31 de março de 2019

Grecianny Cordeiro tomou posse na ACL

Em solenidade que foi realizada ontem, 21/03, no Palácio da Luz, Rua do Rosário, N° 01, a competente escritora Grecianny Carvalho Cordeiro, tomou posse na Academia Cearense de Letras (ACL), ocupando a Cadeira nº 8, que pertenceu a Horácio Didimo.


A imagem pode conter: 1 pessoa, texto



















30 de março de 2019

Governabilidade

Por Gonzaga Mota - Professor aposentado da UFC

A governabilidade pode ser entendida pela qualidade intrínseca do governante, significando a importância da tranquilidade política e socioeconômica para que um governo possa desempenhar suas atividades básicas. Em todos os tempos e sob qualquer regime, a governabilidade só alcançou sucesso na medida em que se apoiou em princípios éticos. "O fim justifica os meios", conforme Maquiavel, não é uma atitude estratégica, mas uma conduta incorreta que não leva uma sociedade a uma situação de justiça, nem se baseia na essência da democracia.
Nos dias atuais existem muitos países ditos democráticos; elegem seus governantes, todavia, não apresentam uma sincera e clara harmonia entre os aspectos éticos e de governabilidade. Esses países são subdesenvolvidos, estão em fase de desenvolvimento ou, até mesmo, podem ser considerados desenvolvidos. Acreditamos que eles fazem parte de um contexto que é a nova versão do colonialismo primitivo e do imperialismo industrial, isto é, da globalização perversa. Não é justo atender a exigências monetárias e financeiras significativas, deixando o povo desempregado, com fome, sem esperança, com problemas de educação, saúde, violência, em função da falsa governabilidade. Os dirigentes de tais países chegam a rejeitar a ética, muitas vezes prometida em campanhas políticas, argumentando a necessidade da governabilidade. Lamentavelmente, alguns governantes não sabem distinguir os dois conceitos. Por sua vez, defendemos que ética e governabilidade caminhem juntas, buscando uma sociedade politicamente aberta, soberana, de economia forte e socialmente justa.

A globalização deve ser analisada mais como um processo político e cultural do que econômico. Por fim, voltamos a insistir: governabilidade e atender às reais necessidades e carências do povo e não fazer concessões e acordos que possam prejudicá-lo.

FESTIVAL DE INIQUIDADES

Acompanhando os noticiários, a sensação que se tem é de que vivemos um constante e diuturno festival de iniquidades. Nunca se falou tanta bobagem e nunca se ouviu tanta idiotice.

É certo que o politicamente correto criou um número sem fim de hipócritas, os quais resolveram se manifestar acerca de um determinado assunto ou se portar diante de uma determinada ocasião da forma mais conveniente e mais aprazível, embora não representasse seu real pensamento ou sentimento. 

É também certo que o politicamente incorreto vem criando um número infindável de inconsequentes, os quais resolvem dar suas opiniões acerca de tudo e de todos como se fossem os verdadeiros donos a verdade, passando por cima das pessoas como um trator, não se importando o quanto ou quem machucam, ferem e angustiam.

Vamos aos fatos.

Num país como o Brasil, que conheceu a exploração colonial, a desumana escravização dos negros, o extermínio e a aculturação dos indígenas; que adotou o republicanismo após muita resistência, que vivenciou uma ditadura por décadas até chegar a um processo de democratização que, ainda hoje, encontra sérias ameaças ao seu real fortalecimento, eis que chega o Chefe do Poder Executivo e ordena a celebração do golpe de 1964 por parte dos militares.

A louca paixão pelo militarismo e pelo armamentismo do presidente da República fazem-no esquecer que este não enverga mais a farda do Exército brasileiro e que a imagem oficial que o representa, pregada em todas as paredes dos órgãos públicos federais, se constitui de uma faixa presidencial colocada em um cidadão civil, trajando um paletó civil. 

Vivemos em um país livre, onde deve ser celebrada, enaltecida, cantada e decantada a democracia e não a ditadura, que até mesmo os militares não fazem questão de lembrar.

Se o senhor presidente da República é fã, apaixonado e devoto da ditadura de 1964, que brinde e faça a festa em sua casa, enquanto cidadão, mas enquanto Chefe do Executivo e presidente de todos os brasileiros, que se porte como tal, com o bom senso que o cargo exige.

Aqui poderá o leitor se perguntar: mas os outros presidentes celebraram o comunismo, a guerrilha... Se o fizeram, estavam igualmente errados e não se portaram como deveriam, o que não exime o sucessor da responsabilidade de fazer a coisa correta. A não ser que se pretenda nivelar pelos antecessores que combateu.

 O festival de iniquidades não para por aqui, mas não cabe neste artigo.

 - Grecianny Cordeiro

29 de março de 2019

IBGE: EM TRÊS MESES, MAIS UM MILHÃO DE DESEMPREGADOS



Em meio à crise interminável entre governo e Congresso, a taxa de desemprego subiu e atingiu 13,1 milhões de pessoas, segundo a Pnad Contínua do IBGE; no trimestre anterior, o número de desempregados estava em 12,2 milhões; o salto foi, portanto, de 11,6% para 12,4%; a taxa de subutilização da força de trabalho foi de 24,6%, mais uma alta em relação ao trimestre anterior (havia ficado em 23,9%); a população subutilizada, estimada em 27,9 milhões de pessoas, é recorde para a série histórica da pesquisa.
https://www.brasil247.com/pt/247/economia/388540/IBGE-em-tr%C3%AAs-meses-mais-um-milh%C3%A3o-de-desempregados.htm

Sesc Corumbá recebe Prêmio Sesc de Literatura em abril

Resultado de imagem para premio sesc de literatura 2018
Corumbá é a cidade escolhida para iniciar o circuito dos autores vencedores do Prêmio Sesc de Literatura de 2018, e no dia 04 de abril, às 19h, recebe Tobias Carvalho (categoria Contos) e Juliana Leite (categoria Romance). A dupla estará no Sesc Corumbá para um bate-papo e o lançamento dos seus livros "As Coisas" e "Entre as mãos". A participação é gratuita.
Até novembro os escritores percorrerão todo o país falando de suas obras e trocando experiências com o público. No Sesc Corumbá, o bate-papo será mediado pela gerente da unidade, Marcelle de Saboya. Tobias Carvalho é vencedor da Categoria Contos, autor estreante nasceu em Porto Alegre, em 1995. É estudante de Relações Internacionais na UFRGS e "As Coisas" é seu primeiro livro, que conta com personagens homossexuais em todos os seus contos, cujas histórias se entrelaçam e se contrapõem sob diferentes gêneros e olhares.
Juliana Leite é vencedora da Categoria Romance, é mestre em Literatura Comparada pela UERJ. "Entre as mãos" é seu primeiro romance. A protagonista desse romance, Magdalena, está atravessando a rua a caminho do ponto do ônibus, uma travessia que faz parte de sua rotina diária rumo ao trabalho, quando sofre um acidente que será determinante em sua vida. Ao acordar de um período de coma, ela precisará reaprender a falar e a lidar com um novo corpo, agora marcado por limitações e cicatrizes definitivas.
Prêmio Sesc de Literatura - Lançado pelo Sesc em 2003, o concurso identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. Além de inclui-los em programações literárias do Sesc, o Prêmio também abre uma porta do mercado editorial aos estreantes: os livros vencedores são publicados e distribuídos pela editora Record. Mais do que oferecer uma oportunidade aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro.
Serviço - O Sesc Corumbá está localizado na Rua Treze de Junho, 1703, no Centro. Mais informações pelo telefone (67) 3232-3130. Acompanhe a programação do Sesc no site sesc.ms

28 de março de 2019

Luto pelos mortos da ditadura

Padre Geovane Saraiva*
Quantos motivos a pensar, irmãos e irmãs, nas noites do silêncio de Deus, com vozes a clamar num espaço infinito, silêncio esse de homens e mulheres a clamar por justiça e compaixão, nas marcas e provas das torturas trazidas nos corpos (cf. Frei Tito de Alencar). Ao mesmo tempo, Deus nos diz: “Vós participastes, com efeito, do sofrimento dos prisioneiros e aceitastes com alegria a espoliação, certos de possuir uma fortuna melhor e mais durável. Não percais, pois, a vossa segurança que tamanha recompensa merece” (Hb 10, 34-35).

A imagem pode conter: textoNada de indiferença diante da tortura, instrumento para arrancar, pela força e pela violência, os próprios pensamentos e sentimentos das pessoas que já perderam a liberdade. Na tortura se constata, evidentemente, a antítese da liberdade e da esperança. “Na tortura, o discurso que o torturador busca extrair do torturado é a negação absoluta e radical da liberdade” (cf. Brasil Nunca Mais).

É muito deplorável e estarrecedora a veemente afirmação de Jair Bolsonaro: “O erro da ditadura foi torturar, e não matar”. Também fazia questão de apreciar a frase: “Quem procura osso é cachorro”, referindo-se aos desaparecidos da ditadura de 64, do Araguaia, que até mesmo seu colega presidente do Chile, Sebastián Piñera, ousou em discordar.

A afirmação “Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”, da Assembleia Geral da ONU, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem que ajuda a não esquecer: foram 21 anos, profundamente obscuros e nefastos, vividos pelo povo brasileiro. Não temos dúvidas da devastação de todos os jardins da democracia e da liberdade, de acordo com os registros da nossa História. O golpe militar foi um cruel não ao humanismo, ocasião em que se vivenciou a ausência de liberdade, sem esquecer dos tenebrosos porões da tortura, quando aconteciam mortes atrozes e inumanas de muitos irmãos e irmãs.

Com o golpe de 31 de março de 1964, o pôr do sol se eternizou em um não à vida de muitos irmãos, neutralizando a aurora da esperança, no mistério do tempo e da vida. O sol vermelho, no romper da aurora, a iluminar o céu, que ilumine a humanidade e a vida como um todo. Na esperança, associamo-nos a todos, mesmo sabendo que a noite vem dia após dia, mas que todos, indignados, possam dizer: noites obscuras e nefastas, como as da ditadura militar de 64, nunca mais.

Palavras oportunas e apropriadas nos chegam do Arcebispo de Feira de Santana-BA: “Bispos silenciados, pessoas presas, torturadas e exiladas, mortas. Políticos cassados, cidadãos, funcionários públicos e militares foram demitidos; estudantes expulsos das escolas e universidades. Esta data, 31 de março de 1964, de forma alguma, poderá ser esquecida”.

*Pároco de Santo Afonso, Jornalista, Blogueiro, Escritor e Colunista, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza -geovanesaraiva@gmail.com

Prêmio Açorianos de Literatura divulga lista de finalistas

Cerimônia de premiação ocorrerá na Noite do Livro, em 23 de abril
Cerimônia de premiação ocorrerá na Noite do Livro, em 23 de abril FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
Secretaria Municipal da Cultura divulgou, nesta terça-feira (26), os finalistas do 25º Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil. A cerimônia de premiação ocorrerá na Noite do Livro, em 23 de abril, no Teatro Renascença (avenida Erico Verissimo, 307, bairro Menino Deus), em Porto Alegre. Os vencedores em cada categoria receberão o Troféu Açorianos, criado pelo artista plástico Xico Stockinger. O evento é promovido pela prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura (SMC) e Coordenação do Livro e Literatura.  

Veja os finalistas: 
Ensaio de Literatura e Humanidades 
“Katia Suman e os diários secretos da Rádio Ipanema FM”, de Katia Suman, Editora Besouro Box 
“Quando a Arte encontra a Moda”, de Laura Ferrazza de Lima, Editora Zouk 
“Raízes do conservadorismo brasileiro”, de Juremir Machado da Silva, Editora Civilização Brasileira 
Infantil 
“Agora pode chover”, de Celso Sisto, Editora Melhoramentos 
“Natalino”, de Eliandro Rocha, Editora Escrita Fina 
“Pra que serve um dedo”, de Paula Taitelbaum, Editora Piu 
Infantojuvenil 
“Horas mortas”, de Antonio Schimeneck, Editora Ama Livros 
“Sherlock e os aventureiros – O mistério dos planos roubados”, de André Z. Cordenonsi, Editora AVEC 
“Ele sabe”, de Jane Tutikian, Editora Metamorfose 
Poema 
“Entre uma praia e outra”, de Ronald Augusto, Editora Artes & Ecos 
“Móbile”, de Ana Santos, Editora Patuá 
“Spoilers”, de Diego Grando, Editora Confraria do Vento Crônica 
“Anarquia é utopia – Faça uma todo dia”, de Carlos Gerbase, Editora Besouro Box 
“Caixa de guardar vontades”, de Emir Rossoni, Editora Telucazu 
“Felicidade é o que conta”, de J. J. Camargo, Editora L&PM 
Conto 
“As coisas”, de Tobias Carvalho, Editora Record 
“Cavalos de Cronos”, de José Francisco Botelho, Editora Zouk 
“O sagrado coração do homem”, de Michel de Oliveira, Editora Moinhos 
Narrativa Longa 
“De espaços abandonados”, de Luisa Geisler, Editora Alfaguara 
“O clube dos jardineiros de fumaça”, de Carol Bensimon, Companhia das Letras 
“Pequeno espólio do mal”, de Luiz Maurício Azevedo, Editora Figura de Linguagem Especial 
“Francisco Ricardo, uma tragédia esquecida”, de Sergio Faraco, Editora L&PM 
“Hoje eu venci o câncer”, de David Coimbra, Editora L&PM 
“O velho marinheiro – A vida do Almirante Tamandaré”, de Alcy Cheuiche, Editora L&PM

Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/cultura/2019/03/676322-premio-acorianos-de-literatura-divulga-lista-de-finalistas.html)

Salvador celebra a língua portuguesa com a literatura e a música de três continentes

Primeira edição do Festival da Língua Portuguesa começa nesta quinta (28) e vai até sábado


Naief Haddad
SÃO PAULO
Autores como Gregório de Matos, Rui Barbosa, Luís Gama e Gilberto Gil nasceram em Salvador. Castro Alves, Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro vieram de outras cidades baianas, mas passaram boa parte da carreira na capital baiana.
Natural, portanto, que Salvador celebre o idioma tão bem cuidado por esses poetas, romancistas e jornalistas. Começa nesta quinta (28) a primeira edição do Festival da Língua Portuguesa, o Felpo. 
Parte das comemorações dos 470 anos da capital baiana, o Felpo vai até sábado (30).

Daniela Mercury, que se apresenta no Farol da Barra na sexta (29) - Robson Ventura/Folhapress
“Tentamos abarcar as latitudes da língua não apenas do ponto de vista geográfico. Também vamos abordar o idioma por meio da música, literatura, gastronomia”, diz o jornalista português Ricardo Oliveira, organizador do Felpo.
O único evento restrito a convidados é a Festa dos Sabores, um jantar nesta quinta (28) no restaurante Casa de Tereza, com pratos brasileiros, portugueses e angolanos. 
Na sexta (29), canções de três continentes vão tomar o Farol da Barra. Um show gratuito a partir das 19h terá a música baiana de DanielaMercury, Saulo, entre outros. Haverá ainda o fado contemporâneo dos portugueses Ana Moura e António Zambujo e o semba (música tradicional de Angola) de Paulo Flores.
Ao longo do sábado (30), o festival promoverá uma troca de livros na praça da Mariquita, no Rio Vermelho. Neste local, às 15h30, começa bate-papo com autores como Itamar Vieira Júnior, vencedor do prêmio Leya 2018, e Sérgio Rodrigues, colunista da Folha.
Maria João, neta de Jorge Amado, e Ricardo Viel, diretor de comunicação da Fundação José Saramago, vão comentar o livro “Com o Mar por Meio”, que reúne as correspondências trocadas entre os romancistas. 
A próxima edição do festival —ou o segundo capítulo, como prefere Ricardo Oliveira— vai acontecer em Lisboa, em setembro. O Felpo é uma iniciativa do Global Media Group, conglomerado de comunicação de Portugal que possui a rádio TSF, os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias, entre outros veículos. 
O festival tem o apoio da Prefeitura de Salvador. 
Folha UOL

Primeira edição do Ceará Design Week leva panorama sobre criatividade para o Museu da Indústria


Cabem muitas possibilidades dentro do design. Da indústria ao artesanato, dos móveis de uma sala ao cartaz em uma parede. Na concepção de joia até a escolha do formato de uma geladeira, ele pode estar presente. Passa pela moda, a arquitetura, a comunicação. Às vezes, pode custar caro, mas também tem como ser acessível ao bolso do consumidor.
Desmistificar o design e explorar essa temática para o público cearense são alguns dos objetivos da primeira edição do Ceará Design Week, que recebe visitantes desde ontem (27) no Museu da Indústria do Ceará, no Centro de Fortaleza. O evento prossegue até domingo (31). A programação se estende paralelamente por outros 15 pontos da cidade, em lojas, galerias, ateliês e instituições de ensino.
"Uma das nossas vontades é fazer com que a indústria e o mercado percebam a importância do design como peça influente para todo negócio", explica Marcos Braga, um dos curadores do evento. Treze nomes de referência local e nacional apresentam palestras que destacam a experiência com o segmento e localizam as discussões mais atuais sobre o tema.
Ceará Design Week
A proposta do evento é incentivar a produção cearense e desmistificar o designFOTO: JL ROSA
Um desses assuntos é o design afetivo - uma provocação que o consultor criativo Jackson Araújo faz para si há pelo menos seis anos. O cearense radicado em São Paulo entende que o design é uma atividade humana, produzido por pessoas e para elas. Por essa razão, Jackson provoca reflexões sobre sustentabilidade, inclusão e respeito às pessoas envolvidas no processo de construção das peças.
Para o consultor, por exemplo, as histórias de quem participou das etapas de concepção e produção dos produtos devem ser valorizadas e incluídas na trama que culmina num objeto de design.
"O grande desafio a que me proponho é incentivar essa nova geração a entender o design como desobediência. É não utilizar o design para o óbvio. Ninguém precisa de mais uma cadeira. As pessoas precisam de objetos que, para além do desejo, têm um valor que o contemple", explica, dando como exemplo a marca cearense de bolsas artesanais Catarina Mina."As pessoas precisam de objetos que, para além do desejo, têm um valor que o contemple" - Jackson Araújo, consultor criativo
"Essas mulheres que tinham o crochê como atividade de horas vagas e tiveram uma forma de empreender. Elas passaram a ser donas de casa e viraram as donas da casa. O produto delas não é apenas uma bolsa, é um passaporte para localizar essas mulheres no contexto em que elas vivem", considera Jackson. Além da palestra, o consultor lança neste sábado (30) o livro "Economia Afetiva: aprendizado para o futuro", em que reparte a experiência com o projeto "Trama Afetiva", da Fundação Hermann Hering, ao propor novas funcionalidades para os resíduos têxteis.
Coletividade
As vantagens e os desafios de empreender no ramo do design também rendem discussão na semana. O evento abre espaço para o designer Rafael Studart falar sobre a experiência com o coletivo Objeto Comum, que reúne 12 marcas de design de produto. O grupo se organizou para fortalecer os negócios individuais e garantir ainda mais presença no mercado.
"Estar no coletivo nos dá uma série de forças. Faz com que a gente não precise negociar com fornecedores sozinho, por exemplo. A gente consegue dividir tarefas e estar em mais de um lugar ao mesmo tempo", explica Rafael.
Rafael Studart
O designer Rafael Studart fala sobre a experiência com o coletivo Objeto Comum
Ele classifica a experiência como uma "minidemocracia" em que o aprendizado é fazer prevalecer a opinião do grupo, sempre respeitando as individualidades e a expressão de cada um dos profissionais envolvidos.
O grupo se uniu depois de encontrar feiras especializadas. A aproximação foi algo natural, como descreve Rafael, e acabou contribuindo com o trabalho de todos. "A riqueza do coletivo está em somar pessoas que são diferentes. Se fosse todo mundo igual, ninguém ia ter tanta qualidade. Ter pessoas que trabalham em vários setores faz a gente ter variedade de produtos e potencialidades", considera o Rafael Studart.
Materialidade
As discussões atinadas nas palestras ganham ainda mais materialidade com a possibilidade de ver o panorama sobre o design produzido no Ceará em exposição e também em uma intervenção promovida pelo curso de Design de Moda da Universidade de Fortaleza (Unifor).
Hoje, os estudantes vão realizar uma ação de 40 minutos nos corredores do Museu da Indústria, apresentando 15 looks preparados a partir dos seguintes temas: Roma Antiga, As Vanguardas dos anos 60 no Brasil, Amazônia e Essência/Terceira idade.
Ceará Design Week
A moda é um dos segmentos do design valorizados na programação, que conta com desfile com a produção de estudantes da UniforFOTO: ARES SOARES
Os visitantes poderão ainda acompanhar o cenário do design cearense nos quatro módulos da exposição que integra o evento. Com a proposta de dar ênfase ao design aplicado em diversas formas, a mostra foi dividida nos seguintes núcleos: "Design de Produto", "Inventividade no Design", "Design Inspirado - Carnaúba" e "Design Gráfico".
No primeiro deles, a exposição traz um apanhado da produção de profissionais cearenses que tiveram seus produtos consolidados no mercado. São objetos, utensílios e máquinas que foram replicados em escala industrial. Também há exemplos de produtos desenvolvidos com a preocupação de minimizar o impacto ambiental negativo, seja na produção ou no uso.
A atividade artesanal ganha visibilidade na segunda sala. Nela, objetos já conhecidos do público e assimilados no cotidiano são valorizados como peças de design. São objetos de baixo custo que foram construídos a partir da criatividade do povo nordestino, que buscava solução para problemas do dia a dia.
Símbolo do Ceará e tão versátil como o próprio design, a carnaúba é celebrada no núcleo "design inspirado". Se inserindo como complemento da exposição "Carnaúba - Árvore da Vida", que está em exibição no museu, a área demonstra como essa espécie pode ser utilizada em produtos fora do trivial, como joias e luminárias, por exemplo.
O último módulo dá destaque ao design gráfico com um conjunto inédito de pôsteres que refletem sobre o papel do design como agente de transformação social.
Ceará Design Week
Tão versátil como o próprio design, a carnaúba é celebrada no núcleo "design inspirado" da exposiçãoFOTO: JL ROSA
Ampliar
Paralelamente ao evento, a programação se expande em 15 espaços da capital cearense, entre lojas, ateliês, escolas e universidades que acolheram a proposta de discutir design a partir dos seus próprios ambientes.
"São espaços que foram convidados a realizar eventos paralelos relacionados ao tema do Ceará Design Week. É uma tentativa de 'contaminar' a cidade com essas questões, saindo do museu e dando uma movimentação ao que estamos discutindo", afirma Luis Carlos Sabadia, coordenador geral do evento.

A programação envolve palestras, exposições, oficinas, visitas e showrooms. Participam desse espaço os seguintes equipamentos: Loja Ouvidor, Transforme Coworking, Galeria Sem Título Arte, Ateliê Rian Fontenele, Casa Bendita, Ateliê Portamarela, Casa 36, Universidade Federal do Ceará, Museu da Fotografia, Centro Cultural Belchior, Marcenaria Selvagem, Observatório de Fortaleza, Opa! Escola de Design, Imagem Brasil Galeria, Casa Sem Medida, Desconexo Design.

Diário do Nordeste

Brasileira vence Prêmio de Defensora Militar do Gênero da ONU

A capitã de corveta da Marinha brasileira Márcia Andrade Braga é a vencedora do Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas. A boina-azul serve na Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) desde 2018.
A homenagem, criada em 2016, reconhece a dedicação e os esforços individuais de um soldado de paz para “promover os princípios da Resolução de Segurança da ONU 1325 sobre mulheres, paz e segurança”.
Brasileira vence Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas,Márcia Andrade Braga
A oficial brasileira (esquerda) disse estar muito orgulhosa com a escolha Minusca/Hervé Serefio
A oficial brasileira receberá o prêmio nesta sexta-feira (29) das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, na Reunião Ministerial de Manutenção de Paz de 2019, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Orgulho

Márcia Braga foi professora e também ajudou a treinar e a aumentar a consciência dos seus colegas sobre a dinâmica de gênero na operação de paz. Ao saber do prêmio, ela disse estar muito orgulhosa por sua seleção e que “missões da ONU precisam de mais mulheres para manter a paz, para que as mulheres locais possam falar mais livremente de questões que afetam suas vidas”.
Para o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, a oficial brasileira “é um excelente exemplo” da razã, porque a ONU precisa de mais mulheres na manutenção da paz.
Lacroix destaca que essa tarefa “funciona de forma eficaz quando as mulheres desempenham papéis significativos e quando as mulheres nas comunidades anfitriãs estão diretamente envolvidas.”

Necessidades e realizações

Como conselheira militar de Gênero na Minusca, a capitã ajudou a criar uma rede de conselheiros de gênero e a capacitar pontos focais entre as unidades militares. Ela também promoveu o uso de equipes mistas de homens e mulheres para realizar patrulhas no país que “reuniram informações para ajudar a entender as necessidades exclusivas de proteção” de pessoas de todos os gêneros.
Os beneficiários ajudaram a desenvolver projetos comunitários em prol de comunidades vulneráveis, que incluem a instalação de bombas de água perto de aldeias, a iluminação com energia solar e o desenvolvimento de hortas comunitárias. Um dos objetivos era que as mulheres não tivessem que percorrer grandes distâncias para cuidar das plantações.
Segundo a ONU, Márcia Braga foi “uma força motriz por trás do envolvimento da liderança da missão com mulheres líderes locais, assegurando que a voz de mulheres centro-africanas seja ouvida no processo de paz em curso”.
*Com informações da ONU News

27 de março de 2019

É FÁCIL GOVERNAR PARA RICOS

Prof. Victor Calabria*

A imagem pode conter: Victor Calabria, sorrindo, sentado e área interna
É fácil governar para ricos, lógico! Não são eles que precisam do Estado! Não são eles que precisam do SUS, da Escola Pública, da Universidade Pública, dos programas assistenciais, das farmácias populares. Se eles (os ricos) se matam de estudar para passar em cursos super concorridos nas instituições públicas e não conseguem lograr êxito, não há problema, o "painho" paga o curso desejado numa universidade particular mesmo! É muito fácil discursar para ricos, para empresários e para a casta da sociedade! Mais fácil ainda é dizer aos demais, aos pobres, aos marginalizados, àqueles que não têm meios de sobrevivência, que tudo pode ser, facilmente, resolvido na BALA. 

Afinal, já são tão deixados à parte pela sociedade mesmo, não é? Lembro-me dos versos de João Cabral de Melo Neto, em seu magnífico poema "Morte e Vida Severina", em que sabiamente declama:"Essa cova em que estás, com palmos medida, é a cota menor que tiraste em vida. — É de bom tamanho, nem largo nem fundo, é a parte que te cabe neste latifúndio [...]. É triste, é desumano, mas é assim que muitos veem o próximo. Aqueles que, muitas vezes, são produtos do meio para os quais nada foi dado, ou dos quais muito foi tirado!

Eu não tenho como ser professor da rede pública de ensino, da periferia de Fortaleza e fechar os olhos para essa realidade tão lastimável. Eu não posso defender um Plano de Governo que não veja o social ou pensa em resolver os problemas sociais com bala, instigando a violência. Há bandidos que tiram vidas, é verdade, e quantas outras vidas não são tiradas pela ausência do Estado no estabelecimento dessa legislação? A mesma que promete aos compatriotas condições mínimas de dignidade? NÃO! Eu não posso ser conivente com isso, eu rasgaria metade de meu papel cidadão! Eu não posso simplesmente expurgar aquele a quem sequer foram dadas condições de ser, minimamente, humano! Nesse sentido, vem-me muito fortemente os versos de Manuel Bandeira: "O bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem."

É de tamanho espanto, em sociedade tão marcada pela desigualdade, vermos tanta riqueza em dissonância com tanta pobreza. Tantos morrendo para só assim se acomodarem em sua própria terra, cujo espaço tem, tão somente, a dimensão de seu corpo, e ao enxergar tantos carros de luxo, palácios e mansões... uma "senhorita" que passeia com seu 'cachorrinho' que, certamente, para ter sido tosado lhe subtraiu bem mais que a alimentação mensal de um cidadão brasileiro que, parafraseando Bandeira, não é cão, não é gato, não é rato! Espante-se: é homem! É meu semelhante!

Não! Como Católico, como professor e, acima de tudo, inclusive do Brasil, como humano, eu não posso ser conivente com aquele que pode aumentar o sofrimento de famílias já tão dilaceradas pela ineficiência do Estado epela má distribuição de renda!

*Professor de Língua Portuguesa e Literatura da rede pública estadual (SEDUC) e municipal (SME/Fortaleza) de ensino e de Língua e Cultura Italiana na rede privada. Doutorando em Linguística (UFC), Mestre em Linguística (UFC) e Especialista em Gestão Escolar.

Festival de Fotografia Foto em Pauta: imagens da tragédia de Brumadinho serão exibidas em Tiradentes

Festival de Fotografia de Tiradentes Foto em Pauta 2019 apresenta trabalhos de fotógrafos do Sul do país e abre espaço para imagens sobre a tragédia de Brumadinho.


Vento Sul: Selene Sanmartin.
Vento Sul: Selene Sanmartin.
Por Thiago Ventura
Repórter DomTotal

Em sua nona edição, o Festival de Fotografia de Tiradentes Foto em Pauta 2019 não poderia deixar de abordar a tragédia de Brumadinho, crime ambiental ocorrido a cerca de 150 quilômetros da cidade histórica mineira. O drama humano e ambiental é objeto de uma das exposições do evento, além da projeção de fotos 'Testemunhos para o Não Esquecimento'.

Clique na foto acima e confira mais fotos! 

O festival tem como destaques uma exposição com trabalhos de fotógrafos dos três estados da Região Sul do Brasil e uma mostra com imagens inspiradas em sonhos e devaneios. A programação é gratuita, mas o festival também oferece curso e workshops pagos.

Outro ponto chave do Foto em Pauta 2019 é a mostra 'Ameríndios do Brasil', do fotógrafo e documentarista Renato Soares. O artista participou do Congresso Internacional de Direito Ambiental 2018, realizado pela Dom Helder Escola de Direito. O trabalho do fotógrafo consiste na documentação sistemática da rica diversidade étnica brasileira neste início de século 21.

Júlia Pontes
Júlia Pontes
De acordo com o fotógrafo Eugênio Sávio, realizador do Foto em Pauta e do Festival de Fotografia de Tiradentes, esta nona edição contempla um grande espectro da produção brasileira, exibindo trabalhos realizados de Sul a Norte do país. "A expectativa é muito boa, principalmente por ser este ano, um festival tão nacional", aponta.

Sávio destaca a projeção de fotos sobre a tragédia de Brumadinho como uma forma de manter ativa a indignação geral ante a mais um crime ambiental ocorrido em mineração. "Precisamos trazer essas imagens para o festival. Não podemos esquecer," Numa convocatória, realizada poucos dias antes do início do evento, fotógrafos podem enviar até dez imagens de Brumadinho para uma exibição ao ar livre. "Num momento em que a comunicação contemporânea se dá pela forma imagética, a fotografia se afirma como um poderoso instrumento de transformação humana e social", aponta o edital.

Nessa mesma linha, a mostra 'Ó Minas Gerais - Paisagens transitórias', da fotógrafa Júlia Pontes, exibe uma coleção de imagens aéreas, que mostram os estragos provocados pela mineração. "A real extensão e devastação humana, social e ambiental causada pela mineração, está escondida entre as montanhas de Minas, não sendo visíveis à maioria da população. Quase um século após o surgimento das grandes mineradoras, a intensa exploração resultou em uma paisagem radicalmente alterada - e estéril", descreve a artista. As imagens são exibidas na Capela de São João Evangelista.

Ísis Medeiros
Ísis Medeiros

Em evento paralelo à programação oficial, a Casa Fototech promove bate-papo e exibe fotos de Isis Medeiros, fotógrafa que colabora com vários veículos da mídia independente e movimentos sociais. A artista registrou as tragédias de Mariana e Brumadinho e teve obras transformadas em outras plataformas, como grafites e lambe-lambes. No último caso, de Brumadinho, ela resolveu privilegiar em sua cobertura a empresa que cometeu o crime ambiental.
“Cresci muito. Foi talvez a cobertura mais difícil melhor que já fiz. Pela experiência de Mariana, eu já sabia quem eram os envolvidos, já sabia qual era o modus operandi da empresa. Assim, resolvi evidenciar os responsáveis, em vez de ressaltar somente as vítimas e os bombeiros, como forma de denunciar o que ocorreu”, destaca.


Renato Soares
Renato Soares
Atuando na mídia independente e colaborando para veículos do Brasil e estrangeiros, Ísis busca uma nova narrativa, longe da visão comercial dos veículos da imprensa tradicional. “Me surpreendi bastante com a repercussão que despertou interesse até mesmo de jornais nacionais. Acredito que a forma como cada fotógrafo lê aquilo influencia o resultado. A fotografia tem que extrapolar a si mesma e fugir do modelo padrão”, defende.


Vento e Fragmentos do Onírico
A nona edição do Festival de Fotografia de Tiradentes Foto em Pauta 2019 exibe trabalhos de 31 artistas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Trata-se da mostra 'Vento Sul', sob curadoria dos fotógrafos João Castilho e Pedro David. A dupla percorreu os estados de carro e analisou a produção recente de mais de 100 autores. Foi a segunda expedição fora do eixo sudeste - em 2018, o festival mostrou o trabalho de artistas do Centro-Oeste.

João Castilho descreve a metodologia de trabalho: convocatória de trabalhos, ciclo de palestras, encontro com os artistas e leitura de portfólio. A seleção não preferenciou a qualidade técnica dos trabalhos e, sim, um eixo comum para a exposição, dando espaço tanto a artistas iniciantes como consagrados, explicitando o caráter híbrido da fotografia na arte contemporânea.

"Os trabalhos têm diversidade muito grande em termos de tendência, tema e abordagem; um material diverso, que não tem nenhum filtro. A única coisa que se pede são trabalhos autorais e experimentais", aponta Cartilho. De acordo com o curador, a mostra pode ser dividida em três eixos: confluências entre pintura e fotografia, trabalhos documentais que vão atrás da intimidade do outro e paisagens típicas do Sul.
O curador ainda destaca a exibição de obras que promovem a transcendência da fotografia. “A foto vai para o vídeo, para o objeto. Na mostra, temos até esculturas. É uma das características da contemporaneidade, pois a fotografia dos novos tempos é muito híbrida. Foto e vídeo são feitos no mesmo aparelho, resultando em artes-irmãs”, ressalta.

André SanchesAndré Sanches
A exposição "Vento Sul" é exibida em dois espaços em Tiradentes a partir desta quarta-feira (27), além de uma apresentação do projeto pelos curadores no Centro Cultural Sesiminas Yves Alves.

Outra mostra de destaque no Foto em Pauta 2019 é "Fragmentos do Onírico", que bateu recorde de inscrições nos nove anos de festival. Foram 714 autores que enviaram um total de 3151 fotografias, sendo procedentes de 20 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, e nove países. Sob a curadoria de Madu Dorella, Gabriela Sá e Anna Karina Bartolomeu, foram selecionados 42 autores, incluindo um do Equador.

Segundo Anna Karina, o trabalho de seleção foi feito "às cegas", para não favorecer nenhum artista e de modo a escolher imagens que melhor traduzissem o tema proposto. “Essa mostra é uma oportunidade muito democrática, que permite o acesso tanto de iniciantes como de fotógrafos já experientes. Foi desafiador, uma vez que a proposta é que essas imagens possam se comunicar com o público através do inconsciente, sonhos, pesadelos e devaneios”.

Para a curadora, a mostra tem a possibilidade gerar inúmeras reflexões no público. “As fotos exibidas no onírico são imagens muito mais abertas ao trabalho da imaginação. Há o ditado que ‘uma imagem vale mais que mil palavras’. Nesse caso, essa ideia transcende, pois cada foto comporta muito mais leituras, através da conexão com o inconsciente do espectador”, explica.


SERVIÇO
9º Festival de Fotografia de Tiradentes
Data: 27 a 31 de março de 2019
Locais: Centro Cultural Yves Alves, Rua Direita, nº168 - Tiradentes/MG
Inscrições para as oficinas: www.fotoempauta.com.br/festival2019/workshop/
Informações sobre o festival: www.fotoempauta.com.br/festival2019


Redação DomTotal