A culpa é do amigo, das companhias, que o levaram para o mau caminho!
Hoje, mais do que nunca, verificamos uma inversão assustadora na responsabilidade de cada um de nós, pelos nossos atos, pelas nossas vidas. E o culpado, geralmente, é o outro.
No caso Mariela. A vereadora carioca executada a tiros, junto com o motorista. Mil especulações surgiram, em especial, dizia-se: ela morreu porque criticava a violência policial, as milícias, defendia bandeiras liberais. Ganhou corpo a ideia de que Mariela fora a culpada pelo seu assassinato!
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto
No caso recente do senhor assassinado quando de uma saidinha bancária, na cidade de Fortaleza. O homem saía da agência bancária e caminhava tranquilamente para seu veículo. Demorou a entrar e fora abordado por um rapaz, o qual tentou subtrair-lhe os valores. O homem reagiu, e, ato contínuo, o assaltante efetuou vários disparos contra o homem. O comentário geral, ao se ver as filmagens, era de que: a vítima deu causa. Morreu porque caminhou lentamente para seu veículo e, ainda, reagiu ao assalto!
Em casos de crimes praticados por políticos, com o vai e vem de malas de dinheiro, bunkers com cifras milionárias, a culpa, nesse caso, não é de ninguém. Porque não se sabe quem deu o dinheiro ou sequer o motivo. 
São apenas alguns exemplos, para que fiquemos alerta ao perigo que essa inversão de responsabilidades pode produzir: uma sociedade doente, na qual nenhum cidadão assume as consequências pelas suas atitudes, pelos seus erros, sempre transferindo para o outro.
Vivemos em um mundo estranho. Não há dúvida.
Mas, afinal, a culpa é de quem?


*Promotora de Justiça

Livro suave

Paulo Eduardo Mendes*
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Título forte. Livro suave. Contraste, de plano, desse batismo que nos trouxe "De Covardes e de Heróis - Todos Temos um Pouco". Trabalho literário de Grecianny Carvalho Cordeiro. Ela autora de impacto. Sempre traz um livro ousado. Inteligente. Desta feita une "Covarde e Heróis" num mesmo patamar. Curiosidade natural a partir da capa. Avançamos na leitura agradável para descobrir o valor dessa antítese elaborada na trama romanceada de Grecianny. O livro suave pode ser lido de um fôlego.
O assunto abordado mexe com o leitor que tenta descobrir o porquê dessa jogada livre para dizer aspectos contrários de emoções. De covardia a heroísmo, convenhamos, é uma forma bem urdida de mostrar sentimentos contrários e estranhamente análogos na tese cuja defesa vem calcada na sensibilidade analítica de quem escreve buscando abrigo nas reflexões profundas de sentimento.
"De Covardes e de Heróis - Todos Temos um Pouco" tem "exemplos de amizade, de solidariedade, de carinho, de respeito no meio de tantas indelicadezas que presenciamos na vida". De fato, vamos descobrindo a cada página desse livro suave, o valor de um pensamento voltado para produzir um livro realmente suave. A leitura é tipicamente agradável na perspectiva que vai desenvolvendo a história em linguagem de profunda pureza. Um livro suave sim, no meio de tantas asperezas que pontilham as notícias do dia a dia de nossa imprensa. Grecianny Cordeiro mostra a essência do bem que modula sua atividade como promotora de Justiça, jornalista e escritora, sempre voltada para o lado humano da sua personalidade.
*Jornalista

Vacina que mata mosquito é aposta de pesquisadores da UFMG para combater o Aedes

Em vez de combater infecções transmitidas pelo mosquito, formulação desequilibra sua fisiologia

Em vez de combater infecções transmitidas pelo mosquito, formulação desequilibra sua fisiologia (Júlia Duarte / UFMG)

Uma vacina que resulta de estratégia contrária à esperada – em vez de imunizar contra doenças, ela mata o transmissor – foi desenvolvida no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) para combater o mosquito Aedes aegypti, responsável pela disseminação de arboviroses como dengue, zika, chikungunya, febre amarela e mayaro. O trabalho gerou tese de doutorado e depósito de patentes.
O coordenador da pesquisa, professor Rodolfo Giunchetti, explica que esse tipo de vacina representa uma vantagem tecnológica para o Brasil – muito suscetível a novas arboviroses –, pois  combater o mosquito é mais eficaz do que vacinar a população contra cada uma das doenças que ele transmite. “Além disso, essa vacina pode ser associada à imunização contra algumas doenças, como dengue”, pondera.
As formulações em processo de depósito de patente contêm proteínas importantes para a vida do inseto e geram, no indivíduo vacinado, a produção de anticorpos contra essas proteínas. Ao se alimentar do sangue com esses anticorpos, o Aedes aegypti sofre alterações em sua fisiologia que podem levá-lo à morte ou, no mínimo, provocar sérios danos à sua cadeia reprodutiva.
O indivíduo que receber essa vacina não estará imunizado contra as arboviroses, “mas o componente vai ajudar a eliminar o mosquito, o que, em última instância, provoca o fim dessas doenças, por falta do principal elo de transmissão”, observa Giunchetti.
Prova de conceito
Em trabalho de doutorado cuja tese será defendida ainda neste ano no âmbito do Programa de Pós-graduação em Biologia Celular, a pesquisadora Marina Luiza Rodrigues Alves desenvolveu a formulação e a utilizou como prova de conceito, com resultados animadores, como explica o orientador: “Ela observou que um terço dos insetos que picava animais imunizados morria imediatamente”. Ao acompanhar o ciclo completo do inseto, a pesquisadora constatou redução significativa no número de ovos e baixa viabilidade das pupas, que se desenvolveram mal ou morreram. “Foi possível perceber uma redução de cerca de 60% no ciclo do Aedes”, completa Rodolfo Giunchetti.
Ele lembra que a vacina ganha maior importância diante dos relatos de resistência do mosquito a inseticidas tradicionais e à crescente dificuldade em combatê-lo. O professor explica que o Aedes aegypti tem a capacidade de se alimentar em vários hospedeiros: “A fêmea pica em busca do sangue, necessário para o amadurecimento do ovário e a produção de ovos”. Ela digere o sangue, coloca os ovos e volta para se alimentar em outra pessoa ou na mesma. O ensaio pré-clínico foi feito em camundongos, que, após receberem a vacina, produziram anticorpos capazes de induzir alterações na homeostasia do inseto, resultando em desequilíbrio fisiológico de alto impacto.
Giunchetti comenta que os vacinologistas, tradicionalmente, usam componentes como proteína ou peptídeo que causam a doença e, por isso, são capazes de gerar uma resposta imune que proteja o indivíduo contra uma infecção. “Essa é a lógica normal, que nós não seguimos. Nossa ideia é acabar com o transmissor, o que evita a necessidade de desenvolver uma vacina para cada arbovirose veiculada pelo Aedes”, diz o professor. Segundo ele, se a proposta tem a desvantagem de não imunizar o indivíduo contra arboviroses, a chance de o mosquito morrer é bastante alta, assim como de reduzir sua reprodução. Além disso, a formulação desenvolvida pelo grupo de pesquisa poderia ser associada a vacinas convencionais, como a da dengue.
A pesquisa é financiada, em parte, por parceria firmada entre CNPq, Capes e Ministério da Saúde. Na UFMG, conta com a participação de professores dos departamentos de Morfologia (Rodolfo Giunchetti e Walderez Dutra) e de Parasitologia (Daniella Bartholomeu, Ricardo Fujiwara, Nelder Gontijo, Marcos Pereira, Mauricio Sant’Anna e Ricardo Araújo). Também participam William Borges, da Universidade Federal de Ouro Preto, Rodrigo Correa-Oliveira e Luciano Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (CPqRR-Fiocruz), e Paulo Ho, do Instituto Butantan.
Marco legal
“Já temos a prova de conceito e conhecemos os possíveis alvos, o que possibilita a produção da vacina em escala”, observa Giunchetti. As próximas etapas para chegar a uma formulação comercial abrangem ensaio pré-clínico em primatas não humanos – os testes devem demonstrar que a vacina é segura, não induz efeitos colaterais significativos e provoca alterações no inseto – e, em seguida, realizar os mesmos estudos em humanos, para confirmar segurança, imunogenicidade e eficácia.
Segundo o professor, todas as etapas podem ser feitas na UFMG, incluindo o ensaio clínico em humanos, desde que haja financiamento. “Temos uma startup, a Aedes Vaccine, cujo objetivo é facilitar a transferência da tecnologia”, esclarece. A intenção é licenciar para a startup cada uma das formulações vacinais desenvolvidas na pesquisa, cabendo a ela intermediar a negociação com empresas que queiram produzir a vacina. Esse procedimento está previsto no Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/16), publicado em janeiro de 2016 e regulamentado na UFMG, no fim de 2017, pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).

UFMG

Humorista Agildo Ribeiro morre no Rio de Janeiro aos 86 anos

Morreu hoje (28), aos 86 anos, no Leblon, Rio de Janeiro, o humorista Agildo Ribeiro. De acordo com a Rede Globo, emissora em que ele trabalhava, o ator sofria de problemas cardíacos.
Conhecido como “Capitão do riso”, Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho começou no teatro de revista, passou pelo rádio e se tornou conhecido pelos personagens cômicos na televisão. A última atuação dele foi no programa "Tá no Ar: a TV na TV".
Agildo Ribeiro
O humorista Agildo Ribeiro morreu hoje (28) no Rio de Janeiro  - Divulgação Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro

Nascido no Rio de Janeiro em 26 de abril de 1932, o ator estava na televisão desde a década de 1960. Segundo informações da emissora, ele estrelou shows e humorísticos como Chico City, Satiricom, Planeta dos Homens, Estúdio A... Gildo, Escolinha do professor Raimundo e Zorra Total. 
Filho do político Agildo Barata, Agildo foi casado cinco vezes. Suas esposas foram mulheres famosas como Consuelo Leandro e Marília Pera, mas passou 35 anos casado com a bailarina e também atriz Didi Barata Ribeiro, falecida em 2009.
Agildo foi o primeiro ator a ter interpretado João Grilo, o personagem central da peça de Ariano Suassuna Auto da Compadecida.
Um humorista de enorme sucesso nos anos 70 tanto no Brasil como em Portugal, co-estrelou diversos programas de humor da Rede Globo ao lado de Jô Soares, Paulo Silvino e Chacrinha. Naquela fase, o seu programa mais famoso foi Planeta dos Homens.

Agência Brasil

27 de abril de 2018

O voto

Gonzaga Mota*
A imprensa, de um modo geral, vem mostrando sistematicamente ao eleitor a importância do voto para que a população escolha conscientemente os candidatos a cargos eletivos. As reportagens mostram a importância do voto no processo democrático. Dentro dessa linha de referência, os eleitores poderão tirar conclusões significativas, tais como: não devem se levar por promessas vãs e utópicas; devem considerar os projetos dos candidatos e não as encenações elaboradas por alguns "marketeiros" políticos, muitas vezes fora da realidade em que vivemos e incompatíveis com os princípios da ética; e não se deixar enganar por determinados políticos que procuram comprar o voto, diretamente ou utilizando-se de outras pessoas para alcançar o eleitor.
Vale ressaltar que todos nós devemos ter em mente que a base da cidadania é a liberdade de escolha. Um povo livre e soberano encontra nas urnas de votação o início de sua autoestima. Por outro lado, para se realizar uma escolha adequada, conforme o correto pensamento de vários cientistas políticos, o eleitor precisa tomar por orientação três pontos básicos: o passado do candidato, em todos os aspectos; a vida profissional; e suas propostas para conduzir o povo a melhores dias. Falar é fácil, o difícil é realizar com responsabilidade. É importante observar, com a devida reserva, possíveis salvadores da pátria.
A valorização do voto, além de ser relevante para a consolidação da democracia, preza outros valores como a liberdade, a igualdade de oportunidades e a sinceridade dos políticos. Vote com consciência, não abra mão do seu poder de participar. Viva a Democracia. Sempre.
*Professor aposentado da UFC

Após 35 anos, Abba anuncia músicas inéditas e especial de TV

O grupo Abba anunciou que vai lançar músicas inéditas este ano. Em comunicado no Facebook, eles revelaram que voltaram a gravar em estúdio depois de 35 anos. A experiência resultou em duas músicas.
O anúncio foi divulgado na página oficial do grupo sueco, no Facebook, e é assinado pelo quarteto Agnetha Faltskog, Björn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad.
“A decisão de ir em frente com o excitante projeto de turnê com avatars do Abba teve uma consequência inesperada. Nós sentimos que seria divertido unir forças novamente e entrar em estúdio. Então nós fizemos”, diz o comunicado.
Uma das músicas, intitulada “I Still Have Faith In You”, será interpretada ao vivo pela versão digital da banda em um especial de TV produzido pela NBC. O canal BBC irá exibir o especial em dezembro deste ano.
“Nós podemos ter envelhecido, mas a música é nova. E é boa”, conlcui a nota.
Abba lançou oito álbuns de estúdio entre 1973 e 1981. Dentre os principais sucessos estão “Dancing Queen“, “Mamma Mia“, “The Winter Takes It All” e “Chiquitita“.
O Povo

PRIVACIDADE: Como remover o rastro virtual e apagar os dados na internet

(Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)
Seus dados estão na internet. Nome completo, CPF, RG e endereço de e-mail. Algum serviço que você usa necessitou dessas informações. Mas é possível remover todo o registro na web?
Tecnicamente, a ação é difícil. “Os dados já foram compartilhados com vários fornecedores e parceiros de uma plataforma ou serviço de internet. No caso do Facebook, eles podem estar circulando sem o conhecimento da própria rede social”, explica Renato Leite Monteiro, professor de direito digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie e co-fundador da Data Privacy Brasil.
A boa notícia é que você pode pedir às empresas a remoção das informações. No entanto, não há garantia de que eles sumirão. A tarefa de removê-los, mesmo com ações judiciais, não apagam todos os registros. “Há sites que servem apenas para replicar as informações. Você pode até judicialmente pedir ao Google ou Facebook para apagar seus dados, mas ninguém garante que eles não estejam alocados em outras redes”, avalia.
Para evitar que suas informações passeiem livremente na web, são sugeridos alguns cuidados. “Pare de sair compartilhando dados em serviços que você não conhece. A ideia é limitar o compartilhamento do que é essencial”, diz Renato. Sabe os quizzes que rolam soltos na internet? Aqueles que falam de “Como você seria daqui a 10 anos”? Esqueça-os. Analisam seu comportamento e não dizem nem a finalidade”, critica Renato.
Aplicativos que solicitam registros de fotos e outros acessos do celular precisam ser evitados. No caso dos computadores, o indicado é bloquear cookies e rastreadores. “É um bom caminho para evitar que seus dados sejam mais expostos”, avalia Bruno Bioni, vogado do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR e pesquisador da Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits).
Navegação anônima ajuda a evitar a rastreabilidade dos dados? Também não. Faz tempo que esse mecanismo não é suficiente. “As empresas se valem de tecnologia e violam os dados do usuário. Há alguns anos, o Google foi multado porque quebrou a própria política de privacidade, rastreando as pessoas de modo anônimo”, lembra o especialista.

APAGUE SEU RASTRO VIRTUAL
1 - BUSCADORES
O primeiro passo é rastrear a si mesmo em buscadores como Google, Yahoo e Ask, por exemplo. Com isso, mapear todo o conteúdo que está exposto sobre você na web. Ao encontrar algum conteúdo que não deve mais estar à disposição de todos, entre na plataforma onde ele foi inserido e realize a limpeza.

2 - VERIFIQUE
MENSAGENS ESCRITAS
Entre em todos os perfis de redes sociais e chats que costuma e verifique as mensagens que foram escritas por você. É possível que encontre muita coisa que já não interessa atualmente estar à disposição. Leve em conta que, mesmo utilizando um nome fictício, um avatar, algumas pessoas podem ser capazes de relacioná-lo a você e utilizar essas informações com o objetivo de te expor ou prejudicar.

3 - CONFIRA A EXCLUSÃO DEFINITIVA
Caso tenha decidido apagar o seu rastro de algum site ou rede social, certifique-se de que não está fazendo uma exclusão temporária do perfil. Em algumas situações, é necessário fazer um pedido formal de exclusão definitiva dele. Por exemplo, ao cancelar sua conta no Facebook e Twitter, confira se nos buscadores não aparecem resultados com algumas cópias do conteúdo.
Fonte: Especialistas Renato Leite, Bruno Bioni, Fernanda Canevari e site Tecmundo
ÁTILA VARELA

O Povo

Prêmio Culturas Populares abre inscrições no dia 29 de maio

O Ministério da Cultura (Minc) lançou hoje (27) a edição de 2018 do prêmio Culturas Populares. Os prêmios somam R$ 10 milhões, que serão destinados a 500 projetos em todo o país. No total, serão 100 iniciativas contempladas por região. Cada vencedor vai receber R$ 20 mil.
Os prêmios serão divididos em 200 para mestres, voltado a pessoas físicas; 180 para grupos não profissionais, sem Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ); 70 para associações e outros tipos de pessoas jurídicas sem fins lucrativos e 30 para organizações com ações em acessibilidade cultural.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, durante entrevista sobre o Prêmio Culturas Populares.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, durante entrevista sobre o Prêmio Culturas Populares (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O objetivo é reconhecer e valorizar expressões culturais e populares com profunda inerção e que digam respeito às tradições culturais do país, além de permitir, com apoio financeiro, que essas expressões possam ganhar visibilidade.
“É fundamental que possamos, a partir do Ministério da Cultura, contribuir para a preservação e para a expansão das expressões culturais que compõem o nosso repertório simbólico, artístico e que fazem parte da nossa identidade cultural”, diz o ministro Sérgio Sá Leitão.
Será constituída uma comissão julgadora formada por especialistas no tema. A avaliação das candidaturas será feita com base em critérios definidos no âmbito do ministério. Na análise, serão considerados aspectos como a importância, o grau de inserção, a vinculação com as tradições e o reconhecimento. A referência do exame será a carreira ou história das pessoas ou projetos.
Inscrições
A expectativa é receber cerca de 3 mil inscrições, que poderão ser feitas entre 29 de maio e 28 de julho deste ano. Os candidatos poderão se inscrever pela internet, no site SalicWeb, do Minc, ou pelo correio. Mais informações sobre o processo estão disponíveis na página oficial do prêmio.
Homenagem
Neste ano, a homenageada foi a cantora Selma do Coco, que morreu em 2015. A artista nasceu em 1929, em Vitória de Santo Antão, em Pernambuco, e se constituiu uma das principais referências do gênero musical nordestino Coco no país, ganhando reconhecimento internacional. Apesar de nascer nos anos 1920, somente em 1995 gravou o primeiro disco, Coco de Roda, elogio da festa. Em 1998, recebeu o prêmio Sharp, hoje conhecido como Prêmio da Música Brasileira.
Agência Brasil

Nova era para o mundo: Coreia do Norte e do Sul anunciam tratado de paz para a região

Papa Francisco tinha desafiado os presidentes dos dois países a serem «artífices» de uma nova era para a região e para o mundo
Lisboa, 27 abr 2018 (Ecclesia) – Os líderes das Coreias do Norte e do Sul anunciaram hoje um tratado de paz para acabar de modo oficial com o conflito na península coreana, correspondendo assim aos anseios do Papa Francisco e da Igreja Católica na região.
Em comunicado divulgado esta sexta-feira, pode ler-se que Kim Jong-un e Moon Jae-in “declaram solenemente que não haverá mais guerra na Península Coreana, e que uma nova era de paz vai começar”.
Comprometem-se ainda a enveredar esforços para uma “completa desnuclearização” das duas nações, que pretendem assim um contexto livre de armas de destruição maciça.
Os dois responsáveis asiáticos colocam assim um ponto final a mais de 65 anos de conflito naquele território.
A ‘Declaração para a Paz, Prosperidade e Unificação da Península Coreana’ vai ser assinada até final deste ano.
Antes disso, o presidente da Coreia do Sul, Kim Jong-un, anunciou que irá estar de visita ao seu congénere do Norte, durante o próximo outono.
Enquanto os líderes da Coreia do Norte e do Sul se encontravam, os católicos das diversas dioceses da península reuniram-se em oração.
“É nosso desejo sincero que a partir de agora se inaugure um diálogo a longo prazo. O diálogo pode abrir as portas à paz, à prosperidade e à reconciliação na região”, afirmou à Agência Fides o padre Ho Chang, sacerdote coreano.
Já o portal do Vaticano fala no início de uma “nova história” na Península Coreana.
Numa mensagem proferida no contexto da cimeira entre os dois países, o Papa manifestara a sua esperança num caminho concreto de reconciliação e de uma renovada fraternidade.
“A todos os que têm responsabilidades políticas diretas, peço que tenham a coragem da esperança, tornando-se artífices da paz, e exorto-os a prosseguir com confiança o caminho empreendido pelo bem de todos”, referiu Francisco, esta quarta-feira.
Já os bispos coreanos destacavam o caráter “histórico” deste encontro, “ponto de viragem” também para a paz no mundo.
“Estamos perante um momento muito importante para nós, que permitirá remover todos os obstáculos que nos separam”, salientava D. Peter Lee Ki-heon.
O presidente do Comité dos Bispos para a Reconciliação da Península Coreana classificava ainda esta cimeira como uma “oportunidade preciosa dada por Deus ao povo coreano”.
Este acordo de paz vem trazer um novo horizonte para os vários missionários cristãos que, de acordo com a Fundação Ajuda a Igreja que Sofre, permanecem detidos na Coreia do Norte.
JCP

26 de abril de 2018

A inclusão de uma aluna haitiana em uma turma de alfabetização

Alfabetizar também é promover um intercâmbio cultural
Por: Mara Mansani
Epeline e seu lindo sorriso conquistaram a turma inteira! Crédito: Mara Mansani
Vivemos uma época conturbada. O mundo passa por transformações o tempo todo, e infelizmente, parece que estamos retrocedendo em nossos avanços sociais e nas boas relações de convivência. Há intolerâncias de ordem religiosa, racial, política, de gênero, orientação sexual, etc. Ou, talvez, na verdade ainda não conquistamos de fato esses avanços. O fato é que precisamos repensar nossa forma de viver coletivamente, na busca pela paz mundial.
Muitos povos não têm condições mínimas de sobrevivência, e por isso está acontecendo, mais uma vez, um grande deslocamento migratório de refugiados, por motivos diversos. A Europa é um dos destinos mais procurados, mas nosso país também vive essa realidade. Antes mesmo da chegada dos nossos irmãos venezuelanos no Acre, já acolhíamos bolivianos, haitianos e outros povos em nosso território. Aliás, essa sempre foi uma boa característica nossa: o bem acolher.
A cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde eu trabalho, vem recebendo centenas de pessoas e famílias do Haiti nos últimos anos. Eles vêm fugindo dos resquícios de uma guerra civil e de um terremoto que deixaram ainda mais difícil a vida por lá, e vêm em busca de melhores condições de vida. Muitos, por aqui, estão empregados na construção civil.
Para minha surpresa e alegria, esse ano recebi uma aluna haitiana em minha turma de alfabetização. É a primeira vez que dou aula para uma criança que nasceu em outro país. Seu nome é diferente: Epeline. No início, as crianças e até eu estranhamos, mas agora seu nome soa muito bonito e melodioso aos nossos ouvidos.
No país de Epeline, eles falam francês e crioulo (ou creole, ou criollo), um idioma local. Apesar disso, Epeline fala bem o português, com um leve sotaque. É uma criança de seis anos que adora estudar e aprender, e que está evoluindo muito bem em seu processo de alfabetização. Inicialmente, ela estava na hipótese silábica com valor, mas agora está em transição bem próxima da hipótese alfabética.
Desde o início, tive um cuidado para acolhê-la da melhor maneira possível. Afinal, se já não é fácil mudar de escola e de professora, imagine mudar de país, deixando não apenas os seus amigos mas a sua terra natal e os seus familiares para viver em outra cultura?
Acredito que são as crianças que mais sofrem com essas mudanças e transformações. No SXSW Edu, em Austin no Texas, pude conhecer o trabalho de ONGs e da ONU para oferecer educação escolar às crianças (muitas em campos de refugiados), que acontece nesses países na maioria das vezes de forma precária.
Perguntei a Epeline o motivo da vinda para cá e ela me respondeu: "Porque lá a gente tinha pesadelos horríveis e ninguém dormia direito". Entendi que essa é a forma dela expressar suas inseguranças, medos e dificuldades em sua terra natal. Mas por aqui, ela é uma criança muito contente, extremamente educada e que faz amizade com todos. Os alunos gostam dela e a admiram muito.
Ela faz parte de uma família bem estruturada, com pais zelosos por sua educação e seu bem-estar. Está sempre impecável em seu uniforme escolar e seu cabelo exibe diariamente lindos penteados, feitos por sua mãe. Epeline é uma criança amada! O que vem a contrariar ideias muitas vezes preconceituosas que podemos ter, de que famílias de imigrantes, de origem diferente da nossa, que vagam de um lugar para outro, não possam ter uma boa base familiar.
Há alguns dias, Epeline pediu para ir ao banheiro falando em sua língua materna, o crioulo. Pedi que repetisse, mesmo assim, não entendi nada! Ela riu muito, traduzindo suas palavras. Naquele momento entendi, ou como dizemos popularmente, "caiu a ficha" de que não bastava acolhê-la, nem a alfabetizar em nossa língua. Sua necessidade é maior, é preciso manter a sua cultura haitiana viva. É sua forma de se expressar, sua identidade, sua origem, suas heranças culturais.
Repeti para mim mesma, porque não me dei conta disso antes, da riqueza cultural e humana que temos em nossa sala de aula neste ano. Com Epeline, todos os alunos podem conhecer e aprender sobre como é brincar, estudar, viver e ser criança em uma cultura diferente da nossa.
Por isso, em minhas aulas criarei oportunidades para que esse intercâmbio cultural aconteça. Já posso até ver meus alunos empolgados para aprender palavras de uma outra língua, outras brincadeiras e tantas outras coisas, comparando os modos de vida e compartilhando diferentes saberes. Que material riquíssimo para utilizar na alfabetização, e muito significativo para as crianças!
Essa vai ser uma sementinha que eu e Epeline vamos plantar nos corações dos pequenos, para que eles sempre se lembrem de que, por trás daqueles números de refugiados e daquelas pessoas que chegam em nossa cidade atrás de uma oportunidade, existem histórias e sentimentos. Tenho esperança de que ações como essa podem ajudar a formar os seres humanos melhores que estamos precisando.
E vocês, queridos professores? Já passaram por essa experiencia de ter alunos de outros países em sala de aula? Conte aqui nos comentários como foi essa experiência! O que vocês aconselham que eu faça ao longo do ano? Podemos aprender muito com as crianças quando estamos abertos a escutá-las e dar a elas a oportunidade de se expressarem.
Um grande abraço a todos e um viva a Epeline e a todas as crianças imigrantes em nosso país!
Mara Mansani
Fonte: Nova Escola

Escândalo pode deixar 2018 sem Nobel de Literatura

Imagem de um encontro da Academia Sueca, em Estocolmo - Reuters

A Academia Sueca, responsável pelo Nobel de Literatura, afirmou nesta quarta-feira (25) que existe o risco de o prêmio não ser entregue em 2018 por causa dos escândalos envolvendo a entidade.   

Em entrevista a uma rádio da Suécia, o secretário permanente da Academia, Anders Olsson, disse que a instituição está no meio de uma "discussão" sobre a questão, porém sem dar mais detalhes.   

Ele acrescentou somente que novos esclarecimentos serão dados "em breve".   

Atualmente, apenas 12 dos 18 assentos do conselho da Academia Sueca continuam ocupados, após uma série de renúncias em meio a um escândalo que abalou a imagem da entidade.   

As divisões no interior da instituição foram evidenciadas após três membros terem entregado seus cargos por conta da não expulsão de Katarina Frostenson, acusada de revelar ao marido, o fotógrafo Jean-Claude Arnault, os nomes de ganhadores do Nobel de Literatura, violando a regra de confidencialidade.   

Ela também é suspeita de corrupção por ser sócia do clube literário do esposo, que recebia apoio financeiro da Academia.   

Além disso, 18 mulheres disseram ter sido assediadas por Arnault, inclusive em apartamentos cedidos pela entidade - uma das vítimas relatou até ter sido estuprada.   

Se o Nobel de Literatura não for entregue em 2018, haverá dois vencedores em 2019. (ANSA)


UOL Noticias

69° Salão de Abril inicia hoje, na Casa do Barão de Camocim

por Antonio Laudenir - Repórter
Obras da 69ª edição Salão de Abril, que abre nesta-quinta feira. Após problemas no ano passado, Secultfor trouxe a mostra ao seu mês de referência ( Foto: Thiago Matine )
Após acirramentos nos bastidores, uma edição pontualmente organizada pelos próprios artistas e indefinições, o Salão de Abril chega finalmente à 69ª edição. Hoje, a partir das 18h, nas salas e corredores da Casa do Barão de Camocim, o tradicional evento das artes plásticas do Ceará ganha um novo capítulo nessa história que completa 75 anos de estrada.
A seleção das obras retrata o serviço curatorial do jornalista, fotógrafo e crítico Paulo Klein. Outros três nomes também participaram do processo: o curador e pesquisador Carlos Macêdo, a pesquisadora Paloma Santa Rosa e o educador e produtor Paulo Amoreira.
Segundo balanço da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), chegou ao crivo desta equipe o contingente de 482 obras, assinadas por um total de 304 artistas. Os trabalhos ficam expostos até 26 de junho.
Os nomes dos quatro vencedores serão conhecidos pelo público somente no dia 17 de maio. Em 2018, os valores destinados à premiação correspondem a R$ 190 mil, o equivalente a R$ 15 mil para os quatro primeiros colocados e R$ 5 mil para os demais participantes. Neste ano, a abertura conta com 42 artistas.
Destes selecionados, 30 nomes contam com o suporte financeiro anunciado pela gestão municipal e outros 12 realizadores entram como convidados. Além de permitir o acesso do público à atual produção cearense, o evento conta com programação formativa e homenagem ao centenário de Zenon Barreto (1918-2002).

Transbordar
Para Paulo Klein, a trajetória de resistências que se confundiram com a existência do Salão de Abril ao longo das décadas, permite outras observações e direcionamentos para o futuro desta iniciativa. Do ponto de vista curatorial, repensar modelos e estratégias tornou-se uma necessidade, seja para a sobrevivência do Salão, bem como para a adequação às atuais modulações que o conceito de arte vem absorvendo.
Diante desse desafio, o curador paulista argumenta do quão é necessária a construção de um Salão de Abril menos estático. Assim, como um organismo repleto de multiplicidades, interessa estar vivo e capaz de modificar-se e alinhar-se de acordo com as demandas que lhe chegam. É preciso, antes de mais nada, ser um salão capaz de transbordar limites em torno da produção artística. A Casa do Barão de Camocim, ergue-se como um receptáculo de ideias e desconstruções.
A proposta da curadoria foi mediada por uma ação colaborativa. Além de Klein, chamado para conduzir a coordenação desta edição, surgiu a necessidade de agregar profissionais que já tinham alguma ligação histórica com a própria organização da mostra. Para detalhar toda essa construção em conjunto, o curador divide alguns conceitos escolhidos.
"Minha proposta, logo de cara, foi de que a exposição se abrigasse na Casa do Barão, mas que transbordasse na rua e da rua voltasse para o espaço da Casa. Esse conceito de transbordamento é o que orienta e o que foi definido nos aspectos filosóficos, poéticos e curatorial para essa edição", aponta Klein.
As fronteiras do Salão de Abril seriam, nesse sentido, esgarçadas. Interessa lançar luz sobre o que estes artistas provocam e produzem também fora da casa. As obras precisam se adequar com os fatores externos e repercutirem dentro do espaço do Salão. Leituras e a ações que começam na rua e sinalizam com a contaminação e resquícios dessas obras dentro da casa. "A ideia de 'transbordagem', mescla o transbordamento com abordagem. Isso envolve questões filosóficas no âmbito da curadoria onde se busca criar um terreno para a circulação dessas ideias", explica Klein.

Panorama
Para exemplificar bem mais diretamente tais conceituações, Klein cita a participação de alguns trabalhos, como por exemplo a "Intervenção Contra Intervenção", imaginada pelo Coletivo Aparecidos Políticos. Em comum a estes projetos, vale salientar, reside a característica de serem mutantes e se modificarem durante o tempo de permanência da mostra.
Com proposta diferenciada, esclarece o entrevistado, a atividade deste coletivo se lança com caráter situacionista e traça propostas de questionamentos no âmbito da política. Outras ações comentadas são "Leve Uma, Talvez Você Precise", de Júnior Pimenta, onde, no decorrer do Salão, o artista terá a Praça do Ferreira também como espaço de alimentação de ideias.
Em "Cartas aos 31", de Sheryda Lopes Borges, a artista desenvolve um intervenção/performance por meio de cartas fixadas pela cidade que acabam dialogando e construindo dentro do espaço da casa. "A agenda foi desafiadora, a Mostra abre hoje e queremos que não pare de se transformar, de transbordar para a rua e voltar para a própria casa", estima Klein.
Outros trabalhos apontados durante a conversa, seja pelo teor político, como pelo cunho de se integrar com outras linguagens foram "Projeto Para um Sudário", de Cristina Vasconcelos Lima (registro investigativo sobre as pegadas do grupo político Baader-Meinhof em Fortaleza); as videoartes "Quando o Mar" e "Desculpe a Paz Que Lhe Roubei", respectivamente de Lua Alencar e Darwin Marinho.
Essa seleção, garante Klein, atravessa também linguagens já estabelecidas da área. "Não esquecemos de prestigiar e valorizar técnicas tradicionais. Dentro do que foi possível incorporamos pinturas, infografias, gravuras e desenho. Não deixamos de prestigiar as técnicas que antigamente eram chamadas de Artes Plásticas. Porém, ele é hoje um Salão de artes visuais contemporâneo e com grande potência de surpreender e envolver instalações e performances.
Klein divide que este momento é crucial para nova gerações fortes e diversificadas no campo das artes visuais. É uma "satisfação" participar de uma curadoria logo após a realização do Salão Sequestrado em 2017. Ele (o Salão) nasce dos estudantes e sempre foi uma representação da sociedade civil. Participaram Leonilson, Ademir Martins, Sérvulo Esmeraldo, nomes das artes relevantes para o País", finaliza.

Formação
Além da exposição e de todas as reverberações que uma mostra desse porte é capaz, o Salão de Abril abre espaço para o debate e para a troca de saberes. Para concluir essa proposta, o evento apresenta uma agenda de conversas, palestras, workshops e oficinas. Esta programação paralela traz ao Salão nomes tanto já envolvidos na curadoria, como realizadores e pensadores convocados para a ocasião.
A julgar pelas ações propostas, essa teia formativa pode ser de interesse tanto para artistas, como curadores, pesquisadores e o público interessado nas discussões sobre os rumos das artes plásticas no cenário contemporâneo.

Homenageado
Zenon Barreto nasceu na cidade de Sobral em 1918 e viveu a maior parte de seus 84 anos na Capital. Dedicou toda uma vida às Artes Plásticas, atuando como pintor, gravador, escultor, ilustrador e cenógrafo. Atravessou estéticas, trabalhou com materiais variados e, com isso, atingiu uma produção diversificada no meio artístico.
Foi membro da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), instituição na qual ingressou como aluno do Curso Livre de Desenho e Pintura, para posteriormente atuar como professor até chegar à presidência da entidade. Recebeu prêmios importantes no Salão de Abril, no Panorama da Arte Atual Brasileira e na Bienal Internacional de São Paulo.

Mais informações:
69° Salão de Abril, de hoje até 26/6, na Casa do Barão de Camocim (Rua General Sampaio, 1632, Centro). Gratuito. Contato: (85) 3105.1386

Diário do Nordeste